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    Valentina Sampaio relembra demissão por transfobia no início da carreira

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    Modelo brasileira relatou em podcast início “desafiador” na indústria da moda

    A modelo brasileira Valentino Sampaio, primeira mulher trans a posar para a revista Sports Illustrated, falou sobre as dificuldades e o preconceito no início de sua carreira. Em entrevista ao podcast VS Voices, da Victoria’s Secret, Valentina disse que foi “muito desafiador” ingressar na profissão.

    Valentina Sampaio (Reprodução/Instagram)

    “Mesmo as pessoas que queriam trabalhar comigo tinham medo de contratar uma mulher trans. Eu encarei muito medo e ignorância”, disse.

    Valentina também lembrou da demissão que enfrentou em um trabalho após a revelação sobre sua identidade de gênero.

    “Ser demitida e humilhada no set aquele dia foi traumatizante, mas foi também o que acendeu o fogo para que superasse meu coração partido”, revelou, “me fez ver além de mim, me permitiu entender que eu precisada acender uma luz e criar oportunidades, não apenas para mim, mas pela humanização e benefício de pessoas trans sempre que possível”.

    Valentina Sampaio (Reprodução/Instagram)

    Foi após esta percepção que Valentina estrelou um filme no Rio, que lhe deu a oportunidade de mudar-se para São Paulo e, posteriormente, chegar à capa da edição francesa da revista Vogue. Hoje Valentina é parte do casting da Victoria’s Secret ao lado de nomes como Bella Hadid, Priyanka Chopra e Hailey Bieber

    Rodrigo Apresentador vai comandar concurso de drag queens

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    Diva Drag será realizado ainda em 2021 e inscrições estão abertas até o dia 6

    Um novo concurso de drag queens abriu as inscrições no Brasil. O Diva Drag será promovido pela E Academy do Brasil e terá apresentação de Rodrigo Apresentador. As inscrições vão até a próxima segunda (6).

    As inscrições deverão ser realizadas através do site do concurso, mediante o pagamento de uma taxa de inscrição (R$ 100). Com um comprovante da sua inscrição, a candidata terá acesso ao portal do concurso para envio de dois vídeos de apresentação e quatro fotos com diferentes montações. A seletiva ocorrerá no dia 11 de dezembro.

    Rodrigo Apresentador comanda o ‘Diva Drag’ (Divulgação)

    As candidatas serão julgadas por critérios como maquiagem, figurino e performance. Segundo Rodrigo, as participantes não precisarão ser profissionais: “O concurso é, também, pra quem tem o sonho de ser uma drag queen”.

    A final acontecerá dia 17 de dezembro, nos estúdios da E Academy Brasil e DigitalZone, em São Paulo, e será transmitido para mais de 38 países em um evento oficial do YouTube.

    As três primeiras colocadas receberão os prêmios abaixo:

    1º lugar
    • Um show no Rio de Janeiro na boate Pink Flamingo com tudo pago;
    • Uma entrevista no canal Rodrigo Apresentador;
    • Agenciamento gratuito de 12 meses na E Academy Brasil.

    ​2º lugar
    • Uma peça assinada por um dos estilistas mais famosos do mundo LGBTQIA+;
    • Agenciamento gratuito de 12 meses na E Academy Brasil.

    ​3º lugar
    • Agenciamento gratuito de 12 meses na E Academy Brasil.

    Santo André (SP) aprova proibição de banheiros “multigênero”; entenda

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    Texto da PL citava “higiene” e “segurança” e foi aprovado na Câmara Municipal da cidade paulista

    A Câmara Municipal de Santo André (SP) aprovou, nesta quinta (2) um projeto que proíbe banheiros “multigênero” na cidade. Segundo o texto do PL, os motivos para a medida seriam a “higiene” e a “segurança” de mulheres e crianças.

    Câmara Municipal de Santo André (SP) aprova projeto que proíbe banheiros “multigênero” (Getty Images)

    Idealizado pelo vereador Carlos Ferreira (PSB) e redigido em conjunto a outros parlamentares, o projeto por aprovado por 17 votos a três, com uma abstenção. Agora ele seguirá para sanção do prefeito, Paulo Serra (PSDB).

    Entre os favoráveis ao texto estava Edilson Santos (PV), que afirmou: “Não quero que minha sobrinha, as filhas dos meus amigos, as crianças, possam entrar um banheiro onde tenha um homem lá usando”. Pela oposição, Eduardo Leite (PT) disse que os banheiros seriam importantes “para quem queira escolher sua identidade”.

    Juliette Lewis é confirmada em reboot de ‘Queer as Folk’

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    Atriz e outros seis nomes se juntam a versão atualizada da série LGBTQIA+

    A atriz Juliette Lewis (Assassinos por Natureza) é a nova confirmada no elenco do reboot de Queer as Folk. A nova versão da série, em desenvolvimento pela Peacock, já anunciara nomes de peso à produção, como Kim Cattrall e Ryan O’Connell.

    Pôster do ‘Queer as Folk’ original (Reprodução)

    Queer as Folk será uma releitura da série britânica de mesmo nome criada por Russell T. Davis. O enredo acompanha a vida de um grupo diverso de amigos em Nova Orleans, que têm sua vida completamente alterada após uma tragédia.

    Kim Catrall (Getty Images)

    O elenco também conta com Ed Begley Jr., Armand Fields, Chris Renfro, Eric Graise, Sachin Bhatt, Benito Skinner, Jesse James Keitel, Candace Grace, Johnny Sibilly, Devin Way e Fin Argus.

    DaBaby não procurou ONGs de combate ao HIV após promessa

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    Músico teria se comprometido a auxiliar três instituições após ofensas sorofóbicas em julho, mas ONGs dizem não terem recebido apoio

    Mais de quatro meses após disparar ofensas homofóbicas e sorofóbicas em um show, o rapper DaBaby ainda não colaborou com as ONGs com que havia se comprometido.

    O músico, que gravou um vídeo desculpando-se na ocasião, havia prometido contribuir com três instituições ligadas ao combate ao HIV. Sua equipe chegou a reunir-se com as ONGs Black AIDS Institute, The Normal Anomaly Initiative e Positive Women’s Network. Entretanto, reporta o The Daily Beast, as três afirmam não terem sido mais procuradas pelo músico.

    DaBaby (Getty Images)

    DaBaby recebeu críticas e teve contratos cancelados após o vazamento de vídeos de um show seu em que dizia:

    “Se você apareceu hoje aqui com HIV, AIDS ou qualquer uma dessas doenças sexualmente transmissíveis, isso vai fazer você morrer em duas ou três semanas, então coloque a luz do seu celular para o alto.”

    Na mesma ocasião, ele ainda ofendeu mulheres e homens gays.

    Logo após o vazamento, o Lollapalooza cancelou a participação de DaBaby no festival.

    O cantor chegou a gravar um vídeo pedindo desculpas, mas dizendo que suas palavras teriam sido mal interpretadas na ocasião. “O que eu faço em um show, é para o público no show”, disse.

    RuPaul’s Drag Race anuncia participantes da 14ª temporada; confira

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    Reality deve retornar com 14 novas drag queens no próximo dia 7 de janeiro

    Fãs podem aquecer os motores, pois a 14ª temporada de RuPaul’s Drag Race já tem data para começar. No próximo dia 7 de janeiro, 14 novas queens entram na disputa pelo prêmio de 100 mil dólares.

    O elenco foi revelado na noite desta quinta (2) e chamou a atenção por relações com queens de temporadas anteriores (Yvie Oddly, da 11ª temporada, e Crystal Methyd, da 12ª), por elencar duas participantes transexuais e por escalar o primeiro participante heterossexual cis.

    Confira abaixo as 14 participantes da 14ª temporada de RuPaul’s Drag Race:

    Alyssa Hunter: Mantendo a longa tradição de competidoras de Porto Rico em Drag Race, Alyssa é conhecida por suas conquistas no mundo dos concursos.

    Alyssa Hunter (Divulgação)

    Angeria Paris VanMicheals: Esta pageant queen tradicional do sul chega direto de Atlanta.

    Angeria Paris VanMicheals (Divulgação)

    Bosco: Natural de Seattle, esta queen experimentou maquiagem prostética durante o isolamento na pandemia para melhorar seu repertório.

    Bosco (Divulgação)

    Daya Betty: Com 1,93m, Daya tem um look 80s que criou enquanto parte da Casa Methyd, de Missouri, fundada pela finalista da 12ª temporada de RuPaul’s Drag Race, Crystal Methyd.

    Daya Betty (Divulgação)

    Deja Skye: Essa queen de Fresno, Califórnia, tem uma estética cheia de cores e possui “habilidades matadoras no lipsync”, de acordo com um release.

    Deja Skye (Divulgação)

    Jasmine Kennedie: Essa queen de Nova York é conhecida por suas habilidades na dança e por sua personalidade agitada.

    Jasmine Kennedie (Divulgação)

    Jorgeous: Essa queen latina começou a fazer drag aos 16 anos e também se apresenta como uma diva dançarina em seu Instagram.

    Jorgeous (Diculgação)

    June Jambalaya: Mais uma queen conhecida pela dança, June aterrissa direto de Los Angeles.

    June Jambalaya (Divulgação)

    Kerri Colby: Uma das duas queens trans da temporada, Kerri é uma queen de Los Angeles, membro da “lendária Casa Colby”.

    Kerri Colby (Divulgação)

    Kornbread “The Snack” Jeté: Como seu nome sugere, Kornbread (“pão de milho”) tem uma estética baseada em comida. Ela também é uma queen trans de Los Angeles.

    Kornbread “The Snack” Jeté (Divulgação)

    Lady Camden: Esta queen britânica vive agora em Sacramento, na Califórnia, e é uma dançarina treinada em balé.

    Maddy Morphosis: Primeiro participante cis heterossexual de Drag Race, Maddy é natural de Fayetteville, no Arkansas, e é conhecida por sua performance camp e por sua comédia.

    Maddy Morphosis (Divulgação)

    Orion Story: A primeira queen de Michigan em Drag Race, Orion é descrita como dona de uma “energia fumegante de Lana Del Rey”.

    Orion Story (Divulgação)

    Willow Pill: A drag sister da vencedora da 11ª temporada, Yvie Oddly, Willow compartilha de sua estética diferentona.

    Willow Pill (Divulgação)

     

    Próxima temporada de Drag Race terá participante heterossexual cis; saiba quem é

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    Maddy Morphosis, do Arkansas, é a primeira pessoa fora do espectro LGBTQIA+ a competir no reality de RuPaul

    A World of Wonder apresentou, na noite desta quinta (2), as participantes da 14ª temporada de RuPaul’s Drag Race. Logo na apresentação, uma participante chamou atenção por tratar-se do primeiro homem cis heterossexual a entrar na competição. Trata-se de Maddy Morphosis, de Fayetteville, no Arkansas.

    Ao longo dos anos, Drag Race vem expandindo sua visão sobre o que seria ou não uma drag queen. Em temporadas anteriores, o público acompanhou a transição de gênero de algumas participantes, bem como a participação de pessoas pansexuais, bissexuais e até de uma mulher cis lésbica, na última temporada de RuPaul’s Drag Race UK.

    O elenco completo da 14ª temporada de RuPaul’s Drag Race (Divulgação)

    Com Maddy, no entanto, é a primeira vez que o programa aceita uma participante que não se encontra no espectro LGBTQIA+.

    Confira o perfil da participante no Instagram:

    Quase 6 milhões de pessoas vivem com HIV sem saber, diz pesquisa

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    Levantamento da UNAIDS determina que parte dos 37,5 milhões de portadores da doença não conhecem seu diagnóstico; médico diz que preconceito pode ser uma causa

    Quase 6 milhões de pessoas vivem com HIV sem saber que são portadoras da doença. O levantamento é da UNAIDS, o programa das Nações Unidas contra a Aids, e foi compartilhado pelo neurocirurgião Fernando Gomes neste 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, no quadro Correspondente Médico da CNN Brasil.

    Segundo a pesquisa da UNAIDS, são atualmente 37,5 milhões de pessoas convivendo com o HIV – 6 milhões destas desconhecem seu diagnóstico (Getty Images)

    De acordo com Gomes, o preconceito é uma das principais causas para a ausência de diagnóstico. A testagem frequente garantiria, segundo ele, um tratamento eficaz e o controle dos sintomas da doença a longo prazo.

     

    “Quanto mais precoce é feito o diagnóstico, melhor para a sua saúde e para as pessoas com quem você se relaciona”, disse o neurocirurgião.

    “Não adianta fugir, a gente precisa ir de encontro com a situação, para rapidamente estabelecer um tratamento e transformar isso de uma coisa potencialmente grave, que pode tirar a vida das pessoas, em uma questão crônica que pode ser manuseada de forma mais tranquila com medicamentos.”

    Segundo a pesquisa da UNAIDS, são atualmente 37,5 milhões de pessoas convivendo com o HIV – que não deve ser confundido com a Aids, que é a Síndrome da Imunodeficiência Humana transmitida pelo vírus. Em 2020 foram 690 mil mortes em todo o mundo.

    Atualmente, o tratamento para o HIV é gratuito e distribuído para todos os portadores da doença, independente do estágio, pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.

    Salvador adia plano de cultura após debate sobre ações para LGBTQIA+

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    Plano tramita na Câmara Municipal da capital baiana desde junho deste ano; relator expõe resistência a pautas diversas

    Uma votação na Câmara Municipal de Salvador adiou novamente o Plano Municipal de Cultura (PMC) da cidade, nesta quarta (1º). A proposta tramita na casa desde junho deste ano e o motivo do adiamento, segundo o relator Sílvio Humberto (PSB), seria a resistência dos legisladores às ações voltadas para o público LGBTQIA+.

    Salvador (Getty Images)

    “As matérias de cultura sempre tiveram um trâmite muito célere na Casa. Já ocorreu alguns adiamentos e espero que hoje seja o último”, afirma.

    Realizado com a participação de técnicos da Prefeitura e coordenado pela Fundação Gregório de Mattos, o projeto causou debate em plenário, especificamente devido ao consenso em torno do conceito da cultura LGBT.

    “Não deveria ser [difícil], a Prefeitura tem um Centro de Referência LGBT”, afirma Humberto. Ao site Metro1, o vereador explicou que na última semana o houve avanços entre os parlamentares, que que ampliaram a cobertura das ações para grupos socialmente vulneráveis — entre eles a população LGBTQIA+.

    “A gente pode apoiar essas comunidades vulneráveis — aí vai LGBT, a cultura negra (samba junino, dança, hip hop, rap), podemos fazer ações. Na medida que é identificado, você contribui para inclusão produtiva dessas pessoas.”

    Lewis Hamilton critica legistação anti LGBTQIA+ na Arábia Saudita: “é muito assustador”

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    Em entrevista coletiva nesta quinta (2), piloto voltou a cobrar posicionamento de atletas e admitiu desconforto em competir no país: “não é minha escolha estar aqui”

    Lewis Hamilton: capacete com as LGBTQIA+ no Catar (Reprodução)

    Lewis Hamilton voltou a criticar as leis que punem a comunidade LGBTQIA+ na Arábia Saudita. Após usar um capacete com as cores do arco-íris no Catar o piloto de Fórmula 1 falou abertamente sobre a legislação que criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo com flagelação, chicotadas, prisão e mesmo com execução.

    Na entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (2) em Jedá, onde acontece o GP da Arábia Saudita neste fim de semana, Hamilton disse: “Se alguém quiser ler o que é a lei para a comunidade LGBTQIA+, é muito assustador. Há mudanças que precisam ser feitas”.

    Hamilton tem sido uma voz potente na defesa dos direitos humanos durante esta temporada. Entre suas mensagens mais importantes está o chamado para que atletas se posicionem com relação ao tema.

    “Como disse na última corrida, senti que o esporte e que nós temos o dever de tentar ajudar a aumentar a conscientização para certas questões que vimos, particularmente os direitos humanos nos países para onde vamos.”

    O heptacampeão mundial ainda admitiu desconforto em competir em países que cerceiam direitos dos cidadãos: “Se eu me sinto confortável aqui? Não diria que sim, mas não é minha escolha estar aqui, o esporte optou por estar aqui. Seja certo ou errado, enquanto estivermos aqui, acho importante tentarmos aumentar a conscientização”.