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Grupo Arco-Íris pede ao STJD que Cruzeiro e Grêmio promovam políticas públicas contra a homofobia

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O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ pediu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD)  para que os times de futebol Cruzeiro e Grêmio promovam políticas contra a homofobia e LGBTIfobia, como forma de condenação, em decorrência dos cânticos homofóbicos promovidos pelas torcidas dos dois clubes. O documento foi entregue na última terça-feira (31), em virtude da audiência que foi suspensa no STJD devido a um possível acordo entre os times alvos de investigação.

De acordo com o grupo, audiência para apurar as infrações cometidas por ambas as torcidas estava agendada para a última segunda-feira (30). O Grupo Arco-Íris LGBTI+ tinha requerido habilitação como amicus curiae  (amigo da corte), no último dia 25 de maio. As infrações, que estão sendo apuradas pelo STJD do Futebol, aconteceram durante partida da Série B no último dia 8 de maio. O clube mineiro também será investigado pelo fato de torcedores terem atirado copos de cerveja em direção ao banco de reserva dos jogadores do time gaúcho.

Torcida Grêmio (Foto: Jefferson Botega)

“Estamos completando 29 anos, e esse é mais um capítulo de uma longa batalha contra a LGBTIfobia. Também nos fizemos presentes em denúncias contra o Flamengo e contra a CBF por conta de práticas nas quais consideramos discriminatórias. Esperamos ser ouvidos no STJD e que possamos contribuir com políticas públicas para combater o preconceito no esporte”, manifestou Cláudio Nascimento, presidente do Grupo Arco-Íris.

“Não é a primeira nem será a última vez que o esporte brasileiro testemunhará comportamentos homofóbicos e discriminatórios, mas cabe à sociedade civil e ao poder público competente fazerem a sua parte na luta contra essas práticas. […] Esperamos que nosso pedido para atuar nos dois casos seja aceito, porque isso significa que a sociedade civil tem espaço para dialogar nessas instâncias e propor políticas públicas efetivas num país com elevados índices de LGBTIfobia e homofobia”, expressaram os advogados Carlos Nicodemos e Maria Fernanda Fernandes Cunha, ambos do escritório Nicodemos & Nederstigt Advogados Associados, que defendem o Grupo Arco-Íris perante o STJD do Futebol.

Escritora trans argentina mistura fábula e autobiografia em audiolivro sobre transfobia

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No Mês do Orgulho LGBTQIA+, a Editora Planeta disponibilizou, de forma gratuita no Spotify, o audiolivro “O parque das irmãs magnificas“. Com narração da Valéria Barcellos, mulher trans, negra, cantora, atriz e escritora, a obra traz uma história repleta de magia, violência e ternura, inspirado em um período da vida da autora, Camila Sosa Villada.

“O parque das irmãs magníficas é um relato de infância e um rito de iniciação, um conto de fadas e de terror, um retrato de grupo, um manifesto político, uma memória explosiva, uma visita guiada à fulgurante imaginação de sua autora e uma crônica diferente de tudo, que vem polinizar a literatura”, diz Juan Forn no prefácio da obra.

O audiolivro, lançado este mês, está disponível nas principais plataformas como Google Play, Kobo e Storytel. No Spotify é possível acompanhar gratuitamente ao longo do mês. Trata-se de um projeto da Editora Planeta produzido nos estúdios Narratix e em parceria com a Bookwire Brasil, empresa especializada em publicação digital.

“O parque das irmãs magníficas”, obra de Camila Sosa Villada ganhadora de um prêmio na Feira de Guadalajara e do Grand Prix de l’Héroïne 2021, prêmio literário francês na categoria romance estrangeiro, é baseado na história da própria autora, uma mulher trans, conhecida como uma das principais personalidades argentinas a falar sobre esse tema. O livro foi lançado no Brasil pelo selo Tusquets da Editora Planeta em junho do ano passado.

“[…] Em seu DNA convergem as duas facetas do mundo trans que mais repelem e aterrorizam a boa sociedade: a fúria travesti e a festa de ser travesti. Para falar francamente, é esse tipo de livro que, quando terminamos de ler, queremos que o mundo inteiro o leia”, conclui Juan Forn sobre a obra literária.

Capa (Foto: Divulgação)

Audiolivro “O parque das irmãs magnificasdisponível aqui.

Cia Artera de Teatro comemora 18 anos com mostra de espetáculos e documentários LGBTQ+ online

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A Cia. Artera de Teatro completa 18 anos de trajetória com a mostra de repertório no Mês do Orgulho LGBTQ+. A programação terá cinco peças diferentes, exibidas de 13 a 19 de junho, que ficarão disponíveis no canal do YouTube por 24 horas. A mostra também fará a exibição de dois documentários, que foram parte da pesquisa cênica do grupo.

O primeiro curta exibido fala sobre adoção homoafetiva e intolerância, intitulado Monstro também tem sentimentos”. Já o segundo é o “No sigilo”, que trata sobre o HIV nos dias atuais e práticas sexuais de risco. Todas as exibições serão gratuitas e para assistir é necessário se inscrever no canal da Cia. Artera. Já o espetáculo CAM, será necessário enviar fazer uma reserva de ingresso através do e-mail para ciaartera@gmail.com. O projeto é realizado através do ProAc LAB.

(Foto: Divulgação)

Programação de teatro

MONSTRO (indicado ao prêmio APCA de melhor espetáculo) – A peça conta a história de Léo (interpretado por Ricardo Corrêa, que também assina a dramaturgia), professor de natação de uma escola infantil que decide se candidatar a adotar uma criança. Tudo vai bem, até acontecer uma situação na qual um de seus alunos de sete anos o chama de gay. Este professor, então, resolve falar abertamente sobre o que é ser gay, encorajando uma cultura de aceitação e inclusão entre os seus alunos. Elenco: Ricardo Corrêa. Participação: Rafael Salmona. Direção de Davi Reis.

 DUAS CARTAS PARA O FIM DO MUNDO – VIDEOARTE

Duas cartas para o fim do mundo, propõe reflexões sobre a experiência afetiva partilhada no isolamento social por um casal de artistas gays da Cia. Artera de Teatro. Duas cartas-manifestos, como um (re)fluxo de pensamentos e de anseios neste momento pandêmico onde as perspectivas estão borradas. Dois lados, duas perspectivas, duas histórias que se complementam e que formam um corpo queer político. Esta criação conjunta também foi uma maneira encontrada pela dupla de criadores da Artera de coexistir e refletir o teatro durante a pandemia. Idealização: Cia Artera.

BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO

A Cia. Artera de Teatro discute a relação entre o risco e prazer com a prática do barebacking (sexo sem preservativo) e bugchasing (quando um homem saudável procura, deliberadamente, ter relações sexuais outro homem com HIV positivo para ser infectado). Mark está em uma quarentena sendo analisado por uma voz, um programa de inteligência artificial. Em fragmentos e saltos atemporais, a peça conta a saga desse homem, um advogado criminalista que busca se infectar propositalmente com o vírus HIV. Com Ricardo Corrêa e Leonardo Souza. Direção Davi Reis.

BUG CHASER – CORAÇÃO PURPURINADO (Foto: Divulgação)

CORAÇÃO DARK ROOM

A peça faz um mergulho na mente de um assassino em série. A peça conta a história de um garoto de programa perante a vida nos grandes centros urbanos. O serial killer se tornou um fenômeno atual. este assunto está em nosso imaginário coletivo, pois temos fascínio perante a morte, este espetáculo trata dos quartos escuros que temos dentro de nós. Concepção, texto e atuação: Ricardo Corrêa.

CAM

A peça gira em torno de Brad, um camboy (interpretado por Davi Reis). Brad está em uma sala de chat e tem um encontro privativo com o público virtual. A performance interativa reflete a superexposição online, a pós-pornografia, o desejo por pixels, o vazio das relações pautadas nos padrões de beleza e o sexo como motor de uma busca desenfreada por tudo aquilo que sirva para aplacar a solidão. Através de números e jogos, um “camboy” exposto em seu “pay per view” de nudes, reflete sobre o corpo versus alma. Texto e Direção: Ricardo Corrêa.

CAM (Foto: Divulgação)

Serviço

De 13 à 19 de junho às 20h – GRÁTIS

Canal do Youtube da Cia Artera de Teatro aqui.

Goiânia realizará 5º Prêmio Direitos Humanos e Cidadania em Respeito à Diversidade

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O Instituto Goiano de Cidadania e Direitos Humanos (IGCDH) realiza na terça-feira, 28 de junho, o 5ª Prêmio Direitos Humanos e Cidadania em Respeito à Diversidade. O evento tem objetivo homenagear e reconhecer as ações sociais que contribuíram para o avanço dos direitos humanos da população LGBTQIA+.

A cerimônia irá condecorar personalidades, entidades, políticos e ações culturais que contribuíram para o avanço dos direitos humanos da comunidade LGBT em 2022.

A premiação lembra os fatos mais significativos no cenário político, social e cultural para a população LGBT, além da contribuição na promoção de Direitos Humanos. Além de ser um momento de divulgação e valorização das atividades que contribuíram com o movimento de consolidação do respeito à diversidade e também ao estímulo de práticas socialmente responsáveis.

Serviço:

5º Prêmio Direitos Humanos e Cidadania em Respeito à Diversidade

Data: 28 de junho de 2022 às 19h
Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro
Rua 3, 1016, Setor Central - Goiânia, GO
Informações: (62) 9.9284-8809
Entrada: 2KG de alimentos não perecíveis
Classificação: Livre

https://www.sympla.com.br/evento/5-premio-direitos-humanos-e-cidadania-em-respeito-a-diversidade/1597570

Escrito por Brontez Purnel, livro que aborda tensões raciais e a depressão entre homens gays é lançado no Brasil

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Escrito por Brontez Purnell, Johnny, você me amaria se o meu fosse maior?” é um romance que desmistifica quaisquer tabus e pudores sobre o mundo gay. Lançado inicialmente por uma editora underground de São Francisco, na Califórnia, o livro conta a história de um artista e dançarino negro que se autoclassifica como “gay old school”, personagem que guarda muitas semelhanças com o autor. Com forte inspiração autobiográfica, a publicação é agora lançada no Brasil pela Editora Planeta.

O protagonista do livro – cujo nome não é revelado para o leitor – não confia nas novas gerações de homens gays que invadem as ruas e a noite de São Francisco. São jovens com capacetes  e bicicletas modernas, que não dispensam o cinto de segurança e as camisinhas, mas são incapazes de se relacionarem afetivamente, sobretudo com corpos transgressores.

Na obra, enquanto nutre seu ódio por esse grupo, o protagonista sabota suas relações, imaginando paixões instantâneas e muitas vezes inexistentes nos bares, nos parques, nas saunas e em outros cantos de uma cidade cada vez mais conservadora.

Capa (Foto: Divulgação)

Além das questões LGBTQIA+, o romance aborda ainda os preconceitos de classe:  tensões raciais, a objetificação do corpo negro nos Estados Unidos, depressão tão comum entre os gays americanos e as relações sociais de um indivíduo soropositivo. 

Fui até a farmácia e olhei para a caixa de camisinhas para o meu tamanho (ou seja, portátil). Percebo que não peguei HIV porque fui promíscuo como uma prostituta (necessariamente), eu peguei HIV porque fiquei constrangido demais pra comprar camisinhas pequenas“, revela o personagem principal.

O romance de “não memórias” é construído de forma não linear e cada capítulo ganha vida própria. Usando termos característicos da comunidade gay, mas sem se tornar hermético, o livro se propõe a mostrar verdades sobre esse universo.

Ficha Técnica

Título: Johnny, você me amaria se o meu fosse maior?
Autor: Brontez Purnell
Páginas: 176 pp.
Preço livro físico: R$ 46,90
Editora Planeta

ViaQuatro e ViaMobilidade realizam ações de incentivo ao respeito e acolhimento da população LGBTQ+

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Com a intenção de celebrar o mês do Orgulho LGBTQ+ e, para reafirmar os direitos dessa população, as concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade promovem em suas estações iniciativas para disseminar informações e combater preconceitos.

Uma das ações inclui a presença de unidades móveis LGBTQ+ em estações da Linha 4-Amarela. Os atendimentos começam em junho e se estendem pelos meses de setembro, outubro e dezembro, conforme calendário abaixo. As unidades são vinculadas à Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) da Prefeitura de São Paulo e estarão nas estações com o objetivo de disseminar informação e promover acolhimento para pessoas LGBTQIA+, em prol de uma comunidade sem intolerância.

Além disso, duas exposições, com curadoria do jornalista e produtor cultural Maurício Coutinho, se integram à programação: “Dignidade Já: LGBTQIA+e “Diversidade de Gênero – Cidadania e Respeito“. A primeira traz fotos de personagens que lutam pela conquista de direitos, como o jornalista Leão Lobo, as mulheres trans Antara Gold e Camila Prins, as drags Silvetty Montilla, Thalia Bombinha e Lady Fama, e Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBTQIA+ do Brasil. A outra mostra leva ao público ilustrações de personalidades do segmento, produzidas pelo artista plástico Luciano Meskyta.

Em ambas as exposições, o público tem acesso a informações sobre as leis e conquistas da população LGBTQ+, exemplificadas com a consultoria da advogada Iolanda Aparecida Mendonça, especializada em direito homoafetivo. Sempre é tempo de comemoração pelas conquistas e de conscientização contra o preconceito, a violência e pelo respeito à diversidade, temas que fazem parte de várias ações desenvolvidas pela ViaQuatro e ViaMobilidade ao longo do ano, reforçando nossa perspectiva de atuar pela mobilidade humana“, diz Juliana Alcides, gerente de Comunicação e Sustentabilidade das concessionárias.

Serviço

Mostras até 30 de junho de 2022

  • “Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+”: Estação Faria Lima — Linha 4-Amarela de metrô;
  • “Diversidade de Gênero – Cidadania e Respeito”: Estação Campo Belo — Linha 5-Lilás de metrô;

Unidade Móvel LGBTIA+ em estações da Linha 4-Amarela, de junho a dezembro:

HBO Max renova “Nossa Bandeira é a Morte”, série com navio de piratas gays

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Estrelada por Rhys Darby e Taika Waititi e criada por David Jenkins, a série de comédia “Nossa Bandeira é a Morte” (“Our Flag Means Death”) foi renovada para a segunda temporada. A produção estreou em março deste ano na HBO Max e foi aclamada pelo público e a crítica.

A primeira temporada foi baseada nas aventuras do pirata do século XVIII, Stede Bonnet (1688-1718), interpretado por Rhys Darby na série. Conhecido como “Pirata Cavalheiro”, ele se tornou capitão do navio pirata Vingança e lutou para ganhar o respeito de sua tripulação rebelde.

Sua história ganha novos contornos após conhecer o capitão Barba Negra, interpretado por Waititi na série. Esse encontro, para além de amizade em amizade em alto mar, acaba se transformando em um grande amor.

Personagens Barba Negra e Stede Bonnet (Foto: Reprodução/ HBO Max)

Estamos tão felizes em trazer esta série verdadeiramente única de volta! Parabenizamos David, Taika, Rhys e todo o elenco e equipe talentosos, e agradecemos aos fãs do programa por recebê-lo de coração“, comenta Sarah Aubrey, chefe de Conteúdo Original da HBO Max.

Sabíamos que o programa era especial enquanto estávamos fazendo, mas a receptividade de braços abertos dos fãs ao amor de Stede e Ed, e à série em geral, faz com que o caminho para uma segunda temporada seja ainda mais gratificante”, complementa Jenkins.

A primeira temporada ainda contou com um elenco que incluía Nathan Foad, Samson Kayo, Vico Ortiz, Ewen Bremner, Joel Fry, Matt Maher, Kristian Nairn, Con O’Neill, Guz Khan, David Fane, Rory Kinnear, Samba Schutte, Nat Faxon, Fred Armisen e Leslie Jones.

Assista ao trailer da primeira temporada de “Nossa Bandeira é a Morte”

Barbie trans e a “pauta de costumes”

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Como se não bastassem todas as barbaridades ocorridas no desgoverno que assola o país, o Correio Braziliense ostenta hoje esta manchete:

Câmara aprova audiência para debater Barbie inspirada em atriz trans
Pedido é do deputado Otoni de Paula, vice-líder do governo na Casa.

Mal começa junho, Mês do Orgulho LGBT, um bicho-papão sexual assombra a mente doentia do parlamentar.

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Reprodução

Barbie na Terceira Idade
com corpinho de dezoito

O aparecimento de Barbie, em 1959, veio substituir a boneca bebê pela boneca mulher, marcando uma mudança na socialização das meninas.

Produto típico do fim dos anos 50/princípio dos 60, Barbie se adaptou a todos os decênios porque ela mesma era materialização de uma sociedade consumerista que estava se delineando.

Barbie é o fake, é o simulacro, num mundo que se tornou cada vez mais falso, superficial e inconsistente. É totalmente impossível existir uma figura humana normal com aquelas pernas, aqueles braços, aquela esbeltez.

Barbie é o sonho das meninas, um afago na autoestima delas, que poderiam se projetar e viajar para o futuro, quando teriam busto, um namorado, etc.

E é uma reflexão de cada mudança na sociedade americana.

Atire a primeira boneca a mãe que nunca foi atormentada para incrementar a coleção de Barbies de suas garotinhas. Aqui na terra, a popularidade veio a partir da década de 70, mas eram raras e caras. Minha filha brincava com a Susie, prima pobre da norte-americana.

A criadora e a criatura

Ruth Handler (1916/2002), mulher e sócia de Elliot Handler, fundador da empresa americana de brinquedos Mattel, teve a brilhante ideia de criar a boneca e batizá-la com o apelido da filha deles, Barbara.

Deu ao designer Jack Ryan a incumbência de materializar a ideia e, já para começar, Ryan vestiu-a com uma saia godê e calça cigarrete.

A esquálida manequim Twiggy inspirou os megacílios.

Reprodução
Reprodução

Acompanhando as tendências e os movimentos sociais e políticos, vestiu-se de hippie, de roqueira, tenista, bailarina, indiana e outras vieram: as Barbies étnicas.

Descolou um namorado, o Ken, esteve grávida com o bebê aparecendo a um simples toque para “abrir a barriga’.

Em seguida, vieram carros, apartamentos, cozinhas, banheiros, salões de beleza, resorts, academias de ginástica, uniformes escolares.

É uma fonte inesgotável de royalties, inspiradora dos novos cânones estéticos.

Sempre peruíssima, exibiu todos os perfis das mulheres contemporâneas, vestida por grandes nomes como Christian Dior e Giorgio Armani.

Mais de um bilhão de Barbies foram vendidas até este ano de 2022.

O visual foi inspirado numa personagem alemã de histórias em quadrinhos chamada Lili.

Apareceu pela primeira vez na feira de brinquedos de Nova York aberta em 9 de março de 1959 e, a partir de então, tornou-se objeto de desejo de todas as meninas do mundo.

Reprodução

Livro traz fotos de drag queens que movimentam a cena paulistana desde a década de 1980

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O novo livro do fotógrafo Paulo Vitale, lançado pela Editora Brasileira, conta com fotografias de 50 drag queens que movimentam a cena paulistana desde o fim da década de 80, e artistas iniciantes em suas carreiras. O projeto inclui diversas artistas que são referências dessa representação, como Silvetty Montilla, Marcia Pantera, Danny Cowltt, Tchaka, Salete Campari e Lysa Bombom.

“Convidei drag queens de vários nichos, amadoras e profissionais, famosas e anônimas, ícones e iniciantes. Meu intuito foi explorar a magia única de cada caracterização, pois, ao usar o próprio corpo como base, essa manifestação artística é visceral e libertadora”, afirma Paulo Vitale.

O livro mostra as artistas com e sem suas caracterizações, realçando assim o “ilusionismo de gênero” criado pelas personificações das drag queens. “Descobri que a grande maioria é tímida e reservada e usa a caracterização como uma roupa de super-heroína, um escudo protetor”, diz o fotógrafo.

O lançamento será no dia 4 de junho, das 18h às 22h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (Av. Paulista, 2073).

Serviço

  • Livro: Drags
  • Autor: Paulo Vitale
  • Editora Brasileira – 1ª edição
  • Valor: R$ 99,90
  • Venda: na Amazon e nas principais livrarias

Lançamento

  • Dia 4 de junho
  • Das 18 às 22 horas
  • Livraria Cultura – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Consolação – São Paulo – SP)

Sobre o fotógrafo Paulo Vitale

Cursou História na Universidade de São Paulo (USP) e Fotografia no International Center of Photography, de Nova York. Como fotógrafo, já percorreu mais de 50 países fazendo trabalhos editoriais, corporativos e publicitários. Ganhou 15 prêmios Abril com suas fotografias. Tem mais de 100 capas publicadas nas principais revistas brasileiras, como Marie Claire, Vip, Alfa, Veja, Época, Men’s Health e GQ, dentre outras. Em agosto de 2018, publicou o livro de retratos “Feito no Brasil”, com 50 personalidades relevantes da sociedade do Brasil.

Em 2020, publicou também o livro de retratos “Feito no Sumaré”, que contou a história do bairro Sumaré por meio de retratos de personagens moradores e pontos relevantes do bairro. Já retratou grandes personalidades brasileiras e mundiais, como Nelson Mandela, Oscar Niemeyer, Bill Clinton, Mark Zuckerberg e Pelé.

Potyguara Bardo se apresenta na “Noite Fora do Eixo” em SP

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A Noite Fora do Eixo, projeto da Mídia NINJA que fomenta a música independente e promove a circulação de artistas e bandas por cidades brasileiras, apresenta Potyguara Bardo no Studio SP, dia 30 de junho, às 22h.

Morando atualmente em São Paulo, a intérprete, compositora e drag queen de Natal (RN) é uma das cantoras mais cultuadas da cena LGBTQIA+. Potyguara Bardo é a persona performática da multiartista que canta, atua, dubla e compõe. Seu nome explica suas origens: Potyguara vem da etnia indígena Potiguara e Bardo vem do livro “A Experiência Psicodélica”, de Timothy Leary. 

Em 2018, aos 22 anos de idade, a artista estreou com o  disco “Simulacre“, após uma imersão junto à incubadora de artistas DoSol. No álbum, a jovem drag queen apresenta a mistura viva que encarna em seus espetáculos, entre a ancestralidade, o pop e um experimentalismo que borra as fronteiras entre eles. “Meu som é uma viagem pelos aspectos que formam a personagem que a vida, com uma ajudinha minha, veio a moldar“, define Potyguara.

Potyguara Bardo (Foto: Gabriel Greiner)

Desde criança, Potyguara queria ser artista: “Mas em Natal, sendo uma criança gorda e afeminada, nunca pensei que teria futuro na área“. Na faculdade, estudante de Tecnologia da Informação, e após uma fase depressiva, uma experiência psicodélica a fez repensar seus rumos: “Comecei a me perguntar o que eu estava fazendo e se isso orgulharia meu eu criança. Resumindo: abandonei o curso e decidi usar peruca“.

Potyguara ainda percorreu um longo caminho entre se assumir drag e se encontrar como artista: “Inicialmente, achei que seria através da atuação. Mas após alguns anos fazendo laboratório no palco, dublando músicas e exercitando meu lado ator, decidi colocar minha voz de forma mais direta no mundo, e em 2017 lancei o single Você Não Existe, que culminou na gravação do meu primeiro álbum“.

Seguindo a trilha de sucesso aberta por artistas como Pabllo Vittar e Linn da Quebrada, Potyguara se propõe a alargar ainda mais o campo de possibilidades, sejam artísticas ou identitárias, da música brasileira: “A música, para mim, como a arte no geral, é um playground onde a criança dentro de mim pode brincar de criar“, conclui.

Serviço

Potyguara Bardo na Noite Fora do Eixo no Studio SP

Quando: 30/06 (quinta-feira)
Onde: Studio SP. Rua Augusta, 591, Consolação, São Paulo (SP)
Abertura da casa: 20h.
Show: 22h
Ingressos disponíveis aqui

Cartaz (Arte: Thiago Scherer/Design Ativista)