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Vídeo performance que retrata a vivência travesti, “Corpos do Prazer” estreia neste sábado

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Invisibilidade, transfobia, violência e moralismo são alguns dos temas abordados “Corpos do Prazer”, vídeo teatro-performativo do artista Ádamo Teixeira, que será lançado no próximo sábado (25), às 20h (horário de Brasília), na plataforma virtual Sympla. A obra é parte integrante do trabalho de conclusão de curso ao artista, em Licenciatura de Teatro, pela Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Outra apresentação está programada para o domingo (26):  também às 20h (horário de Brasília, também na plataforma Sympla. A atração é gratuita, com tradução em libras e classificação indicativa para maiores de 16 anos.

O projeto foi contemplado na 2º edital Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para transmissões ao vivo ou gravadas. “Para retirar os ingressos é necessário acessar a plataforma Sympla, cadastrar um e-mail válido e ter acesso ao aplicativo Zoom, onde serão realizadas as atividades do projeto. Esperamos que todos possam assistir ‘Corpos do Prazer’ que cresceu muito desde sua última apresentação em dezembro de 2021”, explica Luciano Oliveira, orientador do trabalho e também responsável pela produção do evento.

Ádamo Teixeira destaca que as pesquisas referentes à performance “Corpos do Prazer” começaram a surgir no segundo semestre letivo de 2018, com suas investigações sobre o universo LGBTQIA+. “Nela tive meu primeiro contato com uma personagem travesti, que figurava como uma profissional do sexo numa cena improvisada a partir do texto ‘Entre Quatro Paredes’, de Jean Paul Sartre. Nos anos seguintes, entre 2019 e 2021, essa personagem/figura foi sendo aprofundada”, relembra o artista.

Cartaz (Foto: Reprodução)

Serviço

Evento: Corpos do Prazer – Defesa de TCC de Ádamo Teixeira;
Datas: 25/06/2022 (sábado) e 26/06/2022;
Local: online, via Zoom/Sympla aqui e aqui
Horário: 19h (Rondônia) – 20h (Brasília);
Classificação indicativa: 16 anos;
Valor: Gratuito, mediante cadastro prévio na plataforma de eventos.

Sinopse

“Corpos do Prazer” é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe lançar-se como artista (cantora, atriz  e performer) ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social, da transfobia e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência e o moralismo tão em voga no Brasil atual.

Museu do Amanhã recebe o circuito “TriboQ Pride Festival 2022”

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O Museu do Amanhã fará parte do circuito do TriboQ Pride Festival 2022, que trará para o auditório, entre os dias 30 de junho e 3 de julho, a rodada de painéis “Lugar Q Fala“. A atividade consiste em um espaço de troca, encontros e debates entre especialistas e ativistas a respeito dos temas relacionados à comunidade queer.

Entre os convidados para integrar o público das conversas estarão pessoas LGBTQIAP+, atendidas pelo Centro Provisório de Acolhimento IV (CPA IV), que integram o projeto “Transportar para o Amanhã“. A iniciativa, desenvolvida a partir de parceria com a Coordenadoria da Diversidade Sexual, integrada à Secretaria Municipal de Assistência, realiza, desde o ano passado, atividades artísticas, culturais e de formação, com estes grupos no Museu do Amanhã.

Através de ações educativas e de mediação social, o projeto busca estimular a reflexão crítica do público sobre sua forma de existir no mundo e também oferece recursos para o desenvolvimento da autonomia dos participantes.

(Foto: Reprodução)

O Museu do Amanhã se preocupa em ser um espaço de acolhimento, escuta ativa e de reverberação de conhecimento. É gratificante poder ser parceiro do TriboQ Pride Festival e, além disso, poder ver as pessoas que atendemos por meio do Transportar para o Amanhã tendo protagonismo no evento“, afirma Luis Araújo, Gerente de Conteúdo e Territórios do Museu do Amanhã.

O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão – IDG. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo.

Serviço

O que: TriboQ Pride Festival 2022;
Quando: De 30 de junho e 3 de julho de 2022;
Onde: Museu do Amanhã.

O reencontro de uma mãe com sua filha trans é tema de espetáculo que estreia em SP

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Com dramaturgia de Mica Ella Cimet e direção de Beatriz Miranda, estreia é no dia 1º de julho, às 21h, a peça “A Mãe Morta“. A temporada vai até 24 de julho, com sessões sextas e sábados, às 21h, e domingo, às 20h, no Centro Cultural São Paulo – CCSP. O espetáculo é uma jornada de quase 100 anos, que se passa na Ucrânia, México e Brasil envolvendo camadas em relação à família, religião e identidade de gênero.

Com elenco formado por Alexandre NascimentoBea LernerBruli MariaCora ValentiniFabiana FieldsGustavo MerighiLaerte MelloLucas ItriLuciana Schwinden e Sofia Riccardi, a peça conta a história de Paloma, uma mulher, imigrante judia, mãe e professora. A morte iminente da matriarca faz com que seus filhos se reencontrem promovendo um mergulho nas relações familiares dentro de um universo específico, mas que perpassa diversas pessoas.

“A Mãe Morta” (Foto: Vitor Monteiro)

A história apresenta duas imagens contraditórias da mesma personagem: a mãe, não muito amada pelos filhos, e a professora venerada pelos alunos. Para a criação dramatúrgica, Mica Ella Cimet se inspirou na própria vida. “Os intercâmbios entre alunos e filhos vão imediatamente apresentando duas imagens contraditórias da mesma personagem: a mãe é vista como rígida, ignorante, egocêntrica, insensível e narcisista; já a professora é percebida como criativa, apaixonada pelo conhecimento, amorosa. Como um corpo biológico pode ocupar duas pessoas completamente diferentes? Existe uma energia feminina na peça em um contexto de entender a mãe, que é um enigma“, pontua Mica.

Para acompanhar a jornada de Paloma, a encenação também observa a atmosfera migratória dos personagens e a fragmentação das lembranças.  A escolha do espaço cênico remete aos caminhos realizados por essa família. O figurino é atemporal e exprime as características dos espaços onde passam as personagens. Na música, tem a presença do nigum, cantigas judaicas para promover estados de alegrias.

“A Mãe Morta” (Foto: Vitor Monteiro)

Existem muitas transformações de tempo e espaço nesta trajetória. É como se fosse um museu de memórias, onde as pessoas podem visualizar por ângulos e jeitos diferentes. É uma maneira de ficar realmente dentro da história. As projeções e os véus dão um caráter mais onírico para a encenação“, ressalta a diretora.

É um olhar sobre os papéis masculinos e femininos em uma sociedade, das filhas que brigam entre si, toca na ancestralidade, maternidade, questiona a teoria de que o amor de mãe é incondicional. A questão do machismo, patriarcado, são muitas camadas e pautas que estão povoando a história desta família”, enfatiza Beatriz Miranda.

“A Mãe Morta” (Foto: Vitor Monteiro)

Serviço

O que: Espetáculo “A Mãe Morta“;
Onde: Centro Cultural São Paulo – CCSP – Sala Espaço Missão e Anexo da Adoniran.
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso/SP;
Temporada: De 1 a 24 de julho de 2022. Sextas e sábados, às 21h, e domingo, às 20h.
Duração: 90 minutos. Classe indicativa: 16 anos. Capacidade: 60 lugares.
*Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia). Pessoas trans terão entrada gratuita no espetáculo.

*Os ingressos estarão disponíveis para a compra na bilheteria do CCSP, uma hora antes da apresentação. Para retirá-los, será necessário apresentar o comprovante de vacinação da Covid-19 (físico ou digital), com no mínimo duas doses.

Documentário retrata diferentes vivências LGBTQIA+ no bairro paulistano do Jaraguá

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O coletivo multiartístico Descompanhia (Biu)tifol estreia o documentário “Jaraguayanna“, que terá exibições presenciais nesta quinta-feira (23), às 20h, no Fofão Rock Bar, e sexta-feira (24), no mesmo horário, no Galpão Casa 1. Em seguida, a obra terá exibições online nos canais do YouTube da própria companhia e de coletivos parceiros.

De acordo com a produção, documentário tem como objetivo “abordar assuntos como a sensação de pertencimento ao espaço que se mora, de propor experiências mais aprofundadas sobre as vidas de pessoas LGBTQIA+ localizadas em contextos diversos e também de oferecer ao público um imaginário que distancie as sexualidades e identidades de gênero não hegemônicas do sofrimento e da dor”.

Com direção geral de Victor Pessoa e direção de arte de Airton Cruz, “Jaraguayanna” traz registros sobre as vivências de seis pessoas residentes do bairro Jaraguá, em São Paulo, que vivem realidades muito distintas entre si: Angel é uma mulher trans de 46 anos; Carla é uma mulher travestigênere, estudante; Duda é uma pessoa gay; Luisa é bissexual; Rafa Kaje é bissexual, não binário e indígena do povo guarani; e Vitor é uma pessoa não-binária.

Jaraguayanna (Foto: Divulgação)

Segundo o diretor geral, a ideia era trazer um lado polidimensional sobre essas experiências de vida, onde ser uma pessoa LGBTQIA+ não fosse vista como uma identidade única. “Isso não faz com que as dores sejam tratadas de forma leviana, mas sim como algo que não é determinante e que também serve como um propulsor para avançar“, pontua Pessoa. Já o fato do documentário focar em pessoas do Jaraguá tem a ver com o desejo de explorar temas como o pertencimento e o direito à cidade. 

O documentário, elaborado ao longo de um ano e três meses, também foi construído de forma colaborativa, com equipamentos emprestados por coletivos e organizações culturais do bairro do Jaraguá. As pessoas entrevistadas ao longo do processo foram remuneradas. A equipe de “Jaraguayanna” também disponibilizou um profissional de psicologia para ficar à disposição ao longo das gravações.

Por fim, sobre o título do documentário, Pessoa explica: “Queria que esse nome ficasse como forma de nos reinventarmos dentro do bairro. O título faz uma referência ao pajubá e a toda comunidade LGBTQIA+“.

Jaraguayanna (Foto: Divulgação)

Serviço

Exibições de “Jaraguayanna”

[Presencial]

• 23/06, quinta feira, 20h – Fofão Rock Bar (Estrada das Taipas, nº 3827, 02989-140, São Paulo, SP);
• 24/06, sexta-feira, 20h – Galpão Casa 1 (Rua Adoniran Barbosa, nº 151, Bela Vista – São Paulo)

[Exibições online, canais no YouTube]

• 25/06, sábado, 15h – Descompanhia (biu)tifol – Assista aqui
• 25/06, sábado, 20h – Comunidade Quilombaque – Assista aqui
• 26/06, domingo, 15h – Coletivo Salve Kebrada – Assista aqui
• 26/06, domingo, 20h -  Descompanhia (biu)tifol – Assista aqui
• 27/06, segunda feira, 20h -  Descompanhia (biu)tifol – Assista aqui
• 28/06, terça-feira, 20h -  Descompanhia (biu)tifol – Assista aqui
• 29/06, quarta-feira, 20h -  Descompanhia (biu)tifol – Assista aqui
• 30/06, quinta-feira, 20h -  Descompanhia (biu)tifol – Assista aqui

[Disponível online]

01/07, sexta-feira, 20h – Descompanhia (biu)tifol – Assista aqui

Espetáculo “WONDER!! Vem pra Barra Pesada” terá sessões gratuitas em São Paulo

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A brilhante trajetória da artivista travesti paulistana Claudia Wonder (1955-2010), considerada símbolo de luta e (re)existência da comunidade LGBTQIA+, é celebrada pela atuadora Wallie Ruy no espetáculo “WONDER!! Vem pra Barra Pesada“. A peça será apresentada no Teatro Sérgio Cardoso, no próxima sexta-feira (24) e sábado (25), às 20h, e no domingo (26), às 19h. Os ingressos são gratuitos.

Reconhecida por suas letras bem politizadas e por criar performances impactantes, Claudia Wonder atuou no rock underground paulista, no cinema da pornochanchada, no teatro e na literatura.

Claudia Wonder chega até nós para convocar sua presença no tempo presente. Evocar essa artista ímpar hoje é chamar à luz seu legado, que permanece latente, nas potencialidades de diversos artistas do teatro, da música, das artes visuais, do vídeo e da moda“, comenta a atriz Wallie Ruy.

WONDER!! Vem pra Barra Pesada (Foto: Xisgenera)

Apesar de diversas portas fechadas por afirmar sua identidade como pessoa travesti, ela permaneceu forte em seus propósitos ampliando espaços de comunicação e unindo grupos do punk e do rock underground dos anos 70 e 80 em São Paulo.

Com essa força, com essas trajetórias de vidas eternizadas e vidas aqui existentes, encontramos em ‘WONDER!! Vem pra Barra Pesada’, um espaço de convívio e habitação de discussões para a construção de uma cidade mais humana, sensível e que busca sentido para um retorno passível de reconhecimento e existência“, acrescenta a idealizadora do trabalho.

O livro “Olhares de Claudia Wonder: Crônicas e Outras Histórias” (2008) foi uma importante referência para o desenvolvimento de um roteiro de percepções sobre quem é Claudia e como sua visão de mundo se reverbera na atualidade e na corpo transvestigênere de Wallie Ruy, que propõe a visita à história e memórias da artivista como uma ação de celebração e resgate do seu legado. 

WONDER!! Vem pra Barra Pesada (Foto: Xisgenera)

Além desse material, foram realizadas uma série de entrevistas com pessoas que compartilharam vivências pessoais com Claudia.  A Coletiva Wonder também realizou um verdadeiro mergulho na obra musical, nos materiais audiovisuais e em entrevistas e outros documentos sobre a Claudia Wonder.

Outra referência importante para a montagem foi o documentário “Meu Amigo Claudia” (2009), de Dácio Pinheiro, que resgata o legado deixado pela multiartista e sua atuação na cena underground paulista.

O espetáculo tem direção e dramaturgia de Rafael Carvalho. Já a direção musical de Felipe Botelho e Amanda Ferraresi, que também estão em cena com a banda formada por eles e NBKÊ.

WONDER!! Vem pra Barra Pesada (Foto: Xisgenera)

Serviço

Wonder!! Vem pra Barra Pesada, de Wallie Ruy e Rafael Carvalho
Classificação: 16 anos
Duração: 120 minutos
Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista
Apresentações: 24, 25 e 26 de junho
Na sexta e no sábado, às 20h, e no domingo, às 19h
Ingressos: Gratuitos

Show de stand-up LGBTQIA+ será apresentado no Teatro Sérgio Cardoso em SP

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O Teatro Sérgio Cardoso apresenta no dia 28 de junho, às 20h, três shows de stand-up seguidos por performances ballroom. Os comediantes Cíntia Rosini, Babu Carreira e João Bubiz, todos da comunidade LGBTQIA+, serão recebidos pelo host Fernando Pedroza. A programação é presencial, gratuita, e conta também com transmissão através da plataforma #CulturaEmCasa. 

Babu é humorista com passagem nos programas Comedy Central Apresenta, MEME TNT e Domingão do Faustão. Sua forte presença online foi conquistada através da sua produção de conteúdo independente e participação em podcasts. Fez parte da bancada do Minhoca Radio Show e hoje é co-host de dois podcasts: Biscoito Podcast, o primeiro podcast sobre bissexualidade do Brasil, e Eu Vi Num Filme, sobre comédias românticas.

Babu Carreira (Foto: Divulgação)

Cíntia Rosini, autodenominada uma “grandissíssima Sapatão”, espalha sua comédia pelos palcos do Comedy Central, Netflix e na TNT.. É atriz graduada pela Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo. Além de trabalhar junto a diversas companhias de teatro em São Paulo, foi Palhaça no Circo il Florilegio, tendo levado a palhaçaria para diversos países africanos. Está na Netflix, na série “Lugar de Mulher“, desde 2019. 

Além de humorista, João Bubiz é roteirista, ator, “amante das mina”, nordestino e “fofoqueiro”. Essas são algumas características que descrevem o jovem de 27 anos, que despontou pelo país com seu show de stand up comedy. Buscando sempre expandir o seu trabalho por todo o país, ele já soma shows em Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Maranhão, Rio Grande do Sul e é uma das novas promessas do humor brasileiro. Na TV participou de programas como Eliana, Todo Seu (Ronnie Von), Comedy Central Stand-Up, Pânico na TV, The Noite com Danilo Gentili, entre outros.

Cintia Rossini (Foto: Divulgação)

Performance balroom

No show, a House of Cabal e Casa de Candaces apresentam uma performance ballroom com duração de uma hora. As mães de cada família, Up and Coming Legend Mother Tanesha Cabal e Legendary Zaila Candace, serão mestres de cerimônia e contarão a história da cena ballroom a cada categoria proposta.

Cada categoria será apresentada com dois adversários e as mães das casas chamam essas pessoas de acordo com os seus nomes e títulos dentro da cena, criando uma atmosfera de batalha entre as casas. As categorias apresentadas serão: Runway, Face Performance, Old Way:  New Way, Commentator, Vogue Femme, Hostess & Chanters.

Serviço

Show de Stand Up LGBTQIAP+ e Performance Ballroom
Dia 28 de junho, terça-feira, às 20h
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo (SP)
Capacidade: 149 lugares (143 lugares e 6 espaços de cadeirantes)
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: Entrada Gratuita. Retirada de ingressos através do sistema Sympla.

9º Festival da Diversidade Cultural leva teatro, música e dança ao Centro Histórico de Itanhaém

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No próximo domingo (25) e segunda-feira (26), a Praça Narciso de Andrade, conhecida como Centro Histórico de Itanhaém, será mais uma vez palco do “Festival da Diversidade Cultural de Itanhaém“, que chega à 9ª edição com uma programação gratuita e repleta de atrações ligadas ao teatro, música, dança, artesanato, direitos humanos e palestras. 

A programação focada na cultura, educação, direitos humanos e cidadania terá contação de história, capoeira, danças típicas e étnicas, música tradicional e folclórica, a inclusão sob vários aspectos, performances teatrais, performances artísticas LGBTQI+, apresentações de cultura afro-brasileiras e matrizes africanas, ações culturais e baile da terceira idade.

“Quando utilizamos o termo diversidade é muito importante termos claro que estamos nos referindo ao ser humano em suas diversas possibilidades de existência, ou seja, etnia, gênero, raça, nacionalidade, religião, regionalidade e faixas etárias. É exatamente neste sentido que o festival se empenha em prestar o serviço não apenas no fortalecimento da identidade de cada um dos segmentos abordados, mas também na integração entre eles e, desta integração, um exemplo real de convivência harmônica dentro de um conceito de cultura de paz”, explica Luciana Dara, coordenadora do evento desde sua 1ª edição.

(Foto: Reprodução)

O projeto conta com a curadoria de Heitor Werneck e, entre as atividades, a contação de histórias será com a atriz Kelly Franco, que trará de forma lúdica histórias do nosso folclore, itãs do candomblé e lendas misteriosas, de forma que mesmo as crianças aprendam se divertindo. 

Já o Grupo Afoxé Laroye Brasil trará os toques e cantos do Afoxé da Bahia; A consciência negra e os aspectos da diversidade cultural serão abordados nas palestras de Júlio Tumbi Are; A indígena Tamikuã Pataxó, de Alagoas, fará atividade de ensino da pintura indígena; ainda entre indígenas, membros das tribos Mborai Mirim e Rio Branco, de Itanhaém, trarão um coral guarani com cânticos sagrados.

O festival também contará com quatro performances de drag queen. Já entre as apresentações musicais estão confirmados os grupos Forró Caiçara, Toque de Sedução e o cantor Franco Rossignolli. A animação continuará com Bendito Carimbó, do Belém do Pará, e Cecília Mani, dançarina que se apresenta Brasil afora levando a beleza e alegria carimbó em vários eventos e festividades.

O evento, realizado pela produtora Santuarium Cultural, por meio da Secretaria de Economia Criativa do Estado de São Paulo e da Prefeitura Municipal de Itanhaém, pretende trazer ao público uma mostra da pluralidade cultural e artística internacional, brasileira e regional. Mais informações poderão ser encontradas nas redes sociais da Santuarium Cultural – @santuariumcultural 

(Foto: Reprodução)

Serviço

9º Festival da Diversidade Cultural de Itanhaém

Praça Narciso de Andrade – Centro Histórico de Itanhaém
25/06 e 26/06, 14h às 22h, grátis.

Livro “Aquele Lustro Queer” reúne entrevistas com Jean Wyllys, Luis Lobianco e Judith Butler

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Depois de “Uma Década Queer” (2015), pioneira coletânea de entrevistas LGBTQ+ em português, o jornalista Bruno Horta lançou “Aquele Lustro Queer”. O novo livro retorna às entrevistas – com duas inéditas: Judith Butler e Conchita Wurst – e também apresenta reportagens, crónicas e resenhas. Também participam da obra os brasileiros Gustavo Vinagre, Luis Lobianco, Jean Wyllys e Bruno Bimbi.

Horta reuniu seus textos escritos entre 2015 e 2020 em livro, onde ele “conta coisas extraordinárias sobre as pessoas”, “debruçado para o palco da vida” queer de Portugal e do mundo. “É um todo de fragmentos que perscrutam personagens de centro e periferia. Há passagens inéditas, ecos da noite e da rua. Cruzam-se artes, políticas, negócios, teorias, sexualidades“, pontua o autor.

Entre resmas de tópicos ‘queer’, acidentadas pradarias de estilo de vida diferente, igual, excêntrico e politeísta, em cubos onde correm montanhas e vales, picos ‘killing-manjaros’ e vertentes ‘voyeur’, atoladas de afrodite nos mamilos, silicone nos vales, ofertas de ancas falsas em desenhos que evidenciam deuses pagãos, monóculos de Vautrin, senhoras de ‘rimmel’ chinês, gotejando nas Termópilas do Chiado, ex-alfarrabistas de horas sem venda, postigos expostos de rostos corroídos de bacalhau salgado, ‘bâtons’ efeminados ‘must’, insinuam-se um homem, uma mulher, um trans, um chupador, a língua da ostra em Calais, no fetiche do salto alto, em pardas coloridas a arco-íris“, acrescenta Horta.

Capa (Foto: Divulgação)

Título: Aquele Lustro Queer (2015-2020)
Autor: Bruno Horta
Gênero: Coletânea de artigos e entrevistas
Capa: Helena Soares
Editora: INDEX ebooks
Disponível em lojas Amazon, Google Play, Kobo, Apple, etc.)
Mais informações aqui

MUBI apresenta programação especial no Mês do Orgulho LGBTQIA+

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Em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, a MUBI, serviço de streaming com curadoria, preparou uma programação dedicada ao cinema queer. Entre as produções apresentadas, estão especiais de Xavier Dolan e do experimental Alexis Langlois. Essas obras audiovisuais se juntam a estreias exclusivas e à coleção “Orgulho Sem Preconceito: O Cinema LGBTQ+, somando mais de 40 títulos.

É Apenas o Fim do Mundo: Os Filmes de Xavier Dolan destaca a obra do cineasta canadense, essencial no Novo Cinema Queer, com os filmes “Mamã”, “É Apenas o Fim do Mundo”, “Tom na Fazenda” e “Matthias & Maxime”.

“Tom na Fazenda”, de Xavier Dolan (Foto: Reprodução)

Já “Glitter Sangrento: O Cinema Queer de Alexis Langloistraz os curta-metragens mais recentes do premiado cineasta francês. Comédias subversivas que exploram identidade sexual, transfobia e comunidade LGBTQIA+: “Terror, Sisters!” e “The Demons of Dorothy”.

Dois filmes exclusivos MUBI completam as novidades da programação especial LGBTQIA+: o georgiano “Wet Sand (Elene Naveriani, 2021), que conta uma história de amor cheia de mistério; e o argentino “Our Bodies Are Your Battlefields(Isabelle Solas, 2021), que chega à plataforma nesta quarta-feira (22), e apresenta um retrato íntimo da vida de duas mulheres trans enquanto lideram a luta contra a violência patriarcal.

“Our Bodies Are Your Battlefields”, de Isabelle Solas (Foto: Reprodução)

O especial “Orgulho Sem Preconceito: O Cinema LGBTQ+” também conta com outros título como: “Mistérios da Carne”, de Gregg Araki; “Tangerina”, de Sean Baker; os documentários nacionais “Transamazonia”, de Renata Taylor, Bea Morbach e Débora McDowell, “Lembro Mais dos Corvos” e “A Rosa Azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre.

O Fantasma e Morrer Como um Homem”, do português João Pedro Rodrigues; e “Pride – Orgulho e  Esperança”, de Matthew Warchus, vencedor da Queer Palm em Cannes, em 2014, completam a lista.

“Terror, Sisters!”, de Alexis Langlois (Foto: Reprodução)

“Geração Drag” leva show de 10 drag queens ao Centro Cultural da Diversidade

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No próximo domingo (26), às 18h, ocorre o show “Geração Drag” no Centro Cultural Diversidade. A apresentação reúne 10 drag queens: cinco artistas com uma carreira longínqua e cinco performers com uma trajetória mais recente.

As cinco duplas de drag queens são formadas por: Lysa Bombom e Sammy Queen; Alexia Twister e Dmittry; Danny Cowlt e Fedra; Leona Top Fluor e Alesha Bruke; Silvetty Montilla e Thelores. De acordo com a organização, o show é para mostrar “que a história que foi construída continua viva e pode andar de mãos dadas com o presente e futuro”.

A iniciativa, que leva stand up e lipsync ao Centro Cultural Diversidade, faz parte da programação do Mês do Orgulho LGBTQIA+  da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Ao longo do mês de junho, a prefeitura promove celebrações para exaltar a diversidade em diversos equipamentos culturais da cidade. A programação segue até a última semana do mês, com atividades que envolvem teatro, palestras, sarau literário e muito mais.

Serviço

O que: Geração Drag;
Quando: Domingo (26), às 18h;
Onde: Centro Cultural Diversidade | Rua Lopes Neto, 206 – São Paulo (SP);
Ingressos gratuitos distribuídos 1 hora antes do show.