Retornando ao solo brasileiro após turnê pela Europa, com direito à apresentação no Rock in Rio Lisboa, Johnny Hooker estreia uma nova fase da turnê Estandarte, com show de lançamento do seu novo disco, ØRGIA, na Casa Natura Musical, dia 13 de agosto, sábado, 22h. A nova versão da turnê Estandarte – que teve início antes da ida do cantor à Europa, com shows menos focados nas músicas novas e mais voltados para os maiores hits do artista – vai oferecer ao público a oportunidade de ouvir o novo álbum de Hooker ao vivo.
ØRGIA é o terceiro disco de estúdio da carreira do artista e sucede os aclamados Eu Vou Fazer uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito! e Coração. Inspiração para o novo álbum de Johnny, o livro Orgia – Diários de Tulio Carella conta sobre a série de aventuras sexuais que o dramaturgo e roteirista argentino teve pelas ruas e cabarés da cidade de Recife no ano de 1960. Pouco tempo depois de chegar ao Brasil, com o avanço da ditadura no país, Tulio Carella foi preso e extraditado de volta para a Argentina, que estava prestes a ser tomada por um regime tão sanguinário quanto o tupiniquim.
O livro é um clássico do universo LGBTQIAP+ e, ao se encontrar com a obra em 2018, Johnny Hooker conseguiu identificar diversas semelhanças e traçar paralelos entre as vivências dele e de Tulio. Assim como o livro, o álbum busca desenhar a narrativa de um tempo onde a perseguição das minorias tem um novo momento de frisson no país. Com 13 faixas, o disco passeia por toda a heterogeneidade da obra de Hooker – do brega ao forró, do samba ao flamenco, do pop à experimentação. Uma verdadeira orgia de ritmos em busca do reencontro com o corpo e com a vontade de viver. O álbum conta com os sucessos ‘’Amante de Aluguel’’, com mais de 2 milhões de plays no Spotify e no Youtube, ‘’CUBA’’ e ‘’Maré’’, gravada em parceria com o capixaba Silva.
Orientações sobre COVID-19: Estamos acompanhando o cenário e todas as orientações dos órgãos responsáveis. Por ora, para ingressar na Casa Natura Musical, será obrigatória a apresentação da carteirinha de vacinação atualizada com no mínimo duas doses e/ou reforço. Durante a permanência na Casa, recomendamos a utilização de máscara segura. Se você tiver ingresso e apresentar sintomas de COVID-19, ainda que leves, ou tiver tido contato recente com alguém que testou positivo próximo à data do show, orientamos a não comparecer e a contatar o nosso atendimento via e-mail para mais informações.
Reprodução
SERVIÇOJohnny Hooker
Dia 13 de agosto, sábado, 22h. Abertura da Casa: 20h30
O single “Desculpa Por Eu Não Te Amar”, de Thiago Pantaleão, chegou à s plataformas digitais na última sexta-feira (22), pelo selo slap, da Som Livre, em parceria com a Liga Entretenimento. Inspirada em um história real, a letra fala sobre a dificuldade em se terminar um relacionamento, embalada por beats influenciados pela banda A-ha, trazendo de volta a efervescência e irreverência dos anos 1980.
“O resultado desse single me trouxe um quentinho no coração, porque fala sobre um momento crítico da vida, mas de forma muito leve, boa e resolvida. O som resgata o que eu costumava ouvir na minha infância; é nostálgico, mas ao mesmo tempo muito moderno”, revela Thiago, que assina o novo trabalho em parceria com Pablo Bispo, Ruxell, Gondim, Lukinhas e Multi.
(Foto: Divulgação)
“Estou vivendo intensamente esse lançamento, porque significa a entrada de uma nova era, um novo Thiago, mais maduro. Quero que as pessoas vejam e conheçam esse artista irreverente e cheio de atitude, que cativa as pessoas com bom humor e com a verdade, que inspira outros meninos da periferia, pretos, LGBTQIAPN+ e que também inspira todas as pessoas a respeitarem nosso direito”, acrescenta Pantaleão.
O lançamento do single traz ainda na sequência um vídeo dance. As referências aos anos 1980 também estão presentes misturadas ao universo K-Pop. “Trago para a frente da tela o que eu gostava de assistir misturado com novas tendências. No roteiro há brincadeiras de expectativa e realidade em relação à heteronormatividade e a não-heteronormatividade, mostrando que a gente pode transitar entre universos diferentes e está tudo bem”: afirma o artista.
A música fará parte do álbum de estreia de Pantaleão, “Fim do Mundo”, que deve ser lançado ainda este ano. Entre os últimos trabalhos do artista estão os singles “Te Deixo Crazy”, com participação da cantora Danny Bond; e “Bumbum Check”, em parceria com o beatmaker Ruxell.Â
O Itaú Cultural realiza, de 27 a 31 de julho (quarta-feira a domingo), a 9ª edição de Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade. Neste ano, ela se volta para o universo artístico e para pautas reflexivas em torno da cultura lésbica. Ao longo de cinco dias, uma programação híbrida – presencial e online – joga luz ao tema em debates, shows, performances, peça, poesia e mostra audiovisual. As convidadas são todas mulheres cujo trabalho tem foco nesse recorte, por meio da arte e seu lugar de fala. Para complementar as reflexões, uma publicação especial é disponibilizada ao público em formato físico e virtual e com conteúdo inédito.
Toda a programação é gratuita. Para participar de cada uma das atividades presenciais é preciso reservar ingresso pela plataforma INTI (acesso pelo site www.itaucultural.org.br). A exceção é a performance TRAVED, cujos ingressos são distribuídos no dia da apresentação.
No formato online, uma série de debates acontece pela plataforma Zoom e as pessoas interessadas em acompanhar devem se inscrever pela Sympla, também com acesso pelo site do IC. Ainda, o portal da instituição abriga mostra audiovisual a ser disponibilizada de 27 de julho a 28 de agosto. Por fim, em sinergia com Todos os Gêneros, a plataforma Itaú Cultural Play adiciona ao seu catálogo sete novas produções audiovisuais, com a temática desta edição.
Presencial
Dani Nega: compositora, atriz, MC e ativista do movimento negro e LGBTQI+, abre as atividades presenciais no prédio da instituição na avenida Paulista. No dia 27 (quarta-feira), à s 20h, ela se apresenta na Sala Itaú Cultural com o show de lançamento do seu novo trabalho autoral: acompanhada de uma banda formada por jovens músicos da cena musical preta e com a participação especial da cantora Ellen Oléria.
A apresentação traz elementos autobiográficos de Dani mesclados com música eletrônica contemporânea e sonoridades pretas, como o funk/soul e o R&B. Com esse pano de fundo, ela aborda temas como racismo, violência urbana e apropriação cultural.
Na quinta-feira, 28, no mesmo horário, o show é da rapper, cantora, compositora e atriz paulista Katú Mirim. Descendente do povo Bororo e ativista da causa indígena, ela também faz uma apresentação autoral. Por meio do rap e do rock, a artista levanta questões pouco discutidas, como a presença indígena no contexto urbano, o uso indiscriminado de sua cultura e o tratamento dado aos indígenas no Brasil, em especial aos LGBTQ.
Sexta-feira, 29, a programação começa com TRAVED: palestra-performance em VR (realidade virtual) que acontece em três sessões: à s 17h, 19h e 21h. Sob direção de Robson Catalunha, a ação é conduzida pela performer e professora de artes cênicas Dodi Leal. Ela questiona cenicamente o estatuto das biotecnologias na cena teatral atual aliada a uma reflexão simbiótica sobre a sua transição de gênero em analogia a um acidente de bicicleta que sofreu em 2015.
No sábado, 30, Ã s 19h, a Sala Itaú Cultural é tomada pelo Sarau das Pretas, com as poetas Débora Garcia, Elizandra Souza, Jô Freitas e Taisson Ziggy. Elas levam ao palco uma ação iniciada por Débora em 2016, reunindo artistas negras com atuação no cenário cultural periférico da cidade de São Paulo.
A cantora Zélia Duncan faz show intimista, com a sua voz e o violão, no domingo, dia 31. Ela apresenta sucessos de sua carreira, como Catedral: Lá Vou Eu: Sentidos e Enquanto Durmo, além de canções de seu repertório afetivo. A proposta de Zélia é remeter o público ao tempo e momento em que as canções foram compostas.
De 29 a 31, a programação presencial vai para a Sala Multiúso, com o espetáculo Cavalos Pretos São Imensos – à s 21h na sexta-feira e sábado, e à s 20h, no domingo. Nesta encenação de Thais Dias, com dramaturgia de Bárbara Esmenia, uma personagem em situação de cárcere sonha com o seu filho e se representa como um imenso cavalo preto. Ela e suas companheiras de cela, acredita, podem ser como este animal, tanto em sonhos individuais, quanto em suas estratégias coletivas de sobrevivência. No entanto, a peça não fantasia ou romantiza a situação. Ela revela a realidade carcerária do país.
Online
As atividades virtuais acontecem em mesas e mostras audiovisuais a respeito de debates sobre a cultura lésbica.  A série de encontros que integra a mostra Todos os Gêneros é realizada via Zoom e tem início no dia 28 (quinta-feira), à s 16h, com a mesa Criando melhores mundos: sapas, suas literaturas e os afetos. Reunindo a pesquisadora, tradutora e premiada escritora gaúcha Natália Polesso e a ativista indígena lésbica cearense Yakecan Potyguara, fundadora do Coletivo Caboclas LGBTI+ Indígena, trata da presença lésbica na literatura. A mediação é da pernambucana Renata Pimentel, doutora em Teoria Literária.
A mesa Criando mulheres mundos: o gênero e os seus atravessamentos nos processos criativos conduz o encontro na sexta-feira, dia 29, no mesmo horário. Mediada pela escritora, poeta e jornalista Elizandra Souza, integrante do Sarau das Pretas, conta com as cantoras Dani Nega e Katú Mirim, além da escritora e dramaturga Bárbara Esmenia.
A trinca de debates fecha no sábado, dia 30, com a mesa (Re)Existência ou Insistência? Pontuações sobre a presença das mulheres nas áreas técnicas. Nela, quatro convidadas falam sobre seus processos no fazer artístico dentro desse setor: a performer e criadora paulista de instalações visuais Aline Santini, a dupla Camila Pedrassoli e Juliana Furtado, diretoras de produção e instrutoras na Guria Produtora, criada por ela no Rio Grande do Norte, e a iluminadora cênica pernambucana Luciana Raposo. O encontro tem mediação de Dodi Leal.
No site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br, tem programação audiovisual das 19h do dia 27 de julho à s 23h59 de 28 de agosto, com a Mostra Coletivo Incendiárias. Dedicado à pesquisa e experimentação entre as linguagens do teatro, da performance e do audiovisual, o grupo exibe seis produções realizadas especialmente para Todos os Gêneros, a convite do Itaú Cultural, de artistas do Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.
A carioca Chris Ubach é a performer de Lua Cheia, exibida nesta mostra. A produção traz uma mulher-bicho que nasceu sem ser aceita, ficou feroz e aprendeu a ocupar sua existência de sapatão, bicho solto e pessoa livre. Em Lixo, a paraense Luiza Braga parte dos comportamentos pautados pelo modelo patriarcal e reproduzidos entre mulheres para um encontro consigo mesma. Assim se autoquestiona, revê e parte em busca de um novo modo de existir sapatão.
Em A Mulher que Sou, a maranhense Áurea Maranhão aborda as “corpas” femininas, impedidas de ocupar seu espaço desde a primeira infância. Ao se tornarem mulher, porém, percebem o quanto pode ser libertador voltar a ser menina. A paulista Monalisa Eleno, por sua vez, integra a mostra com Vem, questionando as amarras que uma mulher precisa romper para viver seus desejos verdadeiramente.
Outras duas produções da mostra vêm de São Paulo. Em Tu, com Tay O’Hanna, uma corpa preta busca incessantemente pelo direito de existir como mulher, homem e todas as outras formas que cabem na imaginação. Em Nós 4, a performer Angela Ribeiro traz uma história sobre como o amor transgride e transforma quando uma mulher descobre esse sentimento por outra mulher e enfrenta as dificuldades das instituições: escola, família, estado. Duas mães, duas crianças e um pai distante.
Sinergia
A temática da cultura lésbica, que norteia a mostra Todos os Gêneros em 2022, também chega a outros espaços e formatos dentro das ações do Itaú Cultural.
Desde o início de toda a programação, dia 27, o site do IC disponibiliza uma publicação feita especialmente para a mostra. Em formato digital e físico – oferecida no prédio da instituição – ela contém artigos sobre música e literatura, além da diversidade de terminologias utilizadas na identidade das mulheres homoafetivas, suas representatividades e autoestima. Traz, ainda, entrevistas com a poeta, atriz, dramaturga e editora Bárbara Esmênia e com a artista visual e pesquisadora Marília Oliveira.
Paralelamente a esta programação, no dia 29 de julho a plataforma de streaming do cinema brasileiro Itaú Cultural Play subirá em seu catálogo uma mostra de filmes em sinergia com Todos os Gêneros. Ela ficará em cartaz por um ano com as produções Cassandra Rios: a Safo de Perdizes: Trópico de Capricórnio: Tea for Two: Minha História é Outra: Fragmentos: A Felicidade Delas e À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente.
Itaú Cultural aborda cultura lésbica com Ellen Oléria, Zélia Duncan, Sarau das Pretas e Dani Nega – Foto: Festival MixBrasil
SERVIÇO
Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade – 9ª edição De 27 a 31 de julho (quinta-feira a domingo) Programação presencial e virtual gratuitas (informação completa no material anexado).
Saiba mais em www.itaucultural.org.br
PROTOCOLOS:
– Para a programação presencial, é necessário apresentar o QR Code do ingresso na entrada da atividade até 10 minutos antes do seu início. Após este horário, o ingresso não será mais válido.
– A bilheteria presencial abre uma hora antes do evento começar.
– Devolução de ingresso:
Em caso de imprevistos ou impossibilidade de comparecimento à programação para a qual reservou o ingresso, solicite o cancelamento deste através do e-mail ajuda@byinti.com até duas horas antes do início do evento. Essa solicitação é muito importante e garante que o ingresso seja utilizado por outras pessoas que queiram prestigiar o evento. Agradecemos e contamos com sua compreensão.
– Programação sujeita a cancelamento:
O Itaú Cultural informa que sua programação, virtual ou presencial, poderá ser cancelada em caso de contaminação por Covid-19 de qualquer artista envolvido. Nesse caso, os ingressos adquiridos perdem a validade. O público que reservou o ingresso será notificado por e-mail. Um eventual reagendamento da programação ficará a exclusivo critério do IC, de acordo com a disponibilidade de agenda, sem preferência para quem adquiriu os ingressos anteriormente.
Itaú Cultural Avenida Paulista, 149, próximo à estação Brigadeiro do metrô
Fones: 11. 2168-1777
Acesso para pessoas com deficiência física
Estacionamento:Â Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
Capitão de torcida e presidente do grêmio estudantil, Jeremy não vai permitir que se declarar um garoto trans arruíne o último ano escolar. No livro “Que Vença o Melhor”, publicado no Brasil pela Plaforma21, ele é um dos narradores-personagens. Na história, o jovem decide não dar espaço aos transfóbicos de plantão e se candidata ao título de Rei do Homecoming, o evento anual mais importante do colégio.
Em “Que Vença o Melhor”, o ex-namorado de Jeremy , Lukas, estrela do futebol americano da escola e líder do comitê do baile, é um dos principais candidatos a ganhar a coroa. Além de não entender porque o ex terminou o relacionamento de uma forma tão brusca e violenta emocionalmente, o jovem ainda enfrenta a perda recente do irmão e as dificuldades de ser autista em uma escola que não aceita adaptações.
Capa (Foto: Divulgação)
O embate entre os personagens pela coroa do Homecoming transcende a disputa infantojuvenil. O escritor Z. R. Ellor se aproveita do enredo escolar para aprofundar temas tão comuns entre os jovens, mas pouco abertamente falados na vida real. A dificuldade de lidar com o luto, preconceito LGBTQIA+ na sala de aula, a falta de adaptação aos alunos diagnosticados com autismo e a insegurança pelo futuro incerto.
Mais que disputar quem será o rei do baile, Jeremy e Lukas encaram cicatrizes escondidas e as borboletas no estômago que insistem em aparecer quando se encontram. Que vença o melhor é, acima de tudo, uma história sobre o amor.
Z. R. Ellor (Foto: Reprodução)
Serviço
Título: Que vença o melhor Autor: Z. R. Ellor Editora/selo: VR Editora – Plataforma21 ISBN: 978-65-88343-32-6 Número de páginas: 432 Preço: R$ 69,90 Link de venda: E-commerce VR Editora
No último dia 28 de junho, Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+, o jornalista e ativista André Fischer lançou o podcast “Inclusive André” para discutir questões relacionadas à diversidade, transmídia e, claro, a comunidade LGBTQIA+. Disponível no Spotify, o podcast é produzido pela @essatalprosperidade.
No 4º episódio, intitulado “Orientação Sexual e de Gênero”, Fischer explica alguns conceitos e traz exemplos claros de como usar estas denominações. “Cis, pan, transexual, travesti, homossexual, gay… Existem muitas definições e tudo pode mudar!”.
Manual Prático de Linguagem Inclusiva
Após três décadas de militância, vivências e lutas em prol de LGBTQIA+, André Fischer, fundador do Festival MixBrasil, lançou, em 2021, o Manual Prático de Linguagem Inclusiva, onde disserta com doze técnicas o cuidado ao escolher palavras que demonstrem respeito a todas as pessoas.
Como exemplo, Fischer comenta sobre o uso do termo “homem” para se referir a um plural de gêneros. “É a validação do sexismo mais explícita que existe”, explica ele. Para exemplificar, André ilustra com exemplos o uso de “ser humano” ou “humanidade” ao termo “homem”. O documento na íntegra pode ser baixado por este link.
O Bumble, aplicativo que iniciou um movimento ao colocar as mulheres no comando do namoro, anunciou que está tomando medidas para melhorar a experiência de pessoas não-binárias em sua plataforma, expandindo suas oportunidades de se conectar enquanto namoram e procuram amigos no app.
Na última quinta-feira (14), a empresa anunciou que atualizará a experiência dos membros de sua comunidade para conexões com pessoas não-binárias, onde qualquer pessoa pode dar o primeiro passo na conversa. As mulheres continuarão a dar o primeiro passo nas conexões com homens e em “matches” entre pessoas do mesmo sexo, qualquer pessoa pode iniciar a conversa.
“[…] É importante que continuemos a atualizar nossa plataforma para ajudar a criar uma comunidade inclusiva onde todos possam se sentir confortáveis – esteja você procurando uma conexão romântica no Bumble Date ou um novo amigo no Bumble BFF”, disse Whitney Wolfe Herd, fundadora e CEO da Bumble Inc. A empresa também anunciou que está introduzindo uma mudança na plataforma Bumble BFF, que permitirá que os membros se conectem com usuários de todos os gêneros em sua plataforma de busca de amigos.Â
Neste ano, o Bumble lançou uma seleção expandida de opções de gênero. Essa mudança foi feita, em parte, para apoiar melhor a comunidade LGBTQIA+ do Bumble, que representa 40% das pessoas que usam a versão BFF nos Estados Unidos. A empresa fez essas mudanças em parceria com a GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation).
“As pessoas podem optar por compartilhar seu gênero diretamente em seu perfil, se quiserem, o que pode ser uma parte importante da autoexpressão e respeito a pessoas de todos os gêneros. Estamos orgulhosos de ajudar a orientar o Bumble à medida que a empresa continua buscando atualizações que tornam seu aplicativo mais inclusivo e um lugar acolhedor para as pessoas se conectarem autenticamente”, disse Alex Schmider, diretor de representação de transgêneros da GLAAD.
O CORRE Coletivo Cênico apresenta a segunda temporada de encontros de afetos de homens gays “CORRE PRA SENTIR”, a ser realizado quinzenalmente a partir da próxima quinta-feira (21), até 29 de outubro, em locais que transversalizam histórias e discursos com as temáticas de direito à vida, ao amor e liberdade de expressão, à família, à saúde, à moradia e dignidade, à fé, à educação e cultura, por fim, à segurança e justiça.
O “CORRE PRA SENTIR” são rodas de conversas que decorrem de práticas corporais e jogos teatrais utilizados como disparadores de memórias para trocas de afetos e histórias de vida. “É um espaço de acolhimento, para se conhecer e se reconhecer a partir da história do outro“, explica o integrante do CORRE, Rafael Brito.Â
Para participar dos encontros a única exigência é que seja homem gay – cis ou trans. As datas com respectivas temáticas e espaços de realização podem ser consultados no perfil do instagram do coletivo @corre_ba. Vale ressaltar que, nesta temporada, os encontros contarão com convidados gays que irão expor de forma mais diretiva os direitos supracitados, assim como, irão partilhar também suas histórias.
A fim de criar maior vínculo com os homens gays interessados em participar dos encontros do “CORRE PRA SENTIR”, o Coletivo solicita que possam preencher o rápido formulário disponível em seu perfil do Instagram. O preenchimento não é obrigatório para participar dos encontros que acontecem gratuitamente, ele auxiliará na difusão de informações específicas dos encontros, como horários e dias que podem ser alterados em virtude da disponibilidade dos locais de realização.Â
“No mais, é só chegar e participar. Pedimos que cheguem com roupas confortáveis, logo que, temos práticas corporais antes dos bate-papos. O CORRE PRA SENTIR é um espaço de afirmação do sujeito-coletivo a partir de seus afetos e memórias. É um lugar que prima pela segurança e acolhimento, portanto, não se preocupem: o que acontece nos encontros fica nos encontros“, pontua Luiz Antônio Sena Jr., integrante do coletivo.
Encontros – Programação (sujeita à alteração)
23 de julho – Direito ao amor e a liberdade de expressão – “Até quando vão nos dizer como amar?” 04 de agosto – Direto à vida – “Existir ou Re-existir?” 18 de agosto – Direito à família – “Quem te dá colo?” 01 de setembro – Direito à Fé – “Quem é você no jogo da fé?” 17 de setembro – Direito à saúde – “Como você se cuida?” 29 de setembro – Direito à moradia e dignidade – “Onde você se faz morada?” 13 de outubro – Direito à segurança e justiça – “Quem segura sua mão?” 29 de outubro – Direito à educação e cultura – “Conhecimento é poder?“
A cidade de Suzano, em São Paulo, se prepara para receber a “1ª Parada LGBT de Suzano”, que será realizada no próximo domingo (24). O tema será “Resistência e Existência: Existimos e queremos cultura, saúde, trabalho e educação“.
A “1ª Parada LGBT de Suzano” foi idealizada pela Rede Periférica Família Stronger, Coletivo Periférico A Casa da João e Frente LGBTI+ de Suzano, com apoio de uma comissão organizadora, composta pelo Núcleo Transmasculinidades, Associação Brasileira Divercidades Periféricas, Teatro Contadores de Mentira e Fórum LGBT de Mogi das Cruzes.
O tema da Parada foi escolhido pela comunidade LGBTQIA+ de Suzano, durante uma reunião aberta, a fim de cobrar do poder público que se tenha políticas públicas para essa população. De acordo com a organização: Suzano pode ser considerada uma das cidades mais atrasadas do Alto Tietê em relação a políticas de diversidade sexual e de gênero.
“Ter uma Parada LGBT no município de Suzano é algo histórico e revolucionário, pois dará visibilidade para artistas LGBTQIA+, negros e periféricos de nossa cidade. Será um importante ato de luta e demonstração da organização do movimento LGBTQIA+ que existe na cidade e exige que políticas públicas na área da saúde, trabalho, educação e cultura sejam garantidas a essa população”, diz a organização.Â
“Também será uma luta pela descentralização de políticas públicas e da própria Parada LGBT de São Paulo, trazendo a magia desse grande legado de festa e luta, para o município de Suzano. Teremos cerca de 30 artistas se apresentando na primeira Parada LGBT de Suzano, artistas da cidade, da região do Alto Tietê e de São Paulo, entre eles, drags, DJs, dançarinos e artistas da música”, complementa a organização.
A concentração ocorre à s 12h na rua Abdo Rachid, ao lado do Burger King. Já à s 16h será o início da caminhada; a Parada seguirá até ao Parque Max Feffer, onde ocorrerão os shows de encerramento até as 21h.
Em uma narrativa que apresenta algumas fases de um término, o cantor e compositor Sidcelos dá continuidade à sua “saga” com o indie pop “Dejavu“. O artista aposta em uma estética e sonoridade mais sensuais, no single e clipe lançado na última sexta-feira (15). Neste domingo (17), ele ainda apresentará o novo lançamento em show com DJs, à s 19h, no Tau Bar Club, Rio de Janeiro (RJ).
A canção aborda a sensação de reviver momentos. “Estou contando uma história real através de três singles. ‘Rebobinar’ contou sobre a depressão e barganha. Agora, em ‘Dejavu’, falamos da raiva e negação, em que, por conta disso, vivo várias outras experiências a fim de desvencilhar o coração daquela pessoa. A próxima será sobre aceitação“, conta Sidcelos.
Inspirado em um sonho que teve e em trabalhos como “Down“, “He Like That“, de Fifth Harmony e “Não Perco Meu Tempo Mais“, de Anitta, o clipe de “Dejavu” demonstra liberdade. “O clipe conta a história de uma ‘pegação’. Basicamente, fala sobre liberdade de aproveitar a vida, de viver o meu lado homem e experimentar coisas”, afirma. “Contei com um elenco maravilhoso que de algum modo já passou pela minha vida. Então, já tínhamos química em cena, e fluiu muito bem“, explica o artista.
O clipe tem direção de Tiago Nascimento, coreografia de Débora Santos e roteiro assinado por Sidcelos e Tiago Nascimento. A produção audiovisual ainda conta com a participação de Tays Fontana, Junior Ávila, Haroldo Durato e André Collin.
Você só queria levar sua vida de jobs mal pagos e prazos apertados, frentes frias, reuniões de condomínio, filmes oscarizados, Drag Race, séries das quais você não passa do episódio piloto, Ã s vezes sim, supinos inclinados, omeletes de clara, com sorte declarações de amor e um show do Emicida, com sorte uma festa com lista amiga e playlist que parece que você fez, sem drinques batizados, com sorte o prêmio do júri da Un Certain Regard do ano passado.
Você só queria sobreviver à recessão do seu país de dimensões continentais tocando sua vidinha, no diminutivo, comparando preços, elaborando senhas fortes, aproveitando queimas de estoque, fazendo posts motivacionais, sem pedir muito, à s vezes tomando umas, batendo com canastra limpa, regando as plantas que são de regar, buscando a felicidade onde dá com sua autoestima flutuante, suas crises de consciência e delírios persecutórios, a inflação engolindo seu VGBL, mas você fazendo truques que passam por milagres, milagres que passam por truques, com sorte comprando parcelado uma viagem para uma praia bonita, sem pousos forçados nem malas extraviadas, com sorte sambas de roda, trios elétricos, uma gira.
Você só queria sobreviver a uma epidemia que é uma série longuíssima, pensa Grey´s Anatomy, da qual você não queria ter visto o episódio piloto, enfrentou o começo com ajuda, Lexapro, Teresa Cristina, uma cachorra nova depois de ter perdido sua cachorra velhinha, você usou máscara embora o governo federal dissesse que você não devia, você se vacinou embora o governo federal dissesse que você devia tomar cloroquina, você só queria ficar no seu canto com seu i-Phone ultrapassado distribuindo uns likes, lendo apavorado mas de longe sobre armas biológicas, vazamentos de óleo e campos de refugiados, achando que está fazendo sua parte com sua ecobag.
Você não pode. Ou não deveria.
Você não é criminoso na Alemanha, mas era. Até junho de 1968. Faz pouco mais de cinquenta anos. Existia no código penal alemão o Parágrafo 175, instaurado em 1871, cujos resquícios foram perpetrados até 1994. Não faz trinta anos. No período nazista ele se radicalizou, te caçavam e te jogavam num campo de concentração, onde você marchava identificado por um triângulo rosa invertido.
Ah, não, agora você só queria ficar sentado, em casa, na sua, com seus torrents e seus recaptadores de serotonina, sem precisar relembrar Stonewall nem discutir homofobia, políticas de gênero, racismo, sem precisar saber de Mark Bray, Lilia Schwarcz e Djamila, você estaria de boa só com literatura boa, Chimamanda, Michel Laub, você que sempre teve poucos interesses — e a literatura foi um deles, o cinema outro, a música —, mas a literatura discute políticas de gênero e racismo, o prêmio do júri da Un Certain Regard do ano passado é uma produção alemã que conta a história de um homossexual que sobreviveu à perseguição nazista mas depois segue sendo encarcerado, e o Emicida é um estandarte de resistir.
Você deveria se levantar
Você deveria se levantar mesmo que o alvo não fosse você. Se queimam o Talmude, se destroem atabaques. Porque se existe um alvo você deveria se interpor entre o alvo e a bala, foi o que seu pai te ensinou. Mas o alvo também tem sido você. Hoje na Alemanha você não é criminoso, mas em setenta países você é, inclusive no Líbano dos seus antepassados, do avô do seu pai.
O Brasil é um país de dimensões continentais que tem dentro dele um Líbano maior do que o Líbano e tem um presidente democraticamente eleito que ameaça cotidianamente a democracia, que não conhece Chimamanda mas se conhecesse a pesaria em arrobas, ela que pesamos em quilates, um presidente que autoriza o extermínio indígena e te despreza autorizando o seu, cuja equipe flerta como uma donzela tonta com o nazismo alemão e sua parafernália, citações de Goebbels, suásticas homeopáticas, sieg heil, Kekistan, por isso você precisa pegar seu triângulo rosa e se levantar com ele no peito em junho mas também em julho e agosto, não porque nossa SS te obriga, mas porque você deveria.
“O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo” é um dado estatístico, como “O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo” é um dado estatístico, o segundo você entende, o primeiro também. E o que explica é o ódio. No Brasil todo dia você aprende o nome de uma mulher trans periférica morta a tiros, facadas, pedradas. Você não mora em Brunei, mas dentro do Brasil tem um Brunei que é maior do que Brunei. A violência você chama de coió, nossa Gestapo chama de mimimi.
Em seu O Manual Antifa, Mark Bray faz uma ressalva ao conceito de “liberdade” segundo o qual todos teriam o direito de se manifestar, a ressalva de que no caso do discurso do ódio, de grupos de pessoas que querem anular outros grupos de pessoas, essa liberdade está anulada. E, assim como fascistas vão à rua para atacar pessoas que eles odeiam, há grupos antifas que vão à rua para atacar fascistas. Você deveria ler Mark Bray e se levantar.