Fabiano Contarato e filho sofrem ataques em redes sociais

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    Fotos do senador e de Gabriel, de sete anos, foram divulgadas junto a ataques ao político; em nota, Contarato diz que a exposição de já ter registrado boletim de ocorrência

    Fabiano Contarato, senador da República pela Rede (ES), e seu filho, Gabriel, de sete anos, foram vítimas de ataques na última segunda-feira (15). Em nota, ele afirma que recebeu prints, via WhatsApp e Instagram, de um post violento ilustrado com fotos de seu passeio da família na praia.

    Segundo o senador, Gabriel teria pedido para ir à praia com o pai, após sua participação na COP26 Glasgow, na Escócia. Foi lá que um suposto bolsonarista radical chamado Giovani Loureiro teria clicado a dupla ao lado de dois homens. Na legenda, Loureiro, que é corretor de imóveis em Vitória, no Espírito Santo, referiu-se ao senador como “lixo”, “sem vergonha” e “infeliz”.

    Fabiano Contarato: “Não tolerarei qualquer ato de agressão aos meus filhos e à minha família” (Reprodução)

    “Tudo parecia correr bem: retornamos, após esse breve passeio recreativo, sem qualquer inconveniente. Algumas horas depois, recebi um print, primeiro no Whatsapp e, após, em minha conta no Instagram, dando conta de uma postagem preconceituosa que me agredia e destilava inadmissível ódio contra meu pequeno Gabriel”, narra Contarato na nota. Segundo o comunicado, o senador já registrou um boletim de ocorrência na Polícia Federal e deve providenciar a responsabilização do autor do post.

    Fabiano não é estranho a ataques. Em setembro deste ano, ele respondeu, em plena CPI da Covid-19, aos ataques homofóbicos feitos por parte do empresário e depoente Otávio Fakhoury em suas redes sociais. O senador processou Fakhoury em R$ 100 mil por danos morais. No processo, ele afirma a exposição e invasão da intimidade de sua família. “O requerido proferiu palavras ofensivas e homofóbicas, invadindo e expondo indevidamente a intimidade e a honra do autor”, diz o processo.

    Leia abaixo a nota completa de Fabiano Contarato sobre os recentes ataques a ele e a seu filho:

    “Após cumprir missão oficial na COP-26 e passar dias longe de minha família, recebi, na manhã desta segunda-feira (15), um pedido irrecusável do meu filho Gabriel, de sete anos: ‘Papai, me leva na praia pra fazer castelinho de areia!’, disse ele.

    Já fui vítima de inúmeros radicais bolsonaristas, que se sentem autorizados a assediar aqueles que rejeitam suas teses políticas anti-civilizatórias. Ainda que ninguém tenha direito de constranger alguém por divergências políticas, sempre entendi se tratar de um preço a ser pago por ter optado pela vida pública.

    Receando alguma intercorrência dessa natureza, assenti ao pedido de meu filho, advertindo-o de que teríamos que deixar a praia, caso alguém nos importunassse durante o passeio. Fomos, então, à Praia de Itapuã, hoje, por volta das 11h30, e fiquei feliz por proporcionar esse momento módico de lazer ao meu pequeno Gabriel.

    Tudo parecia correr bem: retornamos, após esse breve passeio recreativo, sem qualquer inconveniente. Algumas horas depois, recebi um print, primeiro no Whatsapp e, após, em minha conta no Instagram, dando conta de uma postagem preconceituosa que me agredia e destilava inadmissível ódio contra meu pequeno Gabriel.

    A postagem do Sr. Giovani Loureiro me chamava de ‘lixo’, ‘traidor’, ‘infeliz’, ‘sem vergonha’ e ‘senador de merda’. Nada foi tão doloroso, porém, quanto ver seu ultraje gratuito contra o Gabriel, uma criança inocente de sete anos, que teve sua imagem exposta nas redes e foi menosprezado apenas por ser meu filho e, sobretudo, por ser fruto de uma adoção. O ódio é uma doença perversa: desumaniza suas vítimas e as submete a toda sorte de violência.

    O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu art. 18, diz ser ‘dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor’.

    Não tolerarei qualquer ato de agressão aos meus filhos e à minha família. Não me intimidarão com esses ataques desprezíveis. Registrei um boletim de ocorrência na Polícia Federal, hoje, e providenciarei a responsabilização do autor desta agressão.

    Espero que, caso o Sr. Giovani Loureiro seja pai, possa refletir sobre esse ato infame e não repita essa vileza contra crianças inocentes, que não podem ser detratadas por querelas de ordem política. Ps interesses de menores indefesos devem ser colocados acima de tudo isso.

    Em minha casa, o amor sempre vencerá o ódio!

    Fabiano Contarato”.