Neste domingo (15), o Centro Cultural da Diversidade realiza um festival queer com o show de três artistas LGBTQ+, a partir das 17h. A iniciativa faz parte do Circuito Municipal de Cultura, promovido pela Secretaria de Cultura de São Paulo. A entrada é gratuita e a bilheteria abre à s 16h.
O primeiro a se apresentar é Gabeu, Ã s 17h. O cantor é percussor do Queernejo no país, movimento que introduz artistas LGBTQIA+ no sertanejo. Autor de letras que referenciam vivências compartilhadas por essa comunidade, ele busca revolucionar o sertanejo convencional. Seu último lançamento foi “Bailão” e o videoclipe já soma mais de 67 mil visualizações no YouTube.
Romero Ferro (Foto: Bieco Garcia)
Já à s 18h, é a vez de Romero Ferro. O artista traz um repertório que mescla elementos da música tropical brasileira aos timbres dos anos de 1980. No início desse mês, o pernambucano encerrou a sua segunda turnê no Recife. No final do ano passado, ele lançou o clipe de “Essa Paixão“, parceria com a cantora Lucy Alves.
Quem encerra o domingo de shows é a cantora Mel, à s 19h. Após oito anos na Banda Uó, em outubro de 2020, a artista apresentou o primeiro single da sua carreira solo. De lá pra cá, ela já lançou diversas músicas. Nesta sexta-feira (13), Mel divulgou no YouTube o lyric video de “Cardiopulmonar“.Â
Mel (Foto: Ivan Erick)
Circuito Municipal de Cultura
Criado em 2014, o Circuito Municipal de Cultura tem o objetivo descentralizar e democratizar o acesso à cultura, levando nomes relevantes do cenário cultural brasileiro a todas as regiões da cidade de São Paulo.
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o programa promove atividades musicais, teatrais, circenses, espetáculos de dança em casas de cultura, teatros e centros culturais, possibilitando o convívio dos moradores de São Paulo com o espaços públicos.
A programação é criada a partir de projetos enviados por meio do formulário e também com a coordenação de uma curadoria colegiada que reúne profissionais de diversas áreas da cultura.
Serviço
Show de Gabeu, Romero Ferro e Mel noCentro Cultural da Diversidade
Quando: Domingo, 15 de maio de 2022, a partir das 17h;
Onde: Centro Cultural da Diversidade – R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi, São Paulo (SP); Entrada: Gratuita – Bilheteria abre à s 16h.
O programa “CNN Nosso Mundo“, do próximo sábado, dia 14 de maio à s 23h45, debaterá o assunto Visibilidade trans e convidará a cantora, compositora e empresária Raquel Virgínia. Primeira mulher trans a ser indicada duas vezes ao Grammy Latino, ela criou a empresa Nhaí, que emprega só mulheres e tem como objetivo promover maior abertura para o mercado de trabalho feminino diverso. “Quando a gente fala de CEO, em geral, estamos falando de homens brancos, cis e com um corpo normativo. A minha experiência como CEO mostra uma disrupção e mostra que pessoas como eu podem, sim, liderar uma empresa”, afirma.
“Se você é uma empresa do século XXI, se você é uma empresa que quer inovar, você precisa entender que diversidade é um pilar dessa inovação. Quando você tem diversidade, o seu produto se torna um produto com um design mais completo, mais competitivo”, diz ela em uma conversa com Glória Vanique, Juliana Lopes, Rita Wu e Lia Bock.
Reprodução
Raquel Virgínia ressalta o papel da inclusão para dar voz à diversidade. “As pessoas trans têm ancestralidade também, é por isso que estou aqui, porque antes de mim uma série de pessoas construíram a possibilidade da nossa existência”, lembra.
A cantora também fala sobre violência contra a população LGBTQIA+. “Eu tenho medo, porque acho que o Brasil é hostil com a população trans”, revela, contando como enfrenta esse tipo de problema nas redes sociais. “Ainda bem que sou uma pessoa bastante ocupada, então eu não participo desse tipo de debate. Inclusive aconselho as pessoas: não participem”.
O episódio abordou, ainda, a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de estender a Lei Maria da Penha para mulheres trans, a fim de combater a violência e punir os agressores. A cantora considera que o Brasil está em um momento de construção de projetos realmente efetivos e sustentáveis no campo da diversidade. “Nós somos uma grande tecnologia, porque desafiamos a burocracia, a ciência, uma série de estigmas que a ciência tem em relação a nossa existência”, afirma.
Raquel comentou sobre a posição de destaque que ocupa na sociedade. “Não tenho a pretensão de ser um exemplo. Prefiro ser vista como uma referência. Ser um exemplo gera muita expectativa e parece que não temos espaço para o erro. E, honestamente, eu erro bastante, como qualquer um”, disse.
Para o futuro do Brasil, ela deixa uma recomendação. “Precisamos votar em pessoas que tenham programas para a população LGBTQIAP+. A gente não pode votar em pessoas simplesmente porque as idolatramos, seja qual for o motivo”, conclui.
A artista norte-americana Ivy Sole (28) lançou um videoclipe filmado no Brasil que narra as fases de um relacionamento entre duas mulheres negras. A direção ficou por conta de Juh Almeida, da Pródigo Filmes.
O clipe conduz reflexões sobre as várias fases do amor e suas nuances, transitando entre companhia e solidão, presença e ausência, desejo e desapego, encanto e desencanto. As filmagens de “Talk That Talk” foram em São Vicente, litoral sul de São Paulo. O clipe é estrelado pela atriz portuguesa Isabél Zuaa e a baiana Jamile Cazumbá.
Sobre a oportunidade, Juh Almeida diz: “Em outubro de 2021, Ivy Sole me escreveu via twitter falando da sua vontade de fazer um clipe comigo. Eu não tinha noção da importância e do passo gigantesco que eu estaria dando na minha carreira. Esse é o primeiro clipe internacional que assino e, sinceramente, sendo uma mulher negra vinda do interior da Bahia é meio surreal pensar nessa possibilidade mesmo que em sonho, mas aconteceu. A partir daí eu pude entender que era palpável e possível. Sou muito grata a equipe que investiu tempo, criatividade, energia e talento. Poder colocar o amor preto na tela, me inspirar em Carrie Mae Weems, uma das mais importantes fotógrafas contemporâneas, e no premiado cineasta Barry Jenkins (diretor de Moonlight, entre outras obras) foi enriquecedor!”
Para celebrar o Dia Internacional Contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, comemorado no próximo dia 17, a Vivo realiza, de 12 a 24 de maio, no Vivo Play – plataforma de entretenimento da empresa – o especial “Cinema LGBTQIA”.
São mais de 100 filmes com a temática LGBTQIA+, entre eles “Me Chame Pelo Seu Nome”, “Verão de 85”, “Tomboy”, “Milk – A Voz da Igualdade”, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, “Bixa Travesty”, “Flores Raras”, “Boys”, entre outros.
Os títulos on demand custam a partir de R$ 6,90 e vão até R$ 14,90, para assistir do device que o cliente desejar. Alguns títulos são gratuitos para assinantes do Vivo Play Completo e Amazon Prime Video.
VERÃO DE 85
Presente no programa “Panorama Internacional” 28º Festival MixBrasil, “Verão de 85”, de François Ozon, se passa, obviamenbte, em um verão da década de 80. No aniversário de 16 anos, Alexis (Félix Lefebvre), enquanto está no mar da costa da Normandia, é heroicamente salvo da morte por David (Benjamin Voisin), de 18 anos. Alexis acaba de conhecer o amigo dos seus sonhos, mas será que esse sonho vai durar mais que um verão?
Assista ao trailer:
VIVO PLAY
O Vivo Play traz, além dos canais tradicionais disponibilizados para acesso na TV via decoder, mais de 20 mil títulos on demand, entre gratuitos e pagos, – como filmes recém-saídos do cinema, clássicos, shows, atrações infantis, entre outros.
A plataforma ainda oferece mais de 100 canais ao vivo para acesso pelo app, site e Smart TV. Com atualizações constantes, o Vivo Play busca trazer especiais diversificados, com curadorias de títulos, entre séries e filmes
O Preserve Pipa, projeto desenvolvido entre a Associação de Hoteleiros de Tibau do Sul e Pipa (ASHTEP) e do Pipa Convention & Visitors Bureau que juntos são responsáveis pela conservação e promoção da famosa praia da Pipa no Rio Grande do Norte, acaba de confirmar a participação no LGBT+ Turismo Expo 2022. Este ano o evento acontecerá no Fairmont Copacabana Rio de Janeiro, no dia 26 de julho, das 9h, Ã s 18h.
Está será a segunda participação do destino no evento. Em 2021, Pipa foi a atração principal apesentada pela Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur RN), durante a edição ocorrida em São Paulo.
“Participar da LGBT+ Turismo Expo, se associar à IGLTA foram ações importantes para consolidar a Praia da Pipa como um destino que apoia e promove a diversidade. Os resultados foram imediatos, onde em pouco tempo os nossos associados perceberam o aumento do turismo LGBT+ no destino”, afirmou Wanderson Borges – Presidente da Ashtep e Co-fundador do Preserve Pipa.
Wanderson Borges, Presidente da Ashtep e Co-fundador do Preserve Pipa – Divulgação
Além de um espaço de atendimento salão de expositores, o destino também terá 15 minutos de treinamento para os agentes de viagens e operadores que estiverem presentes no auditório.
Para Alex Bernardes, criador e diretor geral do LGBT+ Turismo Expo, a participação do destino reforça a força do segmento do turismo LGBT+ e a notoriedade que o evento conquistou no trade turístico brasileiro.
“Estou muito feliz com essa segunda participação do destino. Isso mostra que estamos no caminho certo e que nosso segmento faz total diferença no setor. Estamos preparando a maior de todas nossas edições e esperamos que os agentes de viagens e operadores saiam afiados para atender melhor o nosso perfil de consumidor”, celebrou Bernardes.
Alex Bernardes, criador e diretor geral do LGBT+ Turismo Expo – Divulgação
O LGBT+ Turismo Expo 2022 é apresentado para Secretaria Estadual de Turismo do Rio de Janeiro e TurisRio, com apoio master da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, patrocínio Diamond do Turismo de Portugal, Accor/Fairmont, patrocínios Gold de Gol/ Air France/ KLM, Vila Galé Hotels, Ministério do Turismo de Israel, Preserve Pipa e Copa Airlines, e patrocínio Silver da Hard Rock Hotéis do Caribe, CC Hotéis, ICS, OSAKA CVB e ICS Travel Group. O evento ainda conta com a chancela da Associação Interacional de Turismo LGBT+ (IGLTA) e os apoios institucionais da ABAV RJ, Rio CVB e Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+.
Campanha Preserve Pipa – Divulgação
Sobre o LGBT+ Turismo Expo
O evento reúne agentes de viagens e operadores para um dia de debates que visam aprofundar o conhecimento sobre o segmento que movimenta, anualmente, US$ 3 trilhões em nível global. No intuito de inspirar e capacitar a cadeia nacional de vendas, o evento destaca palestras e cases de sucesso ministrados por profissionais que são reconhecidos mundo afora pela atuação em prol de um Turismo mais justo, acolhedor e democrático para os viajantes LGBT.
SERVIÇO
LGBT+ Turismo Expo 2022 Data: 26 de julho de 2022, das 9h às 18h
Local: Fairmont Copacabana, Rio de Janeiro -RJ
Inscrições: Abertura em 26 de junho www.lgbtmaisturismoexpo.com.br
Há alguns anos, a MGM reuniu os seus maiores talentos musicais para rodar, em Londres e Veneza, mais um filme sobre a vida de Cole Porter, “Just one of those things”, para contar com fidelidade a vida do compositor norte-americano e tendo como fio condutor o estranho e fascinante convívio num casamento sem sexo.
O elenco: Kevin Klein como Porter: Elvis Costello, Alanis Morissette, Robbie Williams, para o papel de Linda, mulher do compositor, estava cotada Diana Krall – que acabou fazendo uma bela ponta. Mas foi Ashley Judd a protagonista na versão final.
A versão anterior da vida do compositor, “A Canção Inesquecível”, foi produzida pela Warner, em 1946. Cary Grant vivendo Porter. O filme esqueceu de contar que, apesar de casado com Linda Lee Thomas, Porter era homossexual. E a noiva, uma mulher muito mais rica do que ele, elegante, socialite exilada em Paris, não fazia questão de sexo na relação.
Mas nos tempos do Código de Hays isso seria impraticável.
Linda Lee Thomas, a musa platônica de Cole Porter, nasceu em 1883 em Louisville, Kentucky, filha de um banqueiro cujas origens vinham de um signatário da Declaração de Independência.
Chegou à França em 1912, divorciada do miliardário Edward Roussel Thomas, herdeiro de riquíssima família do ramo editorial.
Enquanto casada, vivia cercada por uma riqueza além da imaginação: joias magníficas, iates, cavalos de corridas, inúmeras casas, objetos de arte de valor incalculável.
Muito fragilizada por uma doença respiratória, precisou lidar com a brutalidade do primeiro marido que a espancava para dar vazão a seus instintos agressivos (foi o primeiro homem a matar alguém com um carro nos Estados Unidos).
O casamento
Cole Porter nasceu em 1891 de família milionária de Peru, Indiana. Foi estudante de Direito em Yale. Compositor já famoso internacionalmente, vivia na França sendo considerado símbolo do glamour: a simples menção de seu nome lembrava belos carros, casas suntuosas, os melhores círculos sociais, moda e bom gosto.
Gênio das palavras e da música, ouvi-lo era puro deleite. Linda, desde logo, sentiu-se seduzida pelo charme do compositor, que dominava qualquer ambiente com sua vivacidade e simpatia.
Quando começaram a relação, em 1918, Linda Lee Thomas estava em sua plenitude. Alta, magra, elegante, foi a primeira mulher de seu círculo social a pintar os cabelos.
Vestia-se de maneira discreta, mas seu porte naturalmente majestoso valorizava qualquer modelo. Colecionava arte chinesa antiga, era servida por um batalhão de criados, organizava jantares com qualidade cordon bleu para centenas de convidados, era amiga de todas as cabeças pensantes da época e íntima da realeza europeia.
Ele, um esteta, apreciava a beleza, maturidade e sofisticação da americana divorciada. Ela, mulher cultivada, desejava um companheiro “leve”, que a valorizasse e compreendesse suas limitações sexuais.
Estava formado o pano de cena onde brilhariam estas duas almas tão similares. Desde que se conheceram, a atração mútua foi intensa e uma força poderosa atraiu um para o outro.
Em 19 de dezembro de 1919, realizou-se o casamento com direito a lua de mel “espiritual” na Itália.
O estilo de vida do novo casal seguiu um roteiro fascinante: longas, luxuosas e exóticas viagens pelo mundo alternadas com temporadas no palacete da Rue Monsieur 13, no Quartier des Invalides.
Os Porters mantiveram, durante toda a vida em comum, uma suíte presidencial no Ritz e, depois, no Waldorf Astoria.
Moraram, também, em uma mansão em Cap d’Antibes, na Riviera Francesa e em palácio de 4 andares em frente ao Grande Canal, em Veneza, cujo salão principal podia abrigar até mil pessoas.
Linda dedicou a vida a facilitar e aprimorar a obra de Cole. Fazia-lhe todas as vontades e compreendia-lhe o exibicionismo infantil. Através de seus contatos, abria muitas portas para ele. Em troca, havia a satisfação de ser a companheira de um artista notável e a realização das necessidades afetivas de uma milionária dócil e sem filhos.
Só não conseguiu conviver com as contradições na vida do marido: era nos bares de beira de cais que Cole ia buscar seus corpulentos marinheiros e caminhoneiros e nos prostíbulos os amantes negros que tanto lhe agradavam.
E foi em meio ao triunfo em Hollywood, em 1935, que Cole passou a afrontar seu refinado círculo social desfilando com a nata dos gays da Cidade, jovens atores em busca do estrelato, a quem era apresentado em festas programadas exclusivamente para isso.
Correram algumas lendas sobre uma relação rápida, mas intensa, com John Vernon Bouvier III, o pai de Jacqueline Kennedy.
Muito constrangida com a situação, a elegante Linda resolveu retornar a Paris, preocupada com a exibição pública da homossexualidade de Cole, que poderia trazer danos à brilhante carreira que ela havia ajudado a incrementar.
O Acidente
Em 1937, já separado de Linda, Cole envolveu-se num gravíssimo acidente de hipismo – o cavalo que montava caiu sobre suas pernas, esmagando-as.
Esta tragédia pessoal significou um enorme impacto em seus valores estéticos. Cole era obcecado pela boa aparência mantendo rituais diários de beleza que chegavam à obsessão.
Linda voltou aos EUA para impedir que fosse realizada uma amputação, e acompanhou carinhosamente a internação no Doctor’s Hospital de Manhattan. Permaneceu à beira do leito no decorrer de longa série de cirurgias.
Na volta ao trabalho profissional, incentivou-o a compor mesmo hospitalizado, sendo desta época alguns de seus melhores escores musicais. Para completar a cura, levou-o a visitar Machu Pichu, no Peru, sobre um cavalo com as pernas ainda enfaixadas.
Em 1954, Linda – com a doença pulmonar agravada pelos muitos cigarros que fumava diariamente, corcunda, sem nenhum traço da antiga beleza e andando com auxílio de uma bengala – começou a economizar drasticamente até mesmo em pequenos itens como lanches.
O objetivo era deixar, ao morrer, dois milhões de dólares em “cash” para o marido, além das casas, das joias, dos objetos de arte e das ações.
Porter mergulhou numa profunda depressão após a morte de Linda e nunca mais compôs. Abandonou qualquer cuidado com a higiene pessoal e teve sua perna direita amputada em 1958. Depois da amputação, sua produção criativa, prestigio social e felicidade se desvaneceram. Morreu em 15 de outubro de 1964.
Sempre em segundo plano em relação à pessoa, à s glórias, à fama e o sucesso de Cole – que teriam sido consideravelmente menores sem ela – o pequeno epitáfio da lápide no cemitério de Peru, Indiana, onde repousam seus restos é uma revelação:
O espetáculo“Uma Diva Perto de Você” traz à cena três mulheres trans – Paula Sabbatini, Renata Peron e LeandraGitana – em diálogo com seus dilemas internos, histórias de vida e suas divas pessoais. A montagem, que mescla teatro e musical, estreia no dia 20 de maio, sexta-feira, à s 20h, no Teatro Arthur Azevedo com direção de Rodolfo Lima.
“Les Gris – Uma Diva Perto de Você” ganha forma a partir do relato pessoal de vida das artistas, em contato com as músicas cantadas por suas musas inspiradoras. Em cena, Paula, Renata e Leandra falam sobre militância, dor, poesia, saudade e esperança questionando o papel indireto que o conceito de diva ganha na rotina de vida e escolhas pessoais.
Nas 18 cenas do espetáculo, Paula apresenta canções de Cher e conta como criou a drag Paulette Pink, além de algumas histórias envolvendo a personagem. Já Renata canta Clara Nunes e Edith Piaf, e traz uma canção inédita composta especialmente por ela. A atriz também conta histórias de sua vida e declama um poema de José Régio, conhecido pela interpretação de Maria Bethânia. Leandra levará ao palco músicas de Anitta e Madonna e faz um medley de dublagem de divas como Beyoncé, Lady Gaga e RuPaul.
“A arte do transformismo, da dublagem, da imitação, de shows de boates e cabarés são vistos como patrimônio cultural do universo gay e trans, mas nunca valorizado a contento. É uma expressão artística que permanece à margem do que se entende por ‘arte’, mas com uma relevância insubstituível para se compreender o que perfaz uma arte LGBTQIA+. Artistas trans sempre ocuparam de maneira informal cargos importantes na construção desse imaginário, sem que pudesse colher os louros por tais feitos”, comenta o diretor da peça.
(Foto: Estudio DUOO)
Apresentações
O espetáculo foi contemplado pelo ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo Nº 30/2021 Cidadania/Cultura LGBTQIA+. “Les Gris – Uma Diva Perto de Você” realiza 17 sessões em teatros e espaços culturais da capital paulista e Grande São Paulo, além de integrar a programação oficial da Virada Cultural da cidade de São Paulo.
As apresentações iniciam no dias 20, 21 e 22 de maio, sexta-feira e sábado à s 20h e domingo à s 18h, no Teatro Arthur Azevedo (São Paulo). Em seguida, no dia 29 de maio, à s 18h, no Centro Cultural da Juventude (São Paulo). Nos dias 2 e 3 de junho, à s 20h, a apresentação será no Teatro Clara Nunes (Diadema).
Já no dia 10 de junho, à s 20h, o espetáculo será apresentado na Casa Balaio (São Paulo). No dia 11 de junho, também à s 20h, no Teatro Municipal (Barueri). Dias 16, 17 e 18 de junho, 20h30, na SP Escola de Teatro (São Paulo). Nos dias 25 e 26 de junho, à s 20h, no Teatro Elis Regina (São Bernardo do Campo).Â
As apresentações também seguem no mês de julho, nos 1 e 2, Ã s 20h, no Teatro do SESI (Osasco). No dia 9 de julho, Ã s 20h, no Centro Cultural da Diversidade (São Paulo); e, por fim, no dia 10 de julho, Ã s 19h, no Teatro Municipal (Mauá).
A C&A se uniu à Surreal São Paulo para assinar uma coleção exclusiva de moda sem gênero. Composta por peças-tendências, as roupas trazem o ar nostálgico dos anos 1980 e 1990 e muito streetwear, acompanhadas de originalidade, conforto e leveza como elementos-chave.
Com uma ampla variedade, o mix da colaboração vai desde cintura baixa, baby look e conjunto denim até suéter estampado, biker shorts e teddy coat em materiais como moletom, sarja, tricô e algodão BCI.
(Foto: Reprodução)
Nos acessórios, a coleção traz a shoulder bag e a baguette bag. Além disso, diversos modelos de tênis, meias e bonés, nas mais variadas tonalidades, também compõem o sortimento.
Na cartela de cores, a C&A e a Surreal São Paulo trazem os tons terracota, lavanda, amarelo manteiga e vinho. A coleção também apresenta peças de tamanhos variados e shapes oversized,.
Todos os produtos da coleção C&A e Surreal São Paulo já estão disponíveis em lojas físicas selecionadas, no aplicativo e no e-commerce da C&A.
(Foto: Reprodução)
Moda sem gênero
Os avanços em torno de temas como representatividade de gênero e diversidade abriram mais espaço para as roupas sem gênero no universo da moda. O conceito surge para derrubar a ideia de que existem peças específicas para homens ou para mulheres.
Muitas marcas conectadas com os grandes avanços da sociedade já entenderam que, além de representatividade, esse é um conceito que está crescendo no mercado. A C&A, empresa de moda focada em propor experiências que vão além do vestir. entende e defende a moda como um dos mais fundamentais canais de conexão das pessoas consigo mesmas
Fundada em 1841 pelos irmãos Clemens e August na Holanda, uma das maiores varejistas de moda do mundo, a C&A chegou ao Brasil em 1976 quando inaugurou a sua primeira loja no shopping Ibirapuera, em São Paulo (SP). Atualmente, a companhia opera mais de 280 lojas em todo o território nacional, além do seu E-commerce.
Após emplacar diversos hits com o álbum “DDGA”, o rapper Rico Dalasam volta a lançar novas canções que estarão presentes no disco “Fim das Tentativas”, que será lançado ainda em 2022. Na última terça-feira (10), o artistas lançou a faixa “30 Semanas”, que chega à s plataformas digitais acompanhada de um videoclipe, via edital Natura Musical.
Com a produção musical assinada por Dinho e RDD, Dalasam traz as batidas do rap e trap misturadas com o pagodão baiano e o piseiro. Sempre romântico, dessa vez o rapper fala de superação após tantos desencontros na nova canção.
(Foto: Naelson Castro)
“’30 Semanas’ é o single onde retomo as composições de 2018 que não foram lançadas. É minha continuação nas canções populares. 30 semanas é uma farofinha sincera celebrando um coração recuperado após muito chororô“, contou Dalasam.
A música ganhou um clipe em tom minimalista com direção criativa de Felipa Damasco, onde a dança e o movimento dos corpos negros ganham destaque, tudo costurado com a encenação de Dalasam, que chega apresentando um figurino robusto e imponente para cantar essa superação.
(Foto: Naelson Castro)
O álbum “Fim das Tentativas” foi selecionado pelo Natura Musical, através do Edital 2020, ao lado de nomes como Linn da Quebrada, Bia Ferreira, Juçara Marçal e Kunumi MC. Ao longo de 16 anos, o programa já ofereceu recursos para mais de 140 projetos no âmbito nacional, como Lia de Itamaracá, Mariana Aydar, Jards Macalé e Elza Soares.
“Nós acreditamos no impacto transformador que a música pode ter no mundo. E os artistas, bandas e projetos de fomento à cena selecionados pelo edital Natura Musical têm essa potência de mobilizar o público na construção de um mundo mais bonito, cada vez mais plural, inclusivo e sustentável“, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding.
O KAYAK, em parceria com o ALL – Accor Live Limitless, lançou um guia completo para ajudar os viajantes a escolher entre várias celebrações nas cidades mais importantes do mundo. Entre as opções que já aparecem no mapa do buscador de viagens, estão São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Nova York, São Francisco e Madrid.
O Guia “Experiências KAYAK – Viaje com Orgulho” foi pensado para facilitar o planejamento de quem vai fazer as malas e viajar em busca de espalhar tolerância, respeito, amor e a bandeira do arco-íris no Brasil ou fora dele. O guia ainda disponibiliza o valor de passagens aéreas, aluguel de carros, acomodações, roteiros e dicas valiosas sobre as cidades anfitriãs
“Nosso intuito é que todos possam criar seu roteiro para vivenciar a celebração da diversidade e qualidade com harmonia e bons preços. A página foi criada pensando na inclusão e formas de facilitar o planejamento para viajar com segurança“, destacou o Country Manager do KAYAK, Gustavo Vedovato.Â
(Foto: Reprodução)
A fim de facilitar ainda mais o planejamento dos viajantes, o KAYAK fechou uma parceria com a rede hoteleira Accor. “É uma honra fazermos parte de uma festa que celebra a diversidade, respeito e inclusão. Nossos hotéis são o destino perfeito para quem busca conforto e boas ofertas para descansar entre uma festa e outra. Nossa rede está presente nas cidades mais icônicas para a comunidade LGBTQIA+ e orgulha-se de manter uma equipe antenada e inclusiva a toda forma de amor“, comentou a Vice-Presidente Senior de Marketing e Estratégia Digital para Accor América do Sul, Roberta Vernaglia.
Em junho, ocorre a Parada de São Paulo, considerada a maior do mundo. Não à toa, as buscas por passagens aéreas com destino à capital paulista já cresceram a partir de algumas cidades do Brasil, como Salvador, Recife e Rio de Janeiro, de acordo com o KAYAK.
A pesquisa foi feita na base de dados da empresa, buscando por voos de ida e volta saindo de todos os aeroportos do Brasil com destino a todos os aeroportos de São Paulo. Foram consideradas buscas feitas entre 14/02 e 14/04/2022, para viagens entre 15/06 e 20/06/2022. Confira o preço médio das passagens para São Paulo.