É urgente garantir oportunidades dignas de trabalho para membros da comunidade LGBTQIA+

    Veja também

    A Constituição de 1988 garante a todo cidadão brasileiro direitos básicos, entre eles, o acesso ao trabalho. É por meio deste que milhões de pessoas podem oferecer a si mesmo, e aos seus, qualidade de vida e também a bens materiais e outros que são incalculáveis como alimentação, segurança, conforto e, acima de tudo, dignidade. A comunidade LGBTQIA+ enfrenta há anos barreiras que lhe impedem de exercer esses direitos, inclusive trabalhar.

    Há um longo caminho a ser percorrido por órgãos públicos, privados e sociedade como um todo. Mas essa discussão é urgente. Medidas precisam ser tomadas e colocadas em prática. Podemos tomar como exemplo o Projeto Transcidadania, da Prefeitura de São Paulo, que oferece cursos de qualificação profissional e oportunidades de trabalho voltadas às atividades do órgão por um período de tempo com o pagamento de até um salário mínimo.

    Empresas públicas, privadas e ONGs podem firmar outras parcerias e ter um olhar para essas pessoas, que em boa parte não tiveram acesso à educação e à cultura. A violência sofrida dentro e fora de casa fazem com que parte da comunidade LGBTQIA+ saia de seus lares em busca de paz, acabam nas ruas, em condições degradantes, colocando em risco suas vidas. Mais uma vez o trabalho é uma grande oportunidade de darem aos milhares de gays, lésbicas, em especial as travestis, mulheres transexuais e homens trans o direito de construírem suas trajetórias com respeito.

    O Blued, aplicativo de relacionamento por geolocalização para homens gays com usuários conectados em 170 países, acredita que é por meio de parcerias e ações voltadas para a saúde, educação e trabalho que toda a comunidade LGBTQIA+ poderá reescrever sua história. E além de oferecer trabalho, é preciso garantir também um ambiente seguro e acolhedor para que todas as pessoas com quem esse colaborador terá contato saibam como lidar com a diversidade e a pluralidade de ideias no ambiente coorporativo.

    E quando se fala em oportunidades de trabalho para membros da comunidade LGBTQIA+ é preciso ir além de atividades relacionadas à moda, beleza e cultura, as que mais absorvem esses trabalhadores. Essas pessoas devem e merecem ocupar todos os espaços, sejam eles relacionados à saúde, justiça, educação, comunicação, construção, negócios, transportes, entre tantos outros.

    Educação transforma, amplia sua visão de mundo, derruba muros, constrói e reconstrói vidas. E o trabalho? O trabalho dá dignidade, honra, esperança, ajuda a realizar sonhos, viajar! Podemos elencar uma série de conquistas que a educação e o trabalho podem proporcionar, mas, infelizmente, essa não é a realidade da maioria das pessoas trans e travestis, em especial no Brasil, o país que mais mata LGBTQI+ no mundo, em especial trans.

    Desde que chegou ao Brasil, em 2020, o Blued segue apoiando ações de saúde, educação e cidadania atuando nos direitos dos membros da comunidade LGBTQIA+, como a realização de campanhas realizadas por entidades de renome como a Casa1 e Casinha, conhecidas por abrigar vítimas de homofobia com casos de violência física e psicológica. Em setembro, se posicionou para alertar sobre os altos índices de suicídio entre membros da comunidade LGBTQIA+ e reforçou seu compromisso por uma cultura de paz no Dia Internacional da Não-Violência, instituído pela ONU em 02 de outubro. As informações são do GAY BLOG BR by SCRUFF.