Estudantes de Brasília criam app de apoio a pessoas trans

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    Disponível para iOS, aplicativo mantém rastreamento de hábitos, itinerário de consultas e de medicamentos no processo de transição

     

    Queely mantém um rastreamento de hábitos, itinerário de consultas e de medicamentos

    Cinco alunos da Universidade Católica de Brasília (UCB) uniram forças na criação de um aplicativo que ajuda pessoas a passar pelo processo de transição de gênero. O Queely, como foi chamado, funciona como um diário no qual o usuário pode acompanhar e registrar seu processo de forma segura.

    “Identificamos que pessoas trans sofrem bastante com o preconceito e a falta de acolhimento” conta João Victor Alves, um dos criadores do app, em entrevista ao portal G1. “Pesquisamos sobre a transição de gênero e descobrimos que é um processo muito complexo, lento, pouco documentado e não muito especificado para a comunidade.” Além de João, Arthur Amorim, Felipe Marra, Vitor Souza e Isabella Matiuzzo compõem o grupo de fundadores.

    Além do registro diário do humor, o Queely mantém um rastreamento de hábitos, itinerário de consultas e de medicamentos, além de uma rotina de organização pessoal.

    Queely funciona como um diário no qual o usuário pode acompanhar e registrar seu processo de forma segura

    Sobre o nome, Isabella explica que se trata de “uma junção das palavras ‘queer’, termo da comunidade LGBTQIA+ para identificar um leque de várias possibilidades de gênero e sexualidade, e ‘weekly‘ (semanalmente, em inglês), para dar a ideia de rotina, que é justamente a proposta do aplicativo”.

    Desenvolvido no Projeto Apple Developer Academy da Universidade Católica de Brasília, o Queely já está disponível para iOS.