A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) realizou um levantamento apontando que, em 2022, 131 pessoas trans foram assassinadas no Brasil, enquanto outras 20 tiraram a própria vida. Os dados constam no “Dossiê: Assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras”, entregues ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) no dia 26 de janeiro.
Dessas 151 mortes, 65% foram motivadas por crime de ódio com requintes de crueldade, sendo que 72% tinham algum tipo de vínculo com a vítima. Segundo o relatório, a identidade de gênero é um fato determinante para a violência.
Para o ministro Silvio Almeida, a existência do documento aponta para caminhos que levarão o Brasil a superar a tragédia dos números a partir da mudança e da transformação. “Quando falamos sobre gênero e sexualidade, somos acusados de sermos identitários. Pergunto a essas pessoas se é possível construir um país com os números que vemos agora”, provoca.
“É possível construir um país suportando o assassinato de pessoas só porque elas são o que elas são? Se não tivermos a decência de mudar essa realidade, não merecemos ser um país”, reconhece.
A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, destacou que pretende ultrapassar a simbologia de ser a primeira travesti a ocupar o cargo atual. “Iremos trabalhar com ousadia. Vamos realizar entregas importantes para a população brasileira. Os dados que recebemos hoje vão reger a criação das nossas políticas públicas”, enfatizou.
A presidente da Antra, Keila Simpson, contextualizou o período vivido pelo Brasil nos últimos anos. “Nos arrancaram desse espaço de forma cruel e danosa. Mas não tivemos medo: desenhamos novas estratégias pelos movimentos sociais. E quando não conseguiram deter a primavera que estava se avizinhando, voltamos a partir do dia 30 de outubro de 2022”, declarou, antes de dizer que “agora nós temos vez, voz e vamos avançar”.
Já a secretária de Articulação Política da Antra, Bruna Benevides, apresentou os dados revelados pelo levantamento. Neste sentido, a pesquisadora citou o apagamento da luta de pessoas trans desde 2019. “Houve exclusão de comitês e mecanismos de proteção e visibilidade da pauta pelos ministérios dos Direitos Humanos, da Educação e das Relações Exteriores” apontou. Na visão da pesquisadora, as notícias falsas contribuíram como método para silenciar pessoas transgênero.
Ministro Silvio Almeida recebe levantamento da Antra sobre violência contra pessoas trans (Foto: Clarice Castro – Ascom/MDHC)
Desde 2004, o dia 29 de janeiro – quando Brasília foi palco  de um ato nacional para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito” – foi instituído como o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Uma data para lembrar e combater a violência, a discriminação, a desinformação, o preconceito e a transfobia sofridos por um dos grupos sociais mais vulneráveis da nossa sociedade, a população trans.
O SCRUFF – aplicativo mais seguro e melhor classificado para gays, bissexuais, trans e queer se conectarem e o único fundado e gerido por pessoas LGBTQ –Â e seu parceiro de conteúdo Gay Blog BR fazem uma ação conjunta no mês de janeiro para reforçar a luta pela visibilidade e direito de pessoas Trans. A ação consiste em três frentes: infográfico sobre a data, postado em suas redes sociais com alerta no app: postagem de dois vídeos, um sobre a importância de discutir saúde trans e outro sobre denúncia de transfobia no app, e uma entrevista com a médica infectologista Maria Felipe Medeiros, pessoa trans e não binárie feminina, que cobra uma atitude mais contundente das autoridades e da sociedade.
“Eu tive oportunidade de me formar enquanto médica, hoje sou infectologista, mas só consegui ter forças para me assumir enquanto trans após sair de todas as amarras de formação profissionais possíveis. Eu obviamente tive que me fechar durante muito tempo para que eu sobrevivesse neste ambiente tão hostil”, afirma Maria Felipe, que complementa: “E fico muito grata e feliz de ver outras manas trans e travestis e outros manos trans acessando a universidade já com o peito aberto e já se colocando assim desde o dia 1, se formando e entrando no mercado de trabalho, na saúde, para trabalhar por nós e para nós“.
Mesmo com os avanços possíveis em questões como acesso à saúde, respeito aos nomes sociais, direito ao trabalho, à vida, entre outra reinvindicações, a população trans e travesti enfrenta inúmeros desafios no que se refere, principalmente, a área da saúde. Discriminação, acolhimento inadequado, despreparo dos profissionais, além da ausência de políticas públicas, foram alguns dos problemas citados pelo Relatório da CPI de Violência Contra Trans e Travestis de São Paulo, realizado em 2022.
Maria Felipe Medeiros ressalta que, além da “transfobia escancarada” vista em diversos ambientes, por vezes os profissionais trans acabam atrasando processos que beneficiariam o acolhimento da própria comunidade dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), e também muitas vezes fora dele. Em suas redes, a infectologista abre também espaço para o diálogo e tira dúvidas sobre questões da saúde que envolvem a comunidade LGBTQIAPN+, como o alerta sobre o risco maior de mulheres trans e travestis se infectarem com HIV, devido as situações de vulnerabilidade as quais são expostas.
“Hoje me sinto muito feliz de estar atuando em locais onde sou respeitada como médica, como infectologista e também como trans feminina, e, para além do respeito, atuo auxiliando o acesso das minhas e dos meus nestes locais. Hoje, em todos os locais que trabalho, eu minimamente trabalho com saúde LGBTQIAPN+”, finaliza.
Presente no Brasil desde 2018, o SCRUFF, marca que sempre se mostrou parceira da comunidade, participa ativamente de eventos da cena, divulgando, apoiando e patrocinando, além de realizar eventos próprios e em parcerias. O aplicativo também conta com ferramentas para tornar a experiência de seus usuário mais segura.
Fundado em 2010 por Johnny Skandros e Eric Silverberg, agora seu CEO, disponível gratuitamente em dispositivos iOS e Android, o SCRUFF é uma gigante comunidade que conecta mais 15 milhões de membros em todo o mundo, em 180 países e 6 continentes e pode ser acessado em 9 idiomas: inglês, italiano, espanhol, português, alemão, francês, japonês, chinês e árabe.
Um dos autores mais conhecidos da literatura YA no Brasil, Vinícius Grossos lança este mês a obra Uma canção de amor e ódio, publicado pela Naci, selo da Editora Nacional.
Em sua oitava obra, o autor estreia no universo hot numa comédia romântica que conta detalhes envolventes da relação entre Benjamin e Theodoro, dois cantores brasileiros rivais do mundo pop.
Lançamento – Uma Cançao de Amor e Odio – Divulgação
Após um vexame midiático no festival Pop in Rio, os dois cantores são obrigados pela gravadora a fazerem uma música juntos para minimizar os danos da polêmica, cumprindo uma agenda de divulgação para fingirem ser amigos. E é dessa aproximação que irá surgir não só uma música, mas uma relação intensa e bem quente.
Além dos protagonistas, que são gay e bi, há personagens trans e pan na história, como parte de uma diversidade já característica nas obras do autor. “É uma missão contribuir para que todas as pessoas se sintam representadas em minhas histórias. Todos nós temos direito a amar”, relata ele.
Uma das sacadas mais interessantes da obra foi concretizar a vinda de Lady Gaga para o Brasil, após o cancelamento do seu show em 2017. A cantora, assim como Ariana Grande e Pabllo Vittar, são atrações do festival que envolve todo o enredo da história. Além disso, para este livro, o autor criou uma música de verdade, a Eu Vejo Você. Detalhe especial que estende a experiência do leitor para o universo da música.
O livro Uma canção de amor e ódio já está disponível na loja Livro em Casa, nos marketplaces e nas principais livrarias do país.
A Estação Luz, que atende as Linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM em São Paulo, irá receber no dia 27 de janeiro uma ação para falar sobre a importância do Dia da Visibilidade Trans, que será celebrado em 29/01.
Entre 12h e 13h, voluntários do Instituto Pró-Diversidade vestindo camisas com as cores da bandeira trans irão distribuir folhetos informativos sobre o tema, que abordam, entre outras questões, a diferença entre uma pessoa travesti e transsexual, a importância do uso do nome social para estes indivíduos e onde obter mais informações e atendimento.
De acordo com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo de SP, no dia 29 de janeiro de 2004 foi organizado, em Brasília, um ato nacional para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”. O ato foi um marco na história do movimento contra a transfobia e na luta por direitos e a data foi escolhida como o Dia Nacional da Visibilidade Trans.
Estação da Luz – Reprodução/Internet
Ações de Cidadania
Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas a promoção do bem-estar de seus passageiros.
Sobre a CPTM
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos é uma operadora de transporte de passageiros ferroviários, com 1,9 milhão de passageiros transportados por dia útil (demanda antes da pandemia). Diariamente, os trens percorrem cerca de 65 mil km, ou uma volta e meia em torno da Terra, em quase 1.700 viagens programadas. Juntas, as cinco linhas da CPTM somam 196 km de extensão, dos quais 95 km estão na capital paulista, que também conta com 26 estações do total de 57. A CPTM atende os moradores de 18 municípios, incluindo a Capital.
Serviço
Ação em celebração ao Dia da Visibilidade Trans
Local: Estação Luz — Linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM
Data: 27/01
Horário: De 12h a 13h
Celebrando “Toda Forma de Existir”, o Festival Mix Brasil, maior evento cultural dedicado à diversidade da América Latina e um dos maiores do mundo, chega a sua 30ª edição ocupando oito espaços culturais de São Paulo. Com uma programação majoritariamente presencial, o evento inova mais uma vez, incluindo em sua programação experiências de realidades estendidas.
De 9 a 20 de novembro, o Festival traz 119 filmes de 35 países e de 12 estados brasileiros, experiências XR vindas da França, Holanda, Taiwan, China e Chile, 6 espetáculos teatrais inéditos, shows musicais, literatura, performances, palestras e workshops sobre temas relevantes para comunidade LGBTQIA+, Show do Gongo, além de homenagear com o prêmio Ícone Mix a artista multimídia Linn da Quebrada.
O Festival abrirá no dia 9 de novembro para convidados com o filme brasileiro “Três Tigres Tristes” de Gustavo Vinagre, vencedor do prêmio Teddy de Melhor longa no Festival de Berlim e inédito em São Paulo. A abertura também contará com a première do “Projeto Flâneur #Experimento nº1” – que levará o público a flanar pelas histórias das minorias LGBTQIA+ pelo centro da cidade de São Paulo, mesclando as instalações em realidade virtual e aumentada com performances presenciais.
Cinema
O Panorama Internacional traz títulos, a maioria inéditos no Brasil, de diretores e atores que tiveram suas obras premiadas e selecionadas nas últimas edições dos festivais de Cannes, Berlim, Sundance, San Sebastian, Locarno, Tribeca, Toronto e Frameline. Entre os destaques estão “Close” de Lukas Dhont, que estará presente no Festival – seu filme foi o vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes e indicado da Bélgica ao Oscar; “Algo Que Você Disse Ontem à Noite” de Luis De Filippis, levou o prêmio Sebastiane do Festival de San Sebastian; “Túnica Turquesa” de Maryam Touzani: Prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes; “Nelly & Nadine” de Magnus Gertten, vencedor do Teddy de Melhor Documentário em Berlim, conta a história real de duas mulheres que se conheceram em um campo de concentração; e “Girl Picture”, Prêmio do público em Sundance e indicado da Finlândia ao Oscar 2023.
Já “Fogo-Fátuo”, exibido na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes; e “Winter Boy”, seleção oficial do Festival de Toronto, são os novos filmes do português João Pedro Rodrigues e do francês Christophe Honoré, respectivamente. Na lista dos internacionais ainda estão “Sublime” de Mariano Biasin, eleito o melhor filme Latino em San Sebastián; “Antes Que Eu Mude de Ideia” de Trevor Anderson, melhor atuação para Vaughan Murrae no Festival de Locarno; “Casa Susanna” de Sébastien Lifshitz, seleção oficial de Veneza; “The Five Devils” de Léa Mysius, protagonizado pela atriz francesa Adèle Exarchopoulos (de “Azul É a Cor Mais Quente”) e seleção oficial do Festival de Cannes; “O Amor” de Shariff Nasr, Seleção oficial do Frameline; e “Objetos não Identificados” de Juan Felipe Zuleta, prêmio do público no Outfest Los Angeles.
Brasileiros
Amazonas, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo representam a cinematografia nacional nos oito longas e médias que compõem a Mostra Competitiva. Os títulos concorrendo ao Coelho de Ouro de melhor filme brasileiro são: “A Filha do Palhaço” de Pedro Diógenes, prêmio melhor atuação no Cine Ceará; “Germino Pétalas no Asfalto” de Coraci Ruiz e Julio Matos, melhor trilha sonora no Festival Guarnicê; “Paloma” de Marcelo Gomes, melhor longa da Première Brasil no Festival do Rio: “Panteras” de Breno Baptista, seleção oficial do Queer Lisboa; “Regra 34” de Julia Murat, vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno; “Transe” de Anne Pinheiro Guimarães e Carolina Jabor, “Três Tigres Tristes” de Gustavo Vinagre; e “Uýra – A Retomada da Floresta” de Juliana Curi, eleito pelo público como melhor documentário no Frameline.
Já na programação de curtas-metragens, poderão ser assistidos filmes das cinco regiões do Brasil. Na Mostra Competitiva de Curtas, são 14 filmes de diversos estados, trazendo um retrato dinâmico da viva e efervescente produção brasileira de curta-metragem. Outros trabalhos nacionais e estrangeiros compõem os 12 programas de curtas divididos pelos temas: “Campos de Batalha”, “Comedy Queers”, “Contos da Pérsia”, “Corações Indomáveis”, “Descolonize Minha Corpa”, “Gen Z”, “Lesbianas”, “Pais, Mães e Filhes”, “Pele Selvagem”, “Sweet & Sour” e “Crescendo com a Diversidade”, este último destinado ao público de todas as idades. Os curtas da Competitiva Brasil estarão disponíveis online no Sesc Digital a partir de 14 de novembro.
A Spcine participa do 30º Festival Mix Brasil promovendo o MixLab SPcine – com mesas, workshop e um bate-papo com o cineasta belga Lukas Dhont – que discute suas ideias sobre o cinema e seu processo criativo em uma conversa com jovens realizadores brasileiros dentro do MixLab Spcine. Toda a programação será na Biblioteca Mário de Andrade. A parceria com a Spcine também é representada por alguns títulos dos programas Queer.doc e Reframe que serão exibidos dentro da plataforma Spcine Play (www.spcineplay.com.br), de 14 a 23 de novembro.
Experiência XR – Realidades Estendidas
Ao completar 30 anos, o MixBrasil inclui na sua programação experiências XR de realidades estendidas. Essas imersões, as primeiras LGBTQIA+ XR já realizadas na América Latina, vêm da França, Holanda, Taiwan, China e Chile e ganham instalações específicas no Festival. Os visitantes vivenciarão experiências que misturam diferentes linguagens e recursos tecnológicos que tratam de temas como parentalidade pós-humana, transhumanismo, prazer feminino e diferentes identidades de gênero.
Entre elas estão “Projeto Flâneur #Experimento nº1” que conta com ações interativas e imersivas, levando o público a flanar pelo centro da cidade de São Paulo; “Parentalidade Pós-Humana em Realidade Híbrida”, experiência transmídia que convida casais ou solteiros à ‘procriar’ digitalmente em uma clínica pós-humana usando Inteligência Artificial e simulação visual; “Lady Sapiens – The Experience”, uma viagem no corpo de uma mulher caçadora da era paleolítica; “Lips” convida o público a entrar em um corpo feminino para despertar seu desejo, por meio de toques privado e “No Vapor”, em uma sala cheia de neblina, silhuetas de homens, sozinhos, em pares ou em grupos, abandonam-se à exploração de sua sexualidade.
Ainda no campo tecnológico, o evento traz a mostra de NFTs “Encruzilhada Blockchain” – que reúne artistas LGBTQIA+ de práticas distintas no campo das artes: de carnavalescos a artistas olfativos, passando por escultores digitais, cineastas e performers. Suas obras apresentam estados de transição, corpos tornando-se outros, paisagens naufragadas e distorcidas, passando do natural ao artificial, do digital ao analógico.
Teatro e Show do Gongo
Há mais de 20 anos o teatro tem sido uma constante no Festival Mix Brasil. Este ano seis espetáculos inéditos foram selecionados a partir do edital “Dramática” – valorizando a cena teatral LGBTQIA+ nacional. São eles: “Útero de Eva” de Sophi Saphirah, no ultrassom, o médico e a mãe pensam que Evaristo é um menino. Ele revela ser Eva; e “Distrito T – Capítulo 1” de Ymoirá Micall, apresenta um recorte sobre um ambiente distópico, também conhecido como lugar nenhum, onde corpos dissidentes confluem ideias.
Completam a seleção as peças “Requiem de Guerra”de Giovana Lago e Don Giovanni, um jovem rapaz tem a delicadeza exorcizada de seu corpo, “Gênero Sapatão” de Natalia Mallo, “Chechênia: um estudo de caso” , parte das inúmeras notícias sobre a violenta política institucional contra homossexuais perpetrada pela Chechênia, “O Sacrifício de Cassamba Becker”: de João Victor Toledo, sobre uma grande atriz depauperada impecável que finalmente se aposentou e hoje chama de lar o lixão de alguma praia perdida Brasil afora.
As estreias acontecem entre os dias 10 e 15 de novembro no Teatro Sérgio Cardoso e serão disponibilizadas nas plataformas digitais do #Mix e #CulturaEmCasa (https://culturaemcasa.com.br/).
O tradicionalíssimo “Show do Gongo” – em que desapegados realizadores apresentam seus vídeos para o julgamento do público do Mix Brasil, cabendo à fabulosa Marisa Orth traduzir o anseio popular e decidir se os filmes serão gongados ou avaliados pelo júri, volta ao Centro Cultural São Paulo. A plateia mais enlouquecida do Brasil se reúne no dia 16 de novembro a partir das 20h.
Música, Literatura e Conversa
O Mix Music: primeiro festival de música voltado para o público LGBTQIA+ no Brasil, traz a cantora Assucena, depois de seis anos à frente da banda As Baías a artista apresenta seu show solo “Minha Voz e Eu”; Animais Obscenos, alia música, artes cênicas e performance, o show é parte integrante do espetáculo “História do Olho – Um conto de fadas pornô-noir”, e O Nascimento de Vênus: segundo disco ao vivo de Filipe Catto, marcando sua transição de gênero como uma pessoa trans não-binária e trazendo ao público também um filme/espetáculo/documentário. O evento traz ainda o esperado Mix Music Novos Talentos no Centro Cultural São Paulo com a apresentação sempre divertida de Silvetty Montilla.
O Mix Literário completa cinco anos unindo autores queer de todo o Brasil. Para comemorar, nesta edição haverá um encontro presencial com a grande escritora-violinista Léonor de Récondo. Com curadoria de Alexandre Rabello, a programação tem ainda Workshop de escrita criativa queer, lançamento do livro “Vagas Notícias de Melinha Marchiotti”, de João Silvério Trevisan, além de mesas com a participação de nomes fundamentais do mercado editorial nacional, autores e editores que discutem o lugar da comunidade LGBTQIA+ na produção literária, além de lançamentos editoriais e sarau.
Entre os destaques estão encontros e lançamentos sobre a edição revista e ampliada de “Seis balas num buraco só”, de João Silvério Trevisan, “Palavra de escritora, acadêmica e puta: fricções entre a confissão e a ficção” com a escritora argentina Camila Sosa Villada: “Cartas, segredos, confissões: a intimidade queer sob lente de aumento” com Stênio Gardel e André Mung, “Como contar para as crianças: a emergência de uma literatura infantil de temática queer” com Raphaela Comisso e Janaína Leslão e André Romano, além de outros encontros com escritores que a comunidade queer brasileira e internacional tem revelado e sobre obras que ensinam.
O Mix Talks traz debates sobre Realidade virtual LGBTQIA+, temas atuais e relevantes, como: “Encruzilhada Blockchain – Exu e a produção LGBTQIAP+ de NFTs”, “As Subjetividades como Atos Perfomáticos” e “Feminismo: Protagonismo Feminino na Esfera Digital”.
Com direção de André Fischer, direção executiva de Josi Geller e direção de programação de Cinema de João Federici, o 30º Festival Mix Brasil ocupa oito  espaços culturais de São Paulo: CineSesc, Espaço Itaú Augusta – Salas 3 e 4, Centro Cultural São Paulo – Salas Lima Barreto e Paulo Emilio, salas do Circuito Spcine, MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Teatro Sérgio Cardoso e Centro Cultural da Diversidade. Mas, o público de outros estados do Brasil não ficará de fora. A partir de 14 de novembro o Festival disponibiliza uma programação gratuita online.
Toda a programação do 30º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade poderá ser conferida no site mixbrasil.org.br e também através do Facebook: /FestivalMixBrasil, Instagram: @FestivalMixBrasil, Twitter: @fmixbrasil e Youtube: fmixbrasil. A programação online estreia a partir de 14 novembro e poderá ser assistida gratuitamente pelas plataformas do Sesc Digital (sesc.digital/home) e Spcine Play (spcineplay.com.br/).
O evento é uma realização da Associação Cultural Mix Brasil, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e conta com a iniciativa da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Unilever, Mercado Livre, Itaú e Spcine e apoio do Sesc e Biblioteca Mário de Andrade.
Locais: Â CineSesc – Os ingressos serão disponibilizados na bilheteria do cinema 1h antes do início da sessão. (CINEMA)
Espaço Itaú Augusta (salas 3 e 4) – Os ingressos começam a ser vendidos na bilheteria do cinema 1h antes do início da sessão. (CINEMA)
Centro Cultural São Paulo – (Salas Lima Barreto, Paulo Emílio, Adoniran Barbosa, Jardel Filho) – Os ingressos serão disponibilizados na bilheteria do espaço 1h antes do início da sessão. (CINEMA, MÚSICA, SHOW DO GONGO, PERFORMANCE)
Teatro Sérgio Cardoso – Os ingressos serão disponibilizados na bilheteria do espaço 1h antes do início da sessão. (Teatro)
MIS – Museu da Imagem e do Som – Os ingressos serão disponibilizados na bilheteria do espaço 1h antes do início da sessão. (EXPERIÊNCIA XR)
*Para mais informações, consulte a bilheteria de cada espaço
Hoje, não é mais incomum encontrar casais LGBTQIA+ interessados em ter filhos nas clínicas de reprodução humana. E se essa é uma busca complicada para os casais heterossexuais, é muito mais desgastante para os homoafetivos, pois, além de encarar as dificuldades comuns e já esperadas do tratamento, algumas vezes podem enfrentar preconceito. Entretanto, isso tem sido cada vez mais comum, e esses conflitos, que eram muito mais acentuados no passado, vêm sendo amenizados pela maior frequência desses atendimentos e com a demonstração, cada vez mais corriqueira e notória, desses relacionamentos não apenas na ficção (filmes, novelas, séries etc.) mas também na vida real, felizmente.
A ética médica restringe os atos médicos à quilo que o Conselho Federal de Medicina (CFM) determina ser certo ou errado e obriga os profissionais da saúde a seguirem rigorosamente as normas por eles fixadas. Estas normas ajudam a evitar alguns dos exageros e podem ser modificadas de acordo com a determinação deste conselho. Mas existe alguma restrição ética ou legal específicas para estes tratamentos?
“Nenhuma. Em 2013, o CFM permitiu o uso das técnicas de reprodução assistida para pessoas solteiras e casais de relacionamentos homoafetivos. Desde então, as estruturas familiares começaram a ser constituídas de diferentes maneiras. As regras éticas determinadas são semelhantes à s dos casais heterossexuais com adaptações específicas que devem ser seguidas”, afirma Arnaldo Cambiaghi: especialista em ginecologia e obstetrícia com certificado de atuação na área de reprodução assistida e responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO.
Após críticas de entidades setoriais, o CFM modificou novamente o regramento referente à reprodução assistida no Brasil em 20 de setembro deste ano. Nas novas regras, entre outras alterações, a entidade suprimiu a citação explícita a pessoas transgêneros. Segundo o conselho, a norma foi atualizada pois, como estava antes, poderia levar a interpretações divergentes.
É importante frisar que todos os casais (homens ou mulheres) que se submeterão a um tratamento de reprodução assistida devem procurar um centro especializado em reprodução humana para avaliação.
Este tema é tão importante para o IPGO, que Cambiaghi criou um e-book, junto com o também especialista em RH, Rogério Leão, para ajudar os casais LGBTQIA+ a tirarem suas dúvidas e terem acesso a todas as informações que precisam: Os Tratamentos de Fertilização em Casais Homoafetivos — Direto ao Assunto. Ele pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.
Casais homoafetivos femininos
Em qualquer casal homoafetivo, não é possível gerar uma criança com material genético de duas mulheres ou dois homens. Nos casais femininos, sempre é necessário utilizar sêmen doado, podendo haver duas possibilidades: inseminação artificial ou fertilização in vitro.
“A inseminação artificial é um método acompanhado por um médico e consiste no processo de colocar o sêmen direto na cavidade intrauterina, perto das trompas, portanto a fertilização ocorre no interior do organismo materno, como em uma gravidez espontânea, ao passo que a FIV é totalmente diferente, pois a fertilização e o desenvolvimento embrionário inicial ocorrem no laboratório de fertilização”, explica Cambiaghi.
Na inseminação, sempre uma das mulheres irá gestar com seus próprios óvulos. Já a FIV chama-se fertilização in vitro porque a fecundação é feita em laboratório (veja detalhes mais à frente), ou seja, diferentemente do que ocorre no método natural, a formação do embrião (junção do gameta feminino, o óvulo, com o gameta masculino, o espermatozoide) acontece fora do útero da mulher. Aqui teremos duas possibilidades: na primeira, uma das mulheres vai gestar com os seus próprios óvulos, na segunda é a gestação compartilhada.
Neste caso, as duas mulheres passam por exames que avaliam a capacidade reprodutiva, anatomia uterina, análise de fatores como idade e doenças como diabetes, hipertensão etc. Dessa forma, é possível que uma mulher viva a gestação do filho biológico de sua parceira. Esse método é garantido como direito pelo Conselho Federal de Medicina, desde a Resolução CFM nº 2.121/2015, e reafirmado na Resolução CFM nº 2.168/2017.
Caso optem por inseminação intrauterina, somente aquela que vai ser submetida ao tratamento deverá passar por avaliação. Caso seja fertilização in vitro, é preciso identificar quem terá os ovários estimulados e quem vai gestar para que os exames sejam direcionados de acordo com o papel que cada uma desempenhará: os exames de função ovariana para a que fornecerá os óvulos e os de avaliação uterina e falhas de implantação para aquela que irá gestar. Caso a mesma mulher for desempenhar os dois papéis, somente ela passará por avaliação, de forma completa.
Casais homoafetivos masculinos
Para os casais homoafetivos masculinos, o sonho da paternidade é um pouco mais complicado, mas sim, possível. É mais difícil, primeiramente, porque sempre deve ser por fertilização in vitro (FIV) utilizando óvulos doados. Além disso, a posterior gestação necessitará ser em útero de substituição. Nesta consulta será explicado todo o processo necessário para o tratamento, assim como as chances de sucesso e limitações. ”O doador do sêmen deverá passar por uma avaliação da fertilidade por meio do exame de espermograma. É importante também que a mulher que irá gestar para o casal também passe em consulta e por uma avaliação médica e ginecológica”, aponta o especialista.
Em seguida, o casal seleciona uma doadora de óvulos anônima. Nesse caso, segue as normas normais estabelecidas pela Resolução do CFM, ou seja: a doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial. No caso da doação temporária de útero (conhecida como barriga de aluguel), o CFM estabelece que “as doadoras temporárias do útero devem pertencer à família de um dos parceiros num parentesco consanguíneo até o quarto grau (primeiro grau — mãe/ filha; segundo grau — irmã/ avó; terceiro grau — tia/sobrinha; quarto grau — prima), que ceda o seu útero para a gestação dos embriões. A resolução CFM nº 2.320/22 trouxe uma novidade: na impossibilidade de atender à relação de parentesco, prevista na regra, uma autorização de excepcionalidade pode ser solicitada ao Conselho Regional de Medicina (CRM) da jurisdição. Em todos os casos respeitada a idade limite de até 50 anos. Aqui também não pode haver caráter lucrativo nem comercial.
A última etapa consiste na escolha de quem coletará os espermatozoides
Assim, resumidamente, é realizado o procedimento de fertilização in vitro, no qual o óvulo doado anonimamente é fertilizado em laboratório, com os gametas masculinos coletados de um dos parceiros e, depois do desenvolvimento inicial, os embriões são implantados no útero de substituição e, dessa forma, a gestão acontece. “É possível que parte dos óvulos seja fertilizada com sêmen de um dos homens do casal e a outra parte dos óvulos com o sêmen do parceiro, formando embriões de ambos, porém, não é permitido pelo CFM transferir para o útero um embrião de cada parceiro no mesmo ciclo. Em momentos diferentes é possível. Lembrando que a doadora de óvulos e a mulher que vai ceder o útero não podem ser a mesma pessoa”, finaliza Cambiaghi.
“Hoje é um dia especial, te dou um presente você não viu nada igual”. Um dos maiores hits pops do Brasil, que se tornou a canção de parabéns em aniversários por todo o país também se encaixa perfeitamente para celebrar o aniversário de sua intérprete, Pabllo Vittar, que hoje (01/11) completa 29 anos.
A artista conta com uma carreira de sucesso, faixas e clipes incríveis e collabs com grandes nomes da música como Gloria Groove, que recentemente lançou o feat. com Pabllo “AMEIANOITE” e que se tornou a música mais tocada de ambas as artistas na Deezer, além de MC Pocahontas, Luisa Sonza, Charlie XCX, Ivete Sangalo, Psirico, Major Lazer e Anitta entre outros.
Atualmente, Pabllo soma 1.3M de fãs na Deezer e os países que mais consumiram suas músicas em 2022 foram Brasil, Estados Unidos, Irlanda, Portugal e Canadá. As cidades com mais ouvintes da artista são lideradas por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte no Top 3, seguido de Curitiba em 4º lugar e fechando o Top 5, Recife.
Por isso, nada mais justo do que nessa data ressaltar as músicas mais ouvidas em 2022 dessa diva que transformou cenário da cultura drag, e que hoje é reconhecida como uma das maiores cantoras Pop do Brasil.
Top 10 músicas mais ouvidas da artista em 2022 no BR*:
#01 AMEIANOITE
#02 Descontrolada feat. Mc Carol
#03 MODO TURBO feat. Luísa Sonza
#04 Cavalgada
#05 Bandida (feat. Mc Mayara)
#06 Sua CARA (feat. Anitta & Pabllo Vittar)
#07 Follow Me
#08 Zap Zum
#09 Trago Seu Amor de Volta (Live)
#10 Triste com T
* considerado o número de streams proporcional diário em 2022.
Ranking álbuns mais ouvidos da artista em 2022 no BR e no mundo:
#1 Batidão Tropical (2021)
#2 Não Para Não (2018)
#3 Vai Passar Mal (2017)
#4 111 (2020)
#5 I AM PABLLO (Live) (2021)
Quais suas músicas favoritas da Pabllo? Aproveita pra entrar nesse clima de parabéns, clica na playlist 100% Pabllo Vittar e vem comemorar cantando.
Lançado originalmente como um web folhetim, o livro “Sapatos Brancos” é narrado por vários personagens de forma não linear, no estilo true crime. A obra, escrita pelo goiano Wigzan, é conduzida principalmente por quatro mães, Ã s próprias maneiras e lutas, elas interagem entre si com um único objetivo: proteger os filhos.
Um professor gay e drag queen, jovens trans e bissexuais, pessoas com deficiência física, visual e auditiva. Recheada de personagens reais, a narrativa, a partir da perspectiva da morte, discute o abandono, o amor, o impulso destrutivo e tudo o que os torna humanos.
É dessa forma que, por meio de metáforas, o escritor e filósofo Wigvan, nascido na periferia, pretende combater a violência e deixar o mundo um pouco mais bonito. A obra coloca em pauta a marginalização da sociedade, lutas LGBTQIA+ e PCD, mas também chega à s estantes para quebrar tabus. Com responsabilidade e leveza, o autor abre discussão sobre violência infantil, a desromantização da maternidade e sexualidade.
Wigzan (Foto: Divulgação)
“Sapatos Brancos“
No livro, Alexandre, menino gay e periférico de 15 anos é assassinado e seus colegas precisam lidar com o luto e os traumas da perda. A história se passa nos anos 2000, na pacata cidade de Coralinândia, no interior de Goiás.
O nome do livro é uma analogia à diferença de classes. Filipe, bolsista de uma escola de alto padrão, é o único que usa sapatos marrons. Ele é um dos protagonistas da história, que gira em torno de uma sucessão de mortes atribuídas a uma seita religiosa fundada em 1940.
Enquanto as investigações acontecem, o desejo de justiça é o que move Filipe, Ricardo e um grupo de adolescentes amigos de Alexandre. Em meio a descobertas, desejos e conflitos da puberdade, os jovens confrontarão uma rede de segredos sobre a qual a cidade foi construída e que afeta, principalmente, suas famílias. O que eles não sabem é que o assassino está muito mais perto do que eles imaginam.
FICHA TÉCNICA:Â Título:Â Sapatos Brancos Autor:Â Wigvan ISBN/ASIN:Â 978-65-00-47024-6 Páginas:Â 385 Preço: R$ 39,90 Onde comprar:Â Compra direta com o autor
A Cia CTO realiza realiza até dia 29 de outubro, uma circulação gratuita da temporada do espetáculo “GÊNERES”. Com direção de Bárbara Santos, a obra debate como a persistência na utilização de um conceito de gênero com estrutura binária pode afetar avanços sociais e promover a intolerância e a violência no dia a dia. As apresentações ocorrem nos dias 14, 15, 22 e 29 de outubro, à s 18h, nasede doCentro de Teatro do Oprimido (CTO), e no dia 21 de outubro, à s 19h, no Teatro Noel Rosa, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Como as pessoas aprendem a desempenhar papéis sociais a partir desse conceito de gênero? Quais mecanismos de “convencimento” ou de coerção são utilizados nos espaços sociais (família, escola, religião, etc.) para colocar cada pessoa em uma das duas caixinhas disponíveis: ele ou ela, azul ou rosa? Como mulheres aprendem a “ser mulheres”? Como homens aprendem a “ser homens”? Como eles aprendem que a linguagem da violência lhes é permitida? Essas são algumas questões que o espetáculo busca responder.
“Gêneres” é uma produção do Teatro-Fórum baseada em Estéticas Feministas com o objetivo de revelar processos sociais por meios estéticos e de propor o diálogo interativo entre palco e plateia para buscar meios concretos para transformar a realidade. Após a apresentação, o público eÌ convidado a, em pequenos grupos, buscar estratégias coletivas para enfrentar o problema encenado. Na sequência, estimula-se que alguns desses grupos improvisam suas propostas no palco junto com o elenco.
O elenco é formado por Alessandro Conceição, Beatriz Mendes, Dominick Retinta, Gabriel Horsth, Maiara Carvalho, Manu Marinho, Manu Rosa, Marcelo Dantas, Naticlau, Nlaisa Luciano e Raquel Dias.
Gêneres (Foto: Luís Gomes)
Serviço
Temporada “Gêneres”
Quando: 14 e 15 de outubro; Horário: 18h; Local: CTO – Av. Mem de Sá, 31 – Lapa; Entrada gratuita.
Quando: 21 de outubro; Horário: 19h; Local: Teatro Noel Rosa – UERJ, Campus Francisco Negrão de Lima – Pavilhão João Lyra Filho – Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã;
Entrada gratuita.
Quando: 22 e 29 de outubro; Horário: 18h; Local: CTO – Av. Mem de Sá, 31 – Lapa;
Entrada gratuita.
Com atividades que envolvem a dança, música, teatro, cinema, moda e rodas de conversas e que dialogam com o universo LGBTQI+, o Sesc Santo Amaro realiza a 4ª edição do projeto “GenerosidadeS: arte e o transbordamento dos gêneros” que ocorre durante o mês de outubro.
Iniciativa visa refletir sobre a troca, acolhimento, problematização e reconhecimento da diversidade na sociedade. O objetivo é revisitar e abolir fronteiras, atravessar margens, borrar limites e construir um olhar a partir da perspectiva da singularidade que constitui cada um.
Nesta quinta-feira (13), à s 20h, o público poderá conferir o show de Ana Gabriela que apresenta canções sobre representatividade e empoderamento como “Capa de Revisa” e “Não Me Chama de Sua”. Já o cantor e compositor Martte participa do bate-papo sobre artistas LGBTQIA+ e faz um pocket show que mostra suas influências de R&B, pop, música eletrônica e MPB.
Martte (Foto: Renan Buken)
Na sexta-feira (15), à s 20h, o teatro marca presença com “Criança Ferida Ou De Como Me Disseram Que Eu Era Gay“, onde Vinicius Bustani evoca momentos e imagens de sua própria infância com relatos biográficos e ficção, humor, sarcasmo e poesia. Já a La Vaca Cia de Artes Cênicas traz “Homens Pink”, no dia 20 de outubro, com direção, texto e interpretação de Renato Turnes.
A Cia. La Leche encena “Existo!”, no dia 22 de outubro, e propõe à s crianças discussões poéticas sobre o que é ser menino e o que é ser menina. A direção é de Cris Lozano e dramaturgia de Alessandro Hernandez, que está em cena ao lado de Ana Paula Lopez.
Na dança, diretamente de Paris, Pol Pi mostra o espetáculo “Ecce (H)omo”, nos dias 22 e 23 de outubro. Já a House of Zion Brazil oferece duas vivências em dança: Oficina de Vogue e Jam de Vogue, no dia 15 de outubro.
Oficina de Vogue (Foto: Divulgação)
A programação também conta com uma série de ações para a cidadania. A Unidade Móvel do Centro de Cidadania LGBTI Cláudia Wonder estará presente na frente da entrada principal do Sesc Santo Amaro nesta quinta-feira, das 12h à s 17h, em uma ação de utilidade pública em prol do respeito e do acolhimento à população LGBTQIA+;
A roda de conversa “Entre a Vida e a Arte – Artistas LGBTQIA+”, que ocorre no dias 20 de outubro: reúne Gretta Starr: Monique Malcher: Martte com mediação de Caê Vasconcelos. O encontro tem a intenção de debater sobre a contribuição das/os/es artistas LGBTQIA+, refletindo sobre suas trajetórias no contexto das artes.
O curso online “Personagens LGBTQIA+ na ficção audiovisual seriada brasileira”, nos dias 26, 27 e 28 de outubro, com Lucas Martins Néia, faz uma análise sobre as representações LGBTQIA+ propostas pela ficção televisiva brasileira ao longo do tempo, desde a época da TV ao vivo até ao atual contexto multitela. (Programação completa no site do Sesc Santo Amaro aqui).