Bióloga ugandense defende inclusão de pessoas trans no Censo do país

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    Cleopatra Kambugu falou à Reuters sobre a importância do reconhecimento da população no levantamento de 2023

    A bióloga molecular Cleopatra Kambugu, conhecida por sua participação no documentário A Pérola da África (2016), quer que a Uganda inclua questões de identidade de gênero em seu próximo censo de 2023.

    Cleopatra Kambugu (Reprodução/Instagram)

    A ativista, uma das primeiras que mudaram oficialmente sua identidade de gênero no país, falou à Reuters sobre a importância da inclusão de pessoas trans no levantamento nacional.

    “Não contamos pessoas transgênero em nenhum documento… o gênero é masculino ou feminino”, disse Kambugu, de 35 anos. No país, tradicionalmente conservador, as comunidade trans costuma ser confundida com a população LGB, o que resulta na ausência de políticas de saúde e segurança específicas para seus membros.

    “Você é um pensamento secundário… apagada. Então será que podemos tratar do apagamento geracional deliberado?”

    A importância da inclusão de questões de identidade sexual em pesquisas como o Censo também foi levantada no Brasil esta semana, após um procurador do Acre abrir uma apuração preliminar sobre sua exclusão no Censo Nacional 2022.