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Coordenadoria de IST/Aids prepara ações para a Semana do Orgulho LGBT+ de São Paulo de 2022

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O mês de junho chegou e, com ele, a Semana do Orgulho LGBT+ de São Paulo 2022. Após dois anos, a Coordenadoria de IST/Aids, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS), realizará ações de testagem, tratamento e distribuição de insumos de prevenção, durante os eventos.

No dia 16/06 (quinta-feira), a equipe da Coordenadoria estará na Feira Cultural da Diversidade LGBT+, que será realizada no Largo do Arouche, das 10h às 16h. Em uma estrutura de 25 metros de comprimento, serão ofertados ao público testagem rápida de HIV, teste diagnóstico para sífilis, com aplicação de medicamento em caso de resultado positivo, e distribuição de preservativos internos e externos, gel lubrificante e autoteste para o HIV.

Serão oferecidos também as profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP) e a entrega da primeira terapia antirretroviral (Tarv) aos usuários que testarem positivo para o HIV. Nesses casos, serão passadas orientações e realizados exames recomendados pelos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas (PCDT), além de encaminhamentos aos serviços da Rede Municipal Especializada (RME) em IST/Aids, para seguimento ambulatorial.

Coordenadoria de IST/Aids prepara ações para a Semana do Orgulho LGBT+ de São Paulo de 2022
Reprodução

Já no dia 19/06 (domingo), a ação será durante a 26ª Parada do Orgulho LGBT+. A Coordenadoria contará com três tendas instaladas ao longo do evento, com materiais educativos e insumos de prevenção, além de contar com agentes de prevenção que farão a distribuição dos itens por toda a Avenida Paulista.

Complementando a ação, quem passar pela Avenida Paulista poderá observar artes na forma de galhardetes, na parte superior, e totens, na parte inferior, com mensagens de prevenção, em 36 postes.

“A Parada do Orgulho LGBT+ é uma oportunidade singular para as ações de prevenção ao HIV/Aids , com a oferta de serviços à públicos prioritários. Este momento é também uma forma de combate ao preconceito, que é uma das barreiras para o acesso à prevenção e ao tratamento”, aponta Cristina Abbate, coordenadora de IST/Aids da cidade de São Paulo.

Além dos eventos acima, também é possível retirar preservativos gratuitos nas unidades da Rede Municipal Especializada (RME) e unidades de saúde, em 26 terminais de ônibus municipais, nas estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, e linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda da ViaQuatro e ViaMobilidade, em todos os dias do ano.

O descobrimento da sexualidade e a autoaceitação são temas de espetáculo em São Paulo

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O espetáculo “Em Algum Lugar Entre as Estrelas”, acompanha personagens vivendo situações em tempos e espaços distintos, e dá ênfase ao amadurecimento de um personagem gay, Leonardo, que deseja viver uma história de amor. A peça, com texto de Juliano Marceano, segue em temporada até 28 de julho de 2022, quartas e quintas-feiras, às 20h30, no Espaço ao Cubo

Abordando o descobrimento da sexualidade, a autoaceitação e as questões que permeiam os relacionamentos homoafetivos, o musical traz essas temáticas de maneira leve e otimista. “Acredito na importância da representatividade positiva como forma de afirmação. Cresci sem conseguir me enxergar nas histórias de amor que via na TV, Cinema e Teatro, então agora como dramaturgo e produtor, quero dar o protagonismo dessas histórias a minha comunidade“, diz o autor, que pode ser visto em cena interpretando Leonardo. 

(Foto: Laura Monticelli)

A obra conta com direção geral de Celso Correia Lopes (French Kiss, Pequena Magdalena), músicas de Paulo Ocanha (prêmio Bibi Ferreira de melhor música original por Hadassa – O Musical), letras de Gabriela Gonzalez (Nautopia), direção musical de Ettore Veríssimo (Peter Pan – O Musical da Broadway, Naked Boys Singing!) e direção de movimento de Marcelo Vasquez (Chicago, A Pequena Sereia).

“Em Algum Lugar Entre as Estrelas” reúne relatos de três personagens sobre histórias de amor, fuga e reconhecimento. Entre os conflitos, a perspectiva de uma mulher que tem o casamento atravessado pela ditadura militar, relacionamentos homoafetivos nos anos 90 e os amores líquidos atuais. Separadas pelo tempo-espaço, as narrativas se embaralham no período que vai dos anos 1950 aos dias atuais.

Criado como um texto de narrativas, a proposta da encenação é conduzir a peça como um bate-papo direto com o público. O objetivo, segundo a equipe de criação, é que o público se despeça dos personagens como amigos que dizem “até mais” ao final de um encontro. Ouvindo as histórias desses personagens sobre seus erros e acertos, dissabores e afetos, notamos que todos estão conectadas num grande círculo e que tudo que nos transpassa deixa marcas que reverberam além da nossa existência“, conta Marceano. 

(Foto: Laura Monticelli)

Serviço

Em Algum Lugar Entre as Estrelas
Temporada: Até 28 de julho de 2022, quartas e quintas-feiras, às 20h30;
Local: Espaço ao Cubo (Rua Brigadeiro Galvão, 1010 – Barra Funda – SP, 01155-080);
Ingressos aqui -  R$60 (inteira) e R$ 30 (meia);
Duração: 120 minutos;
Classificação: 12 anos.

Espetáculo que aborda o silenciamento de vozes LGBTQIA+ estreia no Centro Cultural SP

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O espetáculo “O silêncio anuncia o grito ou VOZ BIXA” traz ao Centro Cultural São Paulo outros modos de enxergar narrativas hegemônicas sobre os corpos e performatividades dissidentes desde a infância. O solo de Marco Antonio Oliveira, que além de estar em cena também assina a dramaturgia e direção, estreia dia 22 de junho, quarta-feira, às 21h, dentro da programação que celebra as vozes LGBTQIAP+ durante o Mês da Diversidade.

Vencedor do Prêmio Dramática – Coelho de Prata pelo voto popular e menção honrosa do júri técnico do 29º Festival Mix Brasil, o espetáculo dialoga com o teatro documentário. A temática do solo começou a se desenvolver quando Oliveira participou em 2019 de um dos grupos de pesquisa do Grupo XIX de Teatro.

(Foto: Bruna Berthond)

A criação de do espetáculo foi um processo pessoal do artista pela descoberta da própria voz. “Entre as minhas lembranças de infância, meu comportamento afeminado foi constantemente repreendido, o modo genuíno com o qual eu me relacionava com o mundo. A adolescência me distanciava das meninas, com quem eu tinha maior intimidade, e não me aproximava dos garotos, que sempre apontavam uma estranheza em mim. Eu me vi sem lugar. Fui escondendo meu ímpeto viado pra ser um ‘menino normal’. A voz viada foi silenciada antes que ela aprendesse a falar“, conta o artista.

O espetáculo recria uma história a partir da reconstrução de um universo de memórias que são ao mesmo tempo individuais e compartilhadas. “Foi um processo radical para que aquela voz calada aprendesse a falar me dizendo quem realmente eu sou. Para que o espetáculo fosse capaz de criar vínculos, comecei a dialogar com outras vozes regularmente silenciadas, como pessoas trans, pretas, lésbicas e LGBTQIAP+. Assim comecei a me ouvir mais e seguir com minha intuição“, explica ele.

(Foto: Bruna Berthond)

Serviço

o silêncio anuncia o grito ou VOZ BIXA
De 22 a 26 de junho, quarta-feira a sábado às 21h e domingo às 20h.
Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho.
70 minutos | 12 anos | Gratuito.

Bradley Cooper e Matt Bomer gravam cena de beijo para o filme “Maestro” no Central Park

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Durante as gravações do filme “Maestro“, Bradley Cooper foi fotografado dando um beijo em Matt Bomer. O longa-metragem da Netflix conta a história Leonard Bernstein, nasceu em 1918 e morreu em 1990, aos 72 anos

Além de dirigir o filme e assinar o roteiro com Josh Singer, Bradley dará vida a Bernstein. O longa, ainda sem data de estreia, também terá a atriz Carey Mulligan interpretando Felicia Montealegre, esposa do maestro, com quem ele se casou e teve três filhos.

Bernstein era gay e teve diversos relacionamentos homoafetivos ao longo da vida. Além de mostrar a relação do maestro com a Felicia, o filme apresenta o romance dele com o personagem de Bomer.

Bradley Cooper e Matt Boomer durante as gravações de “Maestro” (Foto: Reprodução)

Na mesma sequência de imagens do beijo gay, gravada no Central Park, Cooper ainda aparece beijando a atriz Kate Eastman, que interpreta a esposa de Bomer em “Maestro. A trama começa no primeiro encontro do artista com Felicia, em 1946, durante uma festa, e continua ao longo de dois noivados, um casamento de 25 anos e as relações homoafetivas.

Bernstein foi o primeiro maestro americano aclamado internacionalmente. Ao longo de sua carreira, recebeu sete Emmy, dois Tony, 16 Grammy e dezenas de outros prêmios. Além de maestro, ele era pianista e compositor – compôs trilha sonoras para filmes e peças de teatro e como o grande sucesso “West Side Story“.

Ativista, o maestro foi contra a Guerra do Vietnã, lutou pelos direitos humanos e arrecadou fundos para a luta contra a Aids. Após sua morte, revelou que o artista era gay. Arthur Laurents, seu colaborador no musical “West Side Story”, chegou a dizer que “Leonard era um homem gay que se casou [com uma mulher]”.

Gravações de “Maestro” (Foto: Reprodução)

Última temporada de “Love, Victor” estreia com foco em jornada de autodescoberta

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Nesta quarta-feira (15), estreia a última temporada da série “Love Victor”. O spin-off do do famoso filme de comédia romântica “Com Amor, Simon”, será exibido, com exclusividade, no Star+. A terceira temporada traz Victor (Michael Cimino) em uma jornada de autodescoberta, decidindo não só com quem quer estar, mas quem quer ser. 

A última temporada da série conta com oito episódios e inicia com Victor tendo que escolher entre Benji (George Sear) e Rahim (Anthony Keyvan), e tentando compensar as consequências de seu triângulo amoroso. 

A trama ainda traz  Mia (Rachel Hilson) e Andrew (Mason Gooding) em busca de respostas ao se encontrarem com a mãe de Mia. Já Felix (Anthony Turpel) e Lake (Bebe Wood) conseguem finalizar a separação, e o garoto começa um novo romance com Pilar (Isabella Ferreira). 

(Foto: Reprodução)

A terceira temporada também mostra a aproximação de Lake e Lucy (Ava Capri). Isabel (Ana Ortiz) finalmente participa de uma reunião do PFLAG (Parents, Friends, and Family of Lesbians And Gays – Pais, Amigos e Família de Lésbicas e Gays), que não sai como ela esperava.

“Love, Victor” retorna com o elenco formado por Michael Cimino (Victor), Rachel Hilson (Mia), Anthony Turpel (Felix), Bebe Wood (Lake), Mason Gooding (Andrew), George Sear (Benju), Isabella Ferreira (Pilar), Mateo Fernandez (Adrian), James Martinez (Armando), Ana Ortiz (Isabel), Anthony Keyvan (Rahim) e Ava Capri (Lucy).

“Love, Victor” estreou em 2020 e conta a história de um estudante adolescente em sua jornada de descoberta sexual e aceitação de quem ele é. Ao todo, a série já soma 20 episódios e duas temporadas.

Espetáculo evidencia as experiências afetivas de duas mulheres negras no RJ

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Inspirada em uma frase da escritora bell hooks  – “Muitas mulheres negras sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum amor” -  Tati Villela escreveu seu primeiro texto teatral, “Amor e outras Revoluções“. A peça estreia dia 16 de junho, às 20h, no Mezanino do Sesc Copacabana. 

Com direção de movimento assinada por Camila Rocha e direção de Wallace Lino, Tati dividi a cena com Mariana Nunes. A montagem foi contemplada pelo Edital SESC RJ de Cultura 2022, e traz o teatro, audiovisual, performance e música para expor camadas de afetos, sociais, econômicas e psíquicas do que é amar uma mulher negra sendo outra mulher negra nos dias de hoje.

Em cena, duas mulheres negras expõem seu amor, inquietações e conflitos em torno de suas trajetórias afetivas. A temática busca promover a reflexão do público sobre quais são os obstáculos que esse amor encontra na sociedade diante do racismo e da homofobia.

(Foto: Charles Pereira)

Precisamos falar de amor entre pessoas negras, sobretudo na sociedade brasileira, onde a todo momento presenciamos as consequências do racismo estrutural vigente no nosso sistema. Nós, negros, estamos aperfeiçoando a capacidade de nos amar, de amar o nosso espelho, o nosso reflexo”, pontua Tati, ganhadora do Troféu Redentor na categoria “Melhor Atriz” na 23ª edição do Festival do Rio.

“A falta de amor experienciada por mulheres negras historicamente e a oportunidade de pôr o amor entre duas mulheres negras como tema central de um trabalho é a grande motivação. Sabemos que a produção de novos imaginários é cada vez mais importante para a evolução da nossa sociedade como um todo“, acrescenta a idealizadora da peça.

A narrativa brinca com o cotidiano, com os sonhos e os desejos mais ocultos destas mulheres. “[…] A não-objetificação e a não-hipersexualização desses corpos é levada a sério. A peça aponta e exibe em suas cenas as subjetividades destas mulheres que têm semelhanças, mas não são iguais. Mulheres negras são múltiplas e possuem suas individualidades. O trabalho leva ao público inquietações, mas também leva flores“, adianta Tati.

(Foto: Charles Pereira)

Serviço

Temporada: 16 de Junho a 10 de Julho
Dias da semana: Quinta a domingo
Horário: 20h
Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira)
Local: Mezanino do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Informações: (21) 2547-0156
Bilheteria – Horário de funcionamento:
Terça a sexta – de 9h às 20h; Sábados, domingos e feriados – de 13h às 20h.
Classificação Indicativa: 12 anos
Duração: 80 minutos

Livro reúne poesias de slam de artistas trans, travestis e não binários da América Latina

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Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, República Dominicana e Venezuela. É por meio do Slam, torneio de poesia falada, que as vozes de mulheres, travestis, homens trans e pessoas não binárias da América Latina ecoam no livro “A língua quando poema”  (La lengua cuando poema), publicado pela Editora Baderna Literária em edição bilíngue: português e espanhol.

A obra é organizada por Carolina Peixoto e Pam Araujo, poetas, produtoras culturais e idealizadoras da Slam Mina SP – uma das principais coletivas de poesia com recorte de gênero do Brasil. O livro reúne poesias inéditas escritas por 28 slammers de países latino-americanos e brasileiros de diversas regiões. Entre as 210 páginas, o livro conta com diversidade lírica e pluralidade poética ao abordar sobre a vida à margem da sociedade, feminismo, violência contra a mulher, pobreza, identidade de gênero e desigualdade.

Sobrecapa (Foto: Divulgação)

De acordo com a organização, “A língua quando poema” é um registro histórico do processo de mudança pelo qual vem passando o movimento de Slam na última década, considerando o gênero dos participantes. A pesquisa, realizada por Pam, revela que as batalhas classificatórias para a Copa do Mundo de Slam, que no início eram compostas apenas por homens cis, atualmente tem maioria de mulheres, que representaram 62% dos participantes no Slam BR 2021. 

Fruto do talento de poetas que passaram pela 1ª Jornada Latines Slam das Minas SP 2021, a obra não separa os poemas por grupo de línguas. Segundo os autores, isso foi pensado justamente porque o Slam é poesia viva e, mesmo presa ao papel, precisa carregar a voz de quem a escreveu. Desse modo, todos os textos são apresentados primeiro na língua materna dos escritores, seguidos pela sua respectiva tradução para quando a limitação do idioma se faz barreira.

Ficha técnica

Livro: A língua quando poema
Organizadoras: Anna Carolina de Freitas Peixoto e Pamella Soares Araújo
Editora: Baderna 
ISBN/ASIN: 978-65-996525-1-6
Páginas: 210
Preço: R$ 69,90
Data de Lançamento: 01/06/2022
Onde comprar: Baderna Literária

Mostra Cultural Babadó terá stand-up com Silvetty Montilla e outras ações em São Paulo

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No próximo sábado (18), das 10h às 19h, será realizada a primeira edição da Babadó – Mostra Cultural LGBTQIA+ na Casa Municipal de Cultura Salvador Ligabue, no bairro da Freguesia do Ó. A iniciativa é uma realização do ProAC, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo e conta com apoio da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo.

O Babadó tem como objetivo oferecer programação cultural gratuita, informação, diversão e cidadania para a população que mora na região da Zona Norte da capital paulista, principalmente Freguesia do Ó e bairros limítrofes como Lapa, Pirituba, Brasilândia e Vila Nova Cachoeirinha, na véspera da Parada LGBTQIA+ de São Paulo.

Todas as atividades da Mostra Cultural são gratuitas e abertas ao público em geral e de todas as idades, de crianças a idosos, para as oficinas artísticas que acontecem durante o dia, e a partir de 16 anos para os pocket shows que serão realizados à noite.

Entre as atividades previstas estão oficinas de artes plásticas, de dança do ventre, de ballet, de montação, maquiagem e performance de drags queens, oficina de modelos LGBTQIA+, oficina de teatro e expressão corporal para idosos. Todas as oficinas terão indicação de idade livre e serão realizadas no salão e de artes da Casa de Cultura.

À noite, o encerramento da programação conta com dois shows de stand-up: um com a drag queen Silvetty Montilla; e “Em Transe” com João Bubiz, o primeiro homem trans comediante do país. Por tratar de assuntos maduros, os shows terão classificação etária de 16 anos. As apresentações serão no anfiteatro da Casa de Cultura, permitindo maior controle do público, dentro das recomendações de idade e também em relação à saúde devido ao Covid-19.

Já os ingressos para os shows devem ser retirados meia hora antes do horário do espetáculo. “Moro na Freguesia do Ó e trabalho na área de eventos há 12 anos, geralmente realizando em outros locais da capital paulista, mas sempre tive a vontade de fazer alguma ação no bairro em que vivo e que é carente de programação cultural gratuita, então desenvolvi o projeto Babadó”, conta Renata Poskus, diretora da Renata Poskus Eventos e Comunicação.

Serviço

Babadó Mostra Cultural LGBTQIA+;
Data: sábado, 18 de junho;
Horário: das 10 às 21 horas;
Local: Casa Municipal de Cultura da Freguesia do Ó Salvador Ligabue – Largo da Matriz, 215;
Confira a programação completa no Instagram do Babadó: @babadofestival.

Espetáculo inspirado em texto de Nelson Rodrigues, “Delicado” aborda temas sobre identidade e sexualidade

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Durante todo o mês de junho, o espetáculo “Delicado” ficará em cartaz. A peça tem como inspiração o texto “Noiva da Morte“, de Nelson Rodrigues, e aborda temas sobre identidade e sexualidade. As apresentações ocorrem na Sede Cia dos Atores, Lapa (RJ), nos dias 16, 23 e 30 de junho, às 20 horas, com ingressos gratuitos para pessoas trans.

No conto original, o personagem Alipinho nasceu em uma família de mulheres e desenvolveu uma personalidade doce, gentil e educada. Apegado à mãe, é superprotegido e admirado por todas as mulheres a sua volta. Aos olhos dos homens e da sociedade tradicional, é desvirtuado, degenerado e indecente”, conta Gabriel Sanches, um dos atores e idealizadores do espetáculo.

“Para cumprir a promessa do pai no leito de morte, é obrigado a se casar com uma moça. Na véspera da união, tomado por uma tristeza e um desejo de liberdade, Alipinho decide usar um vestido de noiva, preparando-se para o seu momento mais glorioso”, acrescenta Sanches.

Laura Araujo e Wesley Way em “Delicado” (Foto: Cláudia Ribeiro)

De acordo com a sinopse, o espetáculo trata de violência, repressão e o preconceito levando o público a possibilidades, alternativas, oportunidades e reflexão para a realidade de pessoas LGBTQA+ no Brasil. “Delicado” abarca experiências pessoais e transforma em vivências coletivas, em empatia, compreensão, diversidade e inclusão. Queremos que o público encontre sua própria história, e se sinta acolhido acima de tudo“, afirma o ator.

O espetáculo nasceu durante a pandemia, em 2021. Na época, os atores Gabriel Sanches, Wesley May, Laura Araújo e Pedro Marquez decidiram se dedicar a construção de dramaturgia a partir do conto “A Noiva da Morte”, de Nelson Rodrigues. Com orientação dos artistas da Cia dos Atores, eles fizeram nove meses de trabalho, de pesquisa iconográfica, dramaturgia, preparação de ator até entrar em sala de ensaio no final de 2021 com o abrandamento da pandemia. 

Serviço

Espetáculo “Delicado’

Local: Sede Cia dos Atores
Endereço: R. Manuel Carneiro, 12 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ
Temporada: 16, 23 e 30 de junho
Dias: às quintas-feiras
Horário: 20h
Classificação etária: Livre
Ingressos aqui – 40 reais (inteira) / 20 reais (meia) e ingresso gratuito para pessoas trans

Pedro Marquez em “Delicado” (Foto: Cláudia Ribeiro)

Casa de acolhimento a mulheres trans será inaugurada na Zona Sul de São Paulo

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A Zona Sul de São Paulo inaugura um importante equipamento público visando mulheres trans em situação de vulnerabilidade. O Centro de Acolhida Especial Casarão Brasil, que está em operação há nove meses, será inaugurado, oficialmente, nesta sexta-feira (10), às 11h, e contará com a presença do Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Carlos Bezerra Júnior.

Hoje, numa cidade do tamanho de São Paulo, há apenas 90 vagas de acolhida especial para mulheres trans e travestis e 30 para homens trans. Além disso, conforme as diretrizes do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) a pessoa deveria ter direito de ser acolhida sem ser afastada de seu território de referência, onde tem família, amizades e trabalho. Assim, é fundamental ter um serviço assim na zona sul de São Paulo, que até então não existia“, afirma Ataulfo Santana, gerente do novo espaço.

Casarão Brasil (Foto: Divulgação)

O espaço do Centro de Acolhida Especial conta com 10 quartos com três leitos cada, e mais um adaptado a pessoas com deficiência. A ideia é auxiliar as mulheres trans que estão sem moradia e trabalho remunerado, ou em outras situações vulneráveis, como dependência de entorpecentes. “Na casa, elas têm atendimento psicológico, jurídico e assistencial. É um acolhimento provisório, porque a intenção é que sejam reinseridas na sociedade”, explica Rogério de Oliveira, coordenador da ONG Casarão Brasil. 

Nós fazemos orientação socioeducativa, promovemos debates e preparamos as conviventes para as questões do mundo do trabalho. Em relação a capacitação profissional, temos parcerias em rede com outras iniciativas de profissionalização ou espaços de entrada para o mercado“, completa Ataulfo Santana. Mesmo com pouco tempo de existência, o Centro de Acolhida já tem casos de sucesso, tanto na reinserção ao mercado de trabalho, quanto nos acompanhamentos psicológicos para desintoxicação.  

Já houve ex-conviventes que tiveram saída autônoma na casa, alugando o próprio espaço e conseguindo acesso ao seu direito à saúde e aposentadoria. Temos também conviventes que conseguiram trabalho e inscrição em programas como o Transcidadania. Entretanto, num acompanhamento de três meses, saídas para moradia autônoma ocorrem quando a atendida já tem uma certa organização. Há alguns casos em que a boa resposta é a adesão à reabilitação na diminuição do álcool e drogas“, aponta Ataulfo Santana.

Serviço

O que: Inauguração do Centro de Acolhida Especial para Mulheres Trans da Zona Sul da Cidade de São Paulo – Casarão Brasil;
Quando: Sexta-feiera, 10 de junho, às 11 horas;
Onde:: Rua Igará Paraná, 94, Vila Emir – Próximo à Estação Autódromo (Linha 9 – Esmeralda da CPTM).