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Coletivo Calcâneos apresenta o espetáculo “Desde que o Mundo é Mundo” em SP

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Desde que o Mundo é Mundo” é uma obra que nasce da vontade de recontar a própria história a fim de criar uma outra memória, que não essa, para o amanhã. O projeto, criado pelo Coletivo Calcâneos, integrado por artistas periféricos, parte dos olhares e perspectivas de corpos à margem da cidade de São Paulo.

O trabalho apresenta, por meio da performance, uma discussão sobre o tempo, propondo uma experiência narrativa que perpassa alteridade, coletividade, desejos de futuro, exaustão emocional e imposições: tudo isso equilibrado na balança entre vivência e sobrevivência. De um lado, uma estrutura genocida; de outro, a reexistência dos oprimidos que encontram momentos de respiro nos encontros e nas celebrações. 

(Foto: Thamara Lage)

O espetáculo, que aconteceu nos dias 8 e 10 de julho no Sesc Belenzinho: seguirá no campinho de futebol, ao lado da estação de trem Jardim Helena, nos dias nesta quarta (14) e quinta-feira (15), na zona leste de São Paulo. A direção é de Victor Almeida e conta com a criação colaborativa de todos os artistas envolvidos no grupo.

A circulação faz parte do projeto “Desde que o Mundo é Mundo”, contemplado pela 30ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Serviço

14 e 15 de julho, no Campinho de Futebol ao lado da estação de trem Jardim Helena;
Quinta e sexta-feira, às 17h;
Entrada gratuita;
Acessibilidade: Libras;
Saiba mais: www.coletivocalcaneos.com

Monólogo apresenta situações relacionadas às vivências de se reconhecer “bixa”

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De 20 de julho a 13 de agosto, o Coletivo Bixa Pare apresenta na Oficina Cultural Alfredo Volpi e na Oficina Cultural Oswald de Andrade o monólogo inédito “Bixa Pare ou Ser Tão de Mim, interpretado por Luan Afonso.  O espetáculo apresenta situações relacionadas às vivências de se reconhecer bixa, exibindo um universo de contradições e singularidades da comunidade.

O trabalho também representa uma continuidade da pesquisa artística do grupo em relação ao corpo bixa. A dramaturgia, assinada colaborativamente pelo coletivo, traz tanto situações ficcionais quanto histórias pessoais dos integrantes. Gays de direita, homens casados que traem suas parceiras com outros homens, exaltação do transformismo enquanto expressão artística e um reconhecimento do próprio corpo bixa são algumas das situações pautadas na peça.

(Foto: Castello)

Cada cena é um universo distinto do que nos afeta, nos oprime e nos abriga. São situações que nos fazem questionar nossa atuação política e artística entre tantos outros lugares percorridos até aqui. Não existe uma unidade, existe um todo de subjetividades expostas“, diz Luan Afonso. 

Dirigido por Flopes, o monólogo traz momentos que se alternam do humor ao drama, a peça também reforça uma plataforma política ao discutir as violências empregadas contra a comunidade, a dificuldade de se viver relações não-hetero no espaço público e também evocam a memória de artistas transformistas que pavimentaram os caminhos para a comunidade ainda nas décadas de 1970 e 80.

(Foto: Castello)

Serviço

Bixa Pare ou Ser Tão de Mim

• Oficina Cultural Alfredo Volpi
Endereço: Rua Américo Salvador Novelli, 416 – Itaquera – São Paulo/SP, 08210-090
Temporada: 20 a 23 de julho de 2022, quarta a Sábado, 20h
Grátis. Retirar ingressos com 1h de antecedência
A apresentação do dia 23 de julho contará com tradução em libras e roda de conversa após o espetáculo

• Oficina Cultural Oswald de Andrade
Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo – SP, 01123-001;
Temporada: 3 a 13 de agosto de 2022, quarta a sábado. Quarta e quinta-feira, às 20h; sexta-feira, às 17h e 20h; e sábados, 15h e 18h;
Grátis. Retirar ingressos com 1h de antecedência;
As apresentações dos dias 6 e 13 de agostos, na sessão das 18h, contam com tradução em libras e roda de conversa após o espetáculo.

Álbum “Orgulho de Ser” reúne o show de 7 artistas LGBTQIA+ no palco da Blue Note SP

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Nesta quarta-feira (13), o Blue Stage, novo selo da casa de shows Blue Note, e a MSK Records  lançam o álbum “Orgulho de Ser“, que estará disponível com exclusividade na plataforma de streaming da Apple Music.

Gravado na casa de espetáculos de São Paulo, o show com sete artistas LGBTQIA+ foi apresentado pela TIM e co-criado e produzido pela agência SUBA MSK, marcando o início das ativações das empresas no Mês do Orgulho. A versão remix do  single “Tolerância Zero” foi lançada dia 28 de junho, data em que é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

O Blue Stage surgiu para podermos eternizar shows maravilhosos que passam pelos palcos do Blue Note São Paulo. Estamos muito felizes em poder dar início a este projeto, lançando o primeiro EP em parceria com a TIM, SUBA MSK e o Apple Music“, explica Flávio Pinheiro, sócio da MSK Records.

Além de Romero Ferro, curador do projeto e responsável pela direção artística e musical, o álbum traz canções de Johnny Hooker, Doralyce, Hiran, Mel, Katú Mirim e Filipe Catto. “Criar esse momento junto com a TIM e o Apple Music foi de fundamental importância para propagar as nossas lutas, as nossas inquietações, as nossas dores, a nossa diversidade, em um ano tão crucial para o Brasil”, pontua Ferro.

(Foto: Divulgação)

Canções do álbum “Orgulho de Ser”

Tolerância Zero Remix (faixa bônus- Part de todos os artistas)
Tolerância Zero (Part. de todos os artistas)
Quando ele Perguntar por Mim (Romero Ferro)
Adoração (Filipe Catto)
Flutua (Johnny Hooker)
Miss Beleza Universal (Doralyce)
Falso Profeta (Katú Mirim)
Cardiopulmonar (Mel)
Mana no Rap (Hiran)

Ouça aqui: apple.co/orgulhodeser

Pinterest anuncia projeto de investimento em criadores de conteúdo LGBTQ+ brasileiros

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O Pinterest está lançando no Brasil Fundo para Criadores de Conteúdo, um programa para elevar criadores e comunidades que foram desproporcionalmente sub-representados na plataforma. O programa, que já existe nos Estados Unidos, tem o objetivo de reduzir a barreira do sucesso no Pinterest para os criadores de comunidades historicamente marginalizadas, por meio de apoio financeiro e educacional.

Ao todo, serão selecionados 10 criadores de conteúdo maiores de 18 anos, residentes no Brasil, com menos de 10 mil seguidores em suas plataformas digitais e que se identifiquem como parte da comunidade negra, LGBTQIA+, asiática, indígena ou de pessoas com deficiência.

Além de receberem cerca de R$30 mil na forma de subsídio em dinheiro e equipamentos, os criadores terão quatro sessões de treinamento virtuais para desenvolver o potencial criativo na plataforma, workshop de melhores práticas, acesso à comunidade de criadores, e conexão com oportunidades de monetização.

(Foto: Divulgação)

O Fundo para Criadores de Conteúdo começa em agosto e dura aproximadamente três meses. Para se inscrever, é preciso morar no Brasil, ter mais de 18 anos, ter menos de 10 mil seguidores em suas plataformas digitais, e se identificar como parte de uma comunidade sub-representada. As inscrições seguem aberta até o dia 15 de julho de 2022, às 22h (horário de Brasília), neste link.

O Brasil é muito rico culturalmente, e queremos exaltar e impulsionar toda essa diversidade. A chegada do Creator Fund no país nos permite fazer não somente isso, mas também investir em conteúdo diverso, elevar criadores de grupos com menor representatividade e devolver a eles um pouco da dedicação ao Pinterest”, diz Fernanda Cerávolo, diretora de conteúdo e creators no Pinterest para a América Latina. 

Um dos convidados especiais é a Tastemade, que falará sobre métricas mais importantes, planejamento de conteúdo e como manter o nível de qualidade nas produções. Além do Tastemade, algumas das aulas serão ministradas por especialistas do mercado: Marcel Izidoro, com criatividade e storytelling, e Dia Estúdio com monetização de conteúdo e parcerias com marcas

Projeto PopEye apresenta artistas visuais que têm o erotismo e o fetiche como guias de suas obras

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Neste sábado (16), a partir das 22h, inaugura o PopEye, um espaço-tempo para apresentar artistas visuais que têm o erotismo e o fetiche como guias de suas obras, que estarão à venda. O projeto tem organização e curadoria do jornalista Ivi Brasil

Na ocasião, artista visual André Brunharo estreia no projeto com seus recortes em acrílico e em madeira pintada com cores vibrantes e fluorescentes. O PopEye ocorre dentro da Brutus, uma festa gay que mistura fetiche, sexo, música e diversão adulta na Casa da Luz.

(Foto: Divulgação)

De acordo com a curadoria, o termo “Popeye” significa, literalmente, “olho estourado”, “olho saltado” ou “olho arrancado”. A cada mês, um artista expõe seu olhar particular e questionador sobre sexo, gênero, fetiche e prazer. Todas as obras estão estarão à venda.

Brunharo, que será o primeiro artista a participar do projeto, traz em sua produção autoral e artística, uma poética pautada na perspectiva, no ponto de fuga, na ilusão de volume e no diálogo entre o bi e o tridimensional, a partir de modelos vivos e do desenho de observação.

As figuras retratadas por ele, ainda que derivem de pessoas reais, são distorcidas e anamórficas, o que proporciona uma autenticidade e uma identidade visual muito peculiar do artista. Brunharo expõem em galerias e feiras de arte em São Paulo e em outras capitais brasileiras, e suas obras fazem parte de várias coleções particulares.

(Foto: Divulgação)

Serviço

POPEYE #1 – André Brunharo

PopEye & Brutus

Quando: Sábado, 16 de julho de 2022, das 22h às 06h;
Onde:
Casa da Luz – Rua Mauá 512 (ao lado da Estação da Luz), São Paulo;
Ingressos: R$70 na hora | R$ 50,00 antecipados aqui.

(Foto: Divulgação)

Estudantes de medicina acompanharão pessoas de baixa renda no uso da PrEP

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A PrEP, tratamento de profilaxia pré-exposição ao HIV, se insere como uma estratégia adicional de prevenção disponível com o objetivo de reduzir a transmissão do vírus e tem se mostrado eficaz. O medicamento pode ser adquirido gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS) ou pela rede privada, mas muitos pacientes não têm acesso à rede pública para iniciar esse acompanhamento ou não tem condições financeiras para realizá-lo em rede particular.

Como projeto comunitário, o infectologista e professor Dr. Leandro Correa Machado reuniu alunos da Universidade Católica de Brasília (UCB) para atender gratuitamente 150 pessoas de baixa renda interessadas no tratamento em Brasília. Os atendimentos ocorrerão aos sábados, na clínica Atos Saúde Integrada, e as inscrições poderão ser feitas através do Instagram @drleandromachado ou pelo Whatsapp (61) 99401-8161.

“A política brasileira de enfrentamento ao HIV reconhece que nenhuma intervenção de prevenção isolada é suficiente para reduzir novos casos e que diferentes fatores de risco de exposição, transmissão e infecção operam de forma dinâmica, em diferentes condições sociais, econômicas, culturais e politicas”, avalia o infectologista. “Contudo, para que essa estratégia seja eficaz, é necessário que a rede de saúde remova as barreiras de acesso a essas populações, acolhendo-as na sua integralidade e garantindo seus direitos a saúde de qualidade”, disse Dr. Leandro Correa Machado ao GayBlog BR.

SERVIÇO

Acompanhamento de PrEP – Projeto “Derrubando Barreiras”
Para 150 pessoas de baixa renda interessadas no uso de PrEP
Período: Aos sábados, a partir de 14/05/2022 – Término 14/05/2024

Inscrições: Instagram @drleandromachado ou pelo Whatsapp (61) 99401-8161.
Local de realização: Atos Saúde Integrada – SHLS 716 conjunto A sala 603 e 605 CEP: 70.390-906. www.atossaudeintegrada.com.br

Mais informações em drleandromachado.com.br

SCALON mostra suas cinco facetas no clipe de “Ele Não Tá a Fim de Você”

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Em seu novo trabalho musical, o cantor e compositor SCALON apresenta cinco facetas diferentes para cantar “Ele Não Tá a Fim de Você”. O novo single pop do artista foi lançado na última sexta-feira (8), em todos os aplicativos de música. Já o videoclipe, chegou ao canal do YouTube do mineiro no último domingo (10).

A canção relata a situação de quando se está sendo “enrolado” por alguém. “Sabe quando a pessoa fica te dando corda só pra te manter ali, caso ela queira em algum momento? Eu estava gostando muito de um cara que dava todos os sinais de que também estava a fim de mim, mas acabava me deixando de lado no final das contas”, conta o artista, que costuma utilizar de suas histórias pessoais como inspiração para as suas letras.

A canção segue a sonoridade pop que SCALON trouxe em seus últimos lançamentos. “Uma referência que nos guiou na hora de produzir essa música foi a cantora P!nk, que faz um som pop mas costuma trazer alguns elementos do pop“, explica.

(Foto: Kauê Alvez)

Já no videoclipe, SCALON apresenta e interage com suas cinco facetas. “Para essa música, queria fazer algo visualmente diferente no clipe e que, ao mesmo tempo, mostrasse um pouco do que eu estava sentindo quando escrevi a música. Então, veio a ideia de me multiplicar por vários e ‘discutir’ comigo mesmo“, afirma.

A produção traz o SCALON jogador de vôlei, o cantor, o que fica em casa vendo TV embrulhado no edredom, o que vai para a balada e o personagem central da história, que é quem está sofrendo e vivendo, de fato, a história da música. “Eu sou uma pessoa muito metódica e racional. Então, costumo ponderar bastante comigo mesmo as situações que estou vivendo. Colocar cinco SCALONs no mesmo vídeo, interagindo e ‘discutindo’ entre si é uma forma de materializar essa situação em que eu pondero e converso comigo mesmo“, comenta.

Esse encontro inusitado e divertido foi produzido pela Kazê Filmes, em uma gravação de menos de cinco horas. “Tivemos que ter muita atenção nos detalhes e posicionamento de cada take, o espaço teve que ser bem delimitado, porque são várias camadas de vídeo que se juntam pra criar a cena“, conclui SCALON.

Assista ao videoclipe de  “Ele Não Tá a Fim de Você”

Marcha da Diversidade de Curitiba reuniu mais de 35 mil pessoas no último domingo

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No último domingo (03), a 5ª Marcha da Diversidade tomou conta das ruas do centro de Curitiba, no Paraná. O evento, que voltou a ser realizado após dois anos, devido a pandemia de covid-19, foi promovido pelo Grupo Dignidade.

De acordo com números divulgados pela organização e pelo Corpo de Bombeiros, a Marcha da Diversidade de Curitiba reuniu cerca de 35 mil pessoas. O evento contou com uma programação cultural repleta de atrações, com mais de 8 horas, três trios elétricos e um palco montado em frente ao Palácio Iguaçu, sede do Governo paranaense. 

Um dos destaques da Marcha foi a casa de entretenimento Verdant, que teve seu próprio trio elétrico e recebeu diversos convidados especiais, entre eles influenciadores e clientes. O trio teve uma extensa programação focada no tribal house e trouxe diversos DJs de todo Brasil.

Foi um dia marcante e emocionante para nós. Poder reunir nossa comunidade após essa pandemia tão desgastante. Fico muito feliz poder fazer parte desse ato, e mostrar que nós também podemos ter ascensão social“, comentou Nathan Ferr, fundador das casas noturnas Verdant e Bwayne.

Para 2023, a organização promete a maior edição da história da Macha da Diversidade de Curitiba, mas sem esquecer de seus principais objetivos: dar mais visibilidade as causas LGBTQIA+ e unir a comunidade.

Livro “ynunda[ção] (um conjuro)” traz memórias e transformações do autor Carú de Paula

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A editora O Sexo da Palavra, especializada em literatura de ficção e não ficção com temática de gênero e sexualidade, lança seu mais novo título: “ynunda[ção] (um conjuro)”, de Carú de Paula Seabra.

Esse é o primeiro livro do autor, poeta e psicólogo transmasculino e transvyado, que apresenta  suas memórias e transformações. “O livro se propõe a narrar o encontro de dois momentos, o da poesia e o acadêmico, a traçar uma malha inseparável entre ambos, e logo é possível ver o que surge dessa malha, são textos, escritos, registros do que concebo de sugestões para um mundo mais ético, uma vida mais digna, sobretudo para corpos transmasculinos e racializados pardos, pretos e indígenas”, explica Carú. 

“Narro além das minhas experiências individuais, mas sonhos, elaborações para fortalecer laços comunitários, de saúde mental e dignidade, acirrando e denunciando a virulência do mundo colonial capitalista“, acrescenta o autor.

“ynunda[ção] (um conjuro)” é um objeto de arte, produzido artesanalmente, tendo sua capa costurada criando rios/veias, forte imagem criada por Carú, sob responsabilidade da dupla de design Antonio K.valo, editor-chefe, e Barbara Caetano, que executou a encadernação.

Serviço

ynunda[ção] (um conjuro)”, de Carú de Paula Seabra.
14X21 cm 88 páginas;
R$ 41,50 + frete + taxa PayPal;
Pode ser adquirido aqui.

Capa (Foto: Reprodução)

Videoinstalação questiona se São Paulo abriga uma diáspora LGBTQIA+

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A videoinstalação “Diásporas LGBTQIA+ na Cidade de São Paulo segue para visitação até o dia 23 de julho:  na Oficina Cultural Oswald de Andrade. A obra surge do desejo e da pesquisa do coletivo Rainha Kong em descolonizar as narrativas da comunidade e compreendê-las na perspectiva de quem as vive e/ou viveu.

Ao chegar em São Paulo em 2017, o grupo foi marcado pelo contato intenso com a população LGBTQIA+ residente da cidade – seja por meio dos Centros de Referência da População LGBTQIA+ ou do Centro de Acolhida e Cultura Casa 1. Com essas trocas, o coletivo percebeu que muitas dessas pessoas não eram naturais da cidade de São Paulo.

(Foto: Carla Carniel)

A reflexão sobre pontos de contato entre a dramaturgia com a qual o grupo recentemente passou a trabalhar, com a peça Sarah e Hagar decidem matar Abraão”, e a história da cidade de São Paulo, trouxe algumas respostas. A dramaturgia trata do início da civilização suméria, construída entre dois rios – Tigre e Eufrates -, assim como São Paulo foi erguida entre (e sobre) dois rios – Anhangabaú e Tamanduateí -, que hoje estão soterrados no centro da cidade.

Essas reflexões levaram o coletivo à seguinte pergunta, norteadora da videoinstalação: “A cidade de São Paulo abriga uma diáspora LGBTQIA+?”. A partir deste questionamento, a Rainha Kong, em parceria com a roteirista e cineasta Giorgia Narciso, iniciou o processo de elaboração da vídeoinstalação, em agosto de 2021. 

Cinco pessoas LGBTIA+ imigradas para São Paulo tiveram seus cotidianos gravados dentro de suas casas, em diferentes bairros da cidade, bem como a relação dessas pessoas fora de suas casas, em diálogo com a parcela da cidade onde residem. O material editado ganha agora uma cenografia site specifc para a Oficina Cultural Oswald de Andrade.

O trabalho surgiu a partir da narrativa de jovens trans que são de outros estados e ouviram falar que São Paulo é essa cidade que pode proporcionar uma qualidade de vida melhor, mais aceitação, mais inserção social, uma vida melhor para as pessoas da nossa comunidade“, afirma Giorgia Narciso, criadora do projeto.

(Foto: Carla Carniel)

Serviço

O que: vídeo-instalação Diásporas LGBTQIA+ na Cidade de São Paulo
Quando: Até 23/7 – Segunda a sábado, das 10h às 21h.
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo – SP)
Quanto: Gratuito