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Espetáculo solo ‘Homens Pink’, com o ator Renato Turnes, estreia dia 18 de março, em Florianópolis

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Quase dois anos após o lançamento do filme documentário “Homens Pink”, o espetáculo presencial que leva o mesmo nome estreará nos palcos de Florianópolis. A estreia acontece na sexta-feira, dia 18 de março, às 20h no Sesc Prainha. A entrada é gratuita e a classificação etária é de 14 anos.

Ator Renato Turnes apresenta Homens Pink, em Florianópolis - crédito Cristiano Prim
Ator Renato Turnes apresenta Homens Pink, em Florianópolis – Crédito Cristiano Prim

O ator e diretor, Renato Turnes, conta que o espetáculo Homens Pink é uma performance documental solo que carrega na sua dramaturgia original os relatos dos homens gays idosos entrevistados para o documentário. Ao longo de 50 minutos, as memórias pessoais de Turnes se fundem com as lembranças emprestadas nos mais diversos temas: a infância, o sexo, o fervo, a epidemia da AIDS e a luta dos pioneiros.

“Fragmentos narrativos, fotos, vídeos e objetos ajudam a compor as cenas que celebram o orgulho da ancestralidade LGBTI+”, explica Turnes.

A temporada presencial de estreia contará com quatro apresentações gratuitas, sempre às 20h, nos dias 18, 19, 25 e 26 de março, sendo que a sessão do dia 19, terá acessibilidade em Libras.

Pessoas da comunidade surda, da comunidade LGBTI+ e da rede pública de ensino têm prioridade no agendamento antecipado de grupos. Esse agendamento pode ser feito pelo e-mail cialavaca@gmail.com ou no telefone 48 99138 2322.

O projeto Homens Pink foi selecionado pelo Edital Aldir Blanc 2021 – executado com recursos do Governo Federal e Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, por meio da Fundação Catarinense da Cultura.

Homens Pink – o filme documentário

Durante as duas semanas de temporada, entre os dias 16 a 27 de março, o filme documentário com os relatos dos Homens Pink será disponibilizado no Youtube da La Vaca com acessibilidade em Libras e Audiodescrição.

O filme, que mostra o encontro do ator e diretor Renato Turnes com nove senhores gays que compartilharam com ele suas memórias, já percorreu, de maneira online, festivais de cinema entre os anos de 2020 e 2021.

Sinopse

Homens Pink é um espetáculo criado a partir dos depoimentos de um grupo de senhores gays. No corpo-arquivo em cena, narrativas sobre infância, fervo, epidemia e resistência conectam-se a acervos pessoais e compõem um documento performativo que celebra a experiência dos pioneiros e o orgulho das ancestralidades dissidentes.

Ator Renato Turnes apresenta Homens Pink, em Florianópolis - crédito Cristiano Prim
Ator Renato Turnes apresenta Homens Pink, em Florianópolis – Crédito Cristiano Prim

Serviço: Homens Pink – Temporada de estreia do espetáculo (presencial)

Dias: 18, 19*, 25 e 26 de março (* Sessão acessível em Libras)
Horário:  20h
Local: Teatro do Sesc Prainha (Tv. Siríaco Atherino, 100 – Centro, Florianópolis/SC)
Entrada gratuita
Classificação: 14 anos
Agendamentos e informações: cialavaca@gmail.com | 48 99138 2322

Duração: 50min

Ficha Técnica

Direção artística, texto e performance: Renato Turnes
Assistência de criação: Karin Serafin
Iluminação e projeções: Hedra Rockenbach
Edição de vídeos: Marco Martins
Imagens VHS: Carlos Eduardo Valente e Dominique Fretin
Figurinos e máscara: Karin Serafin
Trilha sonora original: Hedra Rockenbach
Arte gráfica: Daniel Olivetto
Fotos: Cristiano Prim
Assessoria de Imprensa: Juliano Zanotelli
Produção: Milena Moraes
Realização: La Vaca Companhia de Artes Cênicas
Artistas provocadores: Anderson do Carmo, Vicente Concilio, Fabio Hostert e Max Reinert
A partir das memórias de: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa, Wladimir Soares
Acervos pessoais gentilmente cedidos pelos entrevistados
Apoio: Rumos Itaú Cultural e Sesc Santa Catarina
Projeto selecionado pelo Edital Aldir Blanc 2021 – executado com recursos do Governo Federal e Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, por meio da Fundação Catarinense da Cultura.

Documentário ‘Rua Carlos Gomes’ retrata cena gay dos anos 80 e 90 em Salvador; assista

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O documentário batizado de “Rua Carlos Gomes: Apogeu e resistência da comunidade LGBTQIA+”, idealizado pelo maquiador e drag, Galdino Neto, com consultoria e pesquisa do ativista Genilson Coutinho, reúne notáveis histórias e relatos saudosistas de um local icônico para o movimento LGBTQIA+ na Bahia. Com duração de 1 hora, o projeto pode ser assistido gratuitamente no canal do site “Dois Terços” no YouTube.

Nos anos de 1980 e 1990, a cena GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), termo ainda pouco politizado utilizado à época, se concentrava em uma região específica no centro de Salvador: a Rua Carlos Gomes – a CG -, como era conhecida pela comunidade LGBTQIA+.

O charme do local, repleto de ruas transversais, becos e vielas que ficavam lotadas, era completado pelo clima de agitação, confusões e flertes. Afinal, a Rua Carlos Gomes – a CG -, como era conhecida pela comunidade LGBTQIA+, era a passarela onde todos da cena LGBTQIA+ queriam desfilar entre as mesas dos bares para serem notados. Os vãos que costuravam a região funcionavam como um “esquenta” para os estabelecimentos noturnos.

(Foto: Arquivo pessoal Lion) Dion, Lion Shineider e Marquesa
Dion, Lion Shineider e Marquesa (Foto: Arquivo pessoal Lion)

Entre os nomes que foram entrevistados para o projeto estão: André Luiz Silva (Bagageryer Spilberg), Dion Santiago, Fabiane Galvão, Sérgio Augusto Duarte Tavares (Lion Schneider), Valécio Santos (Valerie O’rarah), Antônio Fernando (Âncora do Marujo), Livia Ferreira (UNALGBT da Bahia), Antônio Jorge (Boate Is’Kiss) e Genilson Coutinho.

Os relatos contam histórias de ambientes como o Bar Charles Chaplin, Beco da Baiúca, Adê Alô, Boate Is’Kiss, Âncora do Marujo, Artes & Manhas, Boate BRW, Boate Caverna, Bar Cabaré 54, Bar Caras e Bocas, Freedom Music & Bar, Bar Champagne (Bar da Ray) e Bar Rosa Negra.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão/PABB) via Lei Aldir Blanc, redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Itaú Unibanco prorroga inscrições para o 4º Edital LGBT+ Orgulho

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A inscrição de projetos para o 4º Edital LGBT+ Orgulho, uma parceria do Itaú Unibanco e Instituto +Diversidade, foram prorrogadas até 18/03. Para fazer a inscrição, as pessoas interessadas devem acessar o site do Edital, ler o regulamento completo e inscrever o projeto.

Até o momento, já são mais de 220 projetos inscritos na seleção, que beneficiará o desenvolvimento de 11 projetos que auxiliem e estimulem a visibilidade, segurança e respeito às pessoas LGBT+, com foco em três frentes: empreendedorismo, empregabilidade e geração de renda.

Podem se inscrever para o processo seletivo pessoas físicas ou jurídicas, grupos ou coletivos (formais ou informais) que já desenvolvem ou pretendem criar propostas voltadas à comunidade LGBT+. Serão priorizados, durante o processo de seleção, projetos que sejam conduzidos e liderados por pessoas LGBT+.

O programa, que já beneficiou mais de 20 projetos ao longo dos últimos 4 anos, busca ações com representatividade regional, que retratam os diferentes perfis geográficos e culturais do país. Também serão consideradas iniciativas com impacto em outros pilares de diversidade (raça e etnia, gênero, pessoas com deficiência, idade e gerações, pessoas refugiadas e outros grupos sociais).

Para ler o regulamento completo e inscrever um projeto: clique aqui.

 

Sobre o Itaú Unibanco

O propósito do Itaú Unibanco é promover o poder de transformação das pessoas e fazemos isso por meio de uma agenda estratégica focada na centralidade do cliente e na transformação digital, baseada também na diversidade do nosso povo. Maior banco da América Latina, o Itaú Unibanco está presente em 18 países e conta com mais de 56 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas de todos os segmentos, a quem oferecemos as melhores experiências em produtos e serviços financeiros. O Itaú Unibanco foi selecionado pela 21ª vez consecutiva para fazer parte do Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones (DJSI World), sendo a única instituição financeira latino-americana a fazer parte do índice desde sua criação, em 1999.

Sobre o Instituto +Diversidade

O Instituto +Diversidade é uma organização sem fins lucrativos que mobiliza recursos para articular soluções de alto impacto social. A partir do voluntariado, atuamos nos pilares de empreendedorismo, empresas e mercado e redes de apoio, com a visão de empoderar e fomentar o ganho de autonomia financeira e segurança psicológica da população LGBTI+ do Brasil. Temos como público-alvo: pessoas LGBTI+, projetos e empresas lideradas por pessoas LGBTI+ e empresas engajadas com a causa da comunidade.

Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922

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No final do século 19 e início do século 20, os novos artistas europeus começaram a romper os paradigmas dos Mestres do passado. A Teoria da Relatividade e a Psicanálise foram um reflexo dessa mudança.

Centenário da Semana de Arte Moderna de1922
Semana de Arte Moderna de1922 – Reprodução

Historiadores identificam o início da Arte Moderna com a chegada do Impressionismo, do Fauvismo, do Cubismo e a popularização da escultura africana e da arte oriental.

"Les Demoiselles d'Avignon"
“Les Demoiselles d’Avignon” – Pablo Picasso (Reprodução)
O grupamento das tendências se materializa com “Les Demoiselles d’Avignon” (foto), de Pablo Picasso, considerada como obra ponto de partida do Cubismo.
Este período da História da Arte viria a se completar a partir dos anos 60 com os trabalhos dos vanguardistas: o Fauvismo, o Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo e, mesmo, o Surrealismo.
Graça Aranha – Reprodução

Fevereiro de 1922 – Aproveitando o centenário das comemorações do Independência, a chamada Semana de 22- uma exposição no Teatro Municipal de São Paulo, com cerca de cem obras e três encontros literários cercados de reações negativas do público – foi a primeira manifestação coletiva pública dessa mudança na história cultural do Brasil.

Participaram, entre outros, os escultores Victor Brecheret, Wilhelm Haarberg e Hildegardo Velloso; os arquitetos Antônio Moya e Georg Przyrembel; os escritores e poetas Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, Renato de Almeida, Ronald de Carvalho, Tácito de Almeida, Manuel Bandeira, com a leitura do poema Os Sapos:  e o Maestro Heitor Villa Lobos, que teve suas composições interpretadas por Guiomar Novaes e Hermani Braga.
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Debates sobre a necessidade de renovação no  campo das artes já se realizavam desde os anos 10 do século passado.

Textos publicados em revistas especializadas e a exposição de Anita Malfatti, em 1917 mostram que a Semana não foi manifestação isolada e desprovida de propósito.
Bem-aventurança (Os pacificadores), de Anita Malfatti, 1954-55 [Coleção Particular - Campinas, SP]
Bem-aventurança (Os pacificadores), de Anita Malfatti, 1954-55 (Reprodução)
Intelectuais do porte de Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia pensaram a possibilidade de aproveitar as comemorações do centenário da Independência para alavancar um movimento de “emancipação artística”.

Paulo Prado - Reprodução
Paulo Prado – Reprodução

A Semana de Festejos de Deauville (na França) serviu como modelo e o mecenas Paulo da Silva Prado, da tradicionalíssima família paulista, tornou o projeto realidade,conseguindo que outros “barões do café”, através de generosas doações, encampassem a ideia.

Foi Paulo Prado que convenceu Graça Aranha a aderir à causa.  Romancista famoso e recém-chegado da Europa, sua presença foi fundamental para avalizar as propostas dos jovens e desconhecidos modernistas.

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Terminado o evento, a Semana ficou caracterizada  mais como tentativa de romper com o conservadorismo existente na literatura, música e artes visuais  do que como criação de nova “linguagem”. Nota-se, com a perspectiva do tempo, a presença do ideal futurista na sociedade já inserida no contexto científico.
Cartaz colocado no Theatro Municipal anunciando a Semana - Reprodução
Cartaz colocado no Theatro Municipal anunciando a Semana – Reprodução

Durante sua conferência  na tarde de 15 de fevereiro de 1922, Oswald de Andrade faz uma das primeiras formulações de ideias estéticas e modernas no Brasil.

Esta conferência, desenvolvida em forma de ensaio, foi publicada em 1925 com o nome de “A Escrava Não É Isaura”.

Diz um crítico literário sobre a obra: “O autor entrevê a importância de moderar a importação de estética moderna que se opõe ao nativismo, movimento de retorno às raízes da cultura popular brasileira”

Nos anos seguintes à Semana, a questão da dinâmica entre o que é nacional e o que é importado foi a principal preocupação dos artistas que participaram do movimento.

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Gostaria de terminar o texto sobre a Semana de 1922 citando o chamado Salão Revolucionário, ou a  38ª Exposição Geral de Belas Artes ou o Salão de 1931, sua consequência lógica e ,para isso, utilizando como fonte texto do site do itaú Cultural:

Abaporu-Tarsila do Amaral 1928
Abaporu -Tarsila do Amaral – 1928 – Reprodução

“É como Salão Revolucionário que fica conhecida a 38ªÂ Exposição Geral de Belas Artes de 1931, em razão de ter abrigado, pela primeira vez, artistas de perfil moderno e modernista. 


Realizado no curto período de Lucio Costa na direção da Escola Nacional de Belas Artes – Enba, de 1930 a 1931, o Salão Revolucionário sinaliza o esforço do arquiteto de modernizar o ensino de arte no país e de abrir as mostras oficiais, até então dominadas pelos artistas acadêmicos, à arte moderna. 

 A própria composição da comissão organizadora do Salão, a partir de então, indica sua vocação renovadora: além de Lucio Costa, Manuel Bandeira (1886 – 1968): Anita MalfattiCândido Portinari e Celso Antônio, todos ligados ao movimento moderno“.

Rudolf Nureyev: cinebiografia na Netflix (2018) e minibio

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“O impressionante e comovente documentário dos diretores indicados ao BAFTA, Jacqui e David Morris, traça a vida extraordinária de Rudolf Nureyev, o dançarino masculino mais famoso que transcendeu a fama no mundo da dança para se tornar um ícone da cultura pop de seu tempo. Ele traça sua ascensão de origens humildes, até sua eventual deserção para o Ocidente, um evento que chocou o mundo. O filme contextualiza não apenas o homem, mas também os tempos em que viveu, discutindo a divisão politicamente carregada entre a Rússia e o Ocidente e o papel crítico que Nureyev desempenhou como fenômeno cultural e global. Misturando imagens nunca antes vistas, uma trilha sonora original  do premiado compositor Alex Baranowski e uma série fascinante de quadros exclusivos de dança moderna dirigidos pelo ex-aluno do Royal Ballet Russell Maliphant, Nureyev é uma experiência teatral e cinematográfica como nenhuma outra cinebiografia”. (Divulgação – Documentário Nureyev, 2018)

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Considerado o maior bailarino do século 20, Rudolf Nureyev Khametovich nasceu em 17 de março 1938 num trem perto de Irkutsk, quando sua mãe viajava através da Sibéria em direção a  Vladivostok, onde o pai, um comissário político do Exército Vermelho, estava estacionado.

Foi criado numa vila perto de Ufa, na República Autônoma Socialista Soviética de Bashkiria.

Rudolf Nureyev -1974. Foto André Chino
Rudolf Nureyev -1974. Foto André Chino

Minilinha do tempo

4 abril de 1938: registro do nascimento na prefeitura de Razdolnaïa. O horário ficou impreciso porque a noite cai muito cedo na Sibéria naquela época do ano.

Julho de 1939: Acompanhado da mãe e irmãs, a criança viaja durante 14 dias no expresso transiberiano para chegar a Moscou, para onde o pai foi transferido.

Outubro 1941: Sem o pai, novamente mobilizado, a família deixa Moscou logo nos primeiros bombardeios da 2ª Guerra Mundial para viver em Tchichouana, num pequeno quarto de 9 metros quadrados. O menino participa com seu talento nato, em apresentações folclóricas e  sua precocidade foi logo percebida. A perturbação na vida cultural soviética impediu que Nureyev se matriculasse numa escola de balé.

1955: Agora aluno do Instituto Coreográfico Vaganova, ligado ao Ballet Kirov de Leningrado, é considerado o melhor aluno que a escola já tinha recebido. Em dois anos, tornado um dos dançarinos mais conhecidos da Rússia,  tem, praticamente  status de herói nacional. Teve o raro privilégio de viajar para fora da União Soviética, quando dançou em Viena, no Festival Internacional da Juventude. Por suas atitudes extravagantes, principalmente na área da sexualidade, foi informado da proibição de viajar para o exterior, ficando restrito às províncias da URSS.

1961: O  bailarino do Kirov, Konstantin Sergeyev foi ferido, e no último minuto, Nureyev foi escolhido para substituí-lo em uma apresentação em Paris Ali, sua performance maravilhou o público e a crítica mas, novamente insubordinado, se misturou com os estrangeiros e foi informado que deveria voltar imediatamente para casa. No dia 17 de junho, no Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, pediu asilo político. Imediatamente, foi convidado a fazer parte da equipe do Ballet do Marquês de Cuevas

1962: apresentações no  Covent Garden de Londres (Giselle com Margot Fonteyn). Excepcionais interpretações de coreografias de Frederick Ashton, Rudi van Dantzig, Roland Petit: Maurice Béjart, George Balanchine, Glen Tetley: Martha Graham e Murray Louis. Setembro de 1983: nomeado Diretor de Dança da  Opéra de Paris.

Setembro de 1983: nomeado Diretor de Dança da  Opéra de Paris.

1988: Nomeado Cavaleiro da Legião de Honra da França.  Só voltou à Rússia novamente em 1889, a convite especial de Mikhail Gorbachev. Deixa o posto de Diretor de Dança na Ópera, mas continua sendo o coreógrafo principal.

1992: Torna-se Comendador das Artes e Letras e, em outubro,  faz a última aparição pública dirigindo a estreia parisiense de uma nova produção de La Bayadère.

Nureyev morreu em 6 de janeiro de  1993, em Paris, por complicações decorrentes da Aids.

Nureyev e Margot Fonteyn em Copacabana
Nureyev e Margot Fonteyn em Copacabana – Reprodução

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Maravilhoso solo em “A bela adormecida”

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Sobre o documentário:
https://miscelana.com/2022/01/05/nureyev-o-documentario

Nureyev no Brasil:
https://operaeballet.blogspot.com/2019/10/quando-nureyev-em-um-espetaculo.html

Valentine’s Day – 14 de fevereiro

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A origem de tudo está no século III d.C., em Roma, quando o imperador Claudio proibiu o casamento nos tempos de guerra, pois preocupações com responsabilidades familiares poderiam prejudicar o desempenho dos soldados.

Um religioso transgressor, Padre Valentim, desobedeceu a ordem e continuou as celebrar matrimônios. Foi condenado à morte pela desobediência tendo sido, mais tarde, canonizado. A data de sua morte, 14 de fevereiro, passou a ser lembrada duplamente por ingleses e franceses, a partir do século XVII: Dia de São Valentim e dos Namorados.

Valentine's Day - 14 de fevereiro
Valentine’s Day – 14 de fevereiro13

No Japão, onde a comemoração foi introduzida em 1936, há uma inversão de papéis: neste dia as mulheres é que tomam a frente, presenteando seus amados com caixas de chocolates. Na Europa e na América do Norte a festa é no dia de São Valentim: 14 de fevereiro.

No México, as comemorações ainda incluem missas, quando os casais pedem proteção e felicidade no amor. Nos Estados Unidos e nos países europeus, as pessoas presenteiam também aqueles de quem gostam: pais, mães, irmãos e amigos
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Entre nós, a escolha da data teve razões mais pragmáticas. O publicitário João Dória (pai do atual governador de São Paulo), da agência Standard Propaganda, recebeu encomenda de uma campanha para a extinta loja Clipper, com objetivo de alavancar as vendas de junho, na época um mês muito fraco para o comércio varejista.

Aproveitando a proximidade do dia de Santo Antônio, o Casamenteiro, e contando com o apoio Federação de Comércio de São Paulo, instituiu no Brasil a comemoração e sua equipe criou o slogan: “Não é só com beijos que se prova o amor”.

Para seguir a lenda ou como estratégia de marketing, o certo é que a data “pegou” porque entre apaixonados sempre há lugar para festejar o encontro da alma gêmea.

Drag queen na Casa Rosada: o filho do Presidente Fernandéz

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Alberto Fernández, presidente da Argentina, anunciou em 21/7/2021, uma nova versão do DNI, o documento nacional de identidade do país.

Agora, ele permite que cidadãos argentinos declarem o gênero com uma das três opções: feminino (F), masculino (M) ou não binário (X). As informações são do site do jornal El Clarín.

Drag queen na Casa Rosada: o filho do Presidente Fernandéz
Reprodução

O filho do Presidente – Uma drag queen na Casa Rosada

Estanislao Fernández, 24 anos, filho único de Alberto Fernández, usa o nome artístico de Dyhzy. Ele se define como drag queen, cosplayer e streamer.

Cosplay é um hobby que consiste na pessoa se fantasiar como seus personagens favoritos de desenhos animados, quadrinhos, séries.

Streamer é qualquer pessoa que realize o ato do streaming, ou seja, transmissão de conteúdo em alguma plataforma. No mundo dos jogos e esportes, é prática cada vez mais popular.

Fotos oficiais do evento de posse mostram o filho do presidente usando um lenço de bolso com as cores do arco-íris.

Ele postou um vídeo em sua conta do Instagram explicando que o lenço era uma bandeira dobrada. O vídeo foi replicado por seguidores nas mídias sociais.

O pai, que derrotou o presidente conservador Mauricio Macri, é um peronista liberal que incluiu em sua plataforma de governo apoio à comunidade LGBTQIA+.

Numa entrevista radiofônica declarou: “Eu me preocuparia se meu filho fosse um criminoso, mas ele é um grande homem”.

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A Argentina, desde longa data, reconhece os direitos LGBTQIA+ e, desde 2010, possui uma das melhores legislações do mundo sobre direitos trans.

Desde que foi anunciada a candidatura de Alberto Fernández forças conservadoras de toda a América Latina agrediram e ridicularizaram seu filho.

Eduardo Bolsonaro, o popular 03, patético filhote de Bolsonaro, postou um selfie segurando uma arma e comparando-se com uma foto de Estanislao vestido com uma fantasia de Pikachu comentou: “Este não é um meme”.

A resposta de Estanislao, que se identifica como bissexual e tem uma namorada há 3 anos foi publicada em português: “Irmãos brasileiros, estamos nessa luta juntos. Eu amo vocês.”

Marlene Dietrich – Musa, atriz, cantora

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Feita da cabeça aos pés para amar sem preconceito

“Sou feita da cabeça aos pés para amar” (Ich bin von Kopf bis Fuss auf Liebe eingestellt) é a primeira estrofe de “Lili Marleen”, canção que se tornou famosa entre os combatentes dos dois lados, durante a 2ª Guerra Mundial.

Era interpretada pela não menos famosa Marlene Dietrich, musa que estrelou o primeiro filme falado alemão, dona do rosto mais expressivo da época e do par de pernas mais lindas do cinema de todas as épocas.

De sua autobiografia “Marlene D” – cheia de proibições de reprodução e com a advertência de que não era dedicada a ninguém, escorrem mágoas e críticas ferinas. Em 1984, a obra foi publicada no Brasil pela Nórdica. Ali, Marlene Dietrich recorda sua infância aristocrática e detona praticamente toda Hollywood.

Salvos pelo gongo, Josef von Sternberg que a descobriu e que ela julgava ser o maior diretor de cinema que existiu e mais Jean Gabin, Ernest Hemingway (com quem teve um tórrido romance,mas há controvérsia), Erich Maria Remarque, Nöel Coward, Orson Welles, Billy Wilder, Burt Bacharach e Sir Alexander Fleming, o da penicilina, de quem ganhou amostra da primeira cultura da descoberta.

A beldade que fez mais de 500 apresentações na linha de frente da Segunda Guerra Mundial, foi atriz de “Julgamento em Nuremberg”, de Stanley Kramer, sobre dos crimes dos nazistas

Recusou um cheque em branco de Hitler quando tentava trazê-la de volta à Alemanha, em 1938.

Vendeu milhões de dólares em bônus pró forças aliadas, gostava de usar fraque e uniforme militar e seu túmulo em Berlim é agredido por neonazistas com pichações de traidora e prostituta.

Marlene Dietrich - Musa, atriz, cantora
Marlene Dietrich – Musa, atriz, cantora (Reprodução)

Militante desde sempre

Marie Magdalene “Marlene” Dietrich nasceu em 27 de dezembro de 1901, filha do oficial prussiano Louis Erich Otto Dietrich e de Wilhelmina Elisabeth Josephine Felsing.

Pisou o palco pela primeira vez aos 16 anos, vestida com roupas masculinas, transgredindo as normas vigentes desde cedo e tocando violino com talento, até uma tendinite interromper a carreira que mal começava. Foi a primeira mulher a usar calças publicamente, na década de 20

Matriculada numa escola de arte dramática, terminado o curso, estreia nas telas, em 1921.

Depois de muitas aparições no cinema mudo, estrelou o primeiro filme falado alemão Der Blaue Engel – “O Anjo Azul” (UFA – Universum Film Aktiengeselleschaft) lançado em 1º de abril de 1930 em Berlim dirigido por Josef von Sternberg e baseado no romance de Heinrich Mann, “Professor Unrat”.

Gloriosa em sua terra, casou-se com Rudolf Sieber, assistente de direção teatral com quem manteve uma relação aberta. O casal, que jamais se divorciou, teve uma única filha, Maria, nascida em 1924.

Marlene fez mais seis filmes com von Sternberg e, juntos, foram para os Estados Unidos.
Depois de rodar mais alguns longa-metragens dirigida por Sternberg, que permanece por perto como guru e chevalier servant, recebe a visita de um diplomata alemão, emissário de Hitler, com um convite para Marlene: protagonizar filmes pró-nazismo.

E, conta a lend, a proposta teria sido acompanhada de um cheque em branco. Marlene não só recusou o convite, o que foi interpretado como desrespeito ao Führer, como imediatamente naturalizou-se cidadã norte-americana (9 de junho de 1939) passando a ser considerada uma “vergonha ambulante e traidora da pátria alemã”.

Durante 1944/1945, realizou shows para as tropas americanas estacionadas na Europa. No front, cantava para distrair os soldados e compartilhava com eles toda espécie de desconforto físico, doenças e fome.

Terminada a Guerra, condecorada por bravura, começou a explorar a voz, além de atuar como atriz e apresentadora. Fez várias participações em rádio e foi figura pioneira em programas de televisão.

Em 1953, aconteceu o primeiro show solo em Las Vegas, como atração principal do Sahaar Hotel e foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama, no 6400 Hollywood Boulevard. Em 1958, foi indicada ao Globo de Ouro, na categoria de melhor atriz de cinema – drama, por Testemunha de Acusação (1957).

Em diversas turnês mundiais, visitou inúmeros países.

Esteve no Brasil em 1959, quando se apresentou no Golden Room do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A convite do presidente Juscelino, foi conhecer uma Brasília ainda em fase de início de projeto.

Julgamento em Nuremberg, condenação em casa

Quando tentou voltar para a Alemanha, em 1962, Marlene Dietrich não foi bem aceita e chamada de traidora, ainda no aeroporto.

Talvez porque as feridas ainda estavam abertas e, no ano anterior, ela havia participado do elenco de “Julgamento em Nuremberg” – roteiro de Abby Mann e realização de Stanley Kramer – uma película sobre o holocausto, o nazismo e o processo realizado na cidade de Nuremberg, que chocou o mundo.

Marlene recolheu-se em seu apartamento parisiense e anunciou que escreveria suas memórias.
Em 1978, estrelou o último filme – “Apenas um Gigolô” – contracenando com David Bowie.

Sobre a morte em Paris, aos 91 anos, permanece a versão do suicídio: a não aceitação do envelhecimento, inconformismo com a devastação causada pelo Mal de Alzheimer teria provocado uma overdose de calmantes.

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A propósito da sempre apregoada vida amorosa de Dietrich, a jornalista americana Diana McLellan escreveu um livro apelativo com conteúdo mais bombástico ainda.
Em The Girls: Sappho Goes to Hollywood (As Garotas: Safo vai a Hollywood), a autora descreve o relacionamento lésbico, iniciado em 1925, entre Garbo e Marlene e diz que, depois, as duas passaram a negar que se conheciam.

Maximilian Schell lançou um documentário (1984) com participação da voz da atriz e imagens rastreadas em arquivos.

Em 2001, foi realizado um filme biográfico sobre Marlene, dirigido por seu neto Peter Riva com depoimentos, entre outros, da filha Maria Riva, da amiga Hildegard Knef, de Burt Bacharach e do filho de von Sternberg.

Encontra-se em produção, nos estúdios Dream Works, um filme sobre a vida da atriz, baseado no livro escrito pela filha Maria Riva, estrelado por Gwyneth Paltrow.

A atriz foi escolhida pelo neto Peter, porque “ela -Gwyneth –tem ar aristocrático, porque pode ser profunda sem excesso de emoção e, naturalmente, Gwyneth é melhor cantora”.

Que fofo.

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No Brasil, em 1959

“Luar do Sertão”

Marlene canta “Lili Marleen” 1945

Quem são os participantes LGBT+ do BBB22?

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Quem são os participantes LGBT+ do BBB22?

Aos 30 anos, Brunna Gonçalves é bailarina, influenciadora digital, e tem milhões de seguidores nas redes sociais. Atualmente, também é conhecida por ser a esposa de Ludmilla, status que, segundo ela, “morre de orgulho”. Ela foi a 5ª eliminada do BBB22, recebendo cerca de 76,18% dos votos e, após a eliminação, chegou a declarar durante uma conversa ao “Prazer Feminino” que não se vê mais fazendo sexo com homens.

Um dos ícones da comunidade LGBTQIA+ no Brasil, a Linn da Quebrada diz que quer viver o reality show “ao máximo”: “Experiência mais icônica”. Aos 31 anos, ela se define como artista multimídia: “Agitadora cultural, cantora, atriz, apresentadora e mais umas coisinhas”. Ela é a segunda pessoa trans na história do programa, depois de Ariadna em BBB11.

Quem são os participantes LGBT+ do BBB22?

O ator e bailarino Luciano, de 28 anos, se identifica como bissexual. Filho de mãe solteira e caçula de três irmãos, o ator e dançarino diz ser bem próximo da família, mas não tem muito contato com outra irmã, criada pela madrinha. Seu maior sonho é se tornar uma pessoa famosa. Foi o primeiro eliminado do BBB22, com 49,31% dos votos.

Conhecido não só pelo seu trabalho como artista, mas também por ser neto do Silvio Santos, Tiago Abranavel nunca passou necessidades e reconhece uma vida com muitos privilégios. Ele desistiu do BBB no dia 27 de fevereiro de 2022 e, ao se justificar, disse “já deu para mim”.

Estudante de Direito e natural de Crato, no Ceará, Vinícius tem 23 anos e sempre buscou refúgio no humor para encarar a dura vida no Cariri, ainda mais sendo uma pessoa LGBT. Durante o BBB22, gerou polêmica pela sua relação com Eliezer, um homem hétero, sendo que o público acreditou que ele estava apaixonado, algo que Vyni negou. Foi o oitavo eliminado do programa com 55,87% dos votos.

Quem são os participantes LGBT+ do BBB22?

Revelando ser bissexual dentro do programa, Maria estava conversando com Eslovênia e questionou a ela. “Não tem mulher que pega mulher nessa casa não, gente? Só tem eu?”. Sendo atriz e cantora, Maria tem 21 anos, mas seu nome verdadeiro é Vitória. Ela foi desclassificada do BBB22 após descumprir uma das regras do reality e agredir com um balde a participante Natália durante o “jogo da discórdia”.

A cabo trans Allanis Costa volta a seu cargo na Marinha

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A cabo Allanis Costa foi afastada da Marinha, depois de, com coragem e coerência, ter informado a seus superiores sobre a transição de gênero.

Imediatamente, entrou em licença médica, que foi sendo renovada durante seis anos, apesar de se encontrar em perfeita forma física.

Na ativa desde 2010, foi promovida a cabo em 2015 e continuou a usar uniforme e nome masculinos.

A cabo trans Allanis Costa volta a seu cargo na Marinha
A cabo trans Allanis Costa volta a seu cargo na Marinha – Reprodução

Ela não pode ser entrevistada por ser militar, mas sua advogada afirmou, em conversa com o site G1:

“A Marinha colocou Allanis de licença e seguiu renovando. Quando chegou a dois anos sem ter alta, foi reformada por pura discriminação, sem que tivesse doença nenhuma. Alegaram doença mental, mas ser transexual não é considerado ter doença mental. Houve ilegalidade tanto em colocá-la de licença, quanto na reforma”.

A decisão da juíza Ana Carolina de Carvalho, da 1a Vara Federal de Magé – RJ, a reintegra ao serviço ativo como Operadora de Sonar, com os devidos reajustes financeiros, torna obrigatório o uso do nome social, concede dispensa do corte de cabelo e permite o uso de maquiagem.

Allanis está apta para participar do próximo exame de admissão ao Curso de Formação de Sargentos.

Um desrespeito da decisão e descumprimento do devido prazo de dez dias tem multa diária de 5 mi reais.