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Vitão diz que as pessoas estão mais interessadas em sua sexualidade do que em sua música

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Nesta última semana, através de uma entrevista, o cantor Vitão (22) revelou que tem repensado sua sexualidade. “Não sei exatamente onde me encaixo. Até então sempre me vi como um homem hétero, sempre gostei de mulheres, mas cada vez mais entendo que talvez sexo seja mais do que apenas isso“, revelou o cantor.

Após sua fala repercutir nas redes sociais, tendo até seu nome entre os assuntos mais comentados do Twitter, o paulistano lamentou que sua vida pessoal tenha mais em destaque do que a seu trabalho musical.

Pelo Stories do Instagram, Vitão desabafou: “O meu questionamento é justamente sobre o conceito de sexualidade que a gente tem no nosso mundo. E como isso acaba encaixotando a gente de todas as formas, aprisionando a gente em muitos momentos. E como isso é um grande determinador social de respeito, poder, de como as pessoas te veem, te respeitam ou não. Será que isso não é muito mais uma criação social e religiosa do que de fato nossa natureza como ser humano?”.

“Talvez a gente seja menos complicado que isso, talvez a gente só goste de se encostar mesmo, de se amar, independente de gênero, roupa, de qualquer coisa, de órgão sexual. Ou você é bi, ou gay, ou hétero, ou alguma da outras siglas. E isso acaba determinando tudo na nossa vida… por que tem que ser assim? Será que isso existe realmente na nossa natureza? Eu acho que não”, continuou.

“Eu sou músico, pra quem não sabe, lancei uma música hoje, inclusive, e está todo mundo falando só sobre se eu sou gay ou não, ao invés de ouvir minha música. E, talvez, ouvindo minha música você entenda muito mais a verdade. Esse é meu questionamento. Só quero gerar debate e discussão, é isso que os artistas fazem. Que a gente possa ser cada vez mais livre com o ser humano”, finalizou.

VItão
O cantor paulistano Vitão – Foto: reprodução

No ano passado, um fã já havia perguntado se o artista já teve curiosidade em ficar com homens, tendo ele respondido: “Eu já tive curiosidade, mano. Eu nunca cheguei a falar: ‘agora é o momento’ ou fiquei com vontade, mas já tive curiosidade. Se um dia eu tiver vontade, vou ficar e aí eu te chamo, sem dúvidas. Pode crer!“.

Vitão lançou, na última sexta-feira (06), o clipe “Declaração”; assista:

William Callegaro assume executiva nacional do LGBT Socialista

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William Callegaro, Coordenador Jurídico da Aliança Nacional LGBTI+ em São Paulo e Secretário Estadual do LGBT Socialista, agora faz parte da formação executiva nacional do LGBT Socialista. Em seu novo cargo, fará parte da secretaria de advocacy e relações parlamentares.

O evento de posse foi realizado no dia 29 de abril, junto ao 4º Congresso Nacional do segmento LGBT Socialista do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e contou com a participação da Tathiane Aquino de Araújo reeleita esse ano como Secretária Nacional do Segmento LGBT Socialista , Secretário Nacional Adjunto de relações internacionais, Thiago Ferreira de Abreu e Secretário Nacional de Advocacy e relações parlamentares William Callegaro, entre outros membros que compõem a chapa.

William Callegaro
William Callegaro – Reprodução

Com a posse do novo representante, é quebrado o jejum de três anos em que a chapa da executiva nacional LGBT não tinha nenhum representante no estado, mesmo a cidade de São Paulo ser responsável pela maior parada LGBTI+ do mundo.

Além de trazer essa representatividade, William foi responsável por criar o segmento LGBT no Município de São Paulo no ano de 2021 e, em 2022, foi eleito secretário estadual do movimento LGBT socialista no Congresso estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

“Para mim, é uma honra assumir este cargo. Vamos lutar para conseguir colocar em prática as políticas públicas efetivas para a comunidade LGBT+ e, principalmente, trabalhar para garantir mais direitos a todes”, afirma William.

Deputado contrário ao casamento gay aparece nu na cama com outro homem

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Um vídeo vazado nesta semana mostra o congressista norte-americano Madison Cawthorn (26) nu na cama com outro homem. Republicano cristão e contrário a pautas antiLGBTQIA+, Cawthorn está concorrendo à reeleição parlamentar neste mês e não negou o vídeo, acreditando estar “sendo vítima de uma chantagem e campanha de difamação”.

“Um novo golpe contra mim acabou de aparecer. Anos atrás, em um vídeo, eu estava sendo grosseiro com um amigo, tentando ser engraçado. Estávamos sendo bobos e brincando.Â É isso”, disse o republicano. “Eu disse que haveria uma campanha contra mim. A chantagem não vai vencer”, escreveu no Twitter.

Esta não é a primeira vez que o político se envolve em escândalo. Em março, disse ter sido convidado para uma “orgia” por colegas de partido e disse ter visto parlamentares cheirando cocaína. Em abril, fotos de Cawthorn usando lingerie também foram divulgadas. Dias depois, foi brevemente detido pela segurança do aeroporto da Carolina do Norte após tentar levar uma arma carregada em seu voo.

Em 2021, jornais de grande circulação nos EUA publicaram uma série de acusações contra Cawthorn, onde mais de 30 mulheres o acusavam de assédio sexual.

Deputado contra casamento gay aparece nu na cama com outro homem
Madison Cawthorn – Reprodução

Comédia gay romântica estrelada por Neil Patrick Harris estreia na Netflix

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Na última quarta-feira (4), a Netflix oficializou a estreia de “Uncoupled”, nova série de comédia romântica gay estrelada por Neil Patrick Harris. Com o anúncio, a plataforma de streaming também liberou o primeiro teaser da produção que terá oito episódios.

A série conta a história de Michael (Neil Patrick Harris), um homem que achava ter uma vida perfeita, até que seu marido o pegou de surpresa ao sair de casa após uma relação de 17 anos.

Durante a noite, além de pensar na perda do que pensava ser sua alma gêmea, ele começa a refletir sobre ser um homem gay solteiro na casa dos quarenta e poucos anos, morando em Nova York, uma cidade grande e cheia de oportunidade.

Neil Patrick Harris em “Uncoupled” (Foto: Reprodução/ Netflix)

No elenco, além de Neil Patrick Harris:  estão inclusos os atores Emerson Brooks, Colin Hanlon, Jay Santigo, Iván Amaro Bullón, Jhulenty Selossantos, Tisha Campbell, Marcia Gay Harden, Tuc Watkins, Brooks Ashmanskas, Ajay Naidu, Denny Dillon, David A. Gregory, Dan Amboyer, Inna Muratova, Anthony Cipriani, Joti Patel e Jonathan Strait.

Andrew Fleming (Emily em Paris) comanda a produção, enquanto Jeffrey Richman (Modern Family) e Darren Star (Sex and the City) roteirizam. “Uncoupled” chega ao catálogo da Netflix em 29 de julho de 2022.

Assista ao trailer:

 

João do Rio continua na moda

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João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, foi um jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo brasileiro. Era membro da Academia Brasileira de Letras. É nome de rua em Botafogo (Zona Sul do Rio / Rua Paulo Barreto)

*5 de agosto de 1881
+ 23 de junho de 1921

Nosso grande cronista e pioneiro da carioquice já foi enredo da Império Serrano no Carnaval.

João do Rio continua na moda
João do Rio continua na moda – Reprodução

Mulato, ”imortal” e precursor do Modernismo

Personagem no cinema, interpretado por José Lewgoy no filme Tabu (1982), Paulo Barreto, ou João do Rio, ou Claude, ou José Antonio José, ou Caran d’Ache, ou Joe (pseudônimos), ou Godofredo de Alencar (heterônimo com vida própria – como os de Fernando Pessoa) foi cronista, teatrólogo e contista.

Primeiro homem de imprensa a se interessar pela crônica social, estreou no jornal “Cidade do Rio” (1899) e fundou, em 1915, a revista Atlântica e em 20, “A Pátria”.

Em 1917, criou a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tendo sido seu primeiro presidente.

Foi a a Portugal várias vezes. Lá, seus textos foram amplamente publicados e é nome de Avenida na cidade de Póvoa de Varzim.

Em 1919, cobriu a Conferência de Paz em Versalhes e esteve também na Italia, Alemanha, Egito, Palestina eTurquía.

Foi o membro da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Letras.

Morte violenta

De origem humilde, tornou-se o primeiro homossexual assumido a ter reconhecimento e prestígio público no Brasil.

Tentou entrar no Itamaraty mas, por ser mulato, foi aconselhado pelo Barão do Rio Branco a desistir da carreira diplomática.

Linha do Tempo

João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto nasceu no Rio em 5 de agosto de 1881, filho do professor de matemática Alfredo Coelho Barreto e de Florência Cristóvão dos Santos Barreto, mulata e bastarda.

Durante a infância, fez seus primeiros estudos com o pai.

Na adolescência, foi leitor Oscar Wilde e Jean Lorrain (dos quais foi o primeiro tradutor brasileiro) que influenciaram fortemente o seu estilo.

Aos 18 anos começou carreira na imprensa em “A Tribuna”, como crítico literário e logo começou a produzir ficção.

O personagem de seu primeiro conto – “Impotência” – era um homossexual virgem de 70 anos.

Os do segundo – “Páginas do diário de um anormal” – dois meninos amigos de infância que se relacionavam usando sadomasoquismo psicológico.

Embora muito incipientes, estes textos adolescentes já revelam uma mente criativa.

Em 1921, morreu dentro de um táxi no bairro do Catete, dias depois de ter sido espancado por marinheiros a mando, provavelmente, de um de seus desafetos.

O corpo foi velado na redação de seu jornal “A Pátria” e o enterro acompanhado por cerca de cem mil pessoas. A versão oficial é a de um infarto fulminante quando saía da redação, a caminho da casa da mãe.

Imortal transgressor

Quando passou a fazer parte do grupo de colaboradores de José do Patrocínio no jornal “Cidade do Rio”, adotou o pseudônimo João do Rio, inspirado no “Jean de Paris”, cronista do “Le Figaro”.

Suas grandes reportagens, como “Movimento Literário” e “A alma encantadora da cidade” foram reunidas em livros que- até hoje- são um belo depoimento sobre a cultura de transição entre os séculos 19 e 20.

Em 1910, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (cadeira 26), e foi saudado pelo acadêmico Coelho Neto.

No mesmo ano em que se tornou “imortal”, editou “Dentro da Noite”, pequeno volume de contos, com tendências góticas e art nouveau.

A comédia sofisticada “A bela madame Vargas”, foi representada pela primeira vez em 22 de outubro de 1912, no Teatro Municipal, com grande sucesso de público.

João do Rio/Paulo Barreto tinha um estilo mordaz, sarcástico, se vestia com espalhafato e atraía críticas severas dos intelectuais conservadores de seu tempo.

Ipanemense

Um dos primeiros moradores de Ipanema, quando o famoso bairro ainda era um imenso areal, recebeu dois terrenos como pagamento de seus artigos, louvando o local, encomendados por um incorporador imobiliário.

Vivia na hoje chiquérrima Avenida Vieira Souto, de frente para o mar e sua mãe, Dona Florência, num imenso terreno na Rua Visconde de Pirajá, hoje a principal do bairro.

Em 1920, fundou A Pátria, jornal que dirigiu até sua morte, e foi colaborador dos jornais O Paiz, A Notícia, O Comércio (de São Paulo) e A Noite e das revistas A Revista da Semana e A Ilustração Brasileira.

Um de seus livros, “O Dia de um Homem”, de 1920, prevê o aparecimento do rádio e da televisão.

Grande amigo de Isadora Duncan, que havia conhecido na Europa, foi seu cicerone na viagem ao Brasil. Na visita à cascatinha da Floresta da Tijuca, no Rio, a bailarina dançou nua.

A reforma urbana

Entre 1902 e 1906, durante a administração do Presidente Rodrigues Alves e sendo prefeito do Distrito Federal Francisco Pereira Passos, o Rio de Janeiro sofreu a maior de suas transformações.

No início do século XX, o espaço urbano da capital não condizia com os novos padrões da modernidade de um país que atraía investidores e era o maior produtor mundial de café.

Testemunha ocular

João do Rio, testemunha ocular deste momento de renovação, escreveu matérias sobre a reforma urbana do Rio, inspirada na que acontecera em Paris no século 19, sob a direção do prefeito Georges Eugéne Hausmann.

Chegando na frente das novidades trazidas pelo Manifesto Modernista e a Semana de 22, estes textos de João do Rio são considerados o mais fecundo material sobre a cidade do Rio de Janeiro nas duas primeiras décadas do século 20, atraindo antropólogos, historiadores, urbanistas e folcloristas.

O crítico literário Brito Broca escreveu sobre João do Rio: “Ele foi um dos inovadores do jornalismo brasileiro, a ponto de ser difícil definir onde termina o jornalismo e começa a literatura”.

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João do Rio continua na moda

Algumas obras de Paulo Barreto/João do Rio, em domínio público, estão na internet em formato de livro virtual – em pdf – podem ser apreciadas por qualquer internauta (gratuitamente).

Experimente baixar “A alma encantadora das Ruas”:
https://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000039.pdf

Isabelle Castro é a primeira mulher trans a concorrer ao Miss Supranational Brasil

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Dois dos principais concursos de beleza do país acontecem na primeira semana de maio em Balneário Camboriú (SC). A nova Miss Supranational Brasil será eleita na noite de sexta-feira (6), e o Mister Brasil CNB no sábado (7). Ambos os eventos acontecem no no Centro de Convenções do Sibara Hotel.

Um dos destaques da edição feminina é que, pela primeira vez, uma mulher transgênero concorre não só à coroa na etapa brasileira do Miss Supranational, mas também em todo o mundo. A competidora é a Miss Mato Grosso, Isabelle Castro, de 28 anos. “Sou uma mulher guerreira, determinada, que luta incansavelmente por igualdade e por dias melhores”, disse a candidata. 

Isabele Castro – Miss Mato Grosso (Foto: Reprodução)

 Ao todo, são 27 representantes de unidades da federação e de regiões de todo o Brasil disputarão o título de Miss Supranational Brasil 2022. As candidatas chegaram em Balneário Camboriú na  última terça-feira (3) para participar de uma série de desfiles, eventos, fotos e gravações, que antecedem a coroação.

 A vencedora sucederá Deise Benício, modelo potiguar radicada em Brasília, e vai disputar o mundial no dia 15 de julho deste ano, na cidade de Nowy Sacz, na Polônia. A nova Miss Supranational Brasil será a primeira a receber a nova coroa do concurso, uma joia exclusiva criada pelo designer de jóias Tiago Seixas.

A final do Miss Supranational Brasil 2022 será apresentada por Juliano Crema e transmitida ao vivo pelo perfil TV Concurso Nacional de Beleza, no YouTube, e também na página de Facebook do Miss Supranational.

Isabele Castro – Miss Mato Grosso (Foto: Reprodução)

Projeto reúne drag queens do PR para shows no Hard Rock Cafe Curitiba

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O mês de maio foi reservado para as drag queens do Paraná subirem ao palco do Hard Rock Cafe Curitiba. A estreia ocorreu na última terça-feira (3), com Juana Profunda, Linda Power, Jeruza Miller, Gabryela Jhones, Pietro Lamarca e Dj Elle.

A cada semana, o Hard Rock Cafe Curitiba apresentará um show diferente, todos com Juana Profunda como anfitriã, e com os temas “Rock and Roll”, “Brasilidades” e “Divas”. “Vamos ter desde o clássico bate cabelo até show com pianos, e também drag kings”, conta Juana Profunda.

Temos um elenco bem diversificado e sempre vamos ter a Dj Elle no comando das pick ups, abrindo às 19h30 com um set de uma hora. Assim o público vai aquecendo com drinks e boa gastronomia“, acrescenta a anfitriã das “Terças Drag”. 

Show com drag queens todas as terças de maio no Hard Rock Cafe Curitiba
(Foto: Divulgação)

Na próxima terça-feira (10), é a vez de Juana Profunda recepcionar no palco as drag queens Linda Power, Diandra Rubão, Gabryela Jhones, que farão suas performances com o tema “Rock and Roll”. As próximas apresentações serão nas demais terças-feiras de maio, nos dias 17 (tema “Brasilidades”) e 24 (tema “Divas”).

Os ingressos estão à venda por R$ 120,00 (uma mesa com direito a quatro pessoas). O Hard Rock Cafe Curitiba fica na Rua Buenos Aires, nº 50, bairro Batel. Informações e reservas pelas redes sociais (Instagram e Facebook).

Serviço

Terças Drag no Hard Rock Cafe Curitiba

• 10/05 Rock and Roll: Juana Profunda, Linda Power, Diandra, Rubão, Gabryela Jhones e DJ Elle;
• 17/05 Brasilidades: Juana Profunda, Linda Power, Brigitte Beaulieu, Suzaninha, Wal di Nylon e DJ Elle;
• 24/05 Divas: Linda Power, Jeruza Miller, Gabryela Jhones, Luna Scarlet, Barbara Bueno e DJ Elle;

Rita Von Hunty se apresenta em festival de literatura em Lisboa

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A drag queen Rita Von Hunty, persona de Guilherme Terreri, se apresentará no próximo dia 7 de maio, às 20h, no 5L – Festival Internacional Literatura e Língua Portuguesa sobre como a esperança, no sentido de Paulo Freire, torna-se possibilidade de resistência de organização e de entendimento da história.

Rita Von Hunty vai desenvolver o tema Afeto-efeito entrelaçando reflexões de grandes pensadores da educação, da sociedade da cultura. Ela chegará a Lisboa, com Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, Claudiney Ferreira, gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura da Instituição e Selma Caetano, organizadora do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa.

Com o auxílio de Baruch Spinoza (1632-1677) e Gilles Deleuze (1925-1995), Rita discute o par afeto-efeito e quais são as possibilidades de organizar, resistir e lutar contra os poderes estabelecidos e os tomadores de almas. Os trabalhos de Raymond Williams (1921-1988) e Paulo Freire (1921-1997) também são evocados para entender como os afetos tristes são instrumentalizados na/pela política e como a educação pode fazer furo nesta estrutura perversa. Ao fim, Ursula K. Leguin (1929-2018) e Toni Morisson (1931-2019) conduzem à ação e à intervenção artística sob a esperança radical e da imaginação política como formas disruptivas de curar nossa civilização.

Rita Von Hunty se apresenta em festival de literatura em Lisboa
Reprodução

Já o 5L – Festival Internacional Literatura e Língua Portuguesa é uma iniciativa da Câmara Municipal da capital portuguesa, que celebra simultaneamente a língua, a literatura, os livros, as livrarias e a leitura. O festival desenvolve vários temas, mas obedece sempre a um só lema: aparecer, efetivamente, como um festival com todas as letras.

Nesta edição, de 4 a 8 de maio, debatem-se, representam-se e festejam-se tanto nomes esquecidos como nomes malditos da literatura portuguesa, presta-se atenção tanto às letras grandes como às letras miúdas e percorre-se o alfabeto de A-a-Z para mostrar as publicações mais recentes, sejam elas nacionais ou estrangeiras.

Há lugar para a celebração do centenário de nascimento de José Saramago, mas, também, para a descoberta de jovens escritores, dá-se relevo ao retrato dos leitores anônimos, à educação (e à atuação) do público infanto-juvenil à celebração literária da língua coloquial, à manutenção de hábitos de tertúlia, de relação próxima entre o leitor e seu livreiro, de escrita nos gêneros mais consagrados ou nos mais banais, ou então no modo mais híbrido: o das linhas de areia deixadas por um escriba robô nos chãos de Lisboa.

Aos serões, em uma grande sala, a mais nobre do Teatro São Luiz, decorrem os concertos, espetáculo que combinam letra e música em um impulso de aproximação à literatura percorrido tanto a capella como em samba, em hip-hop, ao som da viola campaniça ou em um tom de morabeza e sodade.

Já em palcos menores, onde o público se pode aproximar dos atores e oradores, acontecem as leituras encenadas de que se compõe a faceta performática deste festival.

Websérie “Abrigo”, produzida em Salvador, aborda a vida de jovens LGBTQIA+ na pandemia

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O Coletivo Salva de audiovisual, lançou a websérie “Abrigo”. Dividido em três episódios, já disponíveis no YouTube, o projeto tem apoio financeiro do prêmio do edital Riachão da Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura de Salvador (BA).

A websérie retrata a vida de jovens LGBTQIA+ em plena pandemia, que enfrentam o peso da solidão e as relações com a  família, religiosidade e sexualidade. Em “Abrigo”, Zé é um homem com a saúde mental já abalada. Gay e solteiro, ele sente o peso da pandemia da COVID-19 morando sozinho em Salvador.

(Foto: Reprodução)

Certo dia, a mãe de Zé, uma mulher religiosa, liga pedindo para ele abrigar em sua casa um amigo da igreja. A partir daí, Zé precisa lidar, mais uma vez, com o desconforto de esconder sua sexualidade, em meio a aproximações inesperadas entre os dois. 

É bom estar de volta, fazendo e consumindo arte. Passamos por um período bastante complicado, e poder contar novas histórias é sempre empolgante” afirma o diretor, roteirista e editor da websérie, Douglas Oliveira, em conversa com o blog Uran Rodrigues.

(Foto: Reprodução)

Esta é a primeira produção do Coletivo Salva após um período parado devido a pandemia da COVID-19. Criado em 2017, o coletivo surgiu com o objetivo de produzir conteúdos para festivais de cinema e para a internet. A ideia dos integrantes do grupo é usar o audiovisual como meio para tratar questões que consideram pertinentes para a sociedade.

“Abrigo” tem músicas do cantor e compositor Jessé Cruz e foi contemplado pelo Prêmio Riachão – Projetos de Pequeno Porte, da Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, destinado pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Assista ao primeiro episódio de “Abrigo”

Parada SP abre inscrições para artesãos, empreendedores e instituições sociais para feira cultural

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A 20ª Feira Cultural da Diversidade abriu inscrições para que artesãos, pequenos empreendedores e instituições sociais que promovem ações em prol dos direitos humanos voltados à população LGBT+ participem. Aqueles interessados poderão preencher um formulário através deste link.

A última edição, realizada em 2019, contou com cerca de 200 mil visitantes. Além disso, o evento integra o calendário de atividades propostas pela ONG Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) e acontece no dia 16 de junho, quinta-feira, no Largo do Arouche, no centro da capital paulista.

A expectativa é que haja 50 expositores que estarão distribuídos ao longo do Largo do Arouche. Os estandes estarão divididos entre os de comerciantes, instituições, patrocinadores e também na Praça de Alimentação.

20ª Feira Cultural LGBT+ abre inscrições para artesãos, empreendedores e instituições sociais
Divulgação

Nas tendas dos expositores, estão contemplados nomes ligados à ações de economia criativa. Na feirinha de arte queer, artistas plásticos têm a oportunidade de comercializar suas obras. Entre as instituições, estão presentes ONGs ligadas à cultura, saúde, direitos humanos e igrejas inclusivas, entre outras. Também haverá um palco com atrações artísticas a serem anunciadas em breve.

“A Feira tem um significado muito importante para nós, pois é a oportunidade de fomentar a geração de renda entre pequenos empreendedores LGBT+ e visibilizar a iniciativa de instituições que apoiam, protegem e dão força à nossa comunidade”, diz Claudia Garcia, presidenta da ONG.

Vale dizer que a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo foi fundada em 1999, como uma organização da sociedade civil em defesa da diversidade sexual. Seu objetivo é lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva, que reconheça direitos iguais para todos. A diretoria da Associação é formada por voluntários eleitos, com um mandato de dois anos. Para garantir o cumprimento do estatuto da organização, há um conselho de sócios fundadores. Além desse, um conselho de ética norteia as decisões da diretoria e um conselho fiscal examina suas ações.

SERVIÇO 20ª FEIRA CULTURAL DA DIVERSIDADE

  • 20ª Feira Cultural da Diversidade
  • Quando: 16 de junho
  • Onde: Largo do Arouche – Centro de São Paulo.