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Origem dos símbolos do movimento LGBTQIA+

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A IMAGEM É A MENSAGEM
A IMAGEM É A MENSAGEM – Reprodução

Em 1970, após os acontecimentos de Stonewall, a décima primeira letra do alfabeto grego, Λ (minúscula: λ) ou lambda, que equivale ao L, foi escolhida pelo GAA (Aliança do Ativismo Gay) como símbolo do movimento gay.

Em 1974, este sinal gráfico, usado pelos cientistas para nomear a força cinética, foi adotado como símbolo internacional por toda comunidade LGBT num encontro de ativistas em Edimburgo, Escócia.

Apesar do conhecido ditado “uma foto vale mais que mil palavras”, a imagem sem conteúdo nada vale.  preciso que a mítica a ela seja agregada.

A bandeira do arco-íris e os demais símbolos mais conhecidos da comunidade são, junto com toda comunicação gráfica de nossos dias, o produto final (ainda em mutação) de um processo começado há cerca de 40 mil anos quando, nas paredes das cavernas, nossos antepassados deixaram símbolos na pintura: na Espanha (Altamira), na França (Lescaux e Chauvet) e África (Rodésia).

Os filósofos da antiguidade estudaram a força dos símbolos.

Platão e sua alegoria da cratera; Plínio e a moça de Butadés inventora da escultura e do desenho; Ovídio forjando o mito de Narciso que chega aos nossos dias via Charles Sanders Peirce, Roland Barthes, Ferdinand Saussure, Umberto Eco e tantos outros mestres na arte de comunicar, potencializado pelos recursos da mídia e o milagre da globalização, enfatizando a luta pelos direitos civis dos homossexuais e transgêneros e sua liberdade de escolha na hora de amar.

Bandeira do Arco-íris

A bandeira do arco-íris – símbolo moderno do respeito à diversidade – foi criada pelo designer gráfico norte-americano Gilbert Baker, para a parada de 25 de junho de 1978, em San Francisco.

No ano seguinte, para superar dificuldades na produção, foram retiradas as cores rosa e turquesa e o azul índigo substituído por um tom mais escuro.

A bandeira com seis cores se tornou oficial (o vermelho simboliza o fogo; o laranja a cura; o amarelo o sol; o verde a natureza; o azul a harmonia e o violeta o espírito).

Presente em qualquer evento LGBT, exposta em locais públicos sinaliza que o local é um ambiente gay ou simpatizante.

O segredo de Hitler

8/3/1933 – A Alemanha nazista abre os primeiros campos de concentração e Berlim, até então considerada a capital da liberdade, torna-se a capital da repressão: teatros, boates, cafés e bares gays são fechados e seus frequentadores presos, deportados e junto com os demais gays e lésbicas incursos no parágrafo 175 do Código Penal alemão – que penalizava relações “contra a natureza”.

Cerca de 25.000 pessoas foram mandadas para prisão entre 1937 e 1939 e depois para campos de concentração, esterilizadas, castradas, a partir de 1942, os homossexuais identificados nas forças armadas foram executados sumariamente.

O surreal nisso tudo é que ele, Hitler, teria, segundo o historiador Lothar Machtan, uma vida dupla.

O livro “O segredo de Hitler“, publicado em 2001 pela Editora Objetiva, traz a público uma bem guardada informação : Hitler era gay (!?)Divulgo mais uma vez o livro “The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi Party” (A suástica cor de rosa: homossexualidade no Partido Nazista ), dos americanos Scott Lively e Kevin Abrams.

Em sua 4ª edição, em 2002, apresenta “provas irrefutáveis” mostrando que o centro dos regimes nazista e fascista e a elite nazista eram constituídos por homossexuais enrustidos.

As diretrizes do Partido teriam sido traçadas em Munique – mais exatamente no Bratwurstgloeck, que seria conhecido nos dias de hoje como um bar gay. Muitos dos rituais e símbolos viriam de “organizações sodomitas”, entre elas a saudação “Sieg Heil” (Viva a Vitória!) e a logomarca dos SS.

Nunca mais esqueceremos

As cores dos triângulos invertidos portados pelos prisioneiros dos campos de concentração indicavam o motivo da prisão: vermelho para os prisioneiros políticos, verdes para os prisioneiros comuns, amarelos para judeus, preto para os anti-sociais (lésbicas aí incluídas) e rosa para os homossexuais.

Usar Triângulo rosa significava fazer as piores tarefas e ser atacado pelos demais prisioneiros.

Experiências médicas comandadas pelo monstro Heinrich Himmler implantavam glândulas sintéticas para que os “invertidos voltassem à normalidade”.

Terminada a guerra, com uma estimativa de 100.000 gays executados, os homossexuais permaneceram encarcerados porque continuava em vigência o parágrafo 175, que só foi eliminado da constituição alemã de 1969.

No campo de Teresientstad, na República Tcheca, minha avó paterna judia trabalhou durante 3 anos e meio usando o triângulo amarelo e teve seu pulso marcado com um número, como se fosse gado.

A –UP (AIDS Coalition To Unleash Power), entidade que cuida de programas anti-Aids adotou o triângulo rosa como seu símbolo, depois transformado no laço cor de rosa reconhecido como sinônimo da luta contra a doença.

Usá-lo significa exprimir solidariedade, permitir visibilidade e mostrar que quem o usa protege os soropositivos da discriminação.

Triângulo Negro

As lésbicas não estavam adaptadas aos cânones moralistas da família alemã nazista, patriarcal, com orientação hétero e que premiava mulheres com muitos filhos arianos.
A babaca lógica formal dos nazistas não havia encontrado uma forma de puni-las. com aprisionamento ou deportação.

Apenas a Áustria tinha uma lei que reprimia relações entre mulheres, que permaneceu em vigor depois da Anschluss – anexação – em 1938).

Para “compensar a falha moral”, as lésbicas eram presas e obrigadas a se prostituírem – eram vítimas de abuso sexual e outros tratamentos cruéis.

O triângulo negro também foi resgatado pela comunidade lésbica e tornou-se símbolo da luta contra a repressão e discriminação.

Mercúrio

Mercúrio, regente do signo de Gêmeos, é o símbolo dos transgêneros e travestis. Conta a mitologia grega que Hermes e Afrodite tiveram um filho que possuía tanto os órgãos genitais femininos quanto os masculinos e foi chamado Hermaphroditus, que deu origem ao termo hermafrodita.O signo astrológico de Mercúrio tornou-se um símbolo tradicional dos travestis. A lua crescente em cima representa o masculino e a cruz embaixo o feminino. Um anel, representado a individualidade, une os dois.

O Labrys

Símbolo da força feminista, Labrys é um machado duplo utilizado pela deusa Demétria. O Labrys, que teria sido utilizado em batalhas, representa o movimento feminista. As amazonas tinham duas rainhas, mulheres guerreiras impiedosas durante as batalhas eram justas e compassivas ao tratar os derrotados.

Símbolos de Gênero

Existentes desde a Roma antiga, a cruz do símbolo de Vênus representa o feminino e a seta o masculino. Duplas de signos atualmente significam a luta pelo reconhecimento da parceria civil registrada,

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O Grupo Arco-Íris cita ainda os seguintes símbolos

CALAMUS
Planta atribuída por Walt Whitman como símbolo do amor homoerótico.

LADSLOVE
Planta utilizada pelos poetas do século XIX como símbolo da homossexualidade.

VERDE
Tanto na Roma Antiga quanto na Inglaterra do século XIX, a cor verde normalmente era associada aos gays.

LEBRE, HIENA, DONINHA
Três animais associados à homossexualidade masculina, supostamente devido à uma epístola do século I, de Barnabus.FÉNIX

Uma sugestão de Robin Tyler, já que a Phoenix, um pássaro mitológico, queimava e se levantava de suas cinzas mais glorioso a cada cinco séculos.

GRAVATA VERMELHA
Um acessório de moda utilizado por alguns homens, no início do século XX, como um sinal para que outros soubessem que eles também eram gays.

ANEL ROSA
Mais um artigo de moda muito utilizado durante os anos 50, 60 e início dos 70. Alguns acreditavam em raízes primitivas e místicas já que o dedo mindinho representa a espiritualidade.

RINOCERONTE
Ativistas de Boston decidiram iniciar um campanha na imprensa para cimentar um símbolo para o movimento gay.
O rinoceronte foi escolhido por ser um animal mal compreendido, super-dócil e inteligente.

Alan Turing, castrado quimicamente por ser gay e homenageado na nota de 50 libras

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Morrer da Cura                  

Em 7 de junho de 1954, Alan Turing – considerado o pai dos computadores, matemático, criptólogo que decifrou as mensagens da máquina Enigma que mandava as ordens de Hitler para seus comandados – mordeu uma maçã mergulhada em cianureto de potássio no seu quarto, em Wilmslow, Cheshire, Inglaterra.

Por ironia, ao dar queixa à polícia de roubo praticado por um namorado, passou de vítima a réu. Condenado por prática de homossexualidade, teve o “benefício” de optar entre o encarceramento e se submeter a tratamento hormonal – uma espécie de castração química.

Turing optou pela segunda hipótese mas:  não resistiu à depressão causada pelos efeitos dos estrogênios, hormônios femininos inoculados em seu organismo. Apenas em 1969:  o Reino Unido descriminalizou a opção sexual de quem “pensava diferente”. 

O Pai dos Computadores - Reprodução
O Pai dos Computadores – Reprodução

Infância

O diplomata britânico, servindo na índia, Julius Mathison Turing e sua esposa grávida Ethel Sarah  desejavam que seu filho ou filha tivesse nacionalidade inglesa e deixaram Chatrapur em direção a Paddington, onde  Alan nasceu, em 23 de junho de 1912.

Deixaram o bebê e seu irmão mais velho com amigos ingleses até a idade escolar, pois “eram muito solicitados para viagens”.

No período de seis anos, compreendido entre o aparente abandono explicado como o “desejo de não colocar em perigo a saúde das crianças, que estariam em constante contato com as moléstias existentes na colônia inglesa” e a matrícula no Colégio St. Michael, o menino aprendeu a ler sozinho em 3 semanas e mostrou grande interesse por números e quebra-cabeças.

A genialidade, logo percebida por todos os professores, fez com que fosse  matriculado em Sherbone (em Dorset), aos 14 anos.

O primeiro dia de aula coincidiu com uma greve geral no país. Turing estava tão ansioso que correu os mais de 30 km que separavam Southampton da nova escola, em tempo recorde. A façanha foi  noticiada na imprensa local.

Tomou gosto pelo desafio do esporte e tornou-se maratonista. Em 1949, concluiu a prova em 2 horas, 46 minutos e 3 segundos:  disputando  classificação  para os Jogos Olímpicos.

Uma perna quebrada encerrou a carreira  e os pódios.

Superdotado

Mas o  grande interesse era mesmo direcionado à matemática e Turing não se adaptava bem aos cursos normais de Sherbone.

Assim, aos 16 anos, teve contato com os trabalhos de Einstein.

Captou a essência, compreendeu  a mensagem e apoiou as críticas de Einstein às leis de  Newton.

Este período foi acompanhado e, sobretudo, apoiado por  Christopher Morcom, um jovem igualmente genial  e primeiro namorado, que morreu em uma epidemia de brucelose.

Abalaram-se  as ambições e afetou-se para sempre  a sensibilidade amorosa de Alan Turing.

Para honrar a memória de Morcom, dedicou-se ainda mais aos estudos. Foi aceito no King’s College, Universidade de Cambridge e foi  discípulo de Harold Hardy, matemático famoso.

 Em 1935, aos 23 anos Turing  foi nomeado professor do King’s College, já reconhecido  como brilhante pensador.

Primeiros estudos sobre computação

Em 1938, depois de passar dois anos na Universidade de Princeton, orientado por   Alonzo Church, obteve seu Doutorado.

A tese era sobre o conceito de hipercomputação.

Alan imaginou uma máquina capaz de fazer qualquer tipo de cálculo, desde que lhe fossem dadas as instruções necessárias.  Não se falava em chips ou processadores, apenas fórmulas  matemáticas, mas, ali  estava a descrição do que conhecemos hoje como computador.

No estudo “Os números computáveis  aplicados ao   “Entscheidungsproblem” (publicado em 1936), foi reformulada a linguagem  formal universal  para o que se conhece como “Máquina de Turing”: resolve qualquer problema matemático que se possa representar  por um  algoritmo. Continua sendo uma importante ferramenta para estudos de Matemática Pura.

O Pai do moderno computador é considerado, também, o fundador da ciência da computação e o primeiro a desenvolver o conceito de inteligência artificial.

Decifrando o Enigma

Durante a segunda guerra mundial, Alan Turing foi  um dos principais pesquisadores em  Bletchey Park – centro secreto do serviço de inteligência britânico.

Ali: Â realizou trabalho fundamental  de criptografia, que ajudou a mudar os rumos da segunda guerra mundial: quebrou o código de comunicações entre o alto comando  de Hitler.

 A máquina: Â  chamada Enigma:  usava um  sistema de engrenagens que misturava as letras – como cartas de um baralho – antes de serem transmitidas pelos telégrafos.

Turing imaginou o  Colossus – que um biógrafo chamou de “tataravô do PC – e chegou a decodificar cerca de 50  mil mensagens por mês.

Enquanto  homossexuais usavam triângulo rosa nos campos de concentração, um matemático homossexual literalmente zombava de Hitler, ajudando a abater submarinos e aviões germânicos  e  inventava um teste – Teste de Turing – para decidir se máquinas pensam ou não. Em 1942:  foi aos Estados Unidos decodificar os códigos japoneses e conheceu   Claude Shannon de quem se tornou muito íntimo.

A quebra do código do Enigma  foi mantida em segredo até os anos 70. Nem  amigos mais próximos e nem a  família jamais tiveram idéia do que se passou.

Tempos finais

Em 1952, um garoto de programa encontrado ao acaso e acompanhado de um cúmplice assalta a casa do gênio.

Durante a queixa, dada na delegacia próxima, o policial pergunta  como conheceu o acusado. Acontece que, naqueles tempos, assumir a orientação sexual significava receber acusação de “manifesta indecência e perversão “, segundo as leis britânicas sobre sodomia.

A mídia internacional  acompanhou cada segundo do julgamento e informou a sentença: ou dois anos de encarceramento ou  um ano  de tratamento de “redução da libido”:  à base de hormônios femininos.

Cresceram os seios e muitos outros efeitos secundários da overdose de estrogênios, mas Turing optou pela possibilidade de, livre, continuar trabalhando.

Consagrado em 1951 como membro da  Royal Society, a partir do episódio de 1952 foi eliminado dos grandes projetos científicos.

Na manhã de 8 de junho de 1954, a  faxineira encontrou o corpo de Turing.

Na véspera, revelou a necropsia, ele havia se  deitado e  mordido uma maçã mergulhada numa jarra com cianureto de potássio.

Era admirador fanático do filme de Walt Disney  “Branca de neve e os sete anões” os 7 anões” que viu pela primeira vez em 1938, em Cambridge, e reviu dezenas de vezes.

Durante o tratamento hormonal cantava compulsivamente um trecho da trilha da película  que dizia no original  “mergulha a maçã  na jarrinha e deixa a morte, que nos adormece, entrar”.

O homem  que morreu desonrado  e rejeitado  também revive, para sempre, na   bela biografia  escrita   pelo matemático Andrew Hodges.

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Abaixo o link  completo do filme dublado em português

 Enigma – O jogo da imitação

Pesquisa revela problemas enfrentados pelos turistas LGBT+

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Embora os viajantes LGBT+ estejam se sentindo mais confiantes em viajar e visitar destinos que a pouco tempo atrás pareciam distantes para os membros desta comunidade, estes turistas ainda enfrentam vários desafios ao longo da jornada de uma viagem.

O resultado de uma pesquisa lançada recentemente por uma plataforma de reservas mundialmente conhecida, que entrevistou mais de 5.500 viajantes LGBT+ de todo o mundo, revelou que 82% dos viajantes desta comunidade tiveram experiências menos do que acolhedoras – ou desconfortáveis ​​– ao viajar. Sendo que para 65% deles o fator segurança e bem-estar foram fundamentais na escolha do destino.

Para 28% dos viajantes LGBT+ dos EUA, enfrentar experiências negativas são mais comuns quando estão em público durante uma viagem. Já para os viajantes LGBT+ da Índia esse número sobe para a totalidade, 100%. Na Dinamarca, 97%, e no México, 93%, responderam que têm experiências negativas com mais frequência quando estão em público durante uma viagem.

 De acordo com o relatório, 55% dos viajantes LGBT+ dizem que sofreram discriminação durante a viagem, sendo encarados, ridicularizados ou abusados ​​verbalmente por outros viajantes ou moradores locais.

Tais fatores influenciam onde planejam as viagens. 60% dos viajantes dizem que ser um LGBT+ impacta nas decisões que tomam ao planejar. Ainda, de acordo com a pesquisa, 60% dos viajantes LGBT+ são mais propensos a viajar para um destino que celebra a comunidade e história LGBT+ local.  Mais da metade (56%), tem maior probabilidade de escolher viagens que lhes permitam aprender sobre aspectos ocultos da comunidade em seu destino selecionado.

Os viajantes LGBT+ também querem marcas que apoiem e reconheçam a comunidade, com mais da metade (55%) dizendo que são mais propensos a procurar atrações ou atividades adaptadas à comunidade LGBTQ+.

Outra informação relevante é que 55% dizem que pesquisam acomodações, marcas e experiências antes da reserva para entender o papel que desempenham no apoio à comunidade, e essa pesquisa leva a maioria (64%) a ter maior probabilidade de reservar com marcas que estão fazendo o esforço.

Quando perguntados sobre o que esses viajantes esperam ver das empresas de viagens, 37% disseram que gostariam de recomendações mais personalizadas para suas preferências e interesses, enquanto 31% dos viajantes querem informações adicionais compartilhadas sobre o status LGBTQ+ do local, incluindo leis locais, sensibilidades religiosas, obrigatoriedade de vestuário e estatísticas de crimes de ódio LGBTQ+.

Trinta por cento dos viajantes também querem ver filtros que permitam identificar propriedades que oferecem uma experiência positiva para viajantes LGBTQ+, sendo um filtro mais popular entre os viajantes do Brasil (40%), Nova Zelândia (39%) e Vietnã (39%).

Para Alex Bernardes, criador e diretor geral da LGBT+ Turismo Expo, maior e mais importante evento B2B de turismo LGBT+ da América Latina, esses números refletem uma realidade incômoda, mas que de certa forma revela que ainda há espaço para melhorias em todo o setor de viagens para tornar a experiência de viagem mais inclusiva.

Apesar de parecer um setor inclusivo onde todo mundo é bem-vindo, a indústria do turismo ainda é muito discriminatória e relapsa quanto a este perfil de turistas. São inúmeros relatos de pessoas da nossa comunidade que sofrem preconceito e discriminação durante uma jornada de viagem. O que era para ser um momento de lazer e muitas vezes a realização de um sonho, acaba se tornando um pesadelo. Então em 2017 criei a LGBT+ Turismo Expo, um evento para o trade de turismo que tem o objetivo capacitar os profissionais deste setor para melhor receber os turistas LGBT+ e tornar a atividade turística mais respeitosa e acolhedora”, comenta Bernardes.

Para Clovis Casemiro, coordenador da Associação Internacional de Turismo LGBT+ (IGLTA), entidade apoiadora da LGBT+ Turismo Expo ,“ a viagem de um turista LGBT+ é com certeza muito mais prazerosa quando ela é feita em destinos que buscam abraçar a comunidade LGBTQIA+ com uma hotelaria, bares, restaurantes e todos os equipamentos turístico preparada para um atendimento adequado e por isso é muito importante que nossa indústria preste atenção nessas pesquisas de grandes empresas ao redor do mundo para que a gente aqui do Brasil possa oferecer o melhor possível a estes viajantes”.

A edição 2022 LGBT+ Turismo Expo acontecerá dia 26 de julho, no Fairmont Copacabana, Rio de Janeiro e vai reunir mais de 35 expositores e cerca de 50 marcas que já atuam de alguma maneira para o bem-estar deste perfil de turistas. O evento conta também com painéis de debates para o fomento desta atividade, palestras, sessões educacionais e treinamentos de produtos e serviço.

A LGBT+ Turismo Expo é gratuita e exclusiva para agentes de viagens e operadores de turismo. As inscrições são limitadas e serão abertas a partir do dia 26 de junho pelo portal do evento.

LGBT+ Turismo Expo 2022

Data: 26 de Julho de 2022, das 9h às 18h
Local: Fairmont Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Inscrições: Abertura em 26 de junho
Mais informações: www.lgbtmaisturismoexpo.com.br

“Thor: Amor e Trovão” realizou sonho de Chris Hemsworth ao deixá-lo nu em cena

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No próximo dia 7 de julho, estreia nos cinemas brasileiros Thor: Amor e Trovão“.  Taika Waititi, diretor do longa-metragem, revelou que, o filme não censurará o bumbum de Chris Hemsworth, como foi feito no trailer oficial, divulgado pela Marvel no último mês.

Durante sua participação no “The Late Show With Stephen Colbert”, Waititi disse que na cena em que Zeus (Russell Crowe) deixa Thor (Chris Hemsworth) nu e causa comoção na corte do deus, a região do “não está pixelada” como foi apresentada no trailer.

Além disso, ficar nu em frente as câmeras como Thor, era um sonho antigo de Hemsworth: “Foram 10 anos para fazer esta cena – é meio que um sonho antigo para mim. Da primeira vez que eu interpretei Thor e tirei minha camisa, eu pensei: ‘Sabe o que irá adocicar isso?… Daqui a uma década, vou tirar tudo”.

“Thor: Amor e Trovão” (Foto: Reprodução)

Já ao portal DeadlineBarry Baz Idoine, diretor de fotografia do longa, disse de forma bem humorada que ninguém conseguiu focar no trabalho durante essa cena. “É incrivelmente difícil filmar a bunda de Chris Hemsworth,” disse. “Digo, ninguém se concentra, ninguém faz o seu trabalho. Todo mundo fica olhando para a bunda dele, eles não olham para o que deveriam estar fazendo. Isso foi um desafio”, contou ele.

No seu novo filme, Thor deve passar por uma crise da meia-idade em seus mais de 1500 anos. O longa traz o herói se esforçando para ganhar seus músculos de volta e, assim, empunhar o martelo mjolnir como o Deus do Trovão

O elenco também é composto por Christian Bale, Natalie Portman, Chris Pratt, Jaimie Alexander, Pom Klementieff, Dave Bautista, Karen Gillan, Sean Gunn, Jeff Goldblum e Vin Diesel.

Com tensão e tesão em cena, espetáculo “Broderagem” terá sessões gratuitas em SP

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Nos dias 30 de junho, 1 e 2 de julho, o espetáculo “Broderagem” estará em cartaz no Centro de Referência da Dança de São Paulo. Criada durante a pandemia, a peça trata sobre o amor e a criação de possibilidades, partindo do questionamento sobre raça e sexualidade que atravessam a vida dos intérpretes.

Voltado para o público a partir dos 12 anos, a obra sugere outro olhar para as questões da masculinidade, celebrando o afeto entre os homens. “Broderagem” é o primeiro espetáculo coletivo do Núcleo Vagal, núcleo que dialoga com questões LGBTQIA+. O espetáculo conduz o público a refletir e viver junto com os artistas, cenas que evocam o desejo, a curiosidade e as relações afetivas masculinas.

Foto: Jack Bones

Utilizando das linguagens de dança, teatro e elementos do circo, os artistas Alessandro Aguipe, Felipe Assunção, Gustavo Ambrósio e Wesley Peixinho se unem e se dividem em cena para trazer situações de tensão e tesão.

Esta será a estreia da primeira temporada de “Broderagem” nos teatros Alfredo Mesquita e Cacilda Becker, com realização da Prefeitura Municipal de São Paulo e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

O espetáculo teve seu processo de montagem iniciado no Parque do Ibirapuera e finalizado pela Lei Aldir Blanc de São Bernardo do Campo, com o apoio do Centro Cultural da Diversidade e Centro de Culturas Negras.

Foto: Jack Bones

Serviço

Brodragem
Dias 30 de junho, 01 e 02 de julho, às 19hs
Centro de Referência da Dança de São Paulo. Baixos do Viaduto do Chá s.n., Galeria Formosa – Centro. São Paulo.
Ingressos gratuitos e disponíveis uma hora antes do espetáculo.

Musical sobre vida e obra de Cazuza estreia nova temporada do RJ

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Após o sucesso no primeiro semestre no Teatro Imperator, no Rio de Janeiro (RJ), o espetáculo “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical“, estreia sua segunda temporada no dia 7 de julho no Teatro Cesgranrio, Rio Comprido (RJ), com sessões de quinta-feira a domingo, às 20h.

Com produção do CEFTEM (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical), o espetáculo tem texto de Aloísio de Abreu, direção de Stella Maria Rodrigues, direção musical de Claudia Elizeu e coreografia de Quéops Vieira.

Foto: Laíza Nunnes

O musical promete tocar o coração dos admiradores e também daqueles que não conhecem tanto da vida do “maior abandonado”. “As músicas se inserem quase como parte do texto. Estrutura de musical mesmo. Claro que tem momento show, mas a trajetória do Cazuza é contada através das letras e da poesia dele. Tudo no texto ‘faz parte do show’”. diz Aloísio de Abreu.

De acordo com a sinopse, o musical avança pelos momentos mais importantes da vida de Cazuza, como a descoberta do teatro, o gosto pelo rock, sua ascensão a cantor e compositor, montar sua banda, o estouro, as brigas, o estrelato solo e a descoberta da doença.

A peça, ambientada no Rio de Janeiro da década de 1980, conta com hits que marcaram a vida do cantor como “Bete Balanço“, “Exagerado“, “Ideologia“, “O Tempo Não Para“, além de algumas composições que nunca foram gravadas pelo eterno poeta.

Ao todo são mais de 25 números musicais cantados ao vivo, com direito a uma banda. Da infância à juventude inconsequente, do sucesso musical ao trágico fim do artista, toda a trajetória e as parcerias de Cazuza são interpretadas por um elenco de 17 atores-cantores.

Foto: Laíza Nunnes

Serviço

Cazuza – Pro dia nascer feliz, O Musical

Local: Teatro Cesgranrio;
Endereço: Rua Santa Alexandrina, 1011 – Rio Comprido;
Temporada: 7 a 17 de julho – quinta a domingo;
Horários: às 20h;
Duração: 2h 15min com intervalo;
Classificação etária: 14 anos;
Ingressos aqui: entre R$ 15,00 e R$ 70,00.

Canal Brasil exibe 24 horas de filmes LGBTQIA+ no Dia do Orgulho

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Na próxima terça-feira (28), a partir das 7h, o Orgulho LGBTQIA+ toma conta do Canal Brasil. Serão 24 horas de conteúdo que mostra como o tema é refletido nas lentes dos cineastas do Brasil e do mundo. A programação reúne dois curtas, um episódio de “Transgente“, um de “Transmissão” e 15 longas-metragens.

Entre os destaques, estão os inéditos “Coroando“, de Paulo Castro, que acompanha as vidas de quatro drag queens, com relatos sobre suas experiências artísticas, pessoais e sociais na cidade de São Paulo; Bixa Travesty” (2018), documentário coproduzido pelo Canal Brasil sobre Linn da Quebrada; “Alice Júnior” (2019), filme de Gil Baroni sobre o drama da jovem trans youtuber; “Flores Raras” (2014), longa de Bruno Barreto que traz um romance lésbico estrelado por Glória Pires e Miranda Otto.

Além disso, o documentário “Divinas Divas“, que apresenta a primeira geração de artistas travestis do Brasil com direção de Leandra Leal; e o curta “Tea For Two“, de Julia Katharine, o primeiro filme dirigido por uma pessoa trans a entrar no circuito comercial brasileiro.

“Coroando” (2022). Foto: Divulgação

Programação Mostra LGBTQIA+ – Maratona do Dia do Orgulho

Data: 28 de junho
Horário: a partir das 7h

• Um Corpo Feminino (2018) (20′)
Horário: terça, 28/06, às 7h
Classificação: 12 anos
Direção: Thais Fernandes

• A Cidade Dos Piratas (2019) (97′)
Horário: terça, 28/06, às 7h30
Classificação: 16 anos
Direção: Otto Guerra

• Cores e Flores para Tita (2017) (76′)
Horário: terça, 28/06, às 8h50
Classificação: 12 anos
Direção: Susan Kalik

• Rogéria – Senhor Astolfo Barroso Pinto (2018) (82′)
Horário: terça, 28/06, às 10h17
Classificação: 14 anos
Direção: Pedro Gui

• Divinas Divas (2016) (110′)
Horário: terça, 28/06, às 11h40
Classificação: 14 anos
Direção: Leandra Leal

• Transgente (Episódio: Johi)
Horário: terça, 28/06, às 13h30

• Transmissão (Episódio: Linn e Jup)
Horário: terça, 28/06, às 13h55

• Tea For Two (2018) (25′)
Horário: terça, 28/06, às 14h30
Classificação: 12 anos
Direção: Julia Katharine

• Alice Júnior (2020) (86′)
Horário: terça, 28/06, às 15h
Classificação: 14 anos
Direção: Gil Baroni

• Luana Muniz – Filha da Lua (2021) (79′)
Horário: terça, 28/06, às 16h30
Classificação: 14 anos
Direção: Rian Córdova e Leonardo Menezes

• Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) (94′)
Horário: terça, 28/06, às 17h50
Classificação: 12 anos
Direção: Daniel Ribeiro

• Coroando (2022) (75′)
INÉDITO
Horário: terça, 28/06, às 19h25
Classificação: 12 anos
Direção: Paulo Castro

• Flores Raras (2013) (118′)
Horário: terça, 28/06, às 20h25
Classificação: 14 anos
Direção: Bruno Barreto

• Contracorrente (2011) (100′)
Horário: terça, 28/06, às 22h20
Classificação: 14 anos
Direção: Javier Fuentes-León

• Bixa Travesty (2019) (75′)
Horário: madrugada de terça (28/06) para quarta (29/06), à 0h
Classificação: 18 anos
Direção: Kiko Goifman e Claudia Priscilla

Tinta Bruta (2018) (118′)
Horário: quarta, 29/06, à 1h15
Classificação: 18 anos
Direção: Filipe Matzembacher e Marcio Reolon

• Mr. Leather (2019) (84′)
Horário: quarta, 29/06, às 3h15
Classificação: 18 anos
Direção: Daniel Nolasco

• A Morte de Narciso (2003) (42′)
Horário: quarta, 29/06, às 4h40
Classificação: 14 anos
Direção: Luiz Carlos Lacerda

• Raia 4 (2021) (95′)
Horário: quarta, 29/06, às 5h25
Classificação: 14 anos
Direção: Emiliano Cunha

Ficção e realidade se misturam em espetáculo inédito sobre Jorge Lafond no Teatro Ipanema

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No próximo sábado (25), estreia o espetáculo inédito “JORGE pra sempre VERÃO”, às 20h, no Teatro Ipanema. Esse é o primeiro texto teatral de Aline Mohamad, prima de Jorge Lafond, desenvolvido em parceria com Diego do Subúrbio. A montagem é escrita por Rodrigo França e tem Alexandre MitreAretha Sadick e Noemia Oliveira no elenco.

O espetáculo surgiu após Aline escrever uma carta póstuma para seu primo. “Depois dos 30 anos algumas coisas foram mudando em mim. Um dia, ao voltar de uma festa onde me vi atraída por uma travesti, escrevi uma carta que nunca seria entregue ao destinatário. Um pedido de desculpas, uma redenção, uma luz nas diversas encruzilhadas que eu tenho com meu primo”, revela a autora, que ao longo de sua infância se esquivou de conhecer Lafond pela estranha figura que ele lhe parecia.

(Foto: Rodrigo França)

Apesar dos apontamentos sobre a realidade nada fácil vivida pelo artista, o texto traz o humor como ponto de respiro em cena. “O processo da escrita do texto veio muito da pesquisa sobre a vida do Jorge, que se encontra na mesma encruzilhada que a minha e de muitas outras pessoas negras LGBTQIAP+. É lembrar que, apesar de todo o processo de resistência que vivemos perante essa sociedade, não somos regidos somente pela dor. A figura de Jorge Laffond marcou uma geração, nos movendo até aqui. Falar dele é também falar sobre mim”, comenta Diego.

Faremos uma reparação histórica, humanizando um dos maiores artistas deste país. […] O movimento LGTQIAP+ sempre foi encabeçado por pessoas pretas, como Marsha P. Johnson […]. E Jorge Laffond estimulou que muita gente tivesse coragem para externar aquilo que realmente é na vida. Estamos falando de um homem negro retinto, afeminado e com mais de dois metros de altura vestido de mulher na televisão brasileira. Mas óbvio que não foi fácil. Nele havia mais do que talento, havia estratégia inteligente”, observa Rodrigo.

Ainda para Rodrigo, em um espetáculo de denúncia é importante falar de cura. “A plateia tem que sair com esperança – o que não significa facilitar para o espectador. Jogamos duro, mas optamos por também mostrar o contraponto da violência. Jorge teve amigos e familiares amorosos, e realizou uma contribuição extraordinária à cultura. Ele estava fazendo uma grande revolução“, pontua o diretor, que se reconhece “forjado por esse profissional que pouca gente conhece”.

(Foto: Rodrigo França)

Serviço

“JORGE pra sempre VERÃO”
Temporada: 25 de Junho a 24 de Julho
Dias da semana: Sexta-feira a Domingo
Horário: 20h (sextas e sábados) e 19h (domingos)
Ingressos: Contribuição Voluntária (distribuídos 1h antes na bilheteria do teatro)
Local: Teatro Ipanema | Rua Prudente de Moraes, 824 – Ipanema

Franklin David e namorado estreiam série de viagens no canal Travel Box Brazil

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O apresentador Franklin David e o turismólogo Vitor Vianna decidiram levar às telas a parceria de vida e estreiam juntos, no dia 1º de julho, o Programa Aventureiros no canal Travel Box Brazil. Na atração, o casal embarca em uma jornada em busca de aventuras, sejam elas culturais, religiosas, gastronômicas e, claro, radicais.

O programa une a experiência nas telas de Franklin e o conhecimento de viagens de Vitor, e apresenta de forma bem-humorada as descobertas e perrengues da vida na estrada. A primeira temporada leva os apresentadores à Turquia, país que guarda em si diferente culturas, religiões e influências, que juntas formam uma sociedade cosmopolita, vibrante e cheia de aventuras à serem exploradas. Entre visitas às mesquitas de Istambul e viagens de barco pelo Canal de Bósforo, o casal percorreu lugares poucos explorados pelos turistas, como o bairro de Balat, na capital turca.

(Foto: Divulgação)

Destemidos, Franklin e Vitor também aproveitam para se jogar em cada experiência a fundo, seja provando a culinária local, contando a história do país, mostrando polêmicas e realidades bem diferentes do que vemos no Brasil. O casal vai mais além durante a viagem, ao entrar até para uma sala de cirurgia, em uma especialidade médica da qual o país é pioneiro.

Em 28 dias, Franklin e Vitor passaram por Istambul, Capadócia, Hierápolis, Pamukkale, Éfeso, e até tiveram seus momentos “Brad Pitt”, numa visita à antiga cidade de Tróia e Çanakkale. O programa estará disponível nas principais operadoras de TV por assinatura – o Travel Box Brazil pode ser acessado também em formato linear:  através da plataforma de streaming Box Brazil Play, dedicada exclusivamente ao conteúdo nacional.

(Foto: Divulgação)

Serviço

Programa Aventureiros

Estreia dia 1 de julho, às 21:00
Episódios 9
Duração:25 minutos por episódio
Classificação indicativa: Livre

Parada do Orgulho LGBT de SP atraiu o dobro de turistas da última edição presencial, avaliam gestores

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A 26ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo aconteceu na Avenida Paulista, no último domingo, 19 de junho, com 19 trios elétricos e a participação das cantoras Pabllo Vittar, Luiza Sonza, Ludmilla, Jojo Todynho e Gretchen. Segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), não houve nenhum registro de incidente grave. Além disso, foi o o primeiro megaevento após período de restrições da pandemia atraiu o dobro de turistas da última edição presencial, avalia a organização.

“A parada LGBT+ de São Paulo não é somente a maior manifestação da comunidade, ela traz benefícios que vão muito além do segmento. Seu impacto na economia, na geração de empregos e na imagem positiva para a cidade são inestimáveis, principalmente neste momento de retorno após dois anos de pandemia. Voltamos com milhões de pessoas unidas para defender a democracia, a equidade, a inclusão e o voto com orgulho”, declarou Cláudia Garcia, presidente da Associação.

Foto: Victor Miller

Segundo a APOGLBT, a porcentagem de turistas passou de 40% do total de participantes:  com reduzido número de ocorrências policiais e grande movimentação econômica com a rede de hotéis da cidade registrando 80% de ocupação. A parcela de turistas que vieram do interior e de outros estados ultrapassou 28% do total de pessoas na Avenida, mais do que o dobro da edição anterior e com um gasto médio antes, durante e após o evento de R$ 1,9 mil por pessoa, 15% a mais do que em 2019.

Os números foram revelados pela pesquisa “Perfil e Satisfação de Público Parada LGBT+ 2022” realizada pelo Observatório do Turismo da cidade de São Paulo, que ouviu 1.223 pessoas no dia do evento.

Parada do Orgulho LGBT de SP atraiu o dobro de turistas da última edição presencial, avalia gestores
Foto: Victor Miller

“Os resultados da pesquisa indicam uma tendência de aumento na demanda pela cidade, o que ultrapassa a simples questão econômica. É um sinalizador de impacto social, na geração de emprego e renda”, explica o secretário municipal de Turismo, Rodolfo Marinho.

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo recebe pessoas de diferentes cidades do país e do exterior, que chegam à cidade especialmente para o evento. De acordo com o Observatório de Indicadores da Cidade de São Paulo, cada participante deixou em média R$ 1.9 mil na cidade com gastos antes, durante e após o evento.

Foto: Victor Miller

“São Paulo mostrou no domingo porque é uma das grandes capitais mundiais da diversidade com uma festa grandiosa que é também um protesto contra a intolerância e sem nenhum episódio de violência”, afirma Cássio Rodrigo Coordenador de Políticas para LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). “A cidade mostrou também que está pronta para realizar grandes eventos, após este período mais grave da COVID”, completa Cassio.

A Prefeitura de São Paulo prestou o apoio por meio de suas secretarias. Este ano, a SMDHC divulgou o evento por intermédio de suas redes sociais e desenvolveu a campanha, “O tempo não para, e São Paulo está cada vez mais inclusiva, diversa e colorida”, com um vídeo de um minuto de duração, que reforça a importância da evolução social e do respeito à diversidade, entre outras iniciativas como a participação das unidades móveis LGBTI durante todo o mês dedicado ao Orgulho LGBT+, apresentando serviços como apoio jurídico, psicológico e social.

Parada do Orgulho LGBT de SP atraiu o dobro de turistas da última edição presencial, avalia gestores
Foto: Victor Miller

Com a parceira do Metrô de São Paulo e concessionárias, a campanha divulgou vídeos e mensagens incentivando o uso do serviço SP156 para denúncias contra a LGBTfobia. As estações foram decoradas com motivos alusivos ao orgulho LGBT+, como a Estação Luz, que adesivou as suas escadas rolantes com as cores do arco-íris.

Confira na íntegra a Pesquisa Perfil e Satisfação de Público Parada LGBT+ 2022

Resultados Preliminares:

Pesquisa de Perfil e Satisfação de Público

Parada LGBT+ 2022
Dia do evento: 19 de junho de 2022
Amostra total: 1223 entrevistas

Onde mora?
São Paulo capital — 58,9%
Grande SP — 12,3%
Interior de SP — 14,5%
Outros estados — 13,6% (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia, Santa Catarina)
Outros países — 0,7% (Estados Unidos, Inglaterra, Colômbia, Paquistão, Argentina)

Gênero
Masculino — 54,7%
Feminino — 43,8%
Outros — 1,5%

Cor/ raça
Branca — 48,5%
Parda — 29,4%
Preta — 20,0%
Indígena — 1,1%
Amarela — 0,7%
Não-declarada — 0,3%

Orientação sexual
Gay — 37,4%
Heterossexual — 19,1%
Lésbica — 18,6%
Bissexual — 18,3%
Panssexual — 4,7%
Outros — 1,9%

Identidade de gênero
Cisgênero — 86,3%
Não binária — 5,4%
Homem trans — 3,6%
Mulher trans — 2,4%
Travesti — 2,3%

Faixa etária
18 a 24 anos — 29,7%
25 a 29 anos — 29,5% (18 a 29 — 59,2%)
30 a 39 anos — 28,0%
40 a 49 anos — 9,1%
50 a 59 anos — 3,0%
60 anos ou mais — 0,7%

Esteve na Parada em 2019?
Sim – 50,1%
Primeira vez — 39,7%
Anos anteriores — 10,2%

Gasto médio no evento, por pessoa:
R$132,30 – 7,5% a mais que 2019 (R$123,00)

Gasto médio do turista na cidade, por pessoa:
R$1.881,84 – 15,1% a mais que em 2019 (R$1.634,20)