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Protagonizado por Mya Bollaers, “Lola e o Mar” estreia nos cinemas e streaming

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O longa-metragem belga “Lola e o Mar’, escrito e dirigido por Laurent Micheli, indicado ao César de Melhor filme Internacional, chega aos cinemas selecionados no dia 14 de abril e estará disponível na Filmicca, streaming nacional de cinema de arte mundial: a partir do dia 28.

O longa conta a história de Lola, interpretada pela atriz Mya Bollaers, uma jovem mulher trans que vive na cidade com seu melhor amigo Samir (Sami Outalbali de “Sex Education”) e estuda para obter seu diploma de assistente de veterinária. Com apoio de sua mãe, ela é encorajada a fazer a transição e mudar de vida.

Quando Lola recebe a notícia de que sua mãe faleceu repentinamente, ela volta para casa para o funeral e enfrentar seu pai distante, Phillipe (Benoît Magimel de “A Professora de Piano”). Impulsionados pelo objetivo comum de cumprir os últimos desejos de sua mãe, Lola e o pai embarcam relutantemente em uma jornada para o Mar do Norte.

Vencedora do Prêmio Magritte (Oscar Belga) de Atriz Revelação, a atriz trans Mya Bollaers traz para seu primeiro papel no cinema uma exploração terna da identidade e das relações familiares, com músicas de Culture Club, Antony and the Johnsons e Four Non Blondes.

LOLA E O MAR

  • Um filme de Laurent Micheli
  • Com Mya Bollaers, Benoît Magimel e Sami Outalbali
  • Lola vers la mer | Bélgica/França | 2020 | Drama | 90 min | 14 anos

NOS CINEMAS SELECIONADOS – ESTREIA NACIONAL EM 14 DE ABRIL

NO STREAMING | FILMICCA – ESTREIA NO DIA 28 DE ABRIL

Protagonizado por atriz trans, "Lola e o Mar" estreia nos cinemas e streaming
Divulgação

Documentário “Quem Tem Medo?” aborda tema da censura a arte na era Bolsonaro

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“QUEM TEM MEDO”, dirigido por Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr, foi selecionado para o 27º Festival É Tudo Verdade na seção Estado das Coisas. O documentário, filmado desde 2017, acompanha diverso(a)s artistas e performers que foram censurado(a)s e como esse processo ganhou ainda mais força com a eleição de Jair Bolsonaro.

Através de entrevistas com o(a)s artistas, registro das obras censuradas e discursos de deputados e senadores, o documentário acompanha os casos de Wagner Schwartz (SP), Renata Carvalho (SP), Maikon K (PR), José Neto Barbosa (RN) e das montagens de “Caranguejo Overdrive” (Aquela Cia de Teatro, RJ) e “RES PUBLICA 2023 (A Motosserra Perfumada, SP).

Segundo Dellani Lima, “filmamos no calor dos acontecimentos, sentíamos que o medo e a raiva passavam a ser afetos mobilizados pela extrema direita e a violência começou a atravessar a vida de nós artistas”. Ricardo Alves Jr ressalta o foco nos corpos que foram perseguidos: “a extrema direita tem como um dos principais alvos os  corpos LGBTQIA+, tentando, de formar criminosa, associar a arte e os artistas à pedofilia. Essa ação é planejada para ativar o ódio da sociedade contra esses grupos”. Já Henrique Zanoni ressalta o crescimento da censura: “de acordo com a plataforma MOBILE, de 2016 a 2018 foram 16 casos de censura; já nos três primeiros anos do Governo Bolsonaro, o número explodiu para 211 casos, sendo 72% realizados pelo poder executivo federal. Esse processo de “bolsonarização” veio para ficar”.

Ao longo do filme, acompanhamos como os mecanismos de censura deixaram de ser explícitos e foram “atualizados”: assédio judicial, enfraquecimento de mecanismos de controle, aparelhamento ideológico, estrangulamento financeiro, campanhas de difamação, entre outros.

Além disso, nos aproximamos das terríveis consequências nas vidas desses artistas decorrentes da violência a que foram submetidos. Mas, também, como arte será sempre um espaço de resistência. Como diz Renata Carvalho: “já me tiraram de todos os lugares, mas do teatro vocês não vão me tirar”.

FICHA TÉCNICA

  • Direção, roteiro e montagem: Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr
  • Produção: Multiverso Produções
  • Duração: 71 minutos

SERVIÇO

São Paulo

  • Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109 – República)
  • Sábado – 09/04 – 19h00
  • Domingo – 10/04 – 15h00

Rio de Janeiro 

  • IMS (Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea)
  • Domingo – 10/04 – 16h00

ON-LINE

O filme estará disponível na plataforma do Festival (etudoverdadeplay.com.br) no Domingo (10/04), a partir das 17h, por 24 horas ou até 2000 visualizações totais.

Casarão Brasil inicia nova campanha para população LGBTI em vulnerabilidade

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A ONG Casarão Brasil, criada em 2008 para fortalecer a cidadania da população LGBTI em São Paulo, retoma sua campanha para prover itens básicos à parcela mais carente dessa comunidade. A entidade está arrecadando dinheiro e produtos para o fornecimento de cestas básicas, kits de higiene pessoal e roupas para pessoas em situação de vulnerabilidade, e conta com o apoio de empresas e cidadãos comuns nessa causa. Para ajudar, basta entrar em contato pelo telefone (11) 98813-6755 ou enviar um PIX para 10.013.459/0001-83.

A organização oferece diversos serviços para a comunidade LGBTI, como promoção de eventos culturais, apoio jurídico e psicológico a vítimas de violência e discriminação, serviço social, oficinas, workshops, rodas de conversa e capacitações profissionais. Para manter esses trabalhos, conta com três unidades físicas: a sede, no bairro da República, em São Paulo, que funciona principalmente como um centro cultural, o Centro de Acolhida a Mulheres Trans, na região de Interlagos, e o Centro de Cidadania LGBTI Cláudia Wonder, na região da Lapa.

Atualmente, a sede da Casarão Brasil passa por reformas para ampliar e melhorar os serviços, e também aceita doações de pessoas e empresas nesse intuito. O objetivo dos reparos é proporcionar um ambiente cultural acolhedor, que receberá exposições, lançamentos de livros, pocket shows e eventos com artistas, performers, escritores e pesquisadores LGBTI.

Casarão Brasil – Associação LGBTI – é uma organização social sem fins lucrativos fundada em 2008, criada com o intuito de inovar as atuações política e social em favor da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais (LGBTI). Como parte das ações nesse sentido, oferece diversos serviços para a comunidade em seus espaços físicos, além de realizar eventos e campanhas.

Casarão Brasil inicia nova campanha para população LGBTI em vulnerabilidade
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Serviço: Como Ajudar

Doações:

  • Casarão Brasil – Associação LGBTI
  • Banco do Brasil – 001
  • Agência: 0442-1
  • Conta Corrente: 51027-0
  • CNPJ: 10.013.459/0001-83
  • Doação Via PIX:
  • PIX: 10.013.459/0001-83
  • Contato: (11)98813-6755
  • Site

Popó Vaz não é um caso isolado: a saúde mental de pessoas LGBT+

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Por William Callegaro*

Na madrugada do dia 15 de março, Pedro Vaz, com 36 anos, nos deixou precocemente. Popó Vaz, apelido como preferia ser chamado, era um homem trans, gay, policial, ativista e tantas outras coisas, e de um dia para o outro sua vida foi tomada. Pessoas LGBT+, durante toda sua jornada, lutam pelo simples direito de viver, de poder amar, ter respeito e se sentir seguro, enquanto apenas tentam sobreviver à toda violência e opressão que passam diariamente. Tão importante quanto falar sobre saúde física, é discutir a saúde mental. A depressão e a ansiedade são doenças que precisam de tratamento, especialmente entre os LGBT+.

Numa sociedade que sempre agrediu – fisicamente e mentalmente –, Popó não é só mais um caso isolado no Brasil. Na verdade, esse é o país que mais mata pessoas transsexuais no mundo. Em 2021, foram 140 pessoas trans assassinadas e a cada um que se vai, é uma ferida que se abre. O peso de ver um dos seus morrendo só faz ficar latente os sentimentos gerados pelo medo, o não acolhimento familiar, o bullying escolar e pela rejeição social.

Crianças e adolescentes LGBT+ são um dos principais alvos para as doenças mentais. Dentro da estrutura familiar, revelar sua identidade de gênero ou sua sexualidade pode sequenciar uma série de micro violências diárias, gerando uma não aceitação dentro de casa. A família, que é considerada base de acolhimento e afeto da nossa infância, pode ser um dos ambientes mais destrutivos para a estima e segurança psicológica.

Da mesma forma, as escolas também podem ser ambientes nocivos à saúde mental. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos, a LGBTfobia é a terceira maior causa para bullying, sendo a violência psicológica uma das principais denúncias. A Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional do Brasil apontou que 73% dos/das estudantes LGBT+ já relataram terem sido agredidos verbalmente e outros 36% fisicamente. A intolerância e a descriminação levaram 58,9% das/os alunas/os a sofrem agressão verbal constantemente, faltando às aulas pelo menos uma vez ao mês.

Além disso, a rejeição social também é um dos pilares para a exclusão de pessoas LGBT+. Atualmente, as redes sociais se tornaram um espaço digital onde a comunidade sofre com ataques, perseguições, ameaças e violências verbais. Por exemplo, o próprio Popó foi alvo constante de comentários transfóbicos e homofóbicos quando aparecia junto com seu parceiro, Pedro HMC. Quando expandimos isso, percebemos que a toxidade das redes sociais podem sim piorar casos de depressão e ansiedade, como aconteceu na pandemia.

De acordo com estudo do coletivo #VoteLGBT, em parceria com o escritório Box1824, 55% das pessoas LGBT+ que responderam à pesquisa afirmam que a sua saúde mental piorou durante a pandemia. Enquanto, também 55% foram diagnosticados com depressão no nível mais severo. No ano passado, o menino de apenas 16 anos, Lucas Santos, cometeu suicídio após uma série de ataques homofóbicos que sofreu na internet. O filho da cantora de forró Walkyria Santos postou apenas um vídeo brincando com seu amigo e, a partir disso, foi perseguido pelo ódio dentro das redes.

Hoje, pessoas LGBT+ têm seis vezes mais chance de cometer suicídio, segundo a revista científica americana Pediatrics. Também é evidenciado que quando convivem em ambientes violentos à sua orientação sexual ou identidade de gênero correm risco 20% maior de tirar a própria vida. Então, volto a reforçar, Popó Vaz não é um caso isolado.

Diante de todos esses dados, por que a saúde mental da comunidade LGBT+ é ignorada? Sabemos que serviços de saúde pública, como o SUS:  conseguem atuar no atendimento psicológico, mas não dão conta da demanda; então, como tratar pessoas LGBT+ de uma forma acessível, democrática e, principalmente, humana? A necessidade de políticas públicas para essa temática pode ser uma das soluções, possibilitando que locais de apoio sejam oferecidos. Mas enquanto isso ainda não é uma realidade, as pessoas da comunidade são a sua própria fortaleza, o lugar em que recebem acolhimento e podem ser amadas do jeito que elas são.

*William Callegaro, é advogado e especialista em direitos LGBT+. Atualmente é Coordenador Jurídico e Coordenador Administrativo Adjunto Estadual da Aliança Nacional LGBTI em São Paulo. É também presidente do segmento LGBT Socialista do estado de São Paulo.

Fábricas de Cultura abordam questões de gênero, raça e ancestralidade na programação de abril

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As Fábricas de Cultura: programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, e gerenciadas pela Poiesis, irão promover atividades que destacam as questões de gênero, raça e identidade nas programações de abril das unidades da Zona Norte (Brasilândia, Vila Nova Cachoeirinha e Jaçanã) e da Zona Sul (Jardim São Luís e Capão Redondo), além de Diadema. Todas as atividades são presenciais. Confira os destaques da programação:

No dia 9 de abril, às 18h, a Fábrica de Cultura Capão de Redondo recebe novamente em seu espaço o Sarau do Capão. O retorno presencial do sarau será marcado pela presença de Mariana Felix, poeta, escritora, slammer, apresentadora, militante feminista e autora os livros Mania (2016), Vício (2017) e Abstinência (2019), e da DJ Lorrany, que segue um estilo underground que se inicia no bass music br transitando entre afrobeat, dancehall, funk, vogue, trap, rap e hip hop.

A programação continua na Fábrica de Cultura Jardim São Luís que no dia 12 de abril, às 19h, realiza o Sarau Museu do Inusitado, um encontro multicultural com foco na integração de linguagens e trocas não só literárias, mas também das artes plásticas, corporais e musicais, tanto da voz, como do instrumento. Com foco nos direitos indígenas, o sarau receberá o professor Júlio César Pereira de Freitas Guató (Karaí Jekupe, seu nome em guarani), da etnia Guató, que falará sobre a Aldeia Takuá Ju Mirim, oriunda da Aldeia Tekoa Yrexakã.

Os debates sobre a cultura indígena também irão ocorrer na Fábrica de Cultura Brasilândia através da atividade A Busca da Ancestralidade Indígena, realizada no dia 13 de abril, às 15h. Neste bate-papo, Pagu Fulni-ô, indígena do povo Fulni-ô e formada em ciências sociais pela USP, falará sobre resistência e retomada da identidade indígena em território urbano para o resgate de valores civilizatórios originários.

No dia 14 de abril, às 14h30, a equipe de biblioteca da unidade Jardim São Luís promove a atividade Mitã Hanga – Bonecas de Cabaça para crianças a partir dos 6 anos. Na oficina, o público infantil terá contato com a cultura indígena através dos ensinamentos de Lu Ahamy, indígena da etnia guarani M´bya, artesã, chefe de cozinha e coordenadora do Coletivo EtnoCidade. Lu ensinará aos participantes a criarem suas bonecas de cabaça, a fazer o grafismo e colocar seus adereços, cocar, colares, arco e flecha, e lança.

Já a Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha exibirá o episódio Cidade de Quem? da série documental Quilombo Brasil (2015), desenvolvida pelo Coletivo Política do Impossível e a Rede Mocambos, no dia 19 de abril às 19h. A produção discute a presença dos quilombos no passado, presente e futuro do Brasil. No mesmo dia e horário, a Fábrica do Capão Redondo realizará o bate-papo Produção Musical Executiva com a produtora Cida Gonçalves, que abordará aspectos básicos da produção executiva com ênfase em seu trabalho com artistas negros, principalmente na área da música.

No dia 19 de abril, às 19h30, a Fábrica de Cultura Brasilândia recebe o Projeto (R)EXISTA para um bate-papo sobre sua atuação em prol da visibilidade da vivência e existência da população negra LGBTQIA+. O projeto trabalha para desconstruir estereótipos e dar visibilidade à representação não marginalizada nas comunidades.

Outra temática abordada na programação é a inclusão. Na formação Tradução de Músicas para Libras, Ricieri Palha, tradutor com mais de 10 anos de experiência na esfera artística, ensinará o processo de construção da tradução da língua portuguesa para a língua de sinais, apresentando as técnicas, estratégias e preparação da equipe de intérpretes para um evento artístico. A formação ocorre no dia 20 de abril, às 15h, na Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha. Não é necessário se inscrever.

O dia 20 de abril também estará movimentado na Fábrica de Cultura Jaçanã que realizará a 1ª edição do Sarau Amor de Quebrada, a partir das 17h. A proposta é reunir as narrativas de artistas da região do Jaçanã e Tremembé para uma partilha sobre amor, paz, justiça, amizade e encontros através de diversas linguagens, como: música, danças, performances, artes visuais e ensaios poéticos sobre o cotidiano e as pessoas.

Dia 26 de abril, a partir das 10h, o Coletivo Mariás apresenta Cálice: espetáculo que tem como norte o corpo que sangra, nutre, gera vida e tem o dom de curar. Esse corpo ambíguo que é forte e frágil, firme e gentil, profano e sagrado. Assim, o Coletivo Mariás apresenta quatro corpos que sangram em um único corpo cênico no espetáculo: Cálice. A apresentação será na Fábrica de Cultura Brasilândia.
A programação do mês será finalizada com atividades focadas nos debates sobre gordofobia. No dia 29 de abril, às 18h30, a unidade Jaçanã convida Lu Big Queen, produtora cultural, influencer preta, performer, modelo gorda, dançarina, atriz e ativista decolonial para falar sobre a emancipação e libertação de corpos de pretas e gordas.
Já às 19h30, a Fábrica de Cultura Diadema promove a intervenção-debate Poesia Através das Estrias. Nessa intervenção, três mulheres pretas questionam a relação de tempo/espaço trazendo visões pretas, periféricas com a poesia, dança, canto e ancestralidade, traçando um caminho com dados estatísticos dos lugares de solidão afetiva na perspectiva do corpo negro e gordo.
EXTRA: Até o dia 28 de maio, a unidade Diadema recebe a exposição Laboratório Diadema, que reúne trabalhos desenvolvidos pelos alunos da Escola da Cidade no 1º semestre de 2021 em parceria com a Prefeitura de Diadema. Os trabalhos buscam refletir sobre o habitat nas periferias a partir de territórios que apresentam características de centros de bairros onde poderiam se articular os equipamentos existentes, adequando sua arquitetura ao entorno de forma a criar territórios de convivência. É possível conferir os trabalhos expostos na unidade de terça a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 17h.
Para entrada nos prédios das Fábricas de Cultura é obrigatório a apresentação do comprovante de vacinação contra Covid-19, com duas doses ou dose única, de acordo com o decreto nº 60.989, da PMSP. Em razão do avanço da pandemia, algumas atividades podem ser alteradas ou canceladas. Antes de ir, entre em contato com a unidade. As unidades do programa recomendam o uso da máscara de proteção nos ambientes internos.
A programação completa pode ser acessada pelo hotsite +Cultura e no site das Fábricas de Cultura.

Fábricas de Cultura abordam questões de gênero, raça e ancestralidade na programação de abril
O Coletivo Mariás apresenta o espetáculo CÁLICE na Fábrica de Cultura Brasilândia. Foto: Carol Kappaun

SERVIÇO:

Fábrica de Cultura Brasilândia

A BUSCA DA ANCESTRALIDADE INDÍGENA COM PAGU FULNI-Ô

  • 13/4 — Quarta-feira — 15h
    Atividade Livre.
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Av. General Penha Brasil, 2508 – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo/SP

PROJETO (R)EXISTA!

  • 19/4 — Terça-feira — 19h30
    Faixa Etária: maiores de 16 anos
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Av. General Penha Brasil, 2508 – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo/SP

CÁLICE COM COLETIVO MARIÁS

  • 26/4 — Terça-feira — 10h
    Atividade Livre
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Av. General Penha Brasil, 2508 – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo/SP

Fábrica de Cultura Capão Redondo

SARAU DO CAPÃO: O RETORNO – COM MARIANA FELIX E DJ LORRANY

  • 9/4 — Sábado — 18h
    Faixa Etária: maiores de 12 anos
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Rua Bacia de São Francisco, s/n – Conjunto Habitacional Jardim São Bento – São Paulo/SP

PRODUÇÃO MUSICAL EXECUTIVA COM CIDA GONÇALVES

  • 19/4 — Terça-feira — 15h
    Faixa Etária: Atividade Livre
    Descrição do Público: Classificação indicativa: 14 anos.
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Rua Bacia de São Francisco, s/n – Conjunto Habitacional Jardim São Bento – São Paulo/SP

Fábrica de Cultura Diadema

A POESIA ATRAVÉS DAS ESTRIAS

  • 29/4 — Sexta-feira — 19h30
    Faixa Etária: maiores de 14 anos.
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Rua Vereador Gustavo Sonnewend Netto, 135 – Centro – Diadema/SP

EXPOSIÇÃO “LABORATÓRIO DIADEMA”

  • Até 28/5 — Terça a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados das 10h às 17h
    Atividade Livre
  • Lotação máxima: 40 pessoas
  • Local: Rua Vereador Gustavo Sonnewend Netto, 135 – Centro – Diadema/SP

FICHA TÉCNICA:

Realização
Prefeitura de Diadema e Escola da Cidade
Curadoria e expografia
Luiz Fellipe Machado e Luiz Sobral Fernandes
Conselho Técnico Escola da Cidade
Guilherme Paoliello e Felipe Noto
Apoio
Fábrica de Cultura Diadema

Fábrica de Cultura Jaçanã

SARAU AMOR DE QUEBRADA

  • 20/04 — Quarta-feira — 17h
    Atividade Livre
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Rua Raimundo Eduardo da Silva, 138 – Conjunto Habitacional Jova Rural – São Paulo/SP

GORDOFOBIA NÃO É PIADA – BATE-PAPO COM LU BIG QUEEN

  • 29/04 — Sexta-feira — 18h30
    Atividade Livre
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Rua Raimundo Eduardo da Silva, 138 – Conjunto Habitacional Jova Rural – São Paulo/SP

Fábrica de Cultura Jardim São Luís

SARAU MUSEU DO INUSITADO COM KARAÍ JEKUPE, DA ALDEIA TAKUÁ JU MIRIM

  • 12/4 — Terça-feira — 19h
    Faixa Etária: Atividade Livre
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Fábrica de Cultura Jardim São Luís – Rua Antônio Ramos Rosa, 651 – Parque Santo Antônio – São Paulo/SP

MITÂ HANGA – BONECAS DE CABAÇA COM LU AHAMY

  • Coordenação: Equipe de Biblioteca
  • 14/4 — Quinta-feira — 14h30
  • Faixa Etária: maiores de 6 anos
  • Lotação máxima: 15 pessoas
  • Local: Rua Antônio Ramos Rosa, 651 – Parque Santo Antônio – São Paulo/SP

Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha

QUILOMBO BRASIL – CIDADE DE QUEM?

  • 19/4 — Terça-feira — 15h
    Atividade Livre
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Rua Franklin do Amaral – de 701/702 ao fim, 1575 – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo/SP

TRADUÇÃO DE MÚSICAS PARA LIBRAS COM RICIERI PALHA

  • 20/4 — Quarta-feira — 15h
    Atividade Livre
  • Lotação máxima: 40 pessoas
    Local: Rua Franklin do Amaral – de 701/702 ao fim, 1575 – Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo/SP

Fábrica de Cultura Brasilândia

Avenida General Penha Brasil, 2508 | Telefone: (11) 3859-2300

Fábrica de Cultura Capão Redondo

Rua Bacia de São Francisco, s/n | Telefone: (11) 5822-5240

Fábrica de Cultura Diadema

Rua Vereador Gustavo Sonnewend Netto, 135 – Centro – Diadema/SP | Telefone: (11) 4061-3180

Fábrica de Cultura Jaçanã

Entrada 1: Rua Raimundo Eduardo da Silva, 138 | Entrada 2: Rua Albuquerque de Almeida, 360 | Telefone: (11) 2249-8010

Fábrica de Cultura Jardim São Luís

Rua Antônio Ramos Rosa, 651 | Telefone: (11) 5510-5530

Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha

Rua Franklin do Amaral, 1575 | Telefone: (11) 2233-9270

Funcionamento das unidades

De terça a sexta, das 9h às 19h. Finais de semana e feriados, das 12h às 17h.*

Funcionamento das bibliotecas

De terça a sexta, das 10h às 16h. Sem os finais de semana.

*Algumas unidades operam em horários noturnos e para conferir o horário exato de sua unidade, favor entrar em contato por telefone com a recepção.

Acessibilidade: as Fábricas de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, Brasilândia, Jaçanã, Capão Redondo, Jardim São Luís e Diadema oferecem rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, elevador, sanitários acessíveis, piso tátil, equipamentos que permitem a leitura para pessoas com deficiência visual e motora, impressoras braille, leitor de audiobooks e acervo com mais de 110 exemplares em braille (livros e audiobooks).

Devido à pandemia da Covid-19, parte da programação cultural vem ocorrendo de forma on-line*. Todas as atividades são gratuitas. Saiba mais no hotsite +Cultura e no site das Fábricas de Cultura.

*Sujeito às mudanças mediante orientações dos órgãos responsáveis.

Superior Tribunal de Justiça valida aplicação da Lei Maria da Penha para mulheres trans

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A Lei Maria da Penha é um marco na luta contra a violência em ambiente doméstico. Criada há mais de quinze anos (Lei nº 11.340/2006) tal lei propiciou a punição de milhares de agressores de mulheres, além de afastar por meio de medidas protetivas os potenciais criminosos de suas vítimas.

O nome da lei deriva da história de Maria da Penha Maia Fernandes, uma biofarmacêutica que foi agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, ele tentou assassiná-la duas vezes, na primeira com um tiro, quando ela ficou paraplégica e, na segunda, por eletrocussão e afogamento.

A luta das mulheres contra agressões é antiga e vem evoluindo bem lentamente, mas a Lei Maria da Penha foi um importante passo ao aumentar as penas para agressões domésticas, além de prever medidas como a suspensão ou restrição ao porte armas, restrição para visitas de dependentes, determinações de afastamento do lar e prisão preventiva do agressor.

Uma vez consolidada a lei, passou-se a discutir se ela visa tão somente a proteção da mulher contra agressores ou a proteção de qualquer tipo de vítima. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no dia 05 de fevereiro, decidiu por unanimidade um recurso especial e entendeu que uma mulher transexual, vítima de agressões pelo próprio pai, também está protegida pela Lei Maria da Penha.

Segundo o advogado Francisco Gomes Junior, a grande discussão está no conceito de mulher. “Aqueles que defendem que pessoas trans não sejam protegidas pela lei alegam que a Constituição Federal define a mulher em sentido científico. O STJ entendeu errônea essa interpretação, afirmando que não se deve restringir a proteção em função do sexo biológico, mas sim por conta do gênero já que o objetivo primordial é a de impedir a violência ao ser humano. Assim, a lei passa a proteger transexuais, transgêneros, cisgêneros e travestis.”

No caso julgado, uma mulher trans (nome mantido em sigilo para preservação da privacidade), sofria agressão do pai, que chegava em casa alterado pelo uso de drogas e álcool. Em uma das vezes, a agarrou pelos punhos e a atirou contra a parede, antes de tentar agredi-la com pedaço de madeira. Ela fugiu e foi perseguida pela rua até que encontrou uma viatura de polícia. Como ela, mulheres trans e de outros gêneros são vítimas constantes de agressões e a decisão do STJ será importante passo para dar fim a impunidade.

Menciona a decisão do STJ que a vulnerabilidade de uma categoria de seres humanos não pode ser resumida à objetividade de uma ciência exata, já que as existências e relações humanas são complexas.

“O entendimento contido na decisão do STJ não é vinculante, ou seja, não obriga automaticamente a que todas as decisões sejam no mesmo sentido, mas será um importante precedente a ser considerado pelos juízes de Instâncias inferiores. O que se protegeu foi o ser humano, o que parece correto”, finaliza Gomes Junior.

Francisco Gomes Júnior – Presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). Autor do livro Justiça Sem Limites. Instagram: https://instagram.com/franciscogomesadv/

Festival Internacional de filmes LGBTQ+ de São Francisco também será exibido por streaming

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O Frameline comunica que estará realizando o tradicional Festival Internacional de filmes LGBTQ+ de São Francisco entre os dias 16 a 26 de junho, sendo que o último dia vai coincidir com a Parada de São Francisco, assim como aconteceu com os anos anteriores.

Além disso, o Festival também transmitirá boa parte da programação do festival em streaming, se iniciando no dia 24 de junho, uma sexta-feira, e este ficará disponível por uma semana, finalizando no dia 30 de junho a meia-noite. Já a programação completa será anunciada no dia 25 de maio de 2022.

A Frameline é uma organização sem fins lucrativos voltada à arte cinematográfica responsável pela organização do Festival Internacional de Cinema LGBT de São Francisco, considerado um dos mais antigos festivais de cinema dedicado à comunidade, já que sua primeira edição foi no ano de 1977, na época com o nome de “Gay Film Festival of Super-8 Films”. O evento é realizado sempre na primavera do hemisfério norte (nosso outono) e apresenta cerca de 200 filmes de mais de 50 países.

Festival Internacional de filmes LGBTQ+ de São Francisco também será exibido por streaming
Reprodução

Com o lema “mudar o mundo através do poder do cinema queer”, o Festival destaca as tendências atuais da produção internacional de filmes e vídeos, com ênfase nos trabalhos que ainda não tiveram algum tipo de distribuição dos Estados Unidos. Além disso, o Festival Internacional de filmes LGBTQ+ de São Francisco é considerado o maior do mundo destinado a comunidade, alcançando cerca de 80.000 pessoas todos os anos.

Eles também premiam diversos longas-metragens com o “Frameline Awards” para aqueles que fazem a diferença dentro do cinema LGBTQIA+, incluindo Melhor Documentário, Melhores Episódios e Melhor Curta, sendo que há também o prêmio do júri e o da audiência.

Vale mencionar que o primeiro Festival dedicado aos LGBTQIA+ foi em 1976 na Austrália, chamado de “Festival of Gay Films“, sendo um evento único. Já dois anos mais tarde, veio o “Mardi Gras Sydney Gay Film Festival”, e este teve uma continuidade anual.

Filipe Catto comemora 10 anos de carreira em noite única no Blue Note SP

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A cantora Filipe Catto se apresenta no próximo dia 30 de março no Blue Note em São Paulo – como parte do projeto Rolling Stone Sessions que mapeia as vozes transformadoras da música contemporânea brasileira e comemora seus 10 anos de estrada.

Após o lançamento do filme que traz o último show da “O Nascimento de Vênus Tour” e do disco ao vivo, a cantora criou um show digital e também presencial – O “Love Catto Live” – em que homenageia artistas que formaram parte de sua identidade musical e que embalou os fãs durante a pandemia.

Com o retorno aos palcos, Filipe Catto agora revê seu repertório em uma noite especial – com dois sets – trazendo sua marca de resiliência e resistência para a arte do Brasil atual e comemorando seus 10 anos de carreira.

Ingressos em: www.eventim.com.br/artist/filipecatto

Filipe Catto comemora 10 anos de carreira em noite única no Blue Note SP
Divulgação

BIOGRAFIA

Filipe Catto Alves nasceu em Lajeado no dia 26 de setembro de 1987. É uma artista trans não binária, cantor, instrumentista, compositor, ilustrador e designer brasileiro. Ganhou fama ainda muito jovem, com trabalhos voltados para a MPB, o samba e o tango moderno, mas com o tempo, avançou para outros gêneros, como o jazz, o rock e o bolero, entre outros.

Já dividiu o palco com artistas nacionais como Maria Bethânia, Elza Soares, Ney Matogrosso, Odair José, Marcelo Jeneci, Vanessa da Matta, Toquinho, Daniela Mercury, Zélia Duncan, Maria Gadú, Ana Carolina, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Dzi Croquettes, entre outros.

Suas canções são conhecidas por constarem em trilhas sonoras de sucesso, como “Saga” (trilha da novela Cordel Encantado), “Quem É Você” (trilha da novela Sangue Bom), “Adoração” (trilha da novela Saramandaia) e “Flor da Idade” (trilha da novela Joia Rara).

Apesar de se definir com frequência como intérprete, é o compositor da maioria de seus sucessos, como “Saga”, “Adoração”, “Lua Deserta”, “Dias e Noites”, “Torrente”, “Depois de Amanhã”, “Redoma” e “Roupa do Corpo”. Compõe na maioria das vezes de forma solitária, mas já escreveu canções com artistas como Zélia Duncan, Tiê, Paulinho Moska e Pedro Luís.

12 filmes de Pedro Almodóvar na Netflix

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Em fevereiro, o premiado cineasta espanhol, Pedro Almodóvar, teve doze de seus filmes catalogados na Netflix. Seus longas são conhecidos por abordarem temas densos, além de explorar uma linguagem que os deixam com um estilo bem característico, como a estética que abusa das cores vermelhas, figurinos e cenografia que buscam evidenciar os sentimentos das personagens.

1 – Mães Paralelas (2021)

Duas mulheres, Janis (Penélope Cruz) e Ana (Milena Smit) dão a luz no mesmo dia e no mesmo hospital. Janis, de meia idade, teve a gravidez planejada e já se sente preparada e eufórica para ser mãe. Ana, adolescente, engravidou por acidente e sente medo do que está por vir, além de estar assustada, arrependida e traumatizada.

As duas enfrentam essa jornada como mães solos, e enquanto esperam pela chegada de seus bebês, elas passeiam pelos corredores do hospital, trocando confissões e desabafos. Ao dividir não só o mesmo quarto de hospital, como também esse momento tão transformador e intenso de suas vidas, elas constroem um vínculo muito profundo e esse encontro por acaso, pode mudar a vida de ambas para sempre, como um forte laço unido pela maternidade.

2 – Volver (2006)

Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem mãe, trabalhadora e atraente, que tem um marido desempregado e uma filha adolescente. Como a família enfrenta problemas financeiros, Raimunda acumula vários empregos. Sole (Lola Dueñas), sua irmã mais velha, possui um salão de beleza ilegal e vive sozinha desde que o marido a abandonou para fugir com uma de suas clientes.

Um dia Sole liga para Raimunda para lhe contar que Paula (Yohana Cobo), tia delas, havia falecido. Raimunda adorava a tia, mas não pode comparecer ao enterro pois pouco antes do telefonema da irmã encontrou o marido morto na cozinha, com uma faca enterrada no peito. A filha de Raimunda confessa que matou o pai, que estava bêbado e queria abusar dela sexualmente. A partir de então Raimunda busca meios de salvar a filha, enquanto que Sole viaja sozinha até uma aldeia para o funeral da tia.

3 – Má Educação (2004)

Madri, 1980. Enrique Goded (Fele Martínez) é um cineasta que passa por um bloqueio criativo e está tendo problemas em elaborar um novo projeto. É quando se aproxima dele um ator que procura trabalho, se identificando como Ignacio Rodriguez (Gael García Bernal), que foi o amigo mais íntimo de Enrique e também o primeiro amor da sua vida, quando ainda eram garotos e estudavam no mesmo colégio. Goded recebe do antigo amigo um roteiro entitulado “A Visita”, que parcialmente foi elaborado com experiências de vida que ambos tiveram.

Goded lê o roteiro com profundo interesse. Este relata as fortes tendências de pedofilia que tinha um professor de literatura deles, o padre Manolo (Daniel Giménez Cacho), que vendo Ignacio e Enrique em atitude suspeita diz que vai expulsar Enrique. Ignacio, sabendo que Manolo era apaixonado por ele, diz que fará qualquer coisa se ele não expulsar Enrique. Então Manolo promete e molesta Ignacio, mas não cumpre a promessa e expulsa Enrique. Goded decide usar a história como base do seu próximo filme e, por causa de um isqueiro, vai até a casa de Ignacio e constata uma verdade surpreendente.

4 – Fale com Ela (2002)

Em Madri, vive Benigno Martin (Javier Cámara), um enfermeiro cujo apartamento fica em frente a academia de balé comandada por Katerina Bilova (Geraldine Chaplin). Ele fica na janela da sua casa observando os ensaio com especial atenção a uma das estudantes de Katerina, Alicia Roncero (Leonor Watling). Quando Alicia é ferida em um acidente de carro, acaba internada no hospital onde ele trabalha. Benigno cuida dela, em coma, com um cuidado acima do normal.

5 – Carne Tremula (1997)

Madri, janeiro de 1970. Uma prostituta tem um filho em ônibus, quando tentava chegar na maternidade. O bebê se chama Victor. Após vinte anos, Victor (Liberto Rabal) está começando sua vida adulta e tenta se encontrar com Elena (Francesca Neri), desconhecida com quem, uma semana antes, teve um fugaz encontro.

6 – A Flor do Meu Segredo (1995)

Leo Macias (Marisa Paredes) é uma romancista que escreve histórias de 2ª categoria e consegue certo sucesso, mas se esconde sobre o pseudônimo de Amanda Gris. Paralelamente ela se sente infeliz, pois Paco (Imanol Arias), seu marido, é um militar que está sempre no exterior. Quando seu casamento começa a entrar em crise, Leo se vê entrando em desespero, o que a leva para a bebida e a parar de escrever seus contos. Porém, algumas surpresas estão reservadas para ela.

7 – Kika (1994)

Kika (Verónica Forqué) é uma maquiadora bastante otimista que se envolve com o fotógrafo Ramón (Àlex Casanovas) após uma situação bem inusitada. Ele é um sujeito muito fechado, mas isso não impede a felicidade do casal, que terá que superar apenas o fato de que Kika era amante de Nicholas (Peter Coyote), o padrasto de Ramon.

8 – De Salto Alto (1991)

Becky del Páramo (Marisa Paredes) é uma famosa cantora que há quinze anos abandonou a filha, Rebeca (Victoria Abril), para investir na carreira. De volta à Espanha, Becky surpreende-se ao descobrir que a filha agora é uma estrela da TV e está casada com seu antigo amante.

9 – Mulheres à beira de um Ataque de Nervos (1988)

Em Madri, Pepa Marcos (Carmen Maura), uma atriz que está grávida mas ninguém sabe, é abandonada por Ivan (Fernando Guillén), seu amante, e se desespera tentando encontrá-lo.

Ela recebe a visita de Candela (María Barranco), uma amiga que se apaixonou por um desconhecido e agora que descobre que o amado é um terrorista xiita, temendo ser presa. A mulher de Ivan descobre a traição do marido e tenta matá-lo. Pepa quer fazer de tudo para salvar a vida de Ivan.

10 – A Lei do Desejo (1986)

Pablo Quintero (Eusebio Poncela) é um diretor de teatro homossexual. Ele é apaixonado por Juan Bermúdez (Miguel Molina), mas sua paixão não é correspondida. Tina (Carmen Maura) é sua irmã, tendo realizado uma operação de mudança de sexo anos antes para manter uma relação incestuosa com o pai.

Ela é atriz e estrela o monólogo “A Voz Humana”, de Jean Cocteau. Pablo está escrevendo o roteiro de um filme, que será estrelado pela irmã. Enquanto isso ela decide adotar Ada (Manuela Velasco), cuja mãe (Bibiana Fernández) viajou. Há ainda Antonio Benitez (Antonio Banderas), jovem de classe média alta que tem dificuldades em assumir sua homossexualidade e sempre está em torno de Pablo.

11 – O que eu fiz para Merecer Isto? (1984)

Gloria (Carmen Maura) é uma dona de casa infeliz, que é casada com Antônio (Ángel de Andrés López), um motorista de táxi grosseiro e infiel. Gloria é obrigada a trabalhar incessantemente para sustentar a família, que é ainda composta por um filho traficante, uma sogra exploradora e outro adolescente, que ela decide vender ao seu dentista. Para completar Gloria, que é viciada em remédios para dormir, entra numa fase de abstinência e passar a perder o controle.

12 – Maus Hábitos (1983)

Yolanda Bel (Cristina Sánchez Pascual) é uma cantora de cabaré que leva uma vida desregrada até o dia em que presencia a morte por overdose de seu namorado. Procurada pela polícia, ela decide buscar refúgio no convento das Redentoras Humilhadas, cuja Madre Superiora é sua grande fã. Lá, encontra uma comunidade de freiras pobres que já foram prostitutas, viciadas, cafetinas, criminosas e, mesmo no convento, não abandonaram os maus hábitos.

12 filmes de Pedro Almodóvar na Netflix
Divulgação

Websérie documental “Queerbrada” retrata marginalização da cena cultural LGBTQIA+ de Salvador

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Arte, cultura, entretenimento e ainda um tempero soteropolitano. Tudo isso poderia ser abordado de uma forma solar e descontraída se não estivéssemos falando da cena LGBTQIA+ de Salvador. A websérie documental Queerbrada, lançada no último domingo (20), vem para mostrar que, nesse caso, os termos invisibilidade e marginalização também fazem parte do dia a dia de profissionais das artes.

Websérie documental "Queerbrada" retrata marginalização da cena cultural LGBTQIA+ de Salvador
Websérie documental “Queerbrada” retrata marginalização da cena cultural LGBTQIA+ de Salvador – Foto: Divulgação

Dividida em cinco episódios com pouco mais de 10 minutos cada, a série documenta a rotina de trabalho de cinco artistas baianos que fazem parte da sigla. De fotógrafo e poeta a Drag Queen e Cantora lírica, os personagens contam suas histórias e falam sobre os desafios e dificuldades enfrentados para trabalhar com arte na cena LGBTQIA+.

O idealizador e diretor do documentário, Matheus dos Anjos, explica que os episódios funcionam de forma independente, mas possuem um elo: o espaço urbano de Salvador, é ele que costura um personagem ao outro. Quem assistir ao documentário vai passear por “quebradas” já conhecidas por muitos soteropolitanos: Pelourinho, avenida Carlos Gomes, os bairros de Periperi e Fazenda Grande do Retiro, além de espaços que fazem parte da agenda cultural LGBTQIA+ de Salvador, como o Bar Âncora do Marujo.

“A intenção de usar a cidade como um elo foi também mostrar esse outro lado soteropolitano, que foge da cultura dominante, que acolhe nossa comunidade e de onde sai muito material de entretenimento de qualidade. Mas, além disso, esse aspecto geográfico mostra também que o processo de invisibilização da cena acaba literalmente arrastando esses artistas para os locais mais escuros e com menos policiamento da cidade”, conta.

A escolha do nome da série também não foi por acaso. Ele veio da junção da palavra ‘Queer’ – uma espécie de termo guarda-chuva muito utilizado na cena para designar tudo aquilo que é diferente do padrão social – com a palavra ‘Brada’, que vem do verbo bradar e expressa uma ação de resistência política contra o silenciamento e o apagamento.

“A junção dessas duas palavras acabou gerando uma palavra muito semelhante a ‘quebrada’, termo usado para se referir a locais periféricos, que muitas vezes acabam sendo os únicos espaços disponíveis para que esses artistas ocupem”, esclarece o diretor.

Além de Matheus, a websérie conta com direção de Eduardo Tosta, um dos cineastas responsáveis pelo primeiro curta-metragem de animação baiana que teve participação no Festival de Cannes, no ano passado. Em Queerbrada, a ideia, segundo Tosta, foi um visual mais arrojado, com câmera na mão, montagem mais dinâmica e uma proximidade de storytelling com o espectador. “Deu super certo e os personagens ajudaram bastante, já que todos são hipnotizantes”, conta.A produção foi da Camaleoa Filmes, produtora baiana que nasceu com a premissa de trazer pluralidade em suas produções. Não por coincidência, um dos critérios estipulados pelos diretores para a formação da equipe técnica foi justamente que ela fosse formada 100% por profissionais LGBTs.

“Uma das coisas mais comuns no setor de audiovisual é a produção formada por pessoas que não têm a mínima vivência do que está sendo trazido no projeto. E isso cria uma ideia de automatismo, onde não precisa haver sensibilidade e relação com o que a gente está contando ali. Queerbrada trata de tantos temas pertinentes na vivência de pessoas LGBTQIA+, inclusive sobre a exclusão e dificuldades no mercado de trabalho. Não faria sentido ser executado por pessoas de fora da comunidade. Há tanta potência nessa equipe, foi uma construção primorosa trabalharmos juntos”, revela Tosta.

O primeiro episódio da série já está disponível no Youtube. Os outros quatro serão lançados a cada domingo até o dia 10 de abril, na mesma plataforma. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão/PABB) via Lei Aldir Blanc, redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Instagram:
https://www.instagram.com/queerbradaserie/

Canal do Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UCEuX4qQjPNaR6LX3NHOTIXw

1º Episódio: