Erika Hilton quer ser a primeira travesti no Senado Federal

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    Declaração veio em entrevista à revista Marie Claire, onde a parlamentar abriu seus planos e desejos para o futuro

    Erika Hilton quer ser a primeira travesti no Senado Federal. Aos 28 anos, a vereadora do Psol, a mais votada nas eleições para a Câmara Municipal de São Paulo em 2020, disse em entrevista à revista Marie Claire que quer ser a primeira senadora transvestigênere do Brasil.

    Erika Hilton: “Não olho para o Executivo como uma vontade. Gosto muito mais do Poder Legislativo. Meu desejo é ser senadora do Brasil” (Reprodução/Instagram)

    “Ser a primeira em 2020 mostra que as que vieram antes de mim não puderam chegar lá. Então, vejo isso como denúncia gravíssima do apagamento e da violência que acometem a nossa existência”, disse ela à publicação.

    Questionada sobre sua possível participação como vice-governadora na chapa de Guilherme Boulos em 2022, Erika explica que ainda não terá, à altura das eleições, a idade mínima de 30 anos para concorrer. Se toparia, caso pudesse, ela responde: “Talvez sim. Mas não olho para o Executivo como uma vontade. Gosto muito mais do Poder Legislativo. Meu desejo é ser senadora do Brasil”.

    Sobre sua eleição em 2020 ela diz: “De forma alguma pensava que fosse ser a mulher mais bem votada de todo o país logo após a eleição de Bolsonaro. Foi uma resposta a essa política que está posta”. Apesar disso, a vereadora fiz que enxerga seu pioneirismo na Câmara de forma “dicotômica”:

    “E a questão de ser a primeira trans para a cidade de São Paulo, trato esse tema de uma forma um tanto quanto dicotômica. Compreendo como fruto de uma luta das mulheres transexuais e travestis pela ocupação dos espaços, mas também exemplifica o quanto a sociedade ainda é transfóbica e impede que mulheres como eu cheguem aos espaços de poder.”

    Erika Hilton quer ser a primeira travesti no Senado Federal (Reprodução/Instagram)

    Na última semana, Erika foi premiada nos MTV European Music Awards. Em 2021, ela ainda recebeu outra condecoração global, o 100 Most Influential People of African Descent – Global Top 100, ranking da ONU que seleciona as pessoas afrodescendentes mais influentes do mundo.