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Carmo Dalla Vecchia diz sentir vergonha e tristeza do governo de Jair Bolsonaro

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Há pouco mais de um ano, mais precisamente em julho de 2021, o ator Carmo Dalla Vecchia, de 50 anos, tomou a decisão de tornar pública a sua orientação sexual. Durante participação na “Super Dança dos Famosos”, da TV Globo, ele pediu a palavra ao apresentador Tiago Leifert para fazer uma homenagem ao marido João Emanuel Carneiro e ao filho do casal, Pedro, e alertar sobre o alto índice de assassinato de pessoas trans no Brasil. De lá pra cá, a vida do ator, natural de Carazinho (RS), mudou bastante. Em entrevista ao site Gay Blog o ator conta sobre a decisão e também fala sobre preconceito, redes sociais, militância e seus desejos para os próximos anos de carreira. Confira abaixo alguns momentos da entrevista.

Sobre a decisão de tornar pública sua orientação sexual:

“Precisei descobrir que mesmo compondo uma letra da sigla LGBTQIAPN+ eu poderia ter um preconceito cultural arraigado na minha própria cabeça. Acho que minha decisão acompanhou um movimento meu e ao mesmo tempo um momento que o mundo está passando”, explica ele em entrevista ao Gay Blog BR.

O ator contou na conversa que ao longo da infância, sofreu alguns episódios de homofobia na escola e, ao se entender gay aos 13 anos, passou a se sentir “deslocado, perdido e sozinho”. ”Me sentia diferente. Não tinha referência de pessoas iguais a mim. […] Você sofre e apanha calado na escola e volta pra casa se perguntando o que vai ser da sua vida quando crescer”, afirma Carmo.

Carmo também  teve receio de tornar público que era gay e chegou até a ser advertido. “[…] Eu achava que ao me expor poderia ter problemas. Fui claramente advertido quanto a isso algumas vezes, mas o desejo de me posicionar foi mais forte. Para mim foi muito claro que se o preço que eu teria que pagar para trabalhar seria me ausentar de quem eu era, esse valor eu já não estava mais disposto a dispor”, revela o ator.

Na entrevista, Carmo contou sobre a decisão de se assumir na “Super Dança dos Famosos”, sobre sua relação com a família, colegas de trabalho e fãs depois da atitude. Também falou sobre sua atuação nas redes sociais onde propõe algumas reflexões sobre a população LGBTQIA+ em seu perfil no Instagram.

“Muitas vezes choro lendo as mensagens que recebo. São pessoas que passaram por grandes dificuldades de aceitação e que levarão cicatrizes eternas em suas vidas. Pessoas que confiaram em mim e me cederam suas histórias para serem contadas. Nunca fui tão grato e nunca ouvi tantos agradecimentos em toda a minha vida. São caminhões de afeto e carinho que tenho recebido diariamente”, comenta ele.

Ao longo da entrevista o ator também abriu o jogo sobre as mensagens de apoio que anda recebendo e também sobre alguns ataques homofóbicos contra ele e seu filho de 3 anos sofreram nas redes  nos últimos meses.

“Um advogado amigo meu que mora em São Paulo me ligou e pediu para me defender. Ele e um ex-juiz, atualmente advogado em Brasília, compraram suas passagens e vieram ao Rio de Janeiro, me buscaram na minha casa e me levaram para a delegacia, quase de mãos dadas, sem me cobrar nada porque são seres humanos fantásticos que se sensibilizaram com a causa. […] Fiz isso como um ato cívico de denúncia, para dar exemplo a outros e mostrar que não é tão fácil assim você se esconder atrás de uma máquina e falar o que bem entende”, conta o ator.

Nas redes sociais, Carmo Dalla Vecchia abre espaço de diálogo sobre a pauta LGBTQIA+
Nas redes sociais, Carmo Dalla Vecchia abre espaço de diálogo sobre a pauta LGBTQIA+ / Reprodução

Ainda sobre esse tema, Carmo também falou sobre militância, LGBTfobia no Brasil, sobre o Jair Bolsonaro e sobre o que ele espera das próximas eleições: “Sinto vergonha, tristeza, mas ao mesmo tempo tudo isso me ajudou a falar. Acho que momentos extremistas como esse nos estimulam a ter mais coragem. Como diz Maquiavel: ‘Nunca foi sensata a decisão de causar desespero nos homens, pois quem não espera o bem não teme o mal’”.

Em 2021:  Carmo foi o vencedor do troféu Poc Awards realizado pelo próprio Gay Blog Brasil na categoria “Ator“. Na disputa, ele recebeu 36% do voto do público. “É o prêmio mais importante que eu poderia receber! É o que mais bonito poderia ter acontecido na minha vida. Ter o poder, a chance, a coragem de dizer que esse sou eu. […] Se pudesse escolheria ser gay de novo e de novo e de novo. E esse sou eu”, agradeceu ele em uma publicação no Instagram.

Você pode conferir a entrevista do ator na íntegra no site no site Gay Blog.

5 séries LGBTs para assistir na Star+

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Quem não gosta de uma boa comédia romântica, aquele filme ou série que traz histórias leves, para assistir e relaxar? O gênero se popularizou bastante nos anos 90 e 2000, em sua maior parte, contando história de casais heterossexuais. Esse cenário vem mudando e novas produções audiovisuais trazem histórias de casais homossexuais também, provando que o amor e os assuntos do coração são universais. Confira, abaixo, uma seleção de comédias românticas LGBTQIA+ para maratonar no Star+. Afinal, o “Mês do Orgulho” acabou, mas o orgulho não!

Love, Victor
Série | 3 temporadas disponíveis exclusivamente no Star+

Situado no mesmo universo do filme de 2018 “Com Amor, Simon” (também disponível no Star+), a série segue Victor (Michael Cimino), um novato da escola Creekwood High, em sua própria jornada de autodescoberta, enfrentando desafios em casa, se adaptando a uma nova cidade e explorando sua orientação sexual. Quando tudo parece demais, ele recorre a Simon (Nick Robinson) para ajudá-lo a navegar pelos altos e baixos do ensino médio.

Com Amor, Simon
Filme disponível exclusivamente no Star+

Todos merecem uma grande história de amor, mas para Simon, um jovem de 17 anos, é um pouco complicado. Ele é um adolescente gay que ainda não se assumiu, e não sabe a identidade do colega de turma por quem ele se apaixonou na internet. Resolver as duas questões será uma aventura engraçada e assustadora que poderá mudar sua vida.

Crush
Filme disponível exclusivamente no Star+

Esta comédia romântica acompanha uma jovem estudante e aspirante a artista, Paige (Rowan Blanchard), que sai de sua zona de conforto ao perceber que entrar para o time de atletismo é sua última chance para aproximar-se da garota que sempre foi apaixonada. Mas ao fazer isso, acabará despertando sentimentos por outra colega de time.

Orgulho & Sedução
Filme original disponível exclusivamente no Star+

Ambientado em um destino de férias gay perto de Long Island, Nova York, o filme é uma comédia romântica moderna com um olhar diversificado e multicultural do mundo queer. A história é inspirada nos dilemas atemporais do clássico livro Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e gira em torno de dois melhores amigos (Joel Kim Booster e Bowen Yang) que decidem embarcar em uma lendária aventura de verão com a ajuda de um vinho rosé barato e seu eclético grupo de amigos.

Beijando Jessica Stein
Filme disponível exclusivamente no Star+

Jessica Stein (Jennifer Westfeldt) é hétero, solteira e uma mulher de negócios bem-sucedida. Mas se vê não tão hétero quanto imaginava quando inicia uma intensa amizade com Helen Cooper (Heather Jurgensen), o que acaba virando um romance.

10 séries asiáticas de jovens gays no streaming Rakuten Viki

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O Rakuten Viki, uma das maiores plataformas de streaming de conteúdo asiático, viu um crescimento de 151% nos dramas BL globalmente, e o Brasil está entre os seus maiores consumidores. Boys’ Love (amor entre garotos) – ou BL – é um gênero de drama asiático que conta histórias sobre relacionamentos românticos entre homens.

Recentemente, os dramas BL estão se tornando cada vez mais famosos, com um grande número de séries sendo produzidas a cada ano e milhões de fãs no mundo todo. O sucesso da série Heartstopper, da Netflix, também é um indicador de que este gênero de drama está cada vez mais ganhando espaço entre o público e as plataformas de streaming.

As dez séries BL do Viki mais assistidas do Brasil são:

1 – Tharn e Type – Tailândia

Type Thiwat (Kanawut Traipipattanapong) foi vítima de abuso sexual infantil. Sua experiência fez com que ele desenvolvesse sentimentos extremos em relação aos homens. Ele voltou todo o ódio que tem pelo seu abusador contra todos os membros da comunidade LGBTQIA+. Mesmo que não tenha muitos problemas para fazer amizade com outros homens, ele simplesmente não consegue suportar homens gays.

Type agora é calouro na universidade e está entrando em um novo capítulo de sua vida. Ávido fã de futebol, amante de comidas picantes e gentil com todos ao seu redor, Type está certo de que vai se dar muito bem nessa sua vida universitária. No entanto, quando seu novo colega de quarto, Tharn Kirigun (Suppasit Jongcheveevat), entra em sua vida, todos os sonhos de Type de uma vida maravilhosa em seu tempo de universidade se despedaçam. Tharn é tudo o que o Type aprendeu a odiar: ele é abertamente gay. Determinado a forçar Tharn a sair do dormitório, Type faz tudo o que está ao seu alcance, mas não consegue o que deseja.

2 – Why R U? – Tailândia

Zon (Tommy Sittichok Pueakpoolpol) é um aluno da universidade e escritor de ficção científica em ascensão que sonha em conseguir um contrato de publicação e escrever best-sellers. Irritantemente, contudo, é que não é ele quem recebe atenção online por sua escrita, mas, sim, sua irmã mais nova, cujos romances BL se tornaram uma sensação na internet. O melhor amigo de Zon é Tutor (Saint Suppapong Udomkaewkanjana), um aplicado estudante de engenharia de uma família outrora rica que hoje vive tempos difíceis.

Os dois amigos têm uma adversidade com os outros alunos do sexo masculino. Tutor frequentemente entra em conflito com Fighter (Zee Pruk Panich), um aluno do último ano indiferente e um pouco agressivo. Enquanto isso, o inimigo de Zon, Saifah (Jimmy Karn Kritsanaphan), é um músico popular, mas costuma ser agressivo com Zon quando se encontram. Mas as coisas ficam estranhas quando esses dois relacionamentos antagônicos ameaçam se tornarem românticos… e Zon descobre que o romance BL de sua irmã é, na verdade, baseado nele e em Saifah. Ele exige que ela retire a história da internet. Ela diz que obedecerá se for verdade que não há nada entre eles. Mas se ele estiver mentindo, ela avisa que haverá consequências…

3 – TharnType 2: 7 Anos de Amor – Tailândia

Sete anos atrás, a vida de Tharn Kirigun (Suppasit Jongcheveevat) virou de cabeça para baixo quando conheceu seu colega de quarto da faculdade, Type Thiwat (Kanawut Traipipattanapong). Ambos calouros à época, Tharn não sabia o que pensar quando seu novo colega de quarto deixou bem claro logo de cara que odiava todos os membros da comunidade LGBTQIA+. Abertamente gay, Tharn nunca cogitou ceder à hostilidade escancarada de Type. Mantendo-se firme em suas convicções, Tharn não apenas ajudou Type a superar seu ódio como também a finalmente enxergar as belas possibilidades ao seu redor.

Apaixonando-se inesperadamente pelo rapaz que mudou tudo há tantos anos, Type e Tharn estão juntos (e felizes) desde então. Agora, já dois adultos no mercado de trabalho, o casal precisou superar muita coisa para chegar onde estão. Infelizmente, em vez das coisas ficarem mais fáceis com o passar do tempo, a vida aparentemente tenta provar continuamente que nem tudo são flores.

4 – Until We Meet Again – Tailândia

Korn (Kao Noppakao Dechaphatthanakun) é um aluno da universidade e filho de um perigoso chefe da máfia. Seu colega Intouch (Earth Katsamonnat Namwirote) tem uma grande paixão por ele, e vive dando em cima de Korn que sempre dá foras nele. Porém, a atração entre os dois é forte e, no fim, eles formam um laço romântico. Mas, na Tailândia do final do século 20, a homossexualidade é desaprovada, e seus pais são contra seu relacionamento, proibindo os dois jovens de ficarem juntos. No entanto, o amor deles agora é forte demais para um término. Em vez disso, acontece uma tragédia, levando a vida dos dois jovens.

Três décadas depois, Pharm Triwinij (Fluke Natouch Siripongthon), de 19 anos, é um calouro na universidade. Ele passou toda a sua vida buscando uma pessoa que nunca conheceu – uma jornada que parece completa quando ele conhece o capitão do time de natação do terceiro ano chamado Dean (Ohm Thitiwat Ritprasert). Aos poucos, os dois formam um laço romântico, mas começam a perceber que suas vidas e amor estão ligados de alguma forma a Korn e Intouch… Mas será que a história deles pode ter um final mais feliz?

5 – Erro Semântico – Coréia do Sul

Chu Sang Woo (Jae Chan) é um estudante calouro de ciência da computação que valoriza a razão, as regras e um senso rígido do que é certo acima de tudo. Como parte de seu trabalho universitário, ele é instruído a trabalhar em um projeto em grupo para as artes liberais, no qual o grupo é obrigado a fazer uma apresentação final para passar no módulo, mas como o resto do grupo — do qual ele não sabe nada — decidiu deixá-lo para fazer todo o trabalho por conta própria, ele decide remover os nomes do grupo e fazer a apresentação em seu nome.

Mas mal sabia ele que, quando fizesse isso, daria um duro golpe nas perspectivas acadêmicas de um estudante veterano, chamado Jang Jae Young (Park Seo Ham). Esse último, um estudante de design, é o oposto extremo de Chu Sang Woo. Ele é estiloso, divertido e — acima de tudo — extremamente popular. Ele é o mais próximo que uma faculdade tem de uma superestrela! Mas quando seu crédito pelo projeto de artes liberais é retirado, seus grandes planos de estudar no exterior são repentinamente jogados no ar. Ele procura Chu Sang Woo e pretende atormentá-lo, mas quando a dupla é forçada a trabalhar em conjunto, uma estranha atração começa a se desenvolver entre eles…

6 – Amor por Acaso – Tailândia

Pete, um calouro extremamente tímido (Saint Suppapong Udomkaewkanjana) percebeu que adaptar-se à vida universitária é um pouquinho mais complicado do que ele esperava. Devido a sua beleza e riqueza, as pessoas sempre se aproximaram de Pete com algum interesse, mas o tempo e a experiência o ensinaram que confiar nas pessoas só serviu para magoá-lo, o que se torna ainda mais evidente quando as pessoas descobrem que ele é gay. Agora, usando sua timidez como meio de autopreservação, Pete faz todo o possível para afastar as pessoas, protegendo a si mesmo, dessa forma, da crueldade dos outros.

Mas tudo muda no dia em que um acidente coloca Ae (Perth Tanapon Sukumpantanasan) de modo repentino na vida de Pete. Ae é um calouro de alma bondosa da Escola de Engenharia e está sempre disposto a ajudar quem precisa de ajuda. Quando Ae descobre que Pete está sendo chantageado pelo seu ex, ele intervém, salvando Pete do constante tormento do ex. Atraído pela gentileza de Ae, Pete não consegue evitar de se apaixonar pelo seu amigo gentil. Mas Pete já sabe muito bem o quanto a vida pode ser dolorosa quando uma pessoa não se adequa às normas da sociedade; por isso, ele suprime seus sentimentos na esperança de que, ao fazer isso, ele poupe o seu novo amigo de ser ridicularizado pelos outros.

7 – Lábios Irresistíveis – Coréia do Sul

Tendo passado os últimos quinhentos anos vagando pela história como um vampiro imortal, Kim Jun Ho (Kim Ji Woong) agora se vê cansado da própria existência infinita. Depois de viver por mais tempo do que a capacidade de qualquer pessoa, Jun Ho sabe que a única maneira de pôr um fim na sua miserável existência é beber o sangue de um humano de sangue puro e, assim, tornar-se também humano. Mas encontrar alguém de sangue puro não é nem de longe fácil assim como alguém poderia imaginar.

Prestes a perder as esperanças de encontrar tal humano inalcançável, Jun Ho se espanta ao cruzar o caminho de Choi Min Hyun (Yoon Seo Bin), um distraído humano possuidor do raro sangue puro. Cativado pela inegavelmente bela aparência de Jun Ho, Min Hyun é atraído pelo ser imortal que anseia por seu sangue. Mas a proximidade com um vampiro traz sua própria série especial de riscos, principalmente quando o vampiro por quem você é atraído nutre uma paixão imortal bastante ciumenta. Tendo amado Jun Ho por mais anos do que consegue contar, Kwon Hae Soo (Mun Ji Hu) fica devastado ao saber do plano de Jun Ho para trocar sua imortalidade por uma chance de viver e morrer como um humano. Determinado a manter Jun Ho a salvo de sua própria tolice, Hae Soo elabora um plano para afastar Min Hyun.

8 – Flores de Cerejeira Depois do Inverno – Coréia do Sul

Seo Hae Bom (Ok Jin Uk) é um garotinho de sete anos que perdeu os pais e foi morar com uma família adotiva. Nesse novo lar, ele conhece seu irmão adotivo, Jo Tae Seong (Kang Hee), que tem a mesma idade que ele. Seo Hae Bom ficou muito impressionado com seu novo irmão – ele vê em Jo Tae Seong tudo o que não tem: o menino é alto, bonito, popular, atencioso e digno de amor e atenção. O pequenino Seo Hae Bom se vê como inferior e se sente realmente tocado pela bondade da família que o acolheu.

As coisas mudam um pouco para a dupla quando eles passam a estudar na mesma turma no ensino médio. Agora eles estão passando muito mais tempo juntos, em casa e na escola. Apesar de eles já se amarem quase como irmãos, com toda essa proximidade, uma inesperada fagulha de romance começa a surgir entre os dois – mas será que o Cupido vai cooperar com isso?

9 – Minha Confusão de Amor- Japão

Por mais tempo do que gostaria de admitir, Sota Aoki (Shunsuke Michieda) tem tido uma queda pela sua colega de classe Mio Hashimoto (Riko Fukumoto). Sentado ao lado dela na aula todos os dias, Aoki deseja poder encontrar uma forma de dizer a ela como se sente, mas algo o impede. Apesar de ser incapaz de confessar os seus sentimentos, ele pelo menos consegue falar com ela sobre outras coisas mais simples. Ele até pega emprestado o material escolar dela ocasionalmente, e é por isso que não pensou duas vezes antes de pedir uma borracha emprestada dela, um dia, quando percebeu que precisava de uma durante a aula.

Mal sabia Aoki que pegar emprestada uma simples borracha mudaria a sua vida para sempre. Percebendo que Hashimoto escreveu algo na borracha que ele pegou emprestada, Aoki fica devastado ao descobrir que ela havia escrito “Ida-kun”. Arrasado ao perceber que ela não tem absolutamente nenhum interesse romântico por ele, Aoki fica tão perturbado que acidentalmente deixa cair a borracha. Para o seu azar, o mesmo Kousuke Ida (Ren Meguro), pega a borracha e a entrega de volta para Aoki. Percebendo o seu nome na borracha, Ida de repente vê Aoki sob uma perspectiva totalmente diferente.

10 – Oxigênio – Tailândia

Gui (Petch Chanapoom Thenwong) perdeu os seus pais quando ainda era muito jovem e teve que trabalhar duro desde então para pagar as taxas escolares. Ele está agora no quarto ano dos seus estudos na universidade, onde está se formando em engenharia. Embora a vida dele tenha sido difícil desde que era criança, ele é infalivelmente empático, amigável e gentil. Trabalha meio período em um café à noite, onde os clientes são sempre recebidos pelo seu sorriso agradável.

Em uma noite chuvosa, Solo (Nut Supanut Lourhaphanich) vem para o café. Um estudante calouro com especialização em música, Solo é, em muitos aspectos, o oposto de Gui. Ele vem de uma família rica, é popular e bonito, para dizer o mínimo. No entanto, após a morte repentina de sua mãe, ele não consegue mais sorrir. Solo pede um pouco de leite quente e fica encantado com o sorriso de Gui. Solo retorna no dia seguinte, e Gui descobre que está muito feliz em vê-lo novamente. Lentamente, um vínculo se forma entre eles — e o romance está no horizonte!

Emojis que têm significados diferentes em apps de relacionamento

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Em conversas realizadas em aplicativos de relacionamentos, como Grindr, Scruff e Hornet, é comum que haja muitos emojis que tenham vários significados ocultos. Com um pouco de imaginação, os desenhos demonstram as intenções das pessoas, como o uso de determinadas substâncias, preferências sexuais e fetiches.

Emojis que têm significados diferentes em apps de relacionamento
Imagem – Reprodução

Pensando nisso, selecionamos 19 dos emojis mais populares nas plataformas e seus respectivos significados conotativos:

⚡p4d3
🔥P0pp3rs
🔑key
💍Cristal
💧Gi
🚀Slam
🎈Suruba
🍁4:20
🍆 Ativo
🍑 Passivo
BOy💲💰💎 Garoto de Programa
MASS@ (massagista e eventualmente Garoto de Programa)
🕵️‍♂️ sigilo
🐽 pig (fetiche em sujinhos)
💦 gozar dentro
🏠 com local
⭐ (fingir que favoritou, mas não favoritou)

Lembre-se de que alguns desses podem infringir as políticas dos apps e resultar em banimento da plataforma. Não realize atividades ilícitas e preze por sua saúde mental e física.

Jean Michel Basquiat: Chama intensa, brilho curto

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A década 70/80 – junto com as correntes migratórias iniciadas nos anos 60, por conta das lutas políticas e anseio de liberdade – trouxe para o cenário artístico novaiorquino uma lufada de ar tropical vinda do Caribe e de Porto Rico.
Ritmos como o hip hop, o break, o rap e nas artes, o graffiti encontraram um solo fértil e carente de novidades.
Artistas haitianos, cubanos, jamaicanos, dominicanos e porto-riquenhos trabalhavam em clubes e salões no Queens e no Brooklyn, espalhando as marcas da origem africana comum.

Neste contexto nasceu, cresceu, se revelou, se cultivou e se rebelou e se matou Jean Michel Basquiat.
Figura carimbada na lista de pioneiros/transgressores, mas também citado como namoradinho de Maddona e de outras menos relevantes.

O grande barato da arte de Basquiat – originário de família da elite haitiana, onde seu pai foi Ministro do Interior – era se expressar com a revolta e autocomiseração clássicas de uma outra fatia social à qual não pertencia.

Afro-latino-americano, pintor e músico, ganhava a vida pintando t-shirts assinadas “man made” (feita pelo homem) e cartões postais.
Tornou-se um artista de vanguarda com carreira literalmente coroada – pintava coroas,tiaras… – de sucessos e personagem importante da arte contemporânea.

Com o amigo Al Diaz reinventou o moderno graffiti.
Inseriu citações, ora humorísticas ora enigmáticas, assinadas com o pejorativo SAMO – same old shit – (mesma velha merda) que os críticos chamaram de”autodefinição cultural “.

1986, New York, New York, USA --- Jean-Michel Basquiat --- Image by © WilliamCoupon/CORBIS
1986, New York, New York, USA — Jean-Michel Basquiat — Image by © WilliamCoupon/CORBIS

Arte na veia

Jean-Michel Basquiat nasceu em 2 de dezembro de 1960, no Booklyn, NY, filho de Gerard Jean-Baptiste Basquiat – proprietário de um grande escritório de contabilidade que atendia brancos e negros, ex-Ministro do Interior do Haiti e de Mathilde Andrada ,portorriquenha.

Tinha duas irmãs mais jovens. A paixão pela arte era muito evidente.
Aos 3 anos,já fazia caricaturas tendo como tema os desenhos animados da televisão. Aos seis anos, tinha carteira de sócio-mirim do Brooklyn Museum.Visitar o MOMA, Museu de Arte Moderna era um dos programas favoritos.

Aos sete, atropelado por um carro, perdeu o baço e passou uma temporada no hospital, quando ganhou da mãe um livro de anatomia (Gray’s Anatomy), que teve influência decisiva em sua obra, nas futuras pinturas de corpos humanos e nomeou sua futura banda musical – “Banda Barulho Gray”.

Com o divórcio do casal, Gerard partiu com as crianças para Mira Mar, Porto Rico e lá viveram dois anos (1974-76). Jean Michel, agora bilíngüe, voltaria muitas vezes em férias, inclusive nas últimas (1987) para melhor absorver suas raízes e praticar o espanhol.

Pulava de escola em escola e, nos quadrinhos da época, os personagens mais constantes eram Hitchcock, Nixon, automóveis, guerras e J. Edgar Hoover, o homofóbico e homossexual poderoso chefão do FBI.

Robert Farris Thompson, num belo ensaio sobre a infância do artista, conta que “com o pai, aprendeu a ter confiança e a ser obstinado, com a mãe aprendeu a utilizar a obstinação em favor da criatividade e um dos aspectos recorrentes de sua iconografia: a medicina de diagnósticos se relacionando com textos e desenhos”.

O talento se manifesta

Voltando a morar em Nova York, conhece o artista gráfico Al Diaz com quem desenvolve uma parceria artística.
Em 1978, abandona a Edward R. Murrow High School praticamente no final do curso, sai de casa e vai morar com amigos, vendendo camisetas pintadas na rua.
Começa a ter certo prestígio na cena do East Village,aparecendo regularmente no programa de televisão de Glenn O’Brian e, depois, sendo filmado e dirigido pelo fotógrafo Edo Bertoglio, no filme Downtown 81.

Com o dinheiro ganho no filme comprou material de trabalho e a produção do programa “emprestou” um local no Soho onde poderia fazer seus experimentos.

Sempre ligado à musica, que estava presente no ambiente de trabalho como pano de fundo – era eclético: jazz, blues, raízes afro e Maria Callas – formou a Banda, que teve vida curta, mas permanece no estilo e nos temas de seus quadros.
Em 1979, Diego Cortez adquiriu grande parte do acervo de Basquiat e o apresentou a Henry Gedahler que se tornou um dos maiores colecionadores da obra.

Em junho de 1980, participou do Times Square Show, uma coletiva de artistas do movimento punk e grafiteiros. Patrocinada pelo COLAB (Collaborative Projects Incorporated) realizada num armazém abandonado. Basquiat escolheu uma parede e a pintou com brocha e spray, diante da Imprensa que cobria o evento.

René Ricard, agitador cultural, poeta e crítico de arte, publica “O menino radioso”, no ArtForum e projeta Basquiat na cena internacional.

Ele começa a sair com uma jovem candidata ao estrelato – Madonna- e, nos anos seguintes, expõe ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger.
A marchand Annina Nosei, primeira agente oficial, cede um estúdio, onde começa a ser criada a fase do “primitivismo intelectualizado”.

Com Julian Schnabel, David Salle, Francesco Clemente e Enzo Cucchi faz parte do grupo dos novos expressionistas, pintando personagens esqueléticos e rostos parecendo máscaras, carros, edifícios, policiais, crianças brincando e – sempre – novas formas de trabalhar graffiti.

O meio, o fim e os meios que levaram ao fim

Entre 1982/85, período considerado o meio da carreira, começa a fazer colagens, quadros com espaços vazados e superfície densa com mensagens escritas, que remetem às raízes africanas, aos heróis negros históricos e contemporâneos e aos acontecimentos nos quais estiveram presentes. Em

1982:foi o mais jovem artistada mostra Dokumenta, de Kassel.

E, em 83, era novamente o mais jovem artista da Bienal do Whitney Museum, em Nova York

Foi justamente em1983, que Basquiat encontrou Andy Warhol, com quem colaborou em arte e com quem construiu uma forte amizade em vida.
Tal como um pai encaminha um filho, Wahrol abriu as portas da famosa “Factory”, cedeu uma casa para que Basquiat pudesse morar e trabalhar, divulgou o trabalho e patrocinou algumas excentricidades

Em 1985, com importantes exposições aumentando o portfólio ( Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, entre outras), Wahrol acompanhou o pupilo a uma visita a Gerard, o severo pai.

Levavam exemplares do Time Magazine, que trazia matéria de capa: “Nova Arte, Novo Dinheiro, o marketing de um artista americano”, sobre Basquiat, entre outros.
Uma corrida às bancas de jornais, a consolidação do sucesso.

O último período – 1986 até 1988 – apresenta uma pintura figurativa que buscava fontes, símbolos e novos conteúdos.
A morte, onipresente na obra, parece um presságio, dizia um critico” no cruzamento dos caminhos entre a transvanguarda italiana e os novos selvagens berlinenses”.
Basquiat ainda estava muito abalado e deprimido com a perda de Wahrol.

E o presságio se confirmou em 12 de agosto de 1988, no apartamento da Great Jones Street, por overdose de heroína poucos dias antes de uma outra viagem à Costa do Marfim, onde tentaria recompor as forças do organismo debilitado pela vida intensa em tão breve tempo.

Primeiro negro a penetrar na exigente cena das artes plásticas americanas, a partir das paredes de Nova York expôs nos mais importantes museus no mundo.

Uma sala especial da 23ª Bienal de São Paulo, em 1996, homenageava o talento de Basquiat.A Pinacoteca do Estado de São Paulo exibiu uma retrospectiva em 98, por ocasião dos dez anos de morte.
Paraná e Pernambuco também conheceram de perto o seu trabalho.

O pintor Julian Schnabel estreou como diretor no cinema na Miramax, em 1996, com “Basquiat”, filme inspirado na vida do artista, vivido por Jeffrey Wright. Andy Wahrol é David Bowie e mais um grande elenco.

Os anos 80 e a cena artística norte americana estão para todo o sempre marcadas pela figura emblemática e única que tanto realizou e tão cedo se foi.
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Filme “Basquiat, traços de uma vida”(1996)
Legendado em português (PT)

 

Após 11 anos, Parada do Orgulho LGBT+ de Osasco retorna neste domingo

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Neste domingo (31), a partir do meio dia, ocorre a 5ª Parada do Orgulho LGBT+ Osasco, em São Paulo. O evento pretende reunir 15 mil pessoas em prol da defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e das suas famílias.

Além da festa e da mobilização política, a Parada contará com uma Feira da Diversidade, formada por empreendedores da cidade, que irão comercializar alimentos, bebidas, artesanatos, cosméticos e outros itens. Artistas locais também marcarão presença no evento com suas performances.

A Parada retorna após um hiato de 11 anos, devido a falta de apoio do Executivo. “As LGBT estão sempre unidas. O que nos impede de fazer alguma coisa são governos conservadores que nos impedem de ir à rua e nos invisibiliza“, diz Higor Andrade, militante LGBTQIA+ desde os 17 anos.

Ser LGBT é militar diariamente. E a organização desse evento é feita apenas por militantes, tal qual a Revolta de Stonewall. Essa edição é muito importante para mostramos que nós temos família, que somos cidadãos, que não somos marginais. É importante a sociedade saber que em Osasco existe um público LGBTQIA+ que trabalha, que estuda, que faz a economia da cidade girar e que está preocupada com políticas públicas para comunidade, tão esquecida na cidade“, complementa o idealizador da Parada.

Pioneira na organização de Paradas LGBT´s, Alessandra de Souza (Dumdum), presidente da Associação de Travestis e Transexuais de Osasco (ATTO), diz que a Parada é um ato de construção e de militância por políticas públicas. Segundo ela, em 2011, com o apoio de diversas empresas, conseguiram reunir mais de 80 mil pessoas. “Demoramos muito para retomar o evento por falta de apoio, e pelas negativas do poder público. Pois a Parada é um evento caro para ser realizado“, pontua.

Serviço

5º Parada LGBTQIA+ de Osasco

31 de julho de 2022 – a partir das 12h

Concentração: Rua da Estação

OMS aconselha que homens gays reduzam o número de parceiros para não contraírem varíola dos macacos

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O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus aconselhou que os homens que fazem sexo com homens reduzam o número de parceiros para diminuir o risco de exposição a varíola dos macacos (Monkeypox). A fala foi feita na última quarta-feira, dia 27 de julho.

“A melhor maneira de fazer isso é reduzir o risco de exposição. Isso significa fazer escolhas seguras para você e para os outros. Para homens que fazem sexo com homens, isso inclui, no momento, reduzir o número de parceiros sexuais, reconsiderar o sexo com novos parceiros e trocar detalhes de contato com novos parceiros para permitir o acompanhamento, se necessário”, disse Tedros.

Ghebreyesus também diz que 98% dos casos diagnosticados no mundo estão relacionados aos homens que tem relações sexuais com outros homens, mas enfatiza que qualquer pessoa exposta pode pegar a varíola dos macacos.

“O foco para todos os países deve ser engajar e capacitar as comunidades de homens que fazem sexo com homens para reduzir o risco de infecção e transmissão posterior, prestar cuidados aos infectados e salvaguardar os direitos humanos e a dignidade”, disse, acrescentando que, além do contato sexual, a varíola dos macacos pode se espalhar por meio do contato próximo entre as pessoas, como abraços e beijos, e em toalhas e roupas contaminadas.

OMS aconselha que homens gays reduzam o número de parceiros para não contraírem varíola dos macacos
Reprodução

Tedros também explica que ainda não há uma vacina específica contra a doença, mas que as vacinas desenvolvidas para a varíola humana ajudam a proteger contra ela. Apesar disso, há três em período de testes: uma no Canadá, outra dos Estados Unidos em parceria com a União Europeia, e uma terceira vinda do Japão, sendo a única que pode ser aplicada em crianças.

“No entanto, ainda não temos dados sobre a eficácia das vacinas contra a varíola dos macacos ou quantas doses podem ser necessárias”, disse Tedros.

O diretor da OMS também disse que não recomenda que haja uma vacinação em massa contra a varíola dos macacos, mas que ela seja direcionada as pessoas expostas a alguém com varíola dos macacos e para quem tem um alto risco de exposição, como profissionais de saúde, trabalhadores de laboratório e pessoas com vários parceiros.

“Isso significa que os vacinados devem continuar a tomar medidas para se proteger, evitando contato próximo, incluindo sexo, com outras pessoas que têm ou correm o risco de ter varíola dos macacos”, disse.

Há cerca de 16 milhões de doses da vacina MVA-BN em todo o mundo, só que a maioria está em forma “a granel”, o que significa que levaria vários meses para envasar as doses e disponibilizá-las para uso.

“Vários países com casos de varíola dos macacos garantiram suprimentos da vacina MVA-BN, e a OMS está em contato com outros países para entender suas necessidades de suprimento. A OMS urge aos países com vacinas contra a varíola dos macacos que compartilhem com os países que não têm”, finaliza.

Itaú Cultural Play estreia mostra com 7 filmes que abordam a cultura lésbica

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A partir desta sexta-feira (29), a plataforma de streaming Itaú Cultural Play apresenta uma programação especial que tem a diversidade como protagonismo. Em sinergia com a 9ª edição da mostra Todos os Gêneros do Itaú Cultural, a seleção reúne sete filmes de diretoras lésbicas cujas histórias trazem um olhar original e desafiador sobre suas experiências pessoais e da população LGBTQIA+. Em outro recorte, o clássico “Copacabana mon amour”, do diretor Rogério Sganzerla, passa a integrar a mostra Histórias do Cinema Brasileiro na plataforma. 

Entre os filmes apresentados estão “Cassandra Rios: a Safo de Perdizes, dirigido por Hanna Korich. O documentário mergulha na vida e legado da primeira autora brasileira a escrever sobre o universo LGBTQIA+. O segundp curta é “Trópico de Capricórnio”, de 2020, onde Juliana Antunes é a autora e a personagem da própria história – com falas em primeira pessoa, a diretora mostra fotos e vídeos de sua infância com familiares e paqueras da adolescência, que documentam seu reconhecimento como mulher lésbica.

Copacabana Mon Amour (Foto: Reprodução)

Com direção de Bruna Barros e Bruna Castro, “À beira do planeta mainha soprou a gente” é mais curta-metragem que mostra uma história de afeto entre duas mulheres e suas mães.  Em seguida, vem o filme “A felicidade delas”, dirigido por Carol Rodrigues, que mostra o encontro amoroso entre duas pessoas negras e apresenta um retrato do preconceito e da luta das mulheres pelo direito de existir. 

Outro curta-metragem que integra a lista é “Fragmentos”,um manifesto sobre as mulheres e a liberdade de seus corpos, dirigido pelas cineastas Karen Antunes, Nyandra Fernandes e Viviane Laprovita. Ficção e realidade se misturam no curta “Minha história é outra”, de Mariana Campos, que revela o cotidiano de dois grupos de mulheres negras e lésbicas que vivem no Morro da Otto, em Niterói. 

O primeiro curta-metragem de Julia Katharine, “Tea For Two, de 2018, fecha a lista.  A obra é uma comédia dramática que se desenvolve em torno de um triângulo amoroso entre duas mulheres e uma trans. O filme acompanha a história de Silvia, uma cineasta de meia-idade em crise com sua vida pessoal e profissional.

Tea For Two (Foto: Reprodução)

Símbolo sexual de Hollywood saiu do armário aos 75 anos, em 2008

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Tab Hunter, ídolo e símbolo sexual de Hollywood nos anos 50, saiu do armário aos 75 anos. O visual louro e queimado de sol rendeu-lhe papéis românticos em filmes héteros, escondendo a verdadeira identidade gay. Colocado contra a parede numa entrevista para o New York Time, não só assumiu a homossexualidade mas também decidiu radicalizar.

Convidou o autor e roteirista Eddie Muller e, juntos, escreveram Tab Hunter Confidential – The Making of a Movie Star, editado pela Algonquin Books em 2005 e que continua um campeão de vendas.

A Autobiografia originou uma turnê pelos Estados Unidos, com a presença do ator autografando os exemplares da primeira edição. Hunter conta no livro histórias sobre a carreira, a relação com Anthony Perkins e revela que ele e Allen Glaser são companheiros na vida e sócios nos negócios, há muitos anos.

A atitude do ator me fez refletir sobre a hipocrisia geradora do Código de Hays, que sinalizou o que podia e o que não podia no cinema americano durante décadas.
De forma indireta, desenhou a estranha moral ianque, que cria o monstro e, depois, o antígeno que vacina contra o monstro.

Penso também na solidão da vida inteira dos gays e lésbicas que chegaram à terceira idade sem abrir as portas do armário,como nosso biografado de hoje.

Mesmo tendo relacionamento estável de muitos anos com Allen Glaser, Hunter precisou mentir e omitir.

Penso também na solidão da vida inteira dos que chegam à terceira (ou à quarta) idade sem abrir as portas pra deixar sair o bolor da mentira, como nosso biografado de hoje – a lufada do ar puro da verdade deve ter sido um alívio.
Antes tarde do que nunca.
Tab Hunter nasceu Arthur Kelm, em New York aos 12 de julho de 1931, filho de Gertrude Gelien Kelm e Charles Kelm.
Depois de muita violência doméstica a mãe mudou-se para a Califórnia com os dois filhos.

Voltou a usar apenas o nome de solteira e abreviou o sobrenome dos meninos também.

Hunter deixou a escola aos 15 anos para trabalhar na Guarda Costeira, mentiu sobre a idade para ser aceito e logo veio a decepção quando foi expulso por faltar com a verdade.

Cavalos sempre foram uma grande paixão. Assim, ao voltar à casa materna começou a trabalhar numa escola de equitação com fachadas de cinema.
Depois de demitido da Guarda Costeira conheceu o ator Dick Clayton, que por sua vez o apresentou ao agente Harrry Wilson, representante dos grandes da época, entre os quais Rock Hudson. O jovem aspirante ao estrelato tinha um “mau nome” : Arthur Gelien (nascido Kelm) não tinha nada a ver.

Olhando o louraço que esbanjava energia, Wilson disse “ We’ve got to tab you something.”, uma expressão cheia de americanismos que poderia significar, mais ou menos, ”temos que arrumar alguma coisa pra você” E hunter (caçador) porque caía bem num cavaleiro.

Começo da carreira

O começo da careira foi desanimador.
A fala no filme The Lawless (1950), de Joseph Losey, foi cortada.
No filme seguinte, Island of Desire (1952), de Stuart Heisler, a bela estampa teve melhor sucesso : semi-vestido no filme, atraiu as atenções dos espectadores gays, que se tornaram seus admiradores mais fiéis.

E o auge da popularidade veio em 1955, com Battle Cry, de Raoul Walsh, onde Tab fazia um marinheiro num triângulo amoroso.

Em setembro do mesmo ano, a poucos dias da estréia de Battle Cry, uma revista de americana de fofocas – Confidential – publicou uma matéria sobre certa “Festa do Pijama”, acontecida cinco anos antes (1950).

A polícia teria sido chamada a um local chamado Walnut Park e nada teria encontrado, além de uma baderna entre pessoas do mesmo sexo.
Hunter, apenas um participante da balada, teria sido multado em cinqüenta dólares.

Como a “escabrosa notícia” não foi divulgada na grande mídia na época, a carreira de Tab Hunter não morreu ali, mas começaram as saídas públicas e noticiário de noivados com Debbie Reynolds, Dorothy Malone e Natalie Wood.

Hunter estava vivenciando um complicado affaire (que durou anos) com o ator Anthony Perkins, um homossexual que mais tarde acabaria se “convertendo”.
A carreira prosperou até que o tempo se encarregou de transformar o gatão em jovem senhor e , logo, em senhor de meia idade.

Na década de 60, a gentileza natural jamais perdida rendeu um show de televisão que levava seu nome, peças teatrais, dramas, comedias e pequenas participações em filmes europeus
Em 1981, veio a virada. Tab Hunter dividiu a cena com a travesti Divine, no filme Polyester ,de John Waters , que se transformou em um cult.
Em 85, ainda com Divine, rodou Lust in the Dust, uma brincadeira de caubóis. Desde 2002, uma das redes a cabo nos Estados Unidos exibe o Hollywood on Horses, programa sobre equitação com Tab Hunter co-produzido por ele e seu companheiro Allan Glaser.

Símbolo sexual de Hollywood saiu do armário aos 75 anos, em 2008
Tab Hunter – Reprodução

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O Código de Hays (sempre bom lembrar… para não repetir)

Will Hays – advogado, membro da Igreja Presbiteriana e amigo íntimo do Presidente dos Estados Unidos Herbert Hoover – era presidente da Motion Picture Producers and Distibutors of America – MPPDA.

Obcecado por sexo, Hays estava convencido da influência nefasta de Hollywood sobre a moral e costumes norte-americanos.

Para formalizar a política censora mandou elaborar uma lista, a “Dont’s and Be Carefuls”, também conhecida como Código de Hays.

 “Don’ts” não permitia, entre outras coisas, nudez “libertina”, tráfico de drogas, escravidão branca, cenas de nascimento, cirurgias, cenas de primeira noite, homem e mulher deitados na mesma cama (inclusive casados), genitália de crianças, beijos excessivos ou prolongados, perversão sexual e miscigenação.

“Be Carefuls” deliberava sobre, entre outros temas, o uso da bandeira americana, execuções legais, roubo de trens e sugestão de vulgaridade.
Como não contava com o apoio do Estado, pois tal atitude violaria os princípios da democracia americana, Hays se empenhou em mobilizar os adeptos do catolicismo, representados por Martin Quigley.

 Assim, dez milhões de católicos assinaram um manifesto em favor da Legião da Decência, na esperança de livrar a sociedade norte-americana “da grande ameaça da lascívia no cinema”.

Um mutirão ecumênico – envolvendo vinte milhões de membros das igrejas protestantes e ainda organizações judaicas, a Liga Civil de Massachusetts e outras organizações da sociedade civil – ajudou a resgatar “a tradição da moral americana”.
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Enquanto isso, a indústria do tabaco estreava o “merchandising” no cinema, pagando aos produtores por cada minuto de película em que os protagonistas aparecessem fumando…..

 Em julho de 1934, foi criada a PCA (Production Code Administration) para supervisionar o estrito cumprimento do Código de Hays.
Os filmes que estivessem de acordo com os padrões morais recebiam um “Selo de Aprovação”.
Os recusados perderiam automaticamente os canais de distribuição da poderosa MPPDA, de Hays.

A desobediência significaria uma multa de 25 mil dólares, fortuna para a época.

O Código de Hays, administrado pelo católico Joseph Breen até 1954, sobreviveu até 1956.

5 iniciativas LGBTQIA+ para ficar de olho

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A maioria das companhias nacionais e estrangeiras estão se colocando cada vez mais em prol da comunidade LGBTQIA+ pelo mundo todo. Definitivamente não são tempos fáceis para quem luta por igualdade social e direito das minorias no Brasil e em todo o mundo.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A seguir, listamos cinco iniciativas que estão buscando a inclusão e a diversidade.

Gay Blog BR

É um portal de notícias criado em setembro de 2017, após perceber uma grande dificuldade de criar espaços em veículos de comunicação com temas relacionados à comunidade LGBTQIA+. “O projeto inicial, criado em julho de 2011, focava na criação e publicação de conteúdos humorados com foco no público gay. Chamado ‘Não é gay se’, o projeto ironizava notícias com falas tidas como machistas e rapidamente ganhou engajamento, sendo pioneiro no humor LGBTQIA+ nas redes sociais”, comenta Vinícius Yamada, editor-chefe do site.

A missão do Gay Blog sempre foi organizar e tornar informações acessíveis com linha editorial otimista, positivista e, em alguns casos, humorada. A intenção é que o leitor nunca sinta medo de ser LGBTQIA+, logo, são raras as notícias de violência contra a comunidade, por exemplo. Notícias que empoderam e entretêm são especialidades da casa. Entre as principais editorias de notícias estão cultura, direito, educação, esportes, tecnologia, lazer, consumo, estilo de vida, marketing, mercado, política, saúde, turismo e entrevistas.

Vinícius Yamada. Foto: Eberson Theodoro
Vinícius Yamada. Foto: Eberson Theodoro

Prêmio iBest

Diferentes causas e movimentos acham cada dia mais espaço nas redes sociais para se posicionarem e, principalmente, atraírem a atenção e engajamento do público. Muitas vezes, eles são impulsionados por influenciadores que se identificam e apoiam as mesmas, principalmente dentro do movimento LGBTQIA+ e nas questões de acessibilidade e inclusão. Diante de tantas novas referências, é um desafio conhecer quais são os conteúdos e influenciadores mais relevantes.

O Prêmio iBest é um dos maiores prêmios do Brasil, seja pela abrangência de suas 87 categorias, seja pelo volume de votação popular. A seleção dos melhores do Brasil é feita com o apoio de um algoritmo do iBest que procura, quantificar e comparar a relevância digital de cada iniciativa, em todas as principais redes sociais, em sites e apps, e com o apoio de uma votação prévia.

Para apoiar o entendimento de quais são as melhores e mais relevantes iniciativas nacionais, o iBest pelo segundo ano consecutivo lança a categoria de Diversidade e Inclusão e LGBTQIA+, sobre os quais os brasileiros irão votar para eleger os campeões do país em 2022.

O portal de notícias Gay Blog foi indicado nos dois anos na categoria LGBTQIA+. “No ano passado, também fomos selecionados entre os 10 maiores criadores de conteúdo da categoria. Estar, pela segunda vez nessa premiação tradicional, antes de tudo é uma agradável surpresa, pois a seleção é feita em votação prévia do público e apoio de um algoritmo próprio do iBest (IRD), que quantifica e compara a relevância digital de cada iniciativa. É um reconhecimento, na verdade, bastante importante e significativo para nós LGBTs, não apenas profissionalmente, mas pela história de cada um dos colaboradores que chegaram até aqui sendo quem são”, explica Vinícius Yamada.

CasaNem

Símbolo de luta, resistência e poder, a CasaNem, no Rio de Janeiro, é onde transexuais, travestis e transgêneros encontram acolhimento, apoio e até uma nova família para chamar de sua. É importante ressaltar o quanto lugares como esta casa, administrada somente por ativistas trans, ajudam a resgatar a autoestima de quem é alvo constante de preconceito e rejeição, principalmente transvestigêneres, na maioria das vezes expulsos de casa assim que revelam sua identidade de gênero.

A CasaNem é onde direitos mínimos conseguem ser garantidos e onde muita gente encontra motivos para seguir em frente com um sorriso estampado no rosto. É onde a liberdade de ser o que bem entende é respeitada, admirada e aplaudida de pé.

Museu da Diversidade Sexual / Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo

O primeiro museu institucionalizado do Brasil que salvaguarda, pesquisa, difunde as memórias da comunidade LGBT. Embora não contenha exposições virtuais, a visita ao site vale a pena para conhecer seu amplo leque de ações.

Capacitrans

Com foco na capacitação profissionalizante e empreendedorismo, o Capacitrans RJ é um projeto social que possui ações voltadas à inclusão e ao resgate da cidadania para pessoas trans, travestis e LGBIs do Rio de Janeiro, e que tem como um de seus principais objetivos o combate de estigmas e discriminações. A iniciativa é hoje a primeira pré-aceleradora e incubadora de negócios de pessoas trans e travestis do Brasil, população esta que sofre os mais diversos tipos de violência diariamente em nosso país. Por meio do estímulo da profissionalização e desenvolvimento de novos negócios, o projeto oferece caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e com um mercado de trabalho mais inclusivo. Entre os parceiros que somam ao projeto estão organizações como o Itaú, Fundo Elas, C&A, Unilever, Paróquia São Lucas e diversos outros.