Aplicativo Grindr estreará na Bolsa valendo US$ 2,1 bilhões

O app tem cerca de 11 milhões de usuários ativos mensais e estima-se que 700 mil paguem pela versão premium

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O aplicativo de encontros gays, Grindr, anunciou na última segunda-feira, dia 9 de maio, que concordou em abrir o capital por meio de uma fusão com a Tiga Acquisition, uma sociedade de propósito específico (Special Purpose Acquisition Company, ou SPAC), em uma operação que o avaliaria inicialmente em US$ 2,1 bilhões.

A combinação de negócios dará cerca de 384 milhões de dólares para investir em infraestrutura e ferramentas de monetização, com o objetivo de atrair e reter mais pessoas, além de diversificar a receita.

“Temos uma marca global presente em quase todas as partes na comunidade a que servimos, um tamanho impressionante, uma taxa de interação dos nossos usuários e uma margem operacional entre as melhores do setor, e iniciamos recentemente nosso percurso em termos de monetização e crescimento”, destacou Jeff Bonforte, CEO do Grindr, citado em comunicado.

A empresa também comunica sobre a “missão a serviço da comunidade LGBTQ+” e seu potencial, considerando que o mercado-alvo “cresce rapidamente” e que o aplicativo atinge 2% do mercado no momento. Eles também comunicam que 80% dos usuários do Grindr têm menos de 35 anos.

“O número de pessoas que se identificam como parte da comunidade queer aumentou drasticamente”, disse Bonfort, acrescentando que isso se deve ao fato de as pessoas se sentirem mais seguras ao abraçar sua identidade.

Por outro lado, o Grindr enfrenta problemas em vários países. A Noruega processou o app por ter compartilhado dados pessoais ilegalmente, resultando em uma multa de 6,3 milhões de euros. Na China, onde o casamento homoafetivo é proibido e as questões LGBTQIA+ continuam sendo tabu, ele também foi censurado.

Ao longo de seus 13 anos de história, o Grindr teve vários proprietários. Em 2020, a chinesa Beijing Kunlun Tech vendeu a empresa para a San Vicente Acquisition Partners por US$ 600 milhões, depois que os reguladores dos EUA pediram uma alienação devido a preocupações com títulos nacionais.

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Fundado em 1994, o MixBrasil é o primeiro portal de informações e cultura LGBTQIA+ do Brasil

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