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Chicago confirma Parada 2022 e espera receber mais de 1 milhão de pessoas no evento

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A celebração anual LGBTQ+ tomará conta de Chicago neste mês de junho, com festivais de rua, shows, festas e um grande Parada. Chicago é tida como uma das cidades mais inclusivas dos EUA, com uma longa e vibrante história LGBTQ+. O centro das comemorações será em Northalsted (também conhecido como Boystown), o primeiro bairro gay oficial dos Estados Unidos, mas os eventos acontecem em toda Chicago.

Pride in the Park/Créditos: Adam Alexander
Pride in the Park/Créditos: Adam Alexander

OS PRINCIPAIS EVENTOS

A festa começa durante a anual Pride Fest. Esta celebração do orgulho de dois dias acontecerá de 18 a 19 de junho. A cada ano, mais de 100.000 foliões lotam o histórico bairro gay de Boystown. O festival contará com música ao vivo de artistas de destaque e favoritos locais, 3 palcos, comida e bebida, mais de 150 vendedores de artesanato, DJs e dança, shows de drag, desfile de animais de estimação, presença patrocinada, jogos, brindes e muito mais.

Pride Parade/Créditos: Adam Alexander
Pride Parade/Créditos: Adam Alexander

Considerado um dos eventos LGBTQ+ mais populares da cidade, a 52ªÂ Chicago Pride Parade atrairá mais de um milhão de pessoas de todo o mundo no domingo, 26 de junho. O desfile marca o Levante, do lado de fora do marco Stonewall Inn de NY, que deu início ao Movimento dos Direitos Gays. As celebrações do Mês do Orgulho da cidade culminam na Parada com um famoso espetáculo de 6,4 km envolvendo mais de 200 carros alegóricos, bandas, grupos comunitários, fantasias surpreendentes e aproximadamente um milhão de foliões ousados. Desde drag queens e dançarinas seminuas a pais orgulhosos e políticos locais, a Chicago Pride Parade reúne todos em apoio à comunidade LGBTQ+. A entrada é gratuita e pessoas de todas as idades são bem-vindas. A rota do desfile percorre os bairros diversificados e dinâmicos de Chicago como Boystown, Uptown, Lakeview e Lincoln Park.

MAIS FESTIVIDADES

Uma visita a Chicago não estaria completa sem explorar Andersonville, que é reconhecido por sua diversidade, atmosfera peculiar e é uma das maiores comunidades LGBTQ+ de Chicago. O bairro rapidamente se tornou uma das áreas mais populares da Zona Norte. O distrito comercial do bairro é composto quase inteiramente de empresas independentes de propriedade local, tornando-se a “capital local das lojas” de Chicago. Entre suas padarias especializados, uma cena dinâmica de bares e uma incrível variedade de butiques elegantes, Andersonville é um exemplo próspero da vida urbana colorida.

O anual 56ºÂ Midsommarfest (de 10 a 12 de junho) acontece em Andersonville. Durante três noites e dois dias, o festival celebra a herança LGBTQ+ do bairro, reunindo mais de 75.000 pessoas para celebrar uma orgulhosa tradição de verão sueca com música eclética, ótimos vendedores, comida e atividades infantis gratuitas. O festival apresenta o Balmoral Pride Stage, que apresenta drag queens locais, artistas de cabaré, DJs e muito mais.

A Pride in the Park também está de volta de 25 a 26 de junho. O festival de música assumirá o Grant Park para celebrar a diversidade. Os headliners do ano passado incluíram Chaka Khan, Gryffin, Tiesto e muito mais.

A Navy Pier Pride é uma das festas mais populares da cidade durante as festividades do Chicago Pride. O icônico destino à beira do lago de Chicago sediará o evento em 25 de junho. As famílias LGBTQ+ desfrutarão de uma variedade de apresentações e diversão para toda a família durante todo o dia e noite. Experimente contar histórias, música, dança e atividades em todo o cais com música ao vivo no Beer Garden. A entrada no evento é gratuita.

O Navy Pier exibirá quatro grandes banners coloridos do Orgulho LGBTQ do artista Sam Kirk, nascido em Chicago, como parte de sua série “Pride”, que tem murais exibidos no Navy Pier e na The Magnificent Mile. Os banners retratam pessoas de diferentes idades, raças e gêneros de forma brilhante e colorida.

Proud to Run – 5K/10K/Meia Maratona – parte das atividades do Mês do Orgulho de Chicago desde 1982, comemora de forma saudável com uma corrida à beira do lago, enquanto arrecada fundos para apoiar a comunidade LGBTQ+ da área metropolitana de Chicago. Este evento doou US$ 600.000 para organizações para manter a comunidade mais forte, saudável e segura.

VALE A PENA VISITAR 

Enquanto estiver em Chicago para o Mês do Orgulho de Chicago, visite Uptown, experimente a vibração local no lounge de coquetéis e na galeria de arte Big Chicks– muitas vezes chamado de bar gay mais amigável de Chicago – ou mergulhe em um pouco da história e ouça a grandeza do jazz acontecer no Green Mill. Experimente também a arte drag queen no The Baton Show Lounge, um dos amores de longa data de Chicago.

Se você gosta de fetiches, vá ao Rogers Park e visite o Leather Archives & Museum, dedicado ao fetichismo, sadomasoquismo e práticas sexuais alternativas. Você encontrará uma variedade de artefatos de S&M, desde o Banco de Espancamento Vermelho até a pintura da Última Ceia em uma Barra de Couro com Judas Dando o Dedo a Cristo. Localizada dentro de uma sinagoga reaproveitada, esta instituição cultural é incomum, mas definitivamente uma experiência que vale a pena.

Para obter mais informações sobre como planejar a viagem, visite aqui.

“Máquina”, novo espetáculo do Teatro da Pombagira, estreia em São Paulo

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O Teatro da Pombagira traz para o Teatro Mars um espetáculo que apresenta uma crítica ao poder e ao sistema através da teatralidade e coreografias exageradas. “Máquina” é uma obra que ultrapassa os limites entre o performer e o público, estreia sua temporada nesta quinta-feira (02), às 20h.

O espetáculo se propõe a um ato ritualístico contra a ordem estabelecida. A encenação começa e termina dentro de uma boate, como uma zona temporal autônoma, deslocada do cotidiano. De  acordo com o companhia, “através de uma dramaturgia performativa, que cruza a vivência e os ritos pessoais do grupo, surgem novas urgências, assim como a sociedade que durante seu isolamento vem vivenciando o espectro de luto mundial, o coletivo perde seu fundador e diretor Marcelo Denny”.

(Foto: Chico Castro)

Foi durante a pandemia, que, abrigados pelo Teatro Mars, o grupo iniciou sua residência e a encenação de “Máquina’, o primeiro espetáculo da pesquisa “Desmortificar” que ritualiza os processos de vida, buscando uma elevação de força conjunta. 

A partir da provocação arquitetônica do Mars – que ganhou prêmio de arquitetura em 1983 – as Pombagiras passam a experimentar as multiplicidades e as possibilidades promíscuas que o espaço provoca. A experiência que o grupo busca causar como catarse no público, é a retomada dos encontros presenciais e a energia de um pacto social do aqui e agora. 

De acordo com o grupo, “Máquina” é realizado sem apoio financeiro, sem editais, patrocínios e sem apoio de instituições públicas, além de ter sido negado diversas vezes fomento. O espetáculo “é uma obra manifesto do Teatro da Pombagira, que sobrevive pela iminência de operar vida. Máquina é uma crítica às violências radicais do estado, e uma ode à vida e a morte, mas principalmente a vida. Máquina busca desmortificar inclusive a morte”.

O espetáculo  ainda contará com presença e discotecagem de DJs da cena de festas independentes que movem a cultura noturna da capital. Em junho, seu mês de estreia, contará com sets de Andrea Gram, Ledah, Gezender, Naty Posner, Clemix, Brugnara e Pejota. 

(Foto: Chico Castro)

Serviço

“Máquina” no Teatro Mars

Teatro Mars – Rua João Passalaqua, 80 – Bela Vista
Temporada de Junho
Pré Estreia: 02/06 – quinta feira – às 20h;
Temporada: 06, 07, 13, 14, 27 e 28/06, às 20h;
Ingressos disponíveis aqui – Valores por lote, entre 40$ e 100$

Pedro HMC se pronuncia pela primeira vez sobre vídeo íntimo vazado e morte de Paulo Vaz

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Na última quarta-feira (1º), o influenciador digital Pedro HMC se pronunciou pela primeira vez sobre o vazamento de um vídeo íntimo e a morte de seu marido, o policial Paulo Vaz (Popó Vaz). Em entrevista ao colunista Leo Dias, do jornal Metrópoles, ele deu mais detalhes sobre sua vida nos últimos meses.

O vazamento das imagens aconteceu em março deste ano, um dia antes da morte de Popó. Em conversa com Leo Dias, Pedro contou que o responsável pela divulgação indevida do vídeo íntimo foi um rapaz que ele conheceu em um aplicativo de relacionamento. Em sua casa, o homem teria acessado o celular e publicado o vídeo no Instagram.

Popó Vaz e Pedro HMC (Foto: Reprodução)

Não sei qual foi o intuito além da maldade. Tudo bem, vazou um vídeo, mas ninguém pensou no nível de ódio que o Paulo também estava recebendo”, pontuou Pedro. O influenciador ainda afirmou que Popó ficou muito triste com os comentários transfóbicos que recebeu da própria comunidade LGBTQIA+.

‘Se o marido tivesse um pênis, não ia estar com outro’. Eram homens gays falando tudo aquilo. Fiquei extremamente chocado com a quantidade de gays moralistas. É muito difícil chamar como comunidade”, lamentou Pedro, na entrevista a Leo Dias.

Pedro também revelou que questões profissionais também já estavam deixando Popó mal há algum tempo. “O Paulo, além disso, estava com outras questões pessoais e profissionais e que estavam influenciando. (…) Ele falava dessas questões dos plantões, que estavam mexendo muito com ele. Ser policial é um trabalho que a pessoa passa muita pressão”, contou.

Pedro HMC (Foto: Reprodução/ YouTube)

Maranhense Gabriel Sebastian coroa nova fase com clipe do single “Macetadona”

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Depois de chamar atenção em nível nacional como Gaybriel, com singles ousados onde os ritmos regionais do nordeste são repaginados com toques pop e eletrônicos, o cantor maranhense Gabriel Sebastian celebra sua nova fase com “Macetadona”. O single ganha um clipe cinematográfico, transformando a letra sensual em uma frenética busca de um caçador de recompensas.

A faixa é a primeira amostra da nova fase de Gabriel, que faz do seu trabalho na música uma mescla da sua experiência como ator, criando personagens tão versáteis quanto o próprio artista. O clipe de “Macetadona” leva isso a outras proporções para Gabriel Sebastian, onde ele assume o papel do caçador de recompensas à procura de um cliente que não pagou pelos serviços de uma garota de programa.

Gabriel Sebastian lançou sua carreira musical inicialmente como Gaybriel. Estudante de teatro desde os oito anos de idade e apaixonado por cultura pop, o artista maranhense traz o ritmo brega para sua sonoridade, unindo à música eletrônica, em uma visão pop e futurista do brega.

Desde 2018, o cantor vem lançando uma sequência de singles, com destaque para o seu projeto audiovisual Éguas Experience. A coleção reúne os singles e vídeos “Senta na minha cara por favor”, “Falta de taka”, “Tu não me ama” e “Molhadinha”. Além de canções autorais, Gabriel mostrou sua reverência pela cultura do Maranhão com uma releitura em forma de remix para “Baticuria”, de Thierry Castelo, oferecendo uma nova roupagem para o ritmo popular maranhense chamado de cacuriá.

Agora, Gaybriel se transmuta de vez em Gabriel Sebastian, um artista plural que explora sua veia de ator para criar personagens e universos musicais que explicitam sua pluralidade. Ele está atualmente gravando seu primeiro disco completo, intitulado “Gigolô”. Enquanto isso, é possível conferir “Macetadona” nas principais plataformas de música, e o clipe, no canal de YouTube do artista.

Maranhense Gabriel Sebastian coroa nova fase com clipe do single “Macetadona”
Gabriel Sebastian – Divulgação

Ficha técnica

Diretor: Rafael Silva
Assistente de câmera: Kevison Davi
Produção: Pedro Guerra
Make: Kevin Bertto, Sany Siqueira
Roteiro, produção e direção de arte: Gabriel Sebastian
Dançarinas : Docinho, Dani Maravilha, Eduarda Lemos
Ator: Geraldo Cosmo
Fotos: Ítalo Campos

Com videomapping e música ao vivo, nova peça de Eduardo Colombo entra em cartaz em Porto Alegre

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Concebido pelo ator e bailarino gaúcho Eduardo Augusto, o espetáculo “De Repente, em Algum Lugar” estreia curta temporada na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Com livre inspiração na fábula “De repente, nas profundezas do bosque”, do escritor israelense Amós Oz, o projeto tem participação do músico paulistano Victor Kinjo, diretor musical da peça, que executa a trilha original ao vivo no piano e efeitos eletrônicos.

No enredo, uma criança entra em uma misteriosa floresta e inspira o público a refletir, de modo poético, sobre a infância LGBTQIA+, a convivência com o outro, os ciclos da vida, a integração humano-natureza e o cotidiano na contemporaneidade.

TRAJETÓRIA

O espetáculo é a mais recente criação do Programa Práticas do Presente de Artes do Corpo, conduzido pelo artista desde 2015 e premiado pelo edital de Projetos Culturais da Lei Aldir Blanc pelos seus 5 anos de atividades, com ações de pesquisa e criação para artistas e não artistas no sítio Samaúma, espaços culturais e universidades pelo Brasil, como UFPB em João Pessoa e a UFMT em Cuiabá.

A investigação para a peça tem como base a chamada dramaturgia do corpo e a experimentação de práticas em múltiplas linguagens: teatro, dança, música, canto, artes visuais e meditação se unem numa abordagem integradora que conecta processos de criação, pesquisa artística e socioambiental.

O processo contou com residência artística no Sítio Cultural Samaúma, localizado em meio à Mata Atlântica da Serra do Mar (Mogi das Cruzes/SP), e uma imersão de criação no sertão da Paraíba, na Fazenda Tamanduá (Patos/PB), junto ao diretor musical Victor Kinjo e à provocadora cênica Maria Eugênia Tita (Cia. Soma/Instituto Brincante).

E o SESC São Paulo promoveu o “Ateliê Aberto Visualidades: De Repente, em Algum Lugar”, com foco no compartilhamento público da pesquisa do espetáculo e destaque para a criação da linguagem de vídeo projeção, sob a direção de Bianca Turner, e os figurinos de Telumi Hellen.

Com videomapping e música ao vivo, nova peça de Eduardo Colombo entra em cartaz em Porto Alegre
“De repente em algum lugar” – Foto: Lee Kyung Kim

EDUARDO COLOMBO

Artista do teatro e da dança, e pesquisador das artes do corpo. Mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Maria e especialista em Gestão Cultural Contemporânea pelo Itaú Cultural/Instituto Singularidades. Integrante do Núcleo Patuanu de Pesquisa em Dança Pessoal do Ator, coordenado por Carlos Simioni (Lume Teatro). Idealizador do Programa Práticas do Presente de Artes do Corpo, co-fundador do Sítio Cultural SAMAUMA e da produtora Água Viva Cultura. Ganhador dos editais ProAC LGBT da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, e PROFAC Teatro da Secretaria da Cultura de Mogi das Cruzes. Apresentou trabalhos e conduziu atividades formativas em diversas cidades do Brasil, além de Holanda, Espanha, Itália, EUA e Japão. Entre 2020 e 2021 participou da Formação em Teatro Digital (Rubim Produções), e lançou a série de videodança “Visitação” no Festival Arte como Respiro com patrocínio do Itaú Cultural. https://www.eduardocolombo.com/

"De repente em algum lugar" - Foto: Lee Kyung Kim
“De repente em algum lugar” – Foto: Lee Kyung Kim

SERVIÇO:

“De Repente, em Algum Lugar”
Datas: 3 e 4 de junho, sexta-feira e sábado
Hora: 20h

Local: Casa de Cultura Mário Quintana – Teatro Bruno Kiefer. Rua dos Andradas, 736. Centro Histórico, Porto Alegre/RS. CEP: 90020-004. Telefone: (51) 3226-4825

Duração: 45min   |    Classificação indicativa: Livre

Ingressos:

Inteira: R$30,00
Meia-entrada: R$ 15,00

Vendas pelo Sympla, no link:

https://www.sympla.com.br/de-repente-em-algum-lugar-pre-estreia-em-porto-alegre__1581339?share_id=0

Produção: Água Viva Cultura.

Apoio: Fundação Japão/SP; Hotel Ibis Style Porto Alegre Centro;  Boteco Histórico; Boteco Andradas; Parangolé Bar e Restaurante.

Patrocínio: Banrisul.

Realização: Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul; Associação de Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana; Casa de Cultura Mario Quintana; Instituto Estadual de Artes Cênicas; Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

FICHA TÉCNICA

Concepção, atuação e dança: Eduardo Augusto
Música original e ao vivo: Victor Kinjo
Provocação cênica e preparação corporal: Maria Eugênia Tita
Direção de vídeo-projeções: Bianca Turner
Operação de vídeo-projeção: Madylene Barata
Figurinos: Telumi Hellen
Assistência de Figurinos: Mariana Morais
Dramaturgismo e desenhos para vídeo-projeção: Tiago Viudes
Iluminação: João Victor Soares Aguiar
Operação de iluminação: Eduardo Kraemer
Design Gráfico: Panegassi Art Design
Fotografia: Giulia Martins e Kim Lee Kyung
Produção Executiva: Fernando Colombo
Assistência de Produção: Larissa Garcia
Produção: Água Viva Cultura
Realização: Programa Práticas do Presente de Artes do Corpo
Apoio: Sítio Cultural Samauma; Fazenda Tamanduá; Instituto Brincante; Programa de Fomento à Arte e Cultura de Mogi das Cruzes; Sesc Avenida Paulista.

Espetáculo-filme “Las Tortas” estreia no Centro Cultural da Diversidade

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Com um elenco inteiramente composto por mulheres lésbicas, o espetáculo-filme “Las Tortas” foi construído por meio da fusão de linguagens da música, da comédia física, da palhaçaria e do audiovisual. O trabalho tem apresentação no dia 05 de junho, às 19h, no Centro Cultural da Diversidade.

“Las Tortas” pretende gerar reflexão sobre as especificidades e urgências do universo sapatão e ampliar horizontes acerca do real processo histórico de invizibilização da mulher lésbica em uma sociedade construída sobre os pilares da heteronormatividade e da misoginia.

Concebida pelo casal Angélica Müller e Daniela Biancardi a comédia musicada narra uma árdua e arriscada missão prestes a acontecer em algum lugar do planeta.

Super-heroínas sapatonas terão de se mobilizar para cumpri-la seguindo as orientações da “Gran Lesbo Mestra”.

Que missão é essa? Quais armas elas utilizarão? Onde será que se encontra a real adversidade de seu universo? Elas enfrentarão desafios, inimigos ou fracassos inimagináveis?Â É nesta galáxia imaginada e distante que o jogo acontece.

O espetáculo-filme “Las Tortas” estreia no Centro Cultural da Diversidade
O espetáculo-filme “Las Tortas” estreia no Centro Cultural da Diversidade – Divulgação

SERVIÇO

Exibições de estreia do espetáculo-filme “Las Tortas”

05 de junho às 19h
Duração – 75 minutos
Livre para todas as idades
Local: Centro Cultural da Diversidade
Rua Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi, São Paulo
Grátis
Teatro Décio de Almeida Prado
Capacidade 186 lugares
Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.

SINOPSE

“LAS TORTAS!”

Um espetáculo-filme é uma comédia musicada com elenco inteiramente composto por mulheres lésbicas que trata de forma ficcional o universo sapatão em uma sociedade construída sobre os pilares da heteronormatividade e da misoginia.

FICHA TÉCNICA

Idealização e Concepção: Angélica Müller e Daniela Biancardi
Coordenação Geral: Angélica Müller e Daniela Biancardi
Direção Artística: Daniela Biancardi
Direção Audiovisual: Thiago Mendonça
Roteiro: Daniela Biancardi
Direção Musical: Natalia Mallo
Direção de Produção: Angélica Müller
Orientação Dramatúrgica: Cláudia Schapira

Elenco:

Adriana Aragão – atriz e percussionista
Angélica Müller – palhaça
Daniela Biancardi – palhaça
Evelyn Cristina – atriz e DJ
Mafê – atriz e violinista
Marta Najjar – atriz e saxofonista
Natalia Mallo – atriz e musicista

Participação especial:

Cláudia Schapira – Gran Mestra
Georgette Fadel – Voz em Off

Iluminação: Luciana Silva
Operação de câmera: Bruno Nogueira, Isabel Mendonça, Murilo Morais Oliveira e Thiago Mendonça
Montagem do filme: Murilo Morais Oliveira e Thiago Mendonça
Edição e mixagem de som: Evelyn Cristina
Figurino e Visagismo: Victor Paula
Fotos: Bruno Nogueira
Equipe de Produção: Julia Genezini, Thiago Sgambato e Zahra El Rahim
Gravação de voz em off: Gustavo Vellutini – Estúdio Macuco
Elementos cenográficos: Angélica Müller e Daniela Biancardi
Costura da base de roupa de bonecas e ciclorama: Maria Cristina Bartholomeu do Rego
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro

Entrevistados no minidocumentário:

Beatriz Abade
Flávia Nozue
Hiago Müller
Luisa Mallo Murillo
Mãe Dida
Mara Lígia Biancardi
Maria Antonieta Fernandes Biancardi
Maria Cristina Bartholomeu do Rego
Maria Laura Müller
Marcela de Ré
Natália Furlanetto

Locação para gravação: Sala Adoniran Barbosa – Centro Cultural São Paulo

Espaço de Ensaio: A Próxima Companhia

Agradecimentos:

Agradecemos todas as pessoas que desejaram, se empenharam e contribuíram para que a realização desse trabalho fosse possível.

A todas as pessoas que lutam pela causa da visibilidade lésbica e LGBTQIAP+, a todes amigues e familiares.

Agradecimentos especiais à Aline Mohamad, A Próxima Cia, BG7 Studio, Dani Nega, Maria Cristina Bartholomeu, Pingo D’oro e Renata Jardim (Memória Viva) que participaram ativamente do processo de construção dessa obra.

Casa de Cultura Mário Quintana recebe show “Terráqueos”, lançando o novo álbum de Victor Kinjo

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Retornando de sua primeira turnê no Japão, Victor Kinjo apresenta no Teatro Bruno Kiefer o show do seu recém-lançado álbum Terráqueos, mesclando a música brasileira com o pop e sonoridades okinawanas, com composições originais e versões de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Mercedes Sosa, Shoukichi Kina, entre outros. O artista e pesquisador nipo-brasileiro canta ainda faixas do seu primeiro disco KINJO (YB Music, 2017), pelo qual foi indicado como Melhor Cantor (regional) ao Prêmio da Música Brasileira 2018. Terráqueos (YB Music) tem produção musical de João Antunes, Ivan Banho e Guilherme Kastrup, vencedor do Grammy Latino pelo aclamado disco Mulher do Fim do Mundo, de Elza Soares.

No show em formato duo, cantando e tocando piano, violão e sanshin, Kinjo é acompanhado por seu companheiro Eduardo Colombo nas percussões e vozes. Com canções em português, inglês, francês, espanhol, japonês e uchinaaguchi, Kinjo celebra a natureza e diversidade do planeta por meio da música e performance. Depois do show no Rio Grande do Sul, o artista e doutor em Ciências Sociais segue para os Estados Unidos, onde será pesquisador visitante na New York University Tisch School of the Arts, uma das mais renomadas escolas de artes do mundo.

Nos dias 3 e 4 de junho, ele acompanha também Eduardo Colombo no espetáculo de dança-teatro “De Repente, em Algum Lugar”, tocando a trilha sonora ao vivo ao piano e efeitos eletrônicos também na Casa de Cultura Mário Quintana. Ambos os trabalhos foram concebidos na SAMAUMA Residência Artística Rural, espaço de pesquisa e criação artística rodeado de Mata Atlântica, na Serra do Mar, em São Paulo.

Os eventos foram contemplados pelo edital de Ocupação dos Teatros, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura do RS (Sedac), e se inserem no contexto da Semana do Meio Ambiente, ao conectar arte e música com a temática ambiental. Instituído pela ONU em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em 05 de junho, e neste ano seu tema é: #UmaSóTerra. https://www.worldenvironmentday.global/

Em 2021, Kinjo lançou VEM PRO RIO, o primeiro single do álbum Terráqueos, com um videoclipe gravado em expedição pelos 1136km do rio Tietê no Estado de São Paulo, da nascente até a foz, no rio Paraná. O trabalho culminou no I Festival Navega SP, que reuniu artistas, cientistas e lideranças da sociedade civil num barco atracado no Cebolão, no encontro dos rios Tietê e Pinheiros, ainda poluídos, na capital paulista.

“Acredito que a música pode nos unir em torno da natureza e da diversidade. Esse planeta é tão maravilhoso, apesar dos problemas sociais, econômicos e ambientais. Nesses tempos difíceis em que estamos, o show Terráqueos é para celebrarmos a vida a partir de nossa identidade comum”, convida Kinjo.

SOBRE VICTOR KINJO

Victor Kinjo é cantor, compositor, pesquisador e produtor nascido em São Paulo. Neto da diáspora okinawana para o Brasil, foi o primeiro asiático indicado ao Prêmio da Música Brasileira 2018 como Melhor Cantor (Regional).

Em 2017, lançou seu primeiro disco “KINJO” (Matraca/YB Music, 2017), com produção de Ivan Banho e Ivan Gomes e participação especial de Lenna Bahule, considerado o 20º melhor álbum de música brasileira naquele ano (Embrulhador).  Em 2019, lançou, com apoio da Fundação Japão de São Paulo, o single “Flores para o Coração da Gente”, sua tradução para o português da canção “Hana subete no hito no kokoro no hana o”, do artista e ativista okinawano Shoukichi Kina (Matraca/YB Music, 2017).

No ano seguinte, divulgou seu primeiro livro “Quem são Mishimas?” pela Editora Autêntica. Em 2021, apresentou a canção “Carne e Coragem”, em parceria com Guilherme Kafé e Ana Flor Carvalho pela YB Music e em seguida o single e videoclipe VEM PRO RIO, o primeiro de seu novo disco Terráqueos.

Como artista e pesquisador, Kinjo apresentou-se em festivais, centros culturais e universidades de diversas cidades do Brasil, Japão, EUA e Europa, incluindo a Universidade de Harvard e o Fórum das Nações Unidas para Questões Indígenas, na sede da ONU, em Nova York.

É doutor em Ciências Sociais pela Unicamp e pesquisador pós-doutor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, com projeto transdisciplinar sobre cultura e regeneração de rios em São Paulo e outras metrópoles do mundo.

Atualmente, após turnê no Japão lançando seu novo disco Terráqueos, prepara-se para ir aos Estados Unidos como artista e pesquisador visitante da New York University Tisch School of the Arts com apoio da FAPESP.

Victor Kinjo e sua antropofagia pop ancestral registrada no álbum ‘Terráqueos’ – Divulgação
Victor Kinjo e sua antropofagia pop ancestral registrada no álbum ‘Terráqueos’ – Divulgação

SERVIÇO:

“Victor Kinjo – Terráqueos (show de lançamento)”
Data: 5 de junho, domingo

Hora: 20h

Local: Casa de Cultura Mário Quintana – Teatro Bruno Kiefer. Rua dos Andradas, 736. Centro Histórico, Porto Alegre/RS. CEP: 90020-004. Telefone: (51) 3226-4825

Ingressos:

Inteira: R$30,00
Meia-entrada: R$ 15,00

Vendas pelo Sympla, no link:

https://www.sympla.com.br/terraqueos—victor-kinjo–show-de-lancamento__1581753

Produção: Água Viva Cultura.

Apoio: Fundação Japão/SP; Hotel Ibis Style Porto Alegre Centro; Parangolé Bar e Restaurante; Boteco Histórico.

Realização: Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul; Associação de Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana; Casa de Cultura Mario Quintana; Instituto Estadual de Artes Cênicas; Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Jessie J fará show único em São Paulo após o Rock in Rio

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Jessie J anunciou, na última terça-feira (31), que fará um show em São Paulo após tocar no Rock in Rio. A artista canta no festival carioca no dia 8 de setembro e, depois, segue para a capital paulista, onde fará show no Pavilhão Pacaembu, espaço recém inaugurado para shows e eventos, no dia 10 de setembro.

Em 2021, Jessie apresentou seu novo single “I Want Love”, coescrita e produzida por Ryan Tedder, vocalista do OneRepublic. “Eu queria voltar com uma música que soasse clássica, mas moderna, com muito vocal e que colocasse todos na pista de dança. Espero que cada um que ouça essa música, dance e cante muito alto”, comenta a cantora sobre o novo trabalho.

Jessie J (Foto: Reprodução)

Em seu show no Brasil, o público poderá esperar uma verdadeira celebração dos mais de 10 anos de carreira da artista e de seu repertório, que inclui sucessos como “Flashlight“, “Nobody’s Perfect“, “Masterpiece“, “Who’s Laughing Now“, entre outros.

Jessie começou a escrever músicas aos 17 anos e já compôs letras para artistas como Miley Cyrus, Christina Aguilera, Rihanna e Justin Timberlake. Em 2011, conquistou seu lugar no cenário mundial com o álbum de estreia, “Who You Are“, que ganhou disco de platina e ainda entrou para o Top 15 da Billboard Top 200. O disco de platina dupla veio logo depois com “Domino” e o hit “Price Tag”.

A cantora é vencedora do BRIT Awards na categoria “Critic’s Choice“, tem mais de 1,5 bilhões de streams e 23 milhões de discos vendidos ao redor do mundo. O show em São Paulo é produzido pela TIME FOR FUN (T4F) e tem patrocínio da Heineken.  Os ingressos podem ser adquiridos no site da Tickets For Fun  ou no ponto de venda localizado no Teatro Renault.

Jessie J (Foto: Reprodução)

Serviço

Jessie J em São Paulo

– Data: Sábado, 10 de setembro de 2022;
– Abertura dos portões: 19h30;
– Horário: 21h30;
– Local: Pavilhão Pacaembu — Praça Charles Miller, s/n, Pacaembu – São Paulo;
– Capacidade: 6.780 pessoas;
– Ingressos: A partir de R$ 150 no site da Tickets For Fun ou no ponto de venda localizado no Teatro Renault (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista);
– Classificação etária: De 10 a 15 anos: Permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais. De 16 anos em diante: Permitida a entrada desacompanhados.

Diplomata Hugo Lorenzetti Neto estreia na literatura

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Diplomata de carreira e intelectual por formação, Hugo Lorenzetti Neto estreia na literatura com duas obras, A máquina extraordinária e 24, ambos de poesia e editados pela Zouk. Os livros trazem com humor e ironia fina a descoberta da sexualidade e suas posteriores desilusões amorosas em textos e poesias escritas em diversos lugares do mundo e carregadas de influências artísticas do autor.

“Escrevo desde que me entendo por gente”, conta o escritor. Em 24, seu début literário, o autor conta que o livro “é resultado de uma experiência queer e gay nos anos 1980 e 1990, quando começo a assumir minha sexualidade”. Nascido em Campinas, ele conta com humor e ironia esse processo. Num de seus versos curtos e bem humorados, afirma: “Imagina nascer gay em Campinas/ que azar menina?”.

Em “Quadrilha”, versa sobre sua profissão: “muito obrigado pela preferência/há muito sou importante para muita gente de uma forma/ bonita:/ e o nome da especialidade é assistência consular./ mas não quero ser ministro da cultura e/ você não vai lamber meus livros, por favor, não”.

Sobre o 24, ele afirma que “Este é um livro autobiográfico, mas não 100%”. A experiência na diplomacia influencia a literatura como experiência de mundo, inclusive com a possibilidade de intercâmbio com escritores de toda a parte. Hugo já morou em Manágua (Nicarágua); Bruxelas (Bélgica), Nova Déli (Índia) e em Jacarta (Indonésia). “A viagem é superimportante e vem para a literatura como uma experiência de vida”, afirma. Atualmente ele é chefe do setor cultural da Embaixada do Brasil em Angola e já visitou mais de 70 países.

Hugo Lorenzetti Neto
Hugo Lorenzetti Neto – Divulgação

É pau, é pedra rosa este livro. Sorvete de morango. Huguinho é sagrado e por trás de sua ternura explícita não esconde muito bem a diva-barraqueira-irônica-bicha-má que também é. Faz a dramática solitária melancólica, faz a católica do azulejo de banheiro. A puta quer. Fumaça rosa.

Juliana Perdigão – cantora, compositora e instrumentista mineira, em 24

A máquina extraordinária

Escrito seis meses após 24, A Máquina Extraordinária, da Editora Zouk, traz 32 poemas, além de orelha do escritor, poeta e pesquisador Matheus Guménin Barreto.

O livro, escrito em seis dias, é resultado de uma desilusão amorosa iniciada num Carnaval em Recife, quando o autor decidiu expor em poesia a dor – e as ironias – da relação e da separação. “Escrever esses poemas foi uma maneira de organizar a experiência da desilusão amorosa, de desapontamento e de todas as projeções internas que criamos quando nos apaixonamos”, conta o autor.

Num dos poemas, intitulado “Charles Darwin”, o autor discorre: “não parece muito inteligente/ou robusto/mas a harmonia desse urro de amor/agonizante/dó mi sol/esse espécime está perfeitamente adaptado/ ao fim dos tempos”.

Influências literárias e artísticas

Com influências que vão de psicanálise e crítica literária ao cinema, o autor cita como destaques na sua formação a leitura do neobarroco, começando por Néstor Perlongher, antropólogo e poeta argentino, passando por Josely Vianna Baptista, poeta, tradutora e escritora nascida em Curitiba, além dos brasileiros Horácio Costa e Hilda Hilst. A música também é uma influência em seu trabalho, com destaque para Tori Amos e Fiona Apple, “essas mulheres que colocam a inadequação da feminilidade como um todo, inclusive na figura do menino afeminado num mundo regido por valores patriarcais”, conta Hugo.

“Disso tudo é compreensível que eu diga que a palavra que primeiro me vem à mente quando penso n’A máquina extraordinária é a palavra ‘virtuosismo’. Poucas vezes li um livro contemporâneo tão barrocamente virtuosístico, e essa exorbitância verbal é chave para sua leitura – a avalanche de registros, de línguas, de referências históricas & musicais & de memes & de barzinhos de esquina sombrios é, em última instância, avalanche de linguagem”.

Matheus Guménin Barreto, poeta, tradutor e pesquisador, em A máquina extraordinária

Sobre Hugo Lorenzetti Neto
Hugo Lorenzetti Neto é nascido em Campinas (SP), em 1978. É poeta, tradutor, ensaísta, professor e diplomata. Atualmente vive em Luanda, onde dirige o Centro Cultural Angola, como parte das suas atividades na Embaixada. Já visitou mais de 70 países, tendo trabalhado em missões diplomáticas na África, Bélgica, Índia e Indonésia. É doutorando na Universidade de Letras da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), no programa de Escrita Criativa, onde também tem o título de mestre. Como professor, já atuou na Universidad Centroamericana, no Departamento de Formação de Professores de Inglês e também lecionou Português do Brasil na Universidade de Nova Delhi, na Índia. Escreve sobre tradução uma vez por mês na revista Ruído Manifesto. “24” e “A máquina extraordinária” são seus livros de estreia na poesia. Neste momento, está escrevendo seu primeiro romance e o terceiro livro de poesia, ainda sem título.

Autora trans narra suas histórias de violência e expulsão no livro “Mais Uma Casa de Bonecas”

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Após compartilhar experiências de sua jornada enquanto mulher trans diante da cisnormatividade no livro “Esse Sangue Não é de Menstruação, mas de Transfobia“, a autora carioca Maria Lucas lança a segunda parte da “Trilogia D’Ela“. O livro “Mais Uma Casa de Bonecas“, da Editora Urutau, está com a pré-venda aberta até o dia 19 de junho.

A nova obra da escritora retrata as socializações e contradições de relações familiares entre pessoas cisgêneras e heterossexuais, assim como o empoderamento de corpos trans e LGBTQIA+  em relações de afeto entre si.  As histórias contadas nos livros de Maria Lucas são oriundas de vivências da própria escritora que assume o alter-ego de Ela.

Maria Lucas (Foto: Íra Barillo)

A personagem criada por Maria narra suas histórias de violência e expulsão que viveu durante a pandemia, quando morou em dois consecutivos lares com pessoas cisgêneras que a agrediram de diversas formas. A escrita busca a construção de uma história de auto-ficção. 

“É um processo de retrabalhar dores e também muito arriscado, por expor situações e pessoas que realmente existiram e existem fora das páginas destes livros. Mas não menciono nomes e faço este trabalho para que compartilhemos essas histórias para, mais do que explicita-las, alertar sobre o quanto precisamos avançar enquanto sociedade”, explica  a autora.

“Escrevo sobre o que vivi, mas sabendo que também é sobre a vivência de muitas pessoas trans neste nosso país ultra transfóbico“, acrescenta Maria, que é a primeira pessoa trans a ganhar o concurso de ensaios da conceituada Revista Serrote, do Instituto Moreira Salles, com o texto “Próteses de Proteção“.

O livro ainda conta com orelha da artista, pesquisadora e curadora trans-feminista Hilda de Paulo; e com ilustrações de Íra Barillo, artista visual não binário que já criou imagens para o primeiro livro da trilogia, compondo assim um projeto totalmente produzido por pessoas trans.

Capa (Foto: Divulgação)

Ficha técnica

Mais Uma Casa de Bonecas, de Maria Lucas
Formato: 13,x19 cm
Páginas: 56 páginas
Ano de edição: 2022
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