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Criado em diálogo com o livro “Cartografias da Masculinidade”, estreia em SP o espetáculo “Desmacho”

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Acontece, nos dias 1 e 2 de abril, a estreia do espetáculo multimídia “Desmacho”, do Agrupamento Andar7, no CRD (Centro de Referência da Dança). A obra é apresentada por Ju Lima e busca romper as fronteiras entre o teatro, a dança, a performance, a música e o cinema, ao mesmo tempo que fricciona as materialidades desses campos de conhecimento.

A obra propõe revisitar a naturalização da violência em nossa cultura, tendo o universo caipira como ambiente de partida, e evoca uma ritualística para ‘desmachificar’ os corpos. Reconhecer, denunciar e romper os ciclos de violência gerados pelo machismo, questionar os binarismos e expurgar demandas que não pertencem mais a este tempo.

Criado em diálogo com o livro "Cartografias da Masculinidade", estreia em SP o espetáculo "Desmacho"
Criado em diálogo com o livro “Cartografias da Masculinidade”, estreia em SP o espetáculo “Desmacho” – Foto: Jorge Yuri

Sinopse: Desmacho é um trabalho cênico multimídia que relaciona fragmentos de leituras, relatos autobiográficos e questionamentos sobre o corpo em nosso contexto atual, em diálogo com o livro Cartografias da Masculinidade, organizado pelo psicólogo Pedro Ambra. A experiência propõe revisitar a naturalização da violência em nossa cultura, tendo o universo caipira como ambiente de partida, e evoca uma ritualística para ‘desmachificar’ os corpos, reconhecer, denunciar e romper os ciclos de violência gerados pelo machismo estrutural, questionar os binarismos e expurgar demandas, que não pertencem mais a este tempo.

Ficha técnica
Artista-criador: Ju Lima
Artes Visuais: Luciana Ramin
Operação de câmera: Jorge Yuri
Músico convidado: Thiago Morrinho
Concepção de Iluminação: Agrupamento Andar7
Operação de Iluminação: Edu Cabral
Produção: Brunette Coelho

Serviço
Desmacho
Local
: CRD – Centro de Referência da Dança
Endereço: Baixos do viaduto do chá. Centro.
Data: 1 e 2 de abril. Sexta, às 20h (bate papo após apresentação). Sábado, às 19h.
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Capacidade: 80 pessoas

Estudo conclui que 55% dos LGBTQIA+ tiveram a saúde mental prejudicada durante a pandemia

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Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) demonstra que, durante a pandemia, os LGBTQIA+ tiveram uma piora significativa no estado de saúde mental. 55% dos entrevistados foram diagnosticados com risco de depressão no nível mais severo em 2021, sendo um índice quase 8% maior do que em 2020, que representava 47%.

A pesquisa aponta que isso também acontece devido ao afastamento das redes de apoio, em especial devido às medidas de distanciamento social, e também a escassez na ajuda profissional, o que acaba refletindo em uma piora da saúde mental e o aumento das queixas da população de que faltam políticas públicas de apoio a comunidade. Além da depressão, 47,5% dos entrevistados já tinham recebido um diagnóstico antes da pandemia para ansiedade.

O prolongamento da crise da Covid-19 aliado ao agravamento da situação financeira, em especial dos LGBTQIA+, também contribuem para uma piora do estado de saúde mental dessas pessoas. O estudo também concluiu que 6 em cada 10 LGBTQIA+ tiveram diminuição de renda ou ficaram sem trabalho por conta da pandemia, subindo a taxa de desemprego de 17,1% para 20,4%.

Estudo conclui que 55% dos LGBTQIA+ tiveram a saúde mental prejudicada durante a pandemia
Reprodução

Segundo uma matéria da CNN Brasil, o resultado tem como base o Índice VLC (Vulnerabilidade LGBTQIA+ à Covid-19), criado para o estudo de 2020. O índice oferece indicadores quantitativos que envolvem o cruzamento de dados sobre acesso à saúde, ao trabalho, à renda e exposição ao risco de infecção pelo coronavírus. A metodologia utilizada é a mesma que caracteriza o índice de vulnerabilidade social do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

O índice varia entre 0 e 1, quanto mais próximo de 1, maior a vulnerabilidade à doença do grupo analisado. Segundo o estudo, os resultados apontam que a totalidade da população LGBTQIA+ se encontra em um nível de vulnerabilidade grave e 16%, em média, mais elevado do que o ano passado, segundo as dimensões de renda e trabalho, exposição ao risco de contágio e saúde.

O aumento da exposição ao risco também se deve ao aumento no número de casos e quantidade maior de pessoas que deixaram o isolamento social. Os números de 2020 já indicavam que a população se encontrava em um nível de vulnerabilidade entre alto e grave, em especial entre pessoas trans, bissexuais e pretas, pardas ou indígenas.

PrEP injetável contra o HIV será implementado no Brasil

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A agência global de saúde ligada à OMS, Unitaid, financiará a implementação do projeto da Profilaxia Pré-exposição (PrEP) injetável no Brasil, utilizando o medicamento Cabotegravir de ação prolongada, sendo que os estudos demonstraram que ela consegue ser ainda mais eficaz do que a PrEP oral diária na redução do risco de infecção pelo vírus HIV em até 99%.

Além disso, a Unitaid defende que é uma solução para os usuários que têm dificuldades em tomar pílulas regularmente e ainda ajuda a mitigar o medo de que terceiros confundam a PrEP oral com o tratamento do HIV, fazendo com que o usuário sofra estigma, discriminação ou até violência .

O anúncio foi realizado durante o seminário conjunto Brasil e Unitaid, e o projeto vai ser coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde. O Carbotegravir de ação prolongada propicia oito semanas de proteção contínua contra a infecção pelo vírus por meio de uma única injeção intramuscular.

PrEP injetável contra o HIV será implementado no Brasil
Reprodução

O público-alvo será os grupos mais vulneráveis à infecção, como homens que fazem sexo com homens e as mulheres trans, de 18 a 30 anos. A iniciativa também será realizada na África do Sul, e por lá, o objetivo é atingir adolescentes e jovens mulheres, que têm sido infectadas em taxas desproporcionalmente altas. Na África Subsaariana, seis em cada sete novos casos de infecção em adolescentes ocorrem em garotas, e mulheres jovens têm o dobro do índice de contaminação em relação a homens jovens.

Para a chefe o laboratório de Pesquisa Clínica em IST e AIDS do INI, Beatriz Grinsztejn, o novo tratamento fará diferença socialmente. “A PrEP com com Cabotegravir de longa duração (CAB-LA) é uma estratégia nova e poderosa que pode realmente fazer a diferença no controle da epidemia de HIV/Aids”.

Segundo o diretor de Relações Exteriores e Comunicação da Unitaid, a ideia é integrar o Carbotegravir aos programas nacionais de saúde, gerando dados que apoiarão sua implantação global. Já a gerente técnica sênior do Departamento de Estratégias da Unitaid, Carmen Pérez Casas, disse que há uma necessidade de manter uma prevenção sustentável contra o HIV. A organização alerta que é necessário assegurar um amplo acesso ao Cabotegravir de longa duração, de forma que seja batida a meta da ONU de alcançar 95% das pessoas com risco de infecção em 2025.

Motorista gay de ônibus rechaça passageira homofóbica: “Dirijo dando pinta!”

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O motorista de ônibus Leandro Miranda (43) chamou a atenção da web ao fazer uma “piada” com o comentário de uma passageira sobre sua orientação sexual.

No vídeo divulgado, ele conta que um fiscal o parou em um ponto e perguntou: “Ô, bebê, que horas você saiu de lá?”, se referindo ao horário em que Miranda começou a trabalhar.

Nesse contexto, uma passageira estranhou e questionou: “Ele te chamou de bebê? E o senhor deixa, porque os outros podem achar que você é gay…”. Leandro, que é gay, respondeu: “Mas eu sou gay mesmo!”

A passageira retrucou: “E como é que o senhor dirige ônibus, sendo gay?”, e Leandro, com bom humor, respondeu ao questionamento dizendo: “Dando pinta, ‘vou armar a seta, vou parar, hein! Mona, tem troco?!'”.

Em uma conversa com o G1, o motorista disse que sua intenção foi desconstruir a diferença em que pessoas homossexuais e heterossexuais trabalham, explicando que, mesmo ele levando com bom humor, se trata de um caso de homofobia.

“Foi homofobia, velada, mas foi. Mas eu sou debochado, sabe? Reajo assim. Ela (a passageira) se assustou mais ainda quando eu disse que era gay. Eu fiz graça, o ônibus estava cheio e todo mundo riu, ela ficou sem graça”, conta ele, que dirige a linha 442, Itaguaí-Coelho Neto.

Apesar deste caso, Leandro Miranda enfatiza que não costuma sofrer preconceito em seu trabalho, já que todos sabem que ele é homossexual, e isso nunca foi um problema. “Quando tem preconceito é uma coisa mais velada e eu levo na brincadeira. Quando vem de um homem, acho logo que é uma pessoa enrustida, que depois de duas cervejas está com outro discurso”, brincou o motorista.

Com a popularidade vinda após este episódio, Miranda resolveu criar um canal no YouTube para ter um contato mais direto com o público.

Passageira homofóbica é satirizada por motorista de ônibus gay: "Dirijo dando pinta!"

Keith Haring, o artista pop que marcou os anos 80

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A década 70/80 – junto com as correntes migratórias iniciadas nos anos 60, por conta das lutas políticas e anseio de liberdade, trouxe para o cenário artístico novaiorquino uma lufada de ar tropical vinda do Caribe e de Porto Rico.

Keith Haring
O artista pop marcou os anos 80 – Reprodução

Ritmos como o hip hop, o break, o rap e, nas artes, o graffiti encontraram um solo fértil e carente de novidades. Keith Haring, artista gráfico e ativista, estava instalado naquele espaço, participando do que acontecia e-além de tudo- inovando.

Gay assumidíssimo, seu trabalho exibe um conjunto de componentes homoeróticos. A exposição que marca os 20 anos da morte do grande artista esteve no Rio (vinda de São Paulo e, em seguida, foi Minas Gerais), inaugurada no dia 28 de setembro de 2010.

Brazil-1989
Brazil -1989 (Reprodução)

O imponente espaço da Caixa Cultural-Rio recebeu 95 obras basicamente focadas nas ligações de Keith com o Brasil, com direito a passaporte exibindo visto do Consulado em Nova York para a visita que nos fez em 1983.

Ele participou da Bienal daquele ano, visitou o Rio e a Bahia.

Engajado em causas sociais, foi uma espécie de embaixador da UNICEF, apoiou a luta de Nelson Mandela e, em mais uma de suas atitudes generosas, transformou a tragédia da morte na Keith Haring Foundation, que cuida de crianças vítimas da AIDS.

UNICEF
Reprodução

Vida breve (1958-1990)

Keith Allen Haring nasceu em Reading, Pensilvânia, mas cresceu em Kutztown, numa pequena comunidade de colonos holandeses e, logo cedo, mostrou interesse pelas artes.Primeiro criou tiras de quadrinhos, depois desenhos mais complexos.

Adolescente, conheceu o trabalho de Andy Warhol e ficou impactado com o uso de ícones (Marilyn, Jackie Kennedy etc) e com o revolucionário conceito de massificação da arte.

De 1976 até 1978, estudou design gráfico em escolas especializadas em Pittsburgh Esses dois anos foram fundamentais para seu amadurecimento artístico. Ali ficou amigo de Kenny Scharf e Jean-Michel Basquiat.

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Todos os críticos apontam a conexão que ali começou entre a arte e sua orientação sexual.

Antes de acabar o curso, transferiu-se para Nova York para estar no então centro da arte no mundo e circular `a vontade no seio da comunidade gay Influenciado pelos grafitti.

Inscreveu-se na School of Visual Arts. E começou a ganhar notoriedade ao desenhar com giz as paredes das estações do metrô de Nova York

As primeiras exposições, a partir de 1980, foram no Club 57 – ponto de encontro da elite vanguardista.

Reprodução
Reprodução

Surgiram as figuras antropomórficas de bebês de quatro patas, silhuetas andróginas, cobras voadoras, cães latindo, aparelhos de TV, corações, homenzinhos se masturbando desenhadas nas cores primárias com halos (raios) emanando delas e executadas com simplicidade e eficácia.

Mais tarde customizou um carro esporte BMW e o corpo escultural de Grace Jones para o clip “I’m not perfect”.

Em 1982, Haring trabalhava na galeria de arte de Tony Shafrazi, que lhe ofereceu espaço para uma grande exposição, onde “homenzinhos dançantes” exibiam atitudes do chamado universo pop se justapondo a atitudes sexuais ousadas.

Nos três anos seguintes, apesar desta ousadia, a obra de Haring se reproduziu mundo a fora e foi usada em campanhas humanitárias de ordem política e social, prevenção da Aids e do uso de drogas, contra o apartheid sul-africano e pela UNICEF, por organizações de direitos humanos e em favor da comunidade LGBT.

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Na mesma década, participou em diversas bienais e pintou muitos murais, entre outros em Sydney, Amsterdan e no Muro de Berlim.

A legião de seus fans incluía celebridades como Yoko Ono, Dennis Hopper, Andy Warhol e Madonna que explicando o trabalho do amigo disse que “era cheio de inocência e alegria, mas com um brutal julgamento do mundo que o cercava”

A Pop Shop

No auge da popularidade, abriu a POP SHOP, loja no Soho-Nova York, para vender seus trabalhos a preços mais que acessíveis ao público.

Foi acusado pela crítica de estar fazendo liquidação de seu talento. Haring respondeu que a verdadeira arte- como a que ele sabia que fazia – é um bem caríssimo que separa os milionários das pessoas comuns e o objetivo da loja era proporcionar produto de qualidade a preços razoáveis.

A POP SHOP continua a ser um sucesso e expandiu suas operações na era da internet. Em 1988, na inauguração de uma Pop Shop em Tóquio, afirmou:

“Em minha vida fiz muitas coisas, ganhei muito dinheiro e me diverti muito. Mas também vivi em Nova Iorque nos anos do ápice da promiscuidade sexual. Se eu não pegar AIDS, ninguém mais pegará.”

Alguns meses depois, entrevistado pela Rolling Stone, contou que vivia com HIV. Criou, em seguida, a Keith Haring Foundation, que cuida de crianças vítimas da aids, a partir dos seus direitos autorais.

Em 1989, em Pisa-Itália- executou sua última obra pública – um grande mural, o Tuttomondo, dedicado à paz universal.

Haring morreu aos 31 anos de idade, em Nova York, no dia 16 de fevereiro de 1990.

Reprodução

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Em 2008, uma grande exposição nos três andares do Museu de Arte Contemporânea em Lyon-França, com o patrocínio da Fundação Keith Haring e de sua família, lembrou os 50 anos de seu nascimento.

O curador Thierry Raspail apresentou o material de divulgação da mostra retrospectiva de 95 pinturas,14 esculturas e 104 desenhos com as seguintes palavras:

“Raramente um artista nos lega uma obra tão energética e abrangente. No final de uma carreira tão rápida (somente dez anos)Keith Haring entrou no panteón dos Mestres tais como Picasso e Andy Warhol, pelo estilo facilmente identificável. O artista norte-americano conseguiu seu objetivo, cumpriu a missão que se impôs: tornar a Arte acessível a todos”.

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Você visita oitenta e uma obras de Keith Haring clicando aqui abaixo:

https://www.wikiart.org/pt/keith-haring/all-works#!#filterName:all-paintings-chronologically,resultType:masonry

Humorista “Esse Menino” anuncia especial “Poodle”, que retrata a complexidade das vivências LGBT de modo cômico

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O humorista mineiro “Esse Menino” (25), famoso pelo vídeo que ironiza a aquisição das vacinas Pfizer, e também por fazer questão de não revelar seu nome verdadeiro, lança um novo trabalho em que ele roteiriza, produz e protagoniza: “Poodle“, um especial de comédia online que mistura stand-up comedy, música e sketch. Os ingressos custam R$ 20,00 e podem ser adquiridos através deste link.

O especial é inspirado nos LGBTQIA+ e o objetivo é propor uma reflexão sobre a comunidade de modo divertido e baseado nas experiências do próprio humorista. São cinco atos contando a trajetória que os LGBTs enfrentam ao longo da vida: “Negação”, “Revolta”, “Depressão”, “Barganha” e “Aceitação”. No espetáculo também há criticas a heteronormatividade, a cultura do cancelamento, a mídia e estereótipos.

Além disso, o especial também é inspirado nas vivências de “Esse Menino” durante a infância, abordando questões como homofobia, o amadurecimento, e a problematização de situações cotidianas que acabam sendo normalizadas pela sociedade.

Humorista "Esse Menino" anuncia especial "Poodle", que retrata a complexidade das vivências LGBT de modo cômico
Divulgação

Segundo “Esse Menino”, a ideia por trás de “Poodle” foi experimentar algo novo, considerando que os vídeos que ele fazia até então seguiam o formato de 3 minutos, e este tem 47 minutos e participações de pessoas famosas como Jup do Bairro, Duda Beat e Chico Felitti. Para financiar o projeto, ele investiu todas as economias.

“Primeiramente, queria explorar só a questão do papel de ‘gay pet’, esses homens gays, cis, que são meio alienados. Ninguém sabe o que eles fazem exatamente, qual é a profissão deles. São conhecidos por estar sempre com famosos, naquela posição subalterna”, explica o humorista ao Estado de Minas.

“Achei que bater só nessa tecla (‘gay pet’) ia parecer um lugar meio de superior, como se eu também não tivesse vários pontos que podem ser abordados. Acabei tirando a narrativa um pouco daquele lugar de só apontar o dedo”, continua, acrescentando também que ele é “mais gay do que o normal” e que não teme rir de si mesmo.

Marcos Batista lança livro reunindo 200 cartuns explorando temas como sauna gay e política

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O cartunista gay Marcos Batista (38) reuniu 200 de seus desenhos publicado em diversos jornais como Folha de São Paulo e O Tempo para lançar o seu primeiro livro: “O que conto quando conto uma piada”, sendo também a estreia da editora Atrapalho, fundada pelo próprio autor. O livro tem classificação indicativa para maiores de 18 anos.

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A capa dura foi assinada pelo artista gráfico Stêvs, que também contribuiu com algumas tirinhas com outros ilustradores, como Adão Iturrusgarai, Allan Sieber, Bruno Maron, Cynthia Bonacossa, Falleiros e Fi.

“Da sauna gay à política, da igreja ao futebol, o leitor, ao ver o cartum, experimenta um vortex de pensamentos, muitas vezes conflitantes e reveladores, desencadeados pela graça”, diz Marcos Batista sobre o lançamento.

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“O cenário atual do quadrinho brasileiro é prolífico e insanamente diverso, o que traz como efeito colateral a dificuldade de se destacar num ambiente tão exuberante (e, ao mesmo tempo, precário). É comum autores modelarem seus trabalhos unicamente em torno das expectativas de seus leitores, ou, por outro lado daquilo que acham que agradaria a seus leitores. É um alento encontrar material que não parece desesperado pelo afeto de quem lê, que quando diz ‘pau no cu do seu gosto burguês’ deixa você em dúvida quanto a ser um xingamento ou um convite. Tem um vão entre o que você acha que é e o que é de verdade, e esse é um dos lugares mais interessantes aos quais a arte pode nos levar”, conta o quadrinista gaúcho Diego Gerlach no prefácio do livro.

A sinopse oficial diz: “Mais de duzentos cartuns e quadrinhos com piadas, sacadas, chanchadas e bofetadas em tudo que passa na frente, da sauna gay à política, da igreja ao futebol, tudo discutido da única forma séria possível: com humor”.

Marcos Batista lança um livro reunindo 200 cartuns explorando temas como sauna gay e política
Foto: Vinícius Yamada

FICHA TÉCNICA

“O que conto quando conto uma piada”
Marcos Batista
ISBN 978-65-00-17256-0
Idioma português
Dimensão: 16 x 16,5 cm
1ª edição, 2021
Número de páginas: 192
Editora Atrapalho
Link para compra

Sem camisa, Lil Nas X publica prévia de nova música

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O cantor Lil Nas X, que não aparecia no Twitter desde dezembro, voltou ao microblog para anunciar que está trabalhando em novas músicas, sendo uma com NBA YoungBoy, chamada “Late to The Party”, e outra com Saucy Santana, chamada “Down Souf Hoes”. No entanto, ele publicou um novo tweet no último dia 17 de março com a legenda “Lean on My Body”, que pode se tratar de uma outra música ou apenas uma brincadeira do rapper.

NBA YoungBoy não é alguém que costuma trabalhar com outros artistas, mas por ser fã declarado de Lil Nas X, ele aparentemente fez uma ressalva. Já Saucy Santana é um dos nomes mais populares dos Estados Unidos abertamente, e assim como Lil Nas X, é negro e gay.

Lil Nas X é o nome artístico de Montero Lamar Hill, nascido em Lithia Springs, Geórgia, no dia 9 de abril de 1999. Sendo rapper, cantor e compositor norte-americano, ele ficou conhecido com o single “Old Town Road”, que se tornou viral no início de 2019 antes de subir nas paradas musicais internacionalmente receber certificado de diamante.

Sem camisa, Lil Nas X publica prévia de nova música
Reprodução

Ele expôs sua homossexualidade enquanto a canção estava no topo da Hot 100, sendo o primeiro cantor a sair do armário enquanto ainda tinha um recorde número um. Tendo consciência de sua homossexualidade já na adolescência, ele sofreu de ego distonia e rezava para que fosse apenas uma fase, mas acabou se aceitando a partir dos dezessete anos.

Após o sucesso da já citada “Old Town Road“, Lil Nas X lançou seu extended play de estreia, intitulado 7, que deu origem a mais dois singles, com “Panini” a atingir o número cinco e “Rodeo” a atingir o número 22 na Hot 100. O seu álbum de estreia, Montero, é precedido pelo single número um “Montero (Call Me by Your Name)”, e pelos singles “Sun Goes Down” e “Industry Baby”.

André Fischer é o convidado do “Em Alta CNN” para debater filmes e séries estrelados por LGBTQIA+

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O programa “Em Alta CNN” deste dia 19 de março às 22h30, trará dicas de séries e filmes que estão, de alguma forma, relacionados aos LGBTQIA+, tanto nos bastidores quanto “na frente” das câmeras. Para debater o tema, Mari Palma e Phelipe Siani receberão o jornalista e ativista André Fischer, idealizador do Festival Mix Brasil.

André Fischer – Reprodução

Um dos destaques será a série da HBO Max “It´s a Sin”, que explora a vida de um grupo de amigos na década de 1980 durante a crise do vírus HIV, no Reino Unido. Outra produção que também será comentada é “Manhãs de Setembro”, protagonizado pela Liniker.

O programa também contará com a participação do público pela hashtag #EmAltaCNN, no perfil oficial da CNN Brasil Soft no Instagram e pelo WhatsApp (11) 99169-5086. Também haverá dica de uma websérie no TikTok.

O “Em Alta da CNN” procura sintetizar todo o potencial multiplataforma da CNN Brasil, com interatividade nas redes sociais, além da exibição na TV e os programas também ficam disponíveis no YouTube. Na ocasião de seu lançamento, Mari Palma comentou sobre suas expectativas perante o programa.

“Phelipe e eu vemos o entretenimento de uma forma muito parecida. É o entretenimento com informação, com o lado de jornalistas sempre vivo. Comecei isso no CNN Tonight, foi uma experiência linda e quero levar isso para o Em Alta CNN. Depois de tanto tempo consumindo séries, vou ter espaço para falar sobre isso”, disse em outubro de 2021.

Phelipe Siani também deu sua opinião: “O Em Alta CNN é um programa para falar sobre o mercado de streaming, uma plataforma que mudou completamente o cinema, mas não é um program de achismo. Trabalharemos o infoentretenimento. Traremos um olhar técnico e informativo dos assuntos tratados no programa”.

SERVIÇO

  • Em Alta CNN
  • Quando: 19 de março às 22h30
  • Onde: Canal CNN e YouTube

Coral, artista trans não binária, lança música sobre importância de curar dores do passado

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A artista trans não binária Coral está lançando sua mais nova música de trabalho, Quimera, em diversas mídias digitais e também um videoclipe. Para ouvir a canção, basta clicar aqui.

Com lançamento pelo Selo Camarada, a faixa é um MPB pop que fala da importância de curar as dores do passado para abrir espaço para as delícias do desconhecido.

Nascida em Jequié, no interior da Bahia, Coral é poeta, cantora, compositora e musicista. Quando criança começou a tocar violão, e ainda adolescente já tocava em barzinhos, passando por diversas cidades do interior da Bahia. A história musical de Coral já ultrapassa os 15 anos de carreira.

Considerada uma artista versátil, Coral passeia por vários ritmos, emoldurando uma poesia sempre engajada a partir de sua ótica particular como artista e pessoa trans não binária.

Atualmente em Belo Horizonte, ela se tornou um expoente significativo da cena musical independente, principalmente em meio à pandemia de COVID-19, tendo participado de diversos festivais de grande relevância, como por exemplo o Festival Novas Trilhas, Festival de Jazz de Trancoso, entre outros.

Em setembro de 2021 lançou seu primeiro EP, “Carne”, com quatro faixas inéditas, que tiveram grande repercussão na mídia especializada.  A faixa que antecede uma série de lançamentos que Coral realizará em 2022 com apoio da Natura Musical, é a centelha inicial de sua fase mais pop e solar.

Ficha Técnica:

  • Coordenação geral e produção executiva: Camila Mello e Isadora Mayrink
  • Produção musical: Pedro Fonseca @pedrofonsecamusica | Estúdio 1som – MG
  • Mixagem e masterização: Felipe Câmara @eufelipecamara| Estúdio LabCamarada – SP
  • Captação de voz: Thiago Braga @rapazdodread | Estúdio Toca Produções – MG
  • Arranjo, violão de aço, baixo, programações e sintetizadores: Pedro Fonseca
    Congas, caxixi e timbau: Débora Costa
  • Arranjo e coro: Max Teixeira
  • Arte, design e assessoria de redes: Camila Mello, Isadora Mayrink
  • Fotos: Lina Mintz Maquiagem: Ana Rosa Oliveira
  • Plano de lançamento: Selo Camarada
  • Distribuição: Ingrooves
  • Assessoria de comunicação: Rico Ayade
  • Assessoria de marketing e tráfego: Bernardo Camara