Neste mês, o curta-metragem “Depois Daquela Festa” estreou nos catálogos do Telecine e Globoplay. O filme é estrelado por Lucas Drummond, que também é roteirista, ao lado de Mel Carvalho, e produtor da premiada história.
O curta-metragem apresenta a história de Léo, vivido por Lucas Drummond, que descobre que seu pai, interpretado por Charles Fricks, é gay. A partir daí, junto com sua melhor amiga Carol, personagem da atriz, Mel Carvalho, ele precisa encontrar a melhor maneira de contar para o pai o que viu.
“É um filme para toda a família: leve, sensível e ao mesmo tempo extremamente engraçado. É, mais do que qualquer coisa, uma história sobre amor, respeito e união entre pai e filho. E eu perdi o meu pai pouco antes do filme estrear, o que dá ao projeto uma importância ainda maior na minha vida’”, conta Drummond.
Cena do curta “Depois Daquela Festa” (Foto: Reprodução)
Antes de chegar ao streaming, “Depois Daquela Festa” participou de 62 festivais em 26 países . Em março de 2020, o filme foi convidado para integrar o FiveFilms4Freedom, a maior campanha online em favor dos direitos LGBTQ+ através do cinema, promovida anualmente pelo British Council e pelo British Film Institute. Durante a participação, o curta foi assistido por mais de 500.000 pessoas em 110 países, alguns onde ser LGBTQ+ é crime.
Além disso, foram nove prêmios conquistados, incluindo o de “Melhor Ator” para Drummond, no Festival ComuniCurtas, na Paraíba. “Ver esse projeto estrear na televisão e no streaming é uma grande conquista. É a prova de que é possível fazer cinema independente, de qualidade e alcançar o grande público”, ressalta o roteirista do curta.
Assista ao trailer de “Depois Daquela Festa”, com direção de Caio Scot.
O ativista e policial militar trans Paulo Vaz, 2136, também conhecido como Popo Vaz, nos deixou no último 14 de março. Natural de Belo Horizonte (MG), o influenciador vivia em São Paulo.
Fotos cedidas por André FischerFotos cedidas por André FischerFotos cedidas por André Fischer
Em 2018, Popo concedeu uma entrevista ao G1 falando sobre sua infânciae que o processo de transição se deu aos 25 anos: “Eu sempre fui diferente. Sentia uma angústia o tempo todo. Fui uma criança bem masculina. Tem criança feminina que se identifica com o universo masculino, mas é mulher mesmo. Eu não me sentia assim. Na adolescência, quando começaram a nascer os seios, comecei a me sentir mais desconfortável. Eu queria ser homem, mas na época não sabia que isso existia. Tinha medo das pessoas acharem que eu era doido se dissesse isso”.
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“Fui olhar vídeos de meninos [trans] tomando testosterona e via a transformação no corpo deles em dois, três meses. Falei ‘Meu Deus, eu sou isso, sou homem trans’. Até amadurecer a ideia foram uns seis meses, porque eu estava prestando o concurso na polícia. [Pensei] deixa eu passar [no concurso], e depois vejo o que faço”, disse.
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“Hoje eu me olho no espelho e não tem mais aquela angústia. Estou onde eu queria estar profissionalmente. Me sinto realizado. Faltam algumas coisas ainda para chegar aonde quero, mas estou no caminho”, contou.
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“Comecei o processo de hormonização, que é tomar testosterona, há dois anos. Tem algumas formas de tomar testosterona, tem a forma em gel, pomada, oral e injetada. O corpo precisa de um pico de testosterona para se masculinizar. Optei pela forma injetada porque faz diferença mais rápido. Começam a aparecer as características de barba, muda a voz. E também fiz a cirurgia de retirada das mamas”, lembrou.
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Sereníssima República de Veneza (Serenìsima Repùblica Vèneta, em vêneto e Serenissima Repubblica di Venezia, em italiano), muitas vezes chamada apenas de Sereníssima, no nordeste da Itália, com capital na cidade de Veneza.
Foi um Estado que existiu do século nono até 1797 quando, ao ser invadida por Napoleão Bonaparte, foi cedida ao Império Austríaco pelo Tratado de Campofórmio.
Na Europa medieval, especialmente em Veneza, o Carnaval era, igualmente, a festa da saciedade e da inversão. A inversão de valores e de costumes vinha desde a quebra da hierarquia até ao que aborrecia ou atrapalhava: o empregado era servido pelo patrão, o pobre ironizava o poderoso, o homem se fantasiava de mulher, num travestismo consentido e incentivado.
E o carnaval passou a representar o contrário do ritual codificado.
Distribuía-se comida aos pobres, para que ficassem saciados numa época em que, normalmente, passavam fome.
Todos esqueciam as mágoas e entravam numa espécie de país das maravilhas. Nas festas pagãs, os deuses e heróis eram motivo para ironia e os religiosos também participavam do clima, simulando brincadeiras obscenas.
Carnaval de Veneza – Reprodução
Máscaras e fantasias
O primeiro registro do uso de máscaras e fantasias vem de uma lei do ano de 1268, que autorizava o porte não somente no carnaval mas, também, durante seis meses do ano.
O anonimato sempre foi uma árvore de sombra frondosa. Atos fora da lei e atitudes transgressoras, subversivas e imorais passaram a ser acontecimentos comuns. E o cidadão veneziano incorporou, durante a metade do ano, o hábito de sair à s ruas mascarado e agir como bem lhe aprouvesse.
Durante séculos, essa total impunibilidade adquirida no Carnaval, ao mesmo tempo em que contribuiu para a estabilidade econômica de Veneza, precipitou sua queda.
Cada pessoa desejava aproveitar a riqueza e os prazeres que ela podia comprar e multiplicar.
A festa pagã, que cada vez durava mais, fazia com que os dias da cidade fossem ficando, literalmente, contados.
Começando em outubro, o carnaval tornara-se a grande atração com bailes de mascaras e fogos de artifício, abusos sexuais, bacanais, orgias.
Vinha gente de toda Europa para aproveitar a transgressão consentida e regulada por decreto.
E todo mundo ganhava: os hoteleiros, os donos de restaurantes, os gondoleiros e os fabricantes de máscaras. Transformada em cidade das festas e prazeres, Veneza viu diminuir sua influência política.
Em 1608, uma lei declarava o uso de máscaras grande ameaça ao funcionamento do Estado. Entre 1799 e 1806, já sob domínio da Áustria, o uso de disfarces passou a ser autorizado somente em festas particulares e assim, acabou o encanto.
Carnaval de Veneza – Reprodução
Inspiração
O segundo governo austríaco (1815-1866) autorizou novamente as máscaras, mas o carnaval não era mais transgressão. Tornou-se uma parada de carros alegóricos ou um momento em que cada um tentava exprimir sua individualidade.
Apesar das mudanças – ou por causa delas – Veneza passou a ser o lugar preferido dos artistas. Wagner compôs lá parte de sua ópera Tristão e Isolda. Georges Sand, Alfred de Musset e Byron viveram belos casos de amor. Rossini, Bellini, Verdi também ali encontram inspiração para suas obras.
Mas os venezianos já não suportavam a censura austríaca e, em 1848, Daniele Manin proclamou a República, um breve intervalo no jugo e tentativa frustrada de emancipação.
Em 1866, Veneza se reintegrou ao Reino da Itália e, do carnaval da liberdade total, sobraram apenas as lembranças. A cidade continuou a ser um destino turístico disputado, mesmo no inverno rigoroso.
Acontece online no próximo sábado, dia 23, o 7º Encontro de Sensibilização à s Práticas Clínicas LGBTQIAP+ com objetivo de falar sobre a importância da prevenção e prevenção ao suicídio para estudantes e profissionais da saúde em geral.
Organizado pela Rainbow Psicologia, o evento traz temas importantes sobre acolhimento e acompanhamento. Entre os assuntos que serão abordados estão o desenvolvimento e a utilização da comunicação de forma neutra e inclusiva, a história da militância LGBT+ no Brasil e no mundo e a importância dela nas práticas clínicas psicológicas, as dúvidas mais comuns sobre gênero e sexualidade, além de demandas clínicas recorrentes no atendimento a pessoas LGBT’s, como atendimento de pessoas trans em processo de hormonização e transição de gênero e o conceito de LGBTFobia internalizada.
O encontro terá mediação de Hamilton Kida, psícólogo e fundador da Rainbow Psicologia, primeira empresa no Brasil a reunir profissionais de psicologia com foco em atendimento à comunidade LGBTQIAP+, e Moana Ahary, psicóloga e pesquisadora no Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio.
Quem quiser participar do evento virtual pode se inscrever até sexta-feira, dia 22, por meio do site da Rainbow (www.rainbowpsicologia.com.br/encontro/), mediante ao pagamento de uma taxa de R$ 150 para profissionais e R$ 100 estudantes da saúde.
Hamilton Kida, fundador da Rainbow Psicologia, é um dos mediadores do encontro – Divulgação
Serviço
7º Encontro de Sensibilização LGBTQIAP+
Inscrição: até dia 22 de abril
Site: www.rainbowpsicologia.com.br/encontro/
Valor: R$ 150 para profissionais da saúde / R$ 100 reais para estudantes da saúde (necessário comprovante)
Evento: dia 23 de abril de 2022
Horário: das 17h30 Ã s 20h30h
WhatsApp (11) 99386-9678
O programa Provoca, com Marcelo Tas, exibirá a cartunista Laerte no próximo dia 26 de abril a partir das 22h na TV Cultura. Na conversa, a chargista fala sobre o processo de reconhecimento de identidade, receio perante a sociedade, síndrome do impostor, feminismo radical e outros temas.
Ao comentar sobre o feminismo radical e a relação com mulheres trans, Laerte afirma: “Mulher tem um lugar histórico, social que é muito claro, muito nítido. E a população trans, transgênero, tem um lugar que é distinto desse. Mas pessoas trans que se identificam como mulher não têm problema nenhum em haver essa amálgama, essa combinação de interesses, de objetivos e de luta”. E acrescenta: “Eu já fui hostilizada por pessoas trans também, que ficavam perguntando: ‘Cadê o peito? Quando você vai colocar peito?'”.
Ela também comenta que viveu em uma época em que modelos de comportamento homossexual eram incomuns, e ela vivia “entre a atração e o terror”, não gostando muito de lembrar desses momentos em que sofreu por conta das frustrações, e que também fez os outros sofrerem. “Quando a gente nega uma coisa, a gente acaba abrindo determinadas válvulas de compensação que são ruins, te levam a momentos de raiva, destempero. E muitas vezes você não sabe o porquê direito (…).”
“Eu fiquei me enrolando por trinta e tantos anos. Eu sabia que eu gostava de homem. (…) Porque eu fiquei assustada com a possibilidade de ser gay, de ser v14d0, de ser b1x4, de ser invertido, sabe? Isso tudo era uma coisa muito assustadora pra mim, muito peso”, afirma a cartunista.
Sobre síndrome do impostor, a chargista conta: “Eu não digo (síndrome da) impostora, mas muitas vezes sinto que as pessoas estão me entendendo de uma maneira muito mais generosa do que deviam”. E, em tom de leveza, diz que está trabalhando a autocrítica na análise.
Um casal gay de mexicanos que estão há 35 anos juntos, Fred e Chuck, foram fotografados pelo influenciador Henry Jiménez na cidade de Yucatan, onde eles vivem. O post, publicado no dia 6 de abril no Instagram, teve mais de 154 mil curtidas em apenas 24 horas.
“Estou tão surpreendido e agradecido pelo recebimento desta sessão de fotos que fiz a este belo casal em Motul”, diz Jiménez“Fred e Chuck são pessoas excepcionais e não posso estar mais agradecido por me deixar congelar este momento. Não posso imaginar o quão difícil foi para eles serem gays em sua juventude, mas deixe-me dizer que, sem dúvidas, não há nada mais forte que o amor”, continuou.
“Façamos que estas fotos cheguem a muitos para demonstrarmos que o amor não tem gênero”, finaliza o fotógrafo sobre o casal gay.
Henry Jimenez Kerbox é um fotografo nascido em uma pequena cidade chamada Comalcalco, no estado de Tabasco, e que atualmente dedica a vida a fotografar o mundo da moda, celebridades e o cotidiano. Jiménez começou sua paixão pela fotografia aos 7 anos quando ganhou de presente sua primeira câmera da família, e nessa época ele começou a tirar fotos de florestas, praias e as ruas da cidade.
“Trazendo seu estilo e arte visual para os olhos do povo ao redor do mundo, com apenas 21 anos ele já era conhecido como uma dos mais bem sucedidos fotógrafos do mundo. Ele está mudando a forma de enxergar o mundo através de seus olhos”, diz a descrição dele no site oficial.
O Teatro Rival Refit realizará a festa de carnaval REBEARLLION, o “Baile dos Ursos”. O evento está marcado para o próximo sábado, dia 23 de abril, se iniciando à s 23h59. Aqueles que tiverem interesse já podem adquirir o ingresso através do Sympla.
“Nas picapes, VJ Glaucio (Bailão/Tele Music e TV BEAR), VJ Valdo Santos (Hole/Growl/TV BEAR) e Fabiano Penna (Bearway, Bailão /Growl) vão fazer a comunidade ursina rebolar até o chão com os melhores videoclipes de eletro, pop, dance, funk, brasilidades, flashback e, claro, muito samba, axé e os hits do Carnaval”, diz a produção.
O evento também contará com o uruguaio Carlos Javier Pejo, eleito “Mr. Rebearllion” na edição anterior, que animará os ursos e admiradores.
De acordo com um decreto municipal, o Teatro Rival Refit está legalmente autorizado a funcionar com lotação máxima, mas continuará com os processos de higienização e sanitização, seguindo as recomendações dos atuais protocolos de segurança contra Covid-19. O uso de máscaras não é obrigatório, mas será necessário apresentar o comprovante de vacinação ou a carteira digital do ConecteSUS, a própria caderneta física ou papel timbrado da Secretaria Municipal de Saúde para poder entrar. A regra da Prefeitura do Rio vale para todas as casas de show e outros lugares públicos fechados.
O Teatro Rival Refit começa a receber o público uma hora antes, com som ambiente, ar condicionado e serviço de bar, seguindo, claro, todos os protocolos sanitários para proteger público, artistas e funcionários. Na entrada, todos terão temperatura aferida, e haverá dispensers de álcool 70° em gel distribuídos pelas dependências do teatro.
Vale dizer que desde janeiro de 2020, o teatro é patrocinado pela Refinaria Refit, mudando sua tradicional nomenclatura para Teatro Rival Refit.
A Globo havia anunciado a produção de uma série sobre a história do Secos & Molhados, grupo que revelou o cantor Ney Matogrosso, no início dos anos 1970. De acordo com a coluna do Fefito, o projeto, que será produzido pela O2, finalmente vai sair do papel.
No último mês, a produção encerrou os testes para o trio de protagonistas. Ney será interpretado pelo ator Gabriel Leone; João Ricardo será vivido por Mauricio Destri; e Caio Horowicz assumirá o papel de Gérson Conrad.
Gabriel Leone será Ney Matogrosso (Foto: Reprodução)
A série será inspirada no livro “Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados“, de Miguel de Almeida. De acordo com a coluna do Fefito, os roteiristas também tiveram conversas com os músicos da banda. A série será lançada no GloboPlay, no ano que vem. A escalação do elenco está na reta final e as gravações devem começar em junho deste ano. Além da série de ficção, que deve posteriormente ser transformada em filme, haverá também a produção de um seriado documental sobre a banda, em quatro episódios, para o Canal Brasil.
Lucas Machado, o namorado do repórter investigativo da TV Globo Gabriel Luiz (29), que foi esfaqueado no Distrito Federal em uma tentativa de latrocínio, publicou uma homenagem no Instagram dizendo que está confiante na recuperação do jornalista.
“Nessa semana, desde que nos conhecemos, foi a primeira vez que acordei sem uma mensagem sua de ‘bom dia’ que tornava o meu mundo um lugar melhor. Sou testemunha da luz que você é e do amor pela vida que você tem. Eu olho pra você e sei que sairá dessa. Estou e sempre estarei ao seu lado. Te amo!”, diz a mensagem.
Gabriel levou cerca de 10 facadas de dois indivíduos no fim da noite do dia 14/04, próximo ao condomínio onde mora, na região Sudoeste de Brasília. O jornalista foi socorrido ao Hospital de Base, foi submetido a uma série de cirurgias e, agora, está internado em um hospital particular do Lago Sul.
Cerca de 20 horas depois da tentativa de latrocínio, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou os autores do crime: um deles é um adolescente de 17 anos que foi apreendido no fim da tarde de sexta (15/4), por volta das 17h30, e encaminhado à Delegacia da Criança e Adolescente (DCA 1) da Asa Norte.
O segundo criminoso, de 19 anos, chamado José Felipe Tunholi, foi preso à s 19h30 do mesmo dia quando chegou à 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro Velho) cercado por policiais para presta depoimento. Os dois confessaram o crime e disseram que decidiram assaltá-lo por estar caminhando sozinho e alegaram não conhecer o jornalista. Tunholi passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva no domingo.
Até o fechamento desta notícia, Gabriel Luiz permanece internado na UTI, sem previsão de alta. No entanto, o boletim médico divulgado nesta segunda-feira, dia 18, indica que o estado de saúde dele é estável, “passou a noite bem e o quadro está dentro do esperado”.
Partindo de depoimentos de homens gays idosos e com uma obra que celebra o orgulho da ancestralidade LGBTQIA+, o artista Renato Turnes dirige, escreve e protagoniza Homens Pink. O solo, da Cia La Vaca (SC), estreia na sexta-feira, 29 de abril, à s 21h30, no Sesc Belenzinho. A temporada vai até 15 de maio com sessões sextas e sábados, à s 21h30, e domingo, à s 18h30.
O espetáculo é uma performance documental solo que toma como base para sua dramaturgia original os relatos dos senhores entrevistados, no sentido de atualizar memórias de resistência. Recordações pessoais do ator se fundem a lembranças emprestadas: a infância, o sexo, o fervo, a epidemia da AIDS e a luta dos pioneiros.
O projeto foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural de 2017/2018 e iniciou sua trajetória com um documentário homônimo que estreou online entre os anos de 2020 e 2021 em festivais nacionais e até em Bangkok, na Tailândia. Com a temporada no Sesc Belenzinho, o filme ficará disponível no canal de Youtube da Cia de 27 de abril até 17 de maio com audiodescrição e libras, além de legendagem em inglês e espanhol. Nos palcos: Homens Pink também ganhou uma performance virtual devido aos protocolos sanitários para a contenção da pandemia do Covid-19. Com a retomada das atividades e o retorno dos eventos culturais, o espetáculo encontra o público para uma temporada presencial.
Rento Turnes em cena – Foto: Cristiano Prim
“Na época de minha adolescência, tinha uma geração mais velha que já era conectada com o universo LGBTQIA+. Eles sabiam as melhores músicas, tinham mais conhecimento da moda, eram um modelo para nós mais jovens. Com o passar dos anos, comecei a questionar por onde andavam essas pessoas e iniciaram-se os questionamentos sobre o processo de envelhecimento e invisibilidade. A questão de não se sentir mais confortável em certos ambientes. Assim como toda a sociedade, esta comunidade também é atingida por não estar mais nos padrões de beleza e consumo. Foram encontrados momentos de convergência como a explosão da epidemia da AIDS. São narrativas que se distanciam e se tocam ao mesmo tempo”, ressalta o ator.
Durante a pesquisa, Renato Turnes encontrou, em São Paulo e em Florianópolis, nove homens gays dispostos a compartilhar com ele suas memórias: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa e Wladimir Soares. Fotos, projeções e objetos dos próprios entrevistados compõem os elementos de cenário e figurino que remetem a luz e escuridão, características que reforçam o tom agridoce do espetáculo em meio aos fragmentos narrativos.
“Nossas histórias eram contadas por um grupo hegemônico, passando pelos mesmos temas e abordagens. Todavia, nos últimos anos, houve uma mudança de perspectiva. Finalmente a história tem sido contada por nós mesmos. A comunidade LGBTQIA+ tem mostrado suas vidas, gerando novas facetas envolvendo idade, raça. Homens Pink é uma reverência para aqueles que vieram antes, os pioneiros na luta por uma série de direitos”, enfatiza Turnes.
SINOPSE:
Homens Pink é um espetáculo criado a partir dos depoimentos de um grupo de senhores gays. No corpo-arquivo em cena, narrativas sobre infância, fervo, epidemia e resistência conectam-se a acervos pessoais e compõem um documento performativo que celebra a experiência dos pioneiros e o orgulho das ancestralidades dissidentes.
SERVIÇO:
HOMENS PINK Sesc Belenzinho - Local: Sala de Espetáculos I Temporada: De 29 de abril a 15 de maio. Sextas e sábados, à s 21h30, e domingo, à s 18h30 Ingressos: R$ 30 (Inteira) e R$ 15 (Credencial Plena / Meia) Compras: https://www.sescsp.org.br/programacao/homens-pink/ (Vendas a partir de 19/4) Duração: 50 minutos. Classificação: 14 Anos. Capacidade: 100 lugares
Sesc Belenzinho Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700 sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento De terça a sábado, das 9h à s 21h. Domingos e feriados, das 9h à s 18h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.
Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).
Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)
FICHA TÉCNICA:
Direção artística, texto e performance: Renato Turnes. Assistência de criação: Karin Serafin. Iluminação e projeções: Hedra Rockenbach. Edição de vídeos: Marco Martins. Imagens VHS: Carlos Eduardo Valente e Dominique Fretin. Figurinos e máscara: Karin Serafin. Trilha sonora original: Hedra Rockenbach. Arte gráfica: Daniel Olivetto. ​Fotos: Cristiano Prim. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção: Milena Moraes. Realização: La Vaca Companhia de Artes Cênicas. Artistas provocadores: Anderson do Carmo, Vicente Concilio, Fabio Hostert e Max Reinert. A partir das memórias de: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa, Wladimir Soares. Acervos pessoais gentilmente cedidos pelos entrevistados. Apoio: Rumos Itaú Cultural e Sesc.
RENATO TURNES
É ator, diretor de teatro e cinema, roteirista e documentarista. Como ator se destacou com a criação da Trilogia Lugosi, série de solos de terror a partir de textos de Poe, Lovecraft e Bonassi. Diretor artístico da La Vaca Cia de Artes Cênicas, junto a qual dirigiu Mi Muñequita: Kassandra, e Uz, além de atuar em Le Frigô e Ilusões. Fora da cia, dirigiu diversos trabalhos, tais como Emoções Baratas (Cia Experimentus), Eu Faço Uma Dança que a Minha Mãe Odeia: Parte da Paisagem e Eco (Karin Serafin): Dona Bilica Naquele Tempo (documentário e espetáculo – Pé de Vento Teatro): Cartografia do Assédio (Coletivo Karma) e Rinha (Grupo Risco). Nos últimos anos tem investigado as relações entre filme documentário, corpo-arquivo e documento performativo, em diversos projetos. Pesquisador do teatro popular, dirigiu documentários sobre circo-teatro, entre elesÂ É Bucha! 40 anos do Teatro Biriba e publicou o livro O Baú do Biriba: dramas, sobre dramaturgia circense.
Com especial interesse na ancestralidade LGBTI+, dirigiu espetáculos e filmes como Não Representadas, Homens Pink, Finas & Caricatas e O Amigo do Meu Tio e roteirizou curtas como Selma Depois da Chuva e os inéditos Bloco dos Corações Valentes e Da Cabeça Aos Pés. Entre diversos prêmios recebeu a Medalha do Mérito Cultural Francisco Dias Velho, o Prêmio Waldir Brazil e o Troféu Isnard Azevedo em reconhecimento à sua trajetória como artista de teatro. Seu filme documentário Homens Pink, lançado em 2020, recebeu o Prêmio Especial do Júri no DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero – 2020 e o Prêmio de Melhor Média Metragem no Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Filmes de Arquivo 2020.
LA VACA COMPANHIA DE ARTES CÊNICAS
É uma companhia brasileira de teatro criada pelos artistas Milena Moraes e Renato Turnes, em Florianópolis. Em 2008 iniciou sua trajetória estabelecendo parcerias com dramaturgos da nova cena latino-americana. Desenvolveu projetos que incluem linguagens diversas, expandindo a experiência com o palco tradicional para o teatro contemporâneo, intervenções urbanas, performance e audiovisual, firmando relações criativas e profissionais com artistas de outros coletivos. Em 14 anos de atuação, segue investindo na produção de trabalhos politicamente comprometidos, que buscam o diálogo potente com os espectadores.