Censura moral ontem e hoje

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    » 18 NOV, QUINTA-FEIRA, às 18h @ YOUTUBE MIXBRASIL (60’)
    Acessibilidade: Libras

    O Brasil tem uma larga tradição de censura moral às diversas linguagens artísticas. O teatro, o cinema, as artes plásticas, a televisão, a literatura e o jornalismo foram alvo do controle do Estado em diferentes momentos da nossa história. Especialmente durante a ditadura civil-militar de 1964, estruturou-se um aparato censório para controlar a produção e circulação de obras que tivessem por objeto a diversidade sexual e de gênero. Na atualidade, vemos diversos casos de censura contra conteúdos LGBTQIA+ em editais de agências de governo ou mesmo por decisão do Poder Judiciário. Diante desse cenário, a mesa tem por objetivo refletir sobre como a censura moral se manifesta através da nossa história e impacta o nosso presente.

    Claudia Garcia

    Claudia Garcia: Em 1980 entrei para o grupo Somos que atuava na luta contra homofobia e a partir desse grupo entrei para uma organização marxista envolvida na construção do primeiro partido operário pós ditadura ,Partido dos Trabalhadores, e minha militância sempre foi pela democracia e contra a ditadura. Em 2002 eu comecei a participar da Parada de São Paulo como voluntária e em 2004 entrei para diretoria e em 2017 assumi a presidência e estou até hoje.

    Ciro Barcelos

    Ciro Barcelos: Ator, bailarino, coreógrafo, encenador. Exilado do país com o Dzi Croquettes, permaneceu oito anos na Europa trabalhando e estudando teatro e balé. Como bailarino dançou nas companhias internacionais Ballet du XX Siècle (de Maurice Bejart), Ballet Théâtre Joseph Russillo, Cia. Felix Blaska, e participou das oficinas de montagem de “A Sagração da Primavera”, sob a direção de Pina Bausch. Integrou o corpo de baile do Moulin Rouge de Paris e dançou em programas musicais das televisões francesas e italianas. Atualmente vem se dedicando ao ensino, promovendo oficinas de teatro físico, coreografando para companhias de renome e cuidando da direção de movimento de peças teatrais.

    Renan Quinalha

    Renan Quinalha: Professor de Direito da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Coordenador adjunto do Núcleo TransUnifesp. Membro do Conselho de Orientação Cultural do Memorial da Resistência de São Paulo, do Conselho do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/Unifesp) e do Conselho Consultivo da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Membro da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Diversidade Sexual da OAB/SP. Presidente do Conselho de Administração do Núcleo de Preservação da Memória Política. Publicou, em 2013, o livro “Justiça de transição: contornos do conceito” e está lançando, em 2021, “Contra a moral e os bons costumes: a ditadura e a repressão à comunidade LGBT”.