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Club Metrópole, em Recife, recebe edição “caras e coroas” da festa Bear Celebration

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Nesta sexta-feira (6), às 22h, ocorre mais uma edição da Bear Celebration. O encontro será na pista New York, do Club Metrópole, região central de Recife (PE). A temática da festa será “Caras e Coroas”, com foco no público adulto e também direcionada para os jovens que gostam de uma boa música flashback, com sets de DJs que fizeram nome nas cabines de casas famosas da capital pernambucana.

A começar pelo DJ Barreto, que foi residente da boate Misty que:  coincidentemente, funcionou no mesmo casarão da Metrópole. Barreto é  conhecido do público e adora tocar hits das bandas Depeche Mode, New Order, A-Ha, Bauhaus, Communards, entre outros artistas. “O som de Barreto é diversificado ele passeia por esse pop e pelos hits FMs dos anos 80 e 90 com maestria“, diz Fred Queiroz, jornalista e produtor da Bear Celebration.

DJ Érico Junior (Foto: Reprodução)

Outro DJ da noite que estará na festa é Érico Junior, ex-residente do club Over Point. Ele traz para a Bear Celebration o House originado nos anos 1980, mas não dispensae a Eurodance, com música da cantora Corona ao grupo Double You remixado pelo produtor italiano Lee Marrow. “Meu set será uma surpresa e farei muita gente sorrir de alegria neste túnel do tempo“, aposta o DJ.

Já o DJ André Navarro, residente do selo Bear Celebration, sempre foi fã de música eletrônica, tomou gosto e aprendeu a mixar sets memoráveis. André começou a trabalhar como DJ no início dos anos 2000 em festas na sua cidade Goiana (interior da zona da mata Norte de Pernambuco). Hoje, ele produz seus próprios mashups (mistura de duas a três músicas com uma mesma batida) e um gosto apurado para escolher seus sets sempre elogiados pelos seus fãs.

(Foto: Reprodução)

Serviço

Bear Celebration

Quando: Sexta-feira, 6 de maio de 2022;
Onde: Club Metrópole – Rua das Ninfas, 125, no bairro da Boa Vista -  Recife (PE);
Ingressos: R$40,00 (segundo lote) à venda no PIX: (81) 99898-3734 ou no sympla.com.br/bearcelebration.

Grupo IAUDIT anuncia vagas de emprego para pessoas trans

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O Grupo IAUDIT anunciou uma parceria com a TransEmpregos, plataforma que permite que as empresas disponibilizem vagas específicas para a população trans em todo o Brasil. Somente em 2021, o site foi responsável por divulgar 4.204 oportunidades, gerando 797 empregos para o público.

De acordo com o mais recente relatório da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transsexuais), 88% dos entrevistados acredita que “as empresas não estão preparadas para contratar ou garantir a permanência de pessoas trans em seus quadros”. Além disso, estima-se que 20% da população trans está desempregada e 56,82% sofrem com insegurança alimentar, segundo dados da mesma pesquisa.

A parceria com a TransEmpregos nos permitirá abrir ainda mais oportunidades para um importante grupo, muitas vezes excluído (mesmo que involuntariamente) dos processos seletivos tradicionais. Não estamos abrindo vagas exclusivas para transgêneros, mas sim, reforçando que todas as nossas oportunidades devem receber candidatos plurais em pensamento, identidades de gênero e orientações sexuais“, explica Marcus Cairrão, CEO do Grupo IAUDIT.

A ação visa disponibilizar, na plataforma, as vagas de emprego disponíveis no Grupo IAUDIT, sendo elas nas áreas de tecnologia, administrativa, comunicação e marketing, background check, consultoria e auditoria. Até o momento, cerca de 30 vagas em regime híbrido já foram disponibilizadas na plataforma, no entanto, a empresa ressalta que todas as vagas abertas, mesmo antes do início da parceria, sempre estiveram abertas ao público trans.

Com a expansão da empresa, tivemos a oportunidade de olhar com ainda mais carinho para esse público. O respeito pelas diferentes identidades de gênero e orientações sexuais é uma forte bandeira para o Grupo IAUDIT. Acreditamos que quanto mais as equipes forem diversas, mais potente vai ser o nosso resultado e a parceria com o TransEmpregos é um passo fundamental desta conquista“, conclui Débora Pereira Zafalon, head de pessoas da empresa

O Grupo IAUDIT possui um comitê de diversidade constituído por colaboradores, com a missão de tornar o ambiente mais diverso dentro e fora da empresa. O comitê surgiu em agosto de 2021 com o intuito de tornar a diversidade algo presente no dia a dia da companhia.

Livro “Armário Vazio Não Para em Pé” aborda a descoberta da sexualidade na adolescência

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Em seu livro de estreia, inspirado na própria história, Guilherme Moraes apresenta a história de Davi, menino que começa a entender sua sexualidade ainda na adolescência, mas que também vê os desdobramentos dessa descoberta na fase adulta. “Armário Vazio Não Para em Pé: baseado em closes, corres e fatos reais”, traz passagens reflexivas, divertidas e desafiadoras, com objetivos de aumentar a representatividade na literatura brasileira. 

A ideia do livro surgiu quando percebi que nunca havia encontrado uma obra que se conectasse com as minhas próprias experiências de alguém que descobriu ainda muito cedo que sua sexualidade não era a que o mundo esperava e não teve a quem recorrer”, explica o autor Guilherme Moraes, de 31 anos.

(Foto: Reprodução)

Pesquisei vários títulos, descobri poucos e até li alguns, mas a oferta ainda é muito escassa. A maioria dos livros sobre amor gay ainda fica na sessão erótica, como se não houvesse também uma demanda por romances e outros gêneros, por isso resolvi escrever o meu próprio“, complementa Moraes.

Segundo pesquisas realizadas em 2020 e 2021 pelas empresas Getty Images, GLAAD, Elife e SA365, a representação da comunidade na mídia e publicidade ainda continua pouco numerosa e, por muitas vezes, estereotipada. “Nos anos 90 e até no começo dos anos 2000, havia quase nenhum conteúdo que mostrasse afeto gay. O homem gay sempre estava associado ao humor, e nunca ao amor. E isso fez muita falta para muitos jovens gays que cresceram sem exemplos mais reais”, pontua o autor.

O livro chega como um desabafo e, ao mesmo tempo, como uma referência para que pessoas de todas as idades, que já se sentiram desajustadas ou oprimidas pelo mundo, saibam que pode existir uma saída para a dor e medo que carregam dentro de si e que existe começo, meio e, claro final feliz“, acrescenta moraes.

“Armário Vazio Não Para Em Pé – baseado em closes, corres e fatos reais” está disponível para compra no site da Amazon (e-book), no Clube de Autores (versões e-book e física) e em diversas livrarias online do país como Livraria Cultura, Submarino e Lojas Americanas. 

(Foto: Reprodução)

O livro

Em “Armário Vazio Não Para em Pé: baseado em closes, corres e fatos reais”, Davi é um jovem brasileiro que faz exatamente tudo o que se espera dele. Vai bem na escola, uma instituição religiosa bastante conservadora, cuida dos irmãos mais novos e não dá nenhum trabalho para os seus pais. O típico bom menino.

Nunca ousou colocar um pé fora da linha até que, no auge da sua adolescência, uma experiência transformadora revela algo que o jovem havia mantido em segredo por muito tempo: sua sexualidade é diferente de todos ao seu redor. E, de repente, ele se torna exatamente tudo o que não se esperava dele.

Desde que se percebe diferente dos demais, Davi embarca numa jornada cheia de descobertas interessantes, experiências malucas e muitas surpresas que transformam a sua vida em um verdadeiro enredo de amor, comédia, medo, sexo, terror e, claro, muito drama, pois além de tudo Davi se viu solitário nessa missão de descobrir o que significava ser uma pessoa cuja existência desafiava a norma social.

Sobre o autor

Guilherme Moraes da Silva nasceu em Osasco (SP), em 1991, e se identifica como um homem cisgênero gay que acredita no poder que o amor tem de melhorar a vida. Graduado em Comunicação Social — Publicidade e Propaganda, sempre gostou de contar e ouvir histórias, mas nunca encontrou uma boa o suficiente que se relacionasse diretamente com a sua própria vivência e lhe fizesse se sentir acolhido ou minimamente representado.

Moraes decidiu escrever seu primeiro livro, “Armário Vazio Não Para Em Pé, baseado em closes, corres e fatos reais” para que outras pessoas encontrassem em Davi uma figura que representasse aqueles que já se sentiram estranhos, desajustados, rejeitados e até mal compreendidos pela sociedade, mas que mesmo assim não deixaram de amar, lutar e sonhar.

Guilherme Moraes é autor do livro (Foto: Reprodução)

Casamento comunitário em SP pretende reunir 600 casais em cerimônia gratuita

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A data do próximo Dia dos Namorados, 12 de junho, está reservada para centenas de casais dizerem o “sim” no casamento comunitário gratuito organizado pela Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), por meio do Centro de Integração da Cidadania (CIC), em São Paulo.

A expectativa é reunir cerca de 600 casais, acompanhados de testemunhas e convidados, em uma grande cerimônia. O casamento coletivo ocorrerá no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, na capital paulista, a partir das 10h, com direito a tapete vermelho, banda e fotos.  

De acordo com a organização, a ação tem como objetivo possibilitar a oficialização da união de casais com renda total de até três salários mínimos, que deverá ser comprovada por meio de documentos de acordo com o estado civil atual (solteiro, divorciado ou viúvo). Os casais que se encaixarem neste perfil terão direito a gratuidade na documentação e na cerimônia.

(Foto: Reprodução/ Internet)

Desde 2004 o CIC presta serviços de auxílio com a regularização da documentação e demais etapas, totalizando 5.964 casais casados em 62 cerimônias até 2021. Os casais interessados precisam se inscrever em qualquer unidade do CIC ou no formulário online (link aqui) até a próxima sexta-feira (6).

Após a inscrição, o casal deve ir ao cartório da sua região, até o dia 11 de maio, para habilitar sua situação. E, também podem entrar no grupo de WhatsApp (link aqui) da sua região para receber mais informações a respeito do grande dia.

O CIC possui 18 unidades na Capital, na Grande São Paulo, no litoral e no interior do estado. Na capital são 8 unidades: CIC do Imigrante (Barra Funda), Leste (Itaim Paulista), Oeste (Jaraguá), Sul (Jardim São Luís), Norte (Jaçanã), Casa da Cidadania (Jabaquara), Feitiço da Vila (Valo Velho) e Grajaú. Na Grande São Paulo são 4 unidades: Guarulhos, Pirapora do Bom Jesus, Francisco Morato e Ferraz de Vasconcelos. No interior, o CIC possui unidades em Campinas, Juquiá, Jundiaí, Laranjal Paulista e Cajamar. Há, ainda, uma unidade no litoral, em São Vicente.

Serviço

Casamento coletivo
Data: 12/06/2022;
Horário: 10h às 17h;
Local: Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro;
Endereço: Rua Abílio Soares, 1300 – Paraíso – São Paulo, SP;
Formulário de inscrição aqui.

Musical “Naked Boys Singing!” terá única apresentação em Curitiba

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O espetáculo Naked Boys Singing! terá uma única apresentação em Curitiba, no dia 14 de maio (Sábado) às 20h, no Teatro Ebanx Regina Vogue, localizado na Avenida Sete de Setembro, 2775 – 2004 – Rebouças.

Sucesso de público e crítica, o espetáculo aborda questões ligadas ao universo masculino cisgênero, como masturbação, ereção involuntária, corpo padrão, gordofobia e amor. O espetáculo é dividido por 15 atos musicados, que vão desde a comédia ao drama, com músicas pujantes, tocadas ao vivo por um pianista, além de uma equipe criativa com nove artistas.

Segundo o diretor Rodrigo Alfer, a pele exposta, desta vez, no musical tem um significado mais amplo e poético, principalmente pelo momento de pandemia em que fomos obrigados a nos cobrir, e temermos o corpo e contato com o outro. O musical além de libertador é uma celebração à vida.

No Brasil, a nova montagem esteve em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno (2021) e, devido ao sucesso, retornou em cartaz com nova temporada presencial, em janeiro de (2022), no Teatro Nair Bello. O espetáculo esteve também no Teatro Claro Rio, no Rio de Janeiro (2022).

Musical "Naked Boys Singing!" terá apresentação única em Curitiba
Divulgação

SERVIÇO:

“Naked Boys Singing!”

Única sessão

Ficha Técnica:

  • Idealização: Robert Schrock
  • Versionista: Rafael Oliveira
  • Direção: Rodrigo Alfer
  • Direção Musical: Ettore Veríssimo
  • Assistente de Direção Musical: Gabriel Fabbri
  • Direção Coreográfica: Alex Martins
  • Assistente de Coreografia: João Hespanholeto
  • Direção de Acting: Érika Altimayer
  • Cenário e Figurino: Daniele Desierrê
  • Desenho de Luz: Guilherme Pereira e Rodrigo Alfer
  • Operação de Luz: Guilherme Pereira
  • Desenho de Som: André Omote
  • Copista: Rafael Gamboa
  • Cenotecnia: Alexandre de Marco
  • Produção: Alexandre de Marco
  • Produção Bacana Produção Artísticas & Mosaico Produções
  • Elenco: André Lau, Aquiles, João Hespanholeto, Lucas Cordeiro, Ruan Rairo, Silvano Vieira, Victor Barreto, Naice, Tiago Prates, Rodrigo Serphan e Gabriel Fabbri – Pianista

Nos Jogos Sul-Americanos, fotógrafo realiza exposição com atletas LGBTQIA+ da Argentina

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Durante o III Jogos Sul-Americanos da Juventude, que acontece na Argentina esse mês, a Aliança Francesa da cidade de Rosário inaugura a mostra de fotografias: “La cancha de la diversidade“, de Émilien Buffard, no Museu Castagnino, um dos mais importantes do país.

A exposição conta com 15 fotografias e 15 depoimentos, destacando 50 grupos esportivos LGBTQIA+ de toda a Argentina que buscam redefinir os valores clássicos do esporte. “La cancha de la diversidad” tem o objetivo de promover a inclusão, independentemente da orientação ou identidade sexual, gênero ou condição física.

(Foto: Émilien Buffard)

A mostra, inaugurada no último dia 30 de abril, no Museu Castagnino, também estará disponível em outros dois locais: a partir desta quarta-feira (4), no Museu de Belas Artes; e na quinta-feira (5), no Centro Municipal da Zona Sul “Rosa Ziperovich”, na Argentina.

Segundo Émilien, a exposição será apresentada de diferentes formas e com diferentes cenários dependendo do local: “No Castagnino eles estarão na fachada, e em um grande formato ao ar livre que impressionará as pessoas. Quase todas as imagens tem 2,5 metros de altura, e um deles com 9 metros de altura que cobrirá toda a fachada do museu”, disse ele, em entrevista ao site argentino Mirador Provincial.

(Foto: Émilien Buffard)

Para o fotógrafo, “o projeto tem a ver com a representação das diversidades para mostrar que para praticar esportes não é preciso ter um corpo hegemônico, ser bonito, ser heterossexual.

Ao site Mirador Provincial, Émillen destacou que a exposição foi pensada para dialogar com os Jogos Sul-Americanos. “Ocupar espaços públicos com bandeiras como fazem algumas equipes esportivas é muito importante para que as pessoas aprendam a aceitar que existimos. […] A ideia é demonstrar um compromisso real com a juventude por um esporte mais inclusivo”, finaliza o fotógrafo.

(Foto: Émilien Buffard)
(Foto: Émilien Buffard)
(Foto: Émilien Buffard)

Coletivo de drag queens inaugura espaço para potencializar a arte LGBTQIA+ Brasília

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Na última segunda-feira (25), o Distrito Drag, coletivo criado por artistas transformistas do Distrito Federal, abriu as portas da sua mais nova sede, em Brasília, no sétimo andar do Edifício Jamel Cecílio, Setor Comercial Sul da capital federal. As informações são da Mídia Ninja.

Aberto à população, o espaço tem objetivo de potencializar a produção, circulação e difusão das manifestações artísticas e culturais da comunidade LGBTQIA+. Em outubro deste ano, o Distrito Drag completará cinco anos de existência e reunirá importantes drag queens do cena local, como Ruth Venceremos, Mary Gambiarra, Raykka Rica, Rojava, Abigail, Amenda, Kelly Queen, Nágila GoldStar e Mozilla FireFox.

A sede do Distrito Drag, um espaço alugado de 330 m², será um lugar de capacitação, formação político-cultural e artística, através de cursos, oficinas e workshops. Além disso, terá espaço de convivência, camarim, salas multiusos e um estúdio para vídeos e fotos. Será aberto para artistas transformistas que precisam de um lugar para se montar, realizar ensaios, entre outros.

Inauguração do espaço (Foto: Amenda N)

Me lembro que muitas vezes tive que levar minha maquiagem no porta-malas do carro, me montar em estacionamento de mercado ou até mesmo na rua por não ter lugar adequado e liberdade em casa”, relata Mary Gambiarra, uma das idealizadoras do Distrito Drag. “É importante e valioso saber que vamos abrir as portas para pessoas que seguem não tendo oportunidades e espaços”, pontua.

Cada espaço da sede foi pensado para manter viva a história e memória da comunidade LGBQIA+ e prestar homenagem a algumas personalidades: Sala de Convivência Marielle Franco; Camarim Miss Biá; Sala Multiuso Vera Verão. “Queremos colorir ainda mais o Distrito Federal e ocupar a área central de Brasília, fortalecer nossa cena cultural e demarcar o plano piloto com nossa arte exagerada e potente” diz Rojava, artista transformista e diretora do Distrito Drag.

Em sua história, o coletivo já promoveu diversas ações, como o Bloco das Montadas, o Calendário Drag, Festival Nacional de Arte Transformista, Performática Drag, atividades formativas e de capacitação. A fim de mobiliar o espaço, o Distrito Drag abriu uma vaquinha online.

Inauguração do espaço (Foto: Amenda N)

Daniel Peixoto lança o álbum de remixes “Come to Me” nas plataformas de stream

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O álbum de remixes “Come to Me”, de Daniel Peixoto, chega finalmente às plataformas de stream após doze anos de seu lançamento em formato físico. 15 versões desse, que foi o primeiro single do bem sucedido disco “Mastigando Humanos”, onde o cantor fez sua estreia solo depois de sacudir o cenário queer nacional com a banda de electropunk Montage.

O single, além dos remixes contou com videoclipe e uma turnê que viajou o Brasil inteiro. As músicas ganham novas roupagens que passeiam da house music, EBM, Techno, Nu Disco ao electropop. Fazem parte do projeto DJs como Leiloca Pantoja, Pejota Fernandes, Malka, Montage, Jô Minstiguett, Killer on the dancefloor e muitos outros nomes da cena brasileira.

Daniel Peixoto é um cantor brasileiro nascido em Fortaleza no dia 5 de janeiro de 1986. Oriundo do bairro da Aldeota, mudou-se ainda criança para a cidade do Crato, no interior do Ceará, com sua mãe. Pelo lado paterno, é neto do militar e político, Cordeiro de Farias, e hexaneto, pelo lado materno, de José Pereira Filgueiras, capitão-mor do Crato. Lá, passou a frequentar aulas de canto, piano e teatro.

Na adolescência, trabalhou como modelo e VJ pela região. Foi em 2005 que, junto ao DJ Leco Jucá, ele formou o Montage, banda de electro-punk tida pela revista Bizz como a “banda que faltava no cenário musical há, pelo menos, 18 anos” e pelo jornal Folha de S. Paulo como “melhor show”. A banda mudou-se para São Paulo em meados de 2006.

Tocou no Tim Festival ao lado da banda de indie rock Vanguart e apresentou-se no programa da Regina Casé, Central da Periferia. Em 2009, o duo se separou amigavelmente e Daniel deu inicio a sua carreira solo. Neste mesmo ano ele abriu o show da banda britânica The Prodigy.

Vale dizer que o cantor foi o vencedor do Prêmio Dynamite de Música Independente 2012 na categoria “Melhor Álbum de Música Eletrônica”.

Foto: Bruno Zanardo
Foto: Bruno Zanardo
Daniel Peixoto lança o álbum de remixes "Come to Me" nas plataformas de stream
Foto: Bruno Zanardo

Marcha do Orgulho Trans de SP terá a presença de atrizes da série “Pose”

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A 5ª Marcha do Orgulho Trans de São Paulo já tem data confirmada: 17 de junho. Conforme a organização do evento, a marcha será realizada no Largo do Arouche, região central da cidade, das 12h às 21h. A edição de 2022 irá abordar inovação, empreendedorismo e empregabilidade trans. 

A marcha contará com inúmeros convidados, como a vereadora Erika Hilton (PSOL) e da deputada estadual Erika Malunguinho (PSOL). Além das políticas, o evento terá a presença das atrizes Angelica Ross e Dominique Jackson, da série Pose“. As duas interpretaram Candy Ferocity e Elektra Evangelista, respectivamente.

Angelica Ross em “Pose” (Foto: Reprodução)

Considerado o maior evento de protagonismo de pessoas trans, travestis e não-binárias da América Latina:  após dois anos acontecendo online, devido a pandemia de convid-19, a Marcha do Orgulho Trans terá formato híbrido (presencial e online).

No Largo do Arouche, também está agendada para acontecer nos dias 11 e 12 de junho a “Feira Trans“. Além disso, antes e depois da marcha – nos dias 3, 10 e 24 de junho – haverá eventos em formato online.

Convidados da 5ª Marcha do Orgulho Trans de SP (Foto: Reprodução)

Clovis Bornay, ícone do carnaval carioca

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Vencer concursos de fantasia nunca foi novidade para Clóvis Bornay que era, e continuará sendo, sinônimo de Carnaval Carioca e símbolo da alegria da Cidade Maravilhosa. Ano após ano, sua imagem colorida e triunfal alegrava os espectadores do Sambódromo.

Clovis Bornay, ícone do carnaval carioca
Clovis Bornay, ícone do carnaval carioca – Reprodução

Caçula de doze irmãos, Clóvis nasceu em 10 de janeiro de 1916 em Nova Friburgo (município da região serrana do Rio de janeiro), filho de mãe espanhola e pai suíço. Em 1928, ainda menino e frequentador dos bailes do Fluminense Futebol Clube, manifestou uma grande vocação de folião.

Bornay de “Príncipe Hindu” – Reprodução

Em 1937, inspirado nos bailes de máscaras dos carnavais de Veneza convenceu o então diretor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Silvio Piergilli, a instituir um Baile de Gala em que fantasias de luxo seriam premiadas. Diante dos deslumbrados membros do júri do concurso, Clovis se apresentou de “Príncipe Hindu” e ganhou o primeiro lugar.

Juventude, beleza e disposição não eram suficientes. Bom gosto e criatividade igualmente contavam pontos. Mais tarde, as fantasias foram agrupadas por categoria: luxo e originalidade. Em 1953, com um original Arlequim, dividiu o prêmio com Zacharias do Rego Monteiro, que vestia um de seus belíssimos e tradicionais pierrôs.

O maior concorrente de Bornay no Municipal era, entretanto, o costureiro baiano Evandro de Castro Lima. Artistas como Jésus Henriques, Mauro Rosas, Wilza Carla, Marlene Paiva., Guilherme Guimarães, Flavio Rocha, Marcos Varella e tantos outros criaram, confeccionaram ou vestiram fantasias que eram verdadeiras joias.

O baile do Teatro Municipal resistiu até 1972. A plateia era coberta por estrutura de madeira revestida de compensados e o piso ficava na altura dos camarotes. Ali brincavam cerca de oito mil foliões. No dia seguinte à festa noturna, acontecia o baile infantil, quando também era realizado um concurso de fantasias.

 FOTO:BARRETO/AE - Crédito:Pendente/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:5027
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. O museólogo e carnavalesco Clóvis Bornay em um concurso de Fantasias. Bornay era figura marcante em todos os concursos que de tanto ganhar foi considerado hors concours, concorrente de honra não sujeito à premiação. FOTO:BARRETO/AE – Crédito:Pendente/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:5027

Os primeiros carnavais

A introdução do carnaval ao Brasil é atribuída às celebrações populares para comemorar a chegada da Família Real Portuguesa.

Reprodução

Os já festeiros cariocas saíram às ruas cantando músicas, usando máscaras e fantasias. O registro do primeiro baile carnavalesco no Brasil é de 1840, no Hotel Itália, por iniciativa dos proprietários, que desejavam reproduzir aqui os grandes bailes de máscaras do carnaval da Europa.

O sucesso foi tão grande que muitos outros se seguiram. O carnaval era o espelho da desigualdade social na sociedade brasileira. Nos clubes e teatros estava a classe média emergente, nas ruas, ao ar livre a festa popular.

Um novo elemento foi agregado para abrilhantar a festa: o desfile dos carros alegóricos, depois incorporados pelas escolas de samba. O escritor José de Alencar foi o idealizador dos desfiles e um dos fundadores da Sociedade Sumidades Carnavalescas.

O ”Abre Alas” foi a primeira música especialmente composta para carnaval, por Chiquinha Gonzaga, para o Cordão Rosa de Ouro.

O século 20 traz também os mascarados, o lança-perfume, as batalhas de confete e os bailes infantis.

Em 1928, foi fundada a primeira escola de Samba “Deixa falar” e, logo depois, a Mangueira. Os primeiros desfiles começam em 29 e foram realizados na Praça Onze até 1942, quando passaram para a Avenida Presidente Vargas.

Carnaval do Quarto Centenário

A partir de 1963, as escolas assumem a posição de maior atração do carnaval carioca e, em 1965 – Carnaval do 4º Centenário – Clóvis Bornay surge triunfal fantasiado de Estácio de Sá, o fundador da cidade.

Os bailes de fantasia do Iate Clube (“Baile do Havaí”), do Hotel Copacabana Palace e os concursos de fantasia do Clube Federal, no Leblon e do Clube Monte Líbano, na Lagoa ainda resistiram por algum tempo.

Depois de ter recebido a distinção de “hors concours”, que lhe concedeu o direito de se apresentar em qualquer concurso de fantasias sem ser julgado, a arte de Clóvis Bornay chegou à Passarela do Samba. Ele foi o carnavalesco da Portela em 1969 e 1970 e da Mocidade Independente em 1972 e 1973.

A partir daí as fantasias de luxo foram para o asfalto, passaram a ser destaques, apresentadas por artistas e figuras populares da cidade.

Em 1974, o desfile das escolas de samba passa para a Avenida Rio Branco, por causa das obras do metrô. Fica lá até 1984, quando foi inaugurado o sambódromo, onde as escolas desfilam até hoje.

Museólogo – trabalhou no Museu Histórico Nacional e em outras entidades culturais – morador da Prado Junior, em Copacabana, esta doce figura era uma atração diária da paisagem carioca.

Suas fantasias, verdadeiras obras de arte, são expostas constantemente pelo Brasil e algumas já pertencem ao acervo de museus na Europa e nos Estados Unidos.

Em 1996, Clóvis Bornay recebeu da Assembleia Legislativa a Medalha Tiradentes, honraria concedida a personalidades que, de alguma forma, tenham prestado serviços ao Estado do Rio de Janeiro.

Ele nos deixou no dia 9 de outubro de 2005, aos 89 anos, vitimado por uma parada cardiorrespiratória.

Bornay como Pedro Alvares Cabral em evento realizado no Palácio do Catete.

Curiosidade: trecho de transmissão do carnaval carioca