O humorista Paulo Gustavo é o personagem principal de um filme inédito, que será lançado pela Amazon, de acordo com a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo. O longa, que começou a ser produzido antes da morte do humorista, em maio de 2021, ainda não tem previsão de estreia.
O título do filme será “Filho da Mãe” e exibirá imagens inéditas do humorista em seu trabalho e em momentos de lazer e de intimidade com a família. Paulo Gustavo deixou dois filhos, Gael e Romeu, e o marido, o médico Thales Bretas.
Além de depoimentos de familiares, o filme também contará com participações de artistas, como Ingrid Guimarães e Mônica Martelli. Os participantes devem assinar contratos com a plataforma de streaming para a liberação de suas imagens.
Paulo Gustavo e família (Foto: Reprodução)Â
Mônica, que era amiga de Paulo Gustavo, está escrevendo um roteiro sobre a vida do humorista. A atriz deixou o elenco da novela “Travessia”, a substituta de “Pantanal”, para dar segmento neste projeto junto com sua irmã: Susana Garcia.
Assim como o filme da Amazon, o projeto de Mônica ainda não tem previsão de estreia. também não se sabe se será um filme ou em série. Tudo depende de como elas vão conseguir conduzir os próximos passos do projeto.
A Amazon Prime Video divulgou, na última quarta-feira (15), o primeiro trailer oficial do filme “My Policeman”. O novo longa-metragem da plataforma de streaming é baseado no livro homônimo de Bethan Roberts e traz o ator e cantor Harry Styles em seu primeiro papel como protagonista nos cinemas.
O filme, dirigido por Michael Grandage, se passa em Brighton, na Inglaterra, na década de 1950. Na história Styles será Tom Burgess, um policial casado com uma professora (Emma Corin), e que viverá um triângulo amoroso após se apaixonar pelo curador de museus Patrick (David Dawson). “My Policeman” estreia dia 04 de novembro no Prime Video.
Assista ao trailer de “My Policeman”
Harry Styles comenta cena de nudez em “My Policeman”
Em entrevista ao programa de rádio The Howard Stern Show, Harry Styles comentou sobre as cenas de sexo em em “My Policeman”. O artista revelou como fez para não ter as partes íntimas expostas nas gravações. “[…] Estava pelado em ‘My Policeman’. Não tem pênis no corte final. Tem um bumbum… Não acho que tinha planos de incluir o pênis”, explicou.
Ao programa de rádio, Styles revelou que “pré-negociou” com a produção para que o seu pênis não aparecesse no filme. “Se você se lembrar que a coisa mais importante no set são os dois seres humanos fazendo isso. Se em algum momento qualquer um de vocês estiver desconfortável, acho que ter uma conversa do tipo: ‘Não importa se eles estão filmando partes ótimas, se você não se sentir bem, me diga e vamos parar’”, comentou.
“Atuar é meio desconfortável à s vezes. Você tem que confiar muito. Requer muita confiança se você quiser dar tudo [de si]. Poder confiar no seu diretor é um presente. Isso foi muito útil. Realmente foi uma experiência muito boa trabalhar nesse filme”, acrescentou Styles no The Howard Stern Show.
“My Policeman” (Foto: Reprodução/ Amazon Prime Video)
No Mês do Orgulho LGBTQIA+, o espetáculo “Sabe Quem Dançou?“ faz sessão online em comemoração aos seus 30 anos. Melhor texto do prêmio Timochenco Wehbi de 1990 e finalista do Shell na mesma categoria no ano seguinte, a peça trazia o estilista Clodovil Hernandes (1937-2009) como protagonista na época.
Ambientada no anos 80, a tragicomédia desvenda o universo do expressivo personagem Madonna, esperto receptador de objetos roubados que ampara “rapazes” em sua casa. A narrativa ágil acompanha sua vida e a de outros personagens marginalizados diante dos desafios da sociedade.
(Foto: Ronaldo Gutierrez)
Sexo, violência e corrupção explodem no palco através de potentes interpretações que escancaram – com a ajuda de diálogos ácidos – as mazelas, os tipos, o contexto, a linguagem e as situações que se aplicam perfeitamente aos dias atuais.Â
Segundo o diretor Hermes Carpes, a postura realista adotada na peça provoca choque e reflexão sobre questões tão conhecidas, mas muitas vezes ignoradas. A peça “atravessou décadas sem perder seu significado e importância e, agora, se destaca ainda mais com seu texto forte e imprescindível para momentos como esse que estamos vivendo em nosso país”, pontua ele.
A apresentação online poderá ser assitida no YouTube até o dia 31 de julho. O link será disponibilizado por e-mail, após o ato da compra no site Sympla aqui.
(Foto: Ronaldo Gutierrez)
Ficha Técnica
Texto: Zeno Wilde; Direção: Hermes Carpes; Direção Audiovisual: Fredy Lopes; Elenco: Hermes Carpes, Marcondes Lobo, Kalel de Olveira, Alexandre Amaral, e Kalel de Oliveira; Realização: Carpes Produções.
Na última quinta-feira (16), durante a 20ª Feira Cultural da Diversidade, a Make Life apresentará sua linha CHUKA POP. O item, com desenho exclusivo, e patente requerida, chega para inovar no procedimento de lavagem anorretal trazendo um produto asséptico, que pode ser utilizado acoplado ao chuveirinho do banheiro ou mesmo aÌ€ uma simples garrafa pet, oferecendo praticidade.
Além do lançamento exclusivo da Chuka Pop, edição LGBTQIA+, a marca também apresentou o Hidraenema, hidratante anal que age durante 72 horas e pode ser utilizado antes ou após a relação sexual; e a Chuka Pop +, um kit contendo os dois produtos, que leva o nome do sexólogo e influencer Mahmoud Baydoun, que será lançado no fim deste mês.
“O CHUKA POP é um tipo de prevenção também. Como sempre estou cuidando de HIV/AIDS, desde 1990, com a realização da campanha ‘Mais DIAS, Menos AIDS’, quero falar de saúde orificiana, um tabu. A saúde orificiana é um assunto do qual cuido com muito cuidado: assim como a saúde mental, a saúde vaginal, a saúde oral e a educação, ensinando técnicas de higiene e apresentando este produto, o CHUKA POP , para as pessoas darem a devida importância à saúde e higiene anorretal“, disse Heitor Werneck, diretor artístico da Parada do Orgulho LGBTQIA+.
ATenda da Make Life que, além de apresentar sua linha CHUKA POP, também trouxe atrações como a Drª. Zeferina, persona interpretada por Darlene Barbosa, que interagiu com o público e distribuindo gibis em edição limitada LGBTQIA+; a primeira Drag Queen Educadora Sexual do Brasil, Lorrayne Lovely (Brenno de Souza); Dr. Vinicius Lacerda, médico especializado em cirurgia digestiva, que deu dicas para o público LGBTQIA+; e a farmacêutica e bioquímica Drª. Gabriela Ribeiro idealizadora dos produtos Make Life.
Entre 17 e 19 de junho, a Casa dos Quatro se torna palco para: show de Fernanda Jacob; leitura dramática de texto de Alexandre Ribondi; lançamento do livro “Somos Todos Bolhes“ de Roberto Muniz Dias; e para muito – muito – audiovisual. A proposta é a da celebração da diversidade e a afirmação da dignidade da comunidade LGBTQIAP+ do Distrito Federal, no mês em que se lembra os 53 anos da Rebelião de Stonewall, quando esta pauta teve início. Cabe destacar que a Mostra + da Casa dos Quatro terá nas duas primeiras semanas apresentações de Virilhas (de Alexandre Ribondi) e de Uma Crônica para quem Não Deveria Amar (de Rafael Salmona) foram de casa cheia e clima de festa, e é nessa toada que os trabalhos continuam neste próximo fim de semana.
Fernanda Jacob
Artista da música e do teatro, preta, lésbica, feminista, Fernanda Jacob é de Sobradinho e apresenta nesta sexta-feira (17) “Ninguém Canta Pra Ninguém”, Ã s 20 horas. Cria de Brasília e ativa em diversos movimentos artísticos como o Grupo Embaraça e o Bloco Essa Boquinha Eu Já Beijei, Fernanda ganhou projeção nacional ao interpretar Dona Ivone Lara em musical no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Faz seis anos desde a última vez em que esse texto foi apresentado ao público, no extinto Teatro Goldoni. Uma história sobre amor e amores entre homens, a composição familiar de filhos de pais gays, o etarismo – tudo isso está em discussão neste texto. Agora, é relido por Alexandre Ribondi e Gabriel Duarte, com direção de Rebeca Reis. Uma dramaturgia surpreendente que promove reflexões e pequenas revoluções no público, ao encarar temas sensíveis sem culpa.
Tem lançamento de livro na Mostra+ também! Aliás, dois lançamentos: um nesta e um na próxima semana. Mas o desta semana é o “Todos Somos Bolhes”, de Roberto Muniz Dias, pela Editora Nua.
Tudo começa com “e se?”. E se uma prótese peniana cibernética pudesse abrir caminhos para a masculinidade ilimitada que a propaganda promete? No mundo futurista de “Todos Somos Bolhes”, corporações, governos e grupos paraestatais exploram pessoas “fora do padrão”: herdeires da Revolução dos Corpos. Resta à queles que não se conformam pagar o preço por suas experimentações, fugir ou se organizar. E é nesse contexto que conhecemos a personagem principal, uma pessoa agênere, crítica do sistema que a cerca, em busca de mecanismos e amigues com quem possa compartilhar a construção do próprio corpo. Escrita em linguagem neutra adaptada, a obra de Roberto Muniz Dias mescla estilos – do diário de estrada kerouaquiano à ficção científica com diálogos teatrais –, propondo uma narrativa distópica sobre direitos sexuais e o futuro da luta pela desconstrução do conceito de gênero.
Entrada gratuita, sábado (18), Ã s 18h30
Filmes
Domingo (19) será dia de sessão quádrupla de cinema na Mostra+!Â É quando ocorrerá a apresentação de “Poderia Me Chamar Adeus”, de Arthur Scherdien, à s 15 horas; e “Me Falta Tempo Pra Celebrar Teus Cabelos”, de Caio Almeida e Daniel Zacariotti, à s 16 horas. Depois dos filmes, tem bate-papo com os diretores…
A Cine Chanchada, mostra de cinema que ocorre desde janeiro mensalmente na Casa dos Quatro, compõe a programação deste domingo com os curtas “Uma Droga Chamada Amor”, de Pedro Ribeiro e Ulli de Oliveira; e “Cóclea”, de Isa Lima; além de exposição de Natália Fechine, venda de comidinhas e camisetas da Cine Chanchada.
Em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, a #CulturaEmCasa, plataforma de streaming e vídeos sob demanda, apresenta uma programação especial sobre o tema que inclui espetáculos musicais, peças de teatro, websérie, exposição e webinário. Até 30 de junho, mais de 30 conteúdos estão programados, todos também acessíveis pelo aplicativo da plataforma.
A primeira totalmente gratuita do país, a plataforma foi lançada em abril de 2020, e tem por objetivo democratizar o acesso da população a conteúdos culturais e criativos de alta qualidade. Como nos anos anteriores, a pauta LGBTQIAP+ ganha reforço na #CulturaEmCasa ao longo de junho. Desta vez, cerca de 100 artistas, ativistas e pensadores farão parte da ação que vai tratar temas como política, arte, justiça e cidadania.
Entre as principais participações, farão parte da iniciativa nomes como Renan Quinalha, Silvetty Montilla, Ikaro Kadoshi, Salete Campari e Thiago Mendonça, além de contribuições de personagens do interior do país que contam suas histórias de lutas por respeito e igualdade.
Na websérie “Bysha, tu acha?” o público vai conferir em quatro episódios assuntos importantes sobre a comunidade LGBTQIAP+ com artistas e personalidades relevantes que apresentam um conteúdo de valor sociocultural no contexto político nacional. Na categoria “Museu da Diversidade Sexual” (MDS) do especial convidados revelam processos comuns à comunidade.
Já a live Páginas da Transgressão, inspirado no livro homônimo, apresenta um panorama sobre a representação da diversidade sexual na mídia brasileira em diferentes épocas. A live conta com mediação do professor e advogado Renan Quinalha, que fez o prefácio do livro, e participação dos autores Caio Maia, Fábio Mob, Julia Oliveira e Paulo Souto.Â
A exposição Memórias de uma Epidemiafala sobre HIV e Aids, uma realização do Google Arts and Culture em parceria com a Parada do Orgulho LGBTQIA+. Os curadores da exposição, Remom Bortolozzi e Matheus Emilio Pereira da Silva, conversam sobre os quatro fragmentos que compõem a mostra.
A programação também traz o especial Música com Orgulho, com shows de Coral e Aíla. As apresentações contam ainda com a presença de Letrux, Ellen Oléria e Lan Lahn. Fecham as shows musicais os espetáculos de Liniker e os Caramelows, que fazem um show intimista; e Titica, maior nome do Kuduro, estilo musical de Angola.
No teatro, destaque para “Stonewall 50”, com Thiago Mendonça, que aborda os 50 anos da luta pelos direitos civis das pessoas LGBTQIA+. A peça conta com elementos da linguagem do teatro-documentário, vídeos e músicas do universo karaokê. Também integra as peças do especial, Araras, uma comédia que aborda questões sobre sexualidade, gênero e preconceitos. O espetáculo, dirigido por Daniara Marchesi e estrelado por Amanda Brum e Julia Guerra, retrata o momento em que duas mulheres têm seu relacionamento posto em xeque por diferenças de posicionamento sobre transição de gênero
No especial Webinário Acervos Digitais LGBTQIA+, O Arquivo Lésbico Brasileiro (ALB) reúne representantes de instituições de memória durante a 6ª Semana Nacional de Arquivos para debater as perspectivas e os desafios que essas instituições enfrentam ao disponibilizar seus acervos na internet. Em Normas e Regulações, convidados discutem experiências com acervos digitais e natodigitais pertencentes a projetos de memorialização da população LGBTQIA+ com as participações de Mariana Valente (InternetLab) e Isabel Maringelli (Pinacoteca de São Paulo) e a moderação de João de Pontes Junior (Museu da Cidade de São Paulo). Já Experiências Contemporâneas mostra o custo dos que lutam pela continuidade e pela preservação da história e da narrativa íntegra de grupos minoritários na sociedade. Participações de Paula Silveira-Barbosa (ALB) e Ian Habib (Museu Transgênero de História da Arte) com a moderação de Felipe Areda (Instituto LGBT+).
Serviço
#CulturaEmCasa: Mês do Orgulho LGBTQIAP+
Para acessar todo o conteúdo do Mês do Orgulho LGBTQIAP+, acesse aqui.
O Paramount+ anunciou a estreia da sétima temporada de RuPaul’s Drag Race All Stars para a próxima segunda-feira (20), na plataforma de streaming e, Ã s 21h, na MTV. Pela primeira vez na história do reality, a temporada contará com um elenco formado por oito competidoras que já ganharam temporadas passadas.
A versão “All Winners” conta com quatro competidoras das temporadas norte-americanas regulares: Raja (temporada 3), Jinkx Monsoon (temporada 5),  Yvie Oddly (temporada 11) e Jaida Essence Hall (temporada 12). A outra metade do elenco é formada por três vencedoras do “All Stars”: Monét X Change (All Stars 4), Trinity The Tuck (All Stars 4) e Shea Couleé (All Stars 5); e uam campeã da versão do Reino Unido: The Vivienne (temporada 1).
A vencedora desta edição levará para casa um cheque de 200 mil dólares. Essa também é a primeira vez que nenhuma participante será eliminada ao longo da competição. Diferente de outras temporadas, dessa vez elas irão competir por estrelas que valem pontos. As quatro drag queens que acumularem o maior número das “Legendary Legend Stars“, disputarão a grande final.
(Foto: Divulgação/ Paramount+)
Conheça as competidoras
JAIDA ESSENCE HALL (Ganhadora – Temporada 12)
 A vencedora da 12ª temporada está de volta para arrebatar outra coroa. Com seu carisma deslumbrante e talento espetacular, Jaida continua sendo a essência da beleza e está pronta para provar que é a Rainha de Todas as Rainhas.
JINKX MONSOON (Ganhadora – Temporada 5)
A campeã da quinta temporada, Jinkx Monsoon, é uma artista poderosa e uma personagem firme! Esta amada e peculiar rainha é uma força da natureza, mas ela pode provar que o vento está a seu favor – de novo?
MONÉT X CHANGE (Ganhadora – All Stars 4)
Miss Simpatia da 10ª temporada e vencedora do All Stars 4, Monét X Change está de volta, e a taxa de câmbio está prestes a subir! Prepare-se para absorver todo o seu carisma, singularidade, coragem e talento enquanto Monét aposta tudo por outra coroa!
RAJA (Ganhadora – Temporada 3)
Estrela da terceira temporada de Drag Race, Raja inspirou uma geração de jovens rainhas com sua criatividade e estilo. Agora, esta lenda luminosa está de volta para mostrar de uma vez por todas que ela ainda é uma campeã.
SHEA COULEÉ (Ganhadora – All Stars 5)
Ícone da moda, performer e ativista, Shea Couleé é o auge da excelência drag. No All Stars 5, ela arrasou na passarela e arrebatou a coroa. Agora ela está de volta para arrasar novamente…e conquistar o prêmio final!
TRINITY THE TUCK (Ganhadora – All Stars 4)
“O Tuck poderoso está de volta – e mais apertado do que nunca!”. No All Stars 4, ela garantiu a coroa com seu carisma, singularidade, coragem e talento. E agora ela está pronta para provar que é a santíssima trindade do drag. O Tuck vai levar tudo?
THE VIVIENNE (Ganhadora – Temporada 1 RuPaul’s Drag Race UK)
“Pronto para uma invasão britânica?”. A primeira rainha do Drag Race UK, The Vivienne, está aqui para representar o mundo drag britânico no palco principal da OG. Esta talentosa artista e dama do glamour, pode reivindicar a coroa de rainha em outro país?Â
YVIE ODDLY (Ganhadora — Temporada 11)
A rainha dos queerdos está de volta para hastear sua bandeira de outsider e provar que ela é a Rainha de Todas as Rainhas. A vencedora eclética da 11ª temporada roubou nossos corações e explodiu nossas mentes com sua própria marca de fabulosidade drag! Agora, ela está aqui para equilibrar as probabilidades e levar para casa outra coroa!
Serviço
RUPAUL’S DRAG RACE ALL STARS – 7ª TEMPORADA Estreia: segunda-feira, dia 20 de junho, no Paramount+, Ã s 21h, na MTV (consulte sua operadora).
A atriz, diretora, dramaturga e ativista Renata Carvalho apresenta o espetáculo “Manifesto Transpofágico” no Centro Cultural São Paulo até domingo (19). Neste manifesto ela convida, em cena, o público a olhar o seu corpo travesti, incansavelmente, e apresenta a historicidade dele.Â
“Meu corpo veio antes de mim, sem eu pedir”, diz Manifesto Transpofágico questiona como as pessoas enxergam o corpo travesti Renata. “De certa forma, eu fiquei grávida de mim mesma. Eu me pari”. O solo aborda o “corpo etapa” dos hormônios, silicone industrial e próteses mamárias, o punitivismo, o encarceramento em massa, a censura, a patologia, a AIDS, a diáspora, as violências e assassinatos acometidos aos corpos trans/travestis: “Eu não me descobri travesti, me gritaram“, reforça a artista.
(Foto: Danilo Galvão)
Em cena, Renata fala baixo, pausada e ao microfone para “acalmar os olhos e os ouvidos cisgêneros” ao verem ou ouvirem a palavra “travesti”, repetida e iluminada diversas vezes, e pergunta: “Alguém quer me tocar?“. O manifesto questiona como as pessoas enxergam o corpo travesti e, por isso, a artista não precisa do rosto: “Nós conhecemos as travestis recortadas, de cima do ônibus, a pé, de bicicleta, na moto ou no carro – ninguém chega perto ou conversa, porque somos perigosas – e é dessa fração de segundos que nossas imagens são formadas“, explica.Â
O espetáculo, dirigido por Luiz Fernando Marques (Lubi), é dividido em dois momentos:Â O primeiro é a apresentação do corpo travesti, suas historicidades, “transcestralidade” e as construções que rodeiam corpos trans/travestis. No segundo momento, Carvalho está na plateia e propõe uma conversa com o público expondo questionamentos pessoais e temas como cisgeneridade, passabilidade e perguntas de qualquer ordem.
(Foto: Danilo Galvão)
Serviço
Manifesto Transpofágico Temporada: De 15 a 19 de junho de 2022; Quarta a sábado, 21h; e domingo, 20h Ingressos: Grátis Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo – SP) Capacidade: 321 lugares Classificação indicativa: 16 anos Informações: (11) 3397-40027
Sinopse: “Hoje eu resolvi me vestir com a minha própria pele. O meu corpo travesti”. Em Manifesto Transpofágico, Renata Carvalho “se veste” com seu próprio corpo para narrar a historicidade da sua corporeidade. Se alimenta da sua “transcestralidade”. Come-a, digere-a. Uma transpofagia. O Corpo Travesti como um experimento, uma cobaia. Um manifesto de um Corpo Travesti. O letreiro pisca TRAVESTI. TRAVESTI. TRAVESTI.
Manifesto TranspofaÌgico – Renata de Cervalho – Trema Festival (Foto Danilo Galvão)
No próximo domingo (19), grupos religiosos de várias crenças formarão um bloco inter-religioso na Parada LGBTQIA+ de São Paulo. Na véspera do evento, será realizado o ato “Religiões, Diversidade e Democracia: Por uma fé que abraça, acolhe e liberta“, Ã s 10h, no Largo do Arouche.
De acordo com a organização, budistas, católicos(as), espíritas, evangélicos(as) e seguidores de religiões de matriz africana estarão juntos proclamando que todas as pessoas devem ser amadas, acolhidas e respeitadas.
O objetivo do “Bloco Gente de Fé” é celebrar o orgulho e a diversidade religiosa. Segundo a organização, a concentração dos grupos religiosos será em frente ao vão do MASP, na Avenida Paulista, Ã s 11h.
(Foto: Divulgação)
Serviço
Bloco Gente de Fé na Parada SP
Quando: Domingo, 19 de junho;
Concentração: Às 11h, em frente ao vão do MASP – Av. Paulista
Nesta semana, duas festas foram criadas no HitchBar para um aquecimento pré-Parada LGBTQIA+ de São Paulo. A casa, criada por John Oliveira e que celebra a obra do mestre do suspense Alfred Hitchcock, abre à s 17h e a entrada é gratuita.
A primeira festa é nesta quinta-feira (16). A #TBT Pride Amthemstraz uma playlist que será executada direto no telão do lounge Cock, no segundo andar, reunindo os melhores gays hits do pop de todos os tempos. Já no sábado (18), um dia antes da Parada SP, acontece a festa Disk M para Madonna, celebrando as duas coletâneas de remixes da obra da diva, que ela lança neste mês.
Hitch Bar (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
O sobrado, com a bandeira LGBTQIA+ na fachada, tem como inspiração as obras de Hitchcock em sua ambientação, inclusive na instalação criada em uma banheira com referência na cena marcante do filme “Psicose“.Â
Além disso, uma galeria de arte só com obras de artistas que tem o universo Hitchcock como inspiração, fica junto ao balcão do bar. E é nesse espaço, os clientes podem encontrar drinks exclusivos da casa criados pelo mixologista Gabriel Oliveira. Parte tem o preço fixo de R$ 27,00.
Da cozinha do Bar Hitch saem nesse inverno caldos (como o de feijão fradinho com camarão e dendê, acompanhado de focaccia) e appetizers, como a polenta crocante com parmesão acompanhada de redução de Catuaba e maionese da casa. Â
Hitch Bar (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Serviço
Hitch Bar
Rua Cardeal Arcoverde, 1763 – Pinheiros – São Paulo; Instagram: @hitchbar.sp / WhatsApp: 996706141; Capacidade: 100 pessoas; Funcionamento: de quinta a sábado das 17 à s 2h ou até último cliente/ domingos das 17h à s 22h.