Últimas sessões do espetáculo “Homens Pink” no Sesc Belenzinho, em São Paulo

Renato Turnes dirige, escreve e protagoniza a performance documental que celebra o orgulho da ancestralidade LGBTQIA+

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Público tem somente este fim de semana para conferir o espetáculo “Homens Pink“. A montagem da Cia La Vaca, de Santa Catarina, segue em cartaz no Sesc Belenzinho, até 15 de maio, com sessões sexta e sábado, às 21h30 e domingo, às 18h30.

Renato Turnes dirige, escreve e protagoniza a performance documental que celebra o orgulho da ancestralidade LGBTQIA+. O espetáculo foi criado a partir de depoimentos de homens gays idosos. As recordações pessoais do ator se fundem a lembranças emprestadas sobre a infância, o sexo, o fervo, a epidemia da AIDS e a luta dos pioneiros para celebrar o orgulho da ancestralidade LGBTQIA+.

O projeto foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural de 2017/2018 e iniciou sua trajetória com um documentário homônimo que estreou online entre os anos de 2020 e 2021 em festivais nacionais e até em Bangkok, na Tailândia. Com a temporada no Sesc Belenzinho, o filme está disponível no canal de Youtube da Cia até 17 de maio.

“Na época de minha adolescência, tinha uma geração mais velha que já era conectada com o universo LGBTQIA+. Eles sabiam as melhores músicas, tinham mais conhecimento da moda, eram um modelo para nós mais jovens. Com o passar dos anos, comecei a questionar por onde andavam essas pessoas e iniciaram-se os questionamentos sobre o processo de envelhecimento e invisibilidade. A questão de não se sentir mais confortável em certos ambientes. Assim como toda a sociedade, esta comunidade também é atingida por não estar mais nos padrões de beleza e consumo. Foram encontrados momentos de convergência como a explosão da epidemia da AIDS. São narrativas que se distanciam e se tocam ao mesmo tempo”, ressalta o ator.

Durante a pesquisa, Renato Turnes encontrou, em São Paulo e em Florianópolis, nove homens gays dispostos a compartilhar com ele suas memórias: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa e Wladimir Soares. Fotos, projeções e objetos dos próprios entrevistados compõem os elementos de cenário e figurino que remetem a luz e escuridão, características que reforçam o tom agridoce do espetáculo em meio aos fragmentos narrativos.

A Cia La Vaca também estreou o documentário O Amigo do Meu Tio em 2022 que conversa com a peça Homens Pink. Por meio de imagens antigas de fitas VHS, é mostrada a história da infância de uma criança LGBTQIA+. O filme foi vencedor do 29º Festival Mix Brasil na categoria Prêmio Canal Brasil de Curtas.

“Nossas histórias eram contadas por um grupo hegemônico, passando pelos mesmos temas e abordagens. Todavia, nos últimos anos, houve uma mudança de perspectiva. Finalmente a história tem sido contada por nós mesmos. A comunidade LGBTQIA+ tem mostrado suas vidas, gerando novas facetas envolvendo idade, raça. Homens Pink é uma reverência para aqueles que vieram antes, os pioneiros na luta por uma série de direitos”, enfatiza Turnes.

Últimas sessões do espetáculo "Homens Pink" no Sesc Belenzinho, em São Paulo
Renato Turnes – Crédito: Cristiano Prim

SINOPSE:

Homens Pink é um espetáculo criado a partir dos depoimentos de um grupo de senhores gays. No corpo-arquivo em cena, narrativas sobre infância, fervo, epidemia e resistência conectam-se a acervos pessoais e compõem um documento performativo que celebra a experiência dos pioneiros e o orgulho das ancestralidades dissidentes.

FICHA TÉCNICA:

Direção artística, texto e performance: Renato Turnes. Assistência de criação: Karin Serafin. Iluminação e projeções: Hedra Rockenbach. Edição de vídeos: Marco Martins. Imagens VHS: Carlos Eduardo Valente e Dominique Fretin. Figurinos e máscara: Karin Serafin. Trilha sonora original: Hedra Rockenbach. Arte gráfica: Daniel Olivetto. ​Fotos: Cristiano Prim. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção: Milena Moraes. Realização: La Vaca Companhia de Artes Cênicas. Artistas provocadores: Anderson do Carmo, Vicente Concilio, Fabio Hostert e Max Reinert. A partir das memórias de: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa, Wladimir Soares. Acervos pessoais gentilmente cedidos pelos entrevistados. Apoio: Rumos Itaú Cultural

SERVIÇO

HOMENS PINK
Sesc Belenzinho – Local: Sala de Espetáculos I
Temporada: Até 15 de maio. Sextas e sábados, às 21h30, e domingo, às 18h30
Ingressos: R$ 30 (Inteira), R$ 15 (Meia-entrada) e R$ 9 (Credencial Plena do Sesc).
Compras: https://www.sescsp.org.br/programacao/homens-pink/ 
Duração: 50 minutos. Classificação: 14 Anos. Capacidade: 100 lugares

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA PARA ACESSO E PERMANÊNCIA NA UNIDADE

Apresentação do comprovante de vacina

Em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo é necessário apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19. Desde dezembro de 2021, o acesso às unidades passa a ser realizado mediante comprovação do esquema vacinal completo, e um documento oficial com foto. O público pode apresentar o comprovante físico, recebido no ato da vacinação, ou o comprovante digital, disponibilizado pelas plataformas VaciVida e Conecte SUS, ou pelo aplicativo e-saúdeSP.

Máscaras

Recomendamos o uso de máscaras, cobrindo adequadamente boca e nariz.

RENATO TURNES

É ator, diretor de teatro e cinema, roteirista e documentarista. Como ator se destacou com a criação da Trilogia Lugosi, série de solos de terror a partir de textos de Poe, Lovecraft e Bonassi. Diretor artístico da La Vaca Cia de Artes Cênicas, junto a qual dirigiu Mi Muñequita, Kassandra, e Uz, além de atuar em Le Frigô e Ilusões. Fora da cia, dirigiu diversos trabalhos, tais como Emoções Baratas (Cia Experimentus), Eu Faço Uma Dança que a Minha Mãe Odeia, Parte da Paisagem e Eco (Karin Serafin), Dona Bilica Naquele Tempo (documentário e espetáculo – Pé de Vento Teatro), Cartografia do Assédio (Coletivo Karma) e Rinha (Grupo Risco). Nos últimos anos tem investigado as relações entre filme documentário, corpo-arquivo e documento performativo, em diversos projetos. Pesquisador do teatro popular, dirigiu documentários sobre circo-teatro, entre eles É Bucha! 40 anos do Teatro Biriba e publicou o livro O Baú do Biriba: dramas, sobre dramaturgia circense.

Com especial interesse na ancestralidade LGBTI+, dirigiu espetáculos e filmes como Não Representadas, Homens Pink, Finas & Caricatas e O Amigo do Meu Tio e roteirizou curtas como Selma Depois da Chuva e os inéditos Bloco dos Corações Valentes e Da Cabeça Aos Pés. Entre diversos prêmios recebeu a Medalha do Mérito Cultural Francisco Dias Velho, o Prêmio Waldir Brazil e o Troféu Isnard Azevedo em reconhecimento à sua trajetória como artista de teatro. Seu filme documentário Homens Pink, lançado em 2020, recebeu o Prêmio Especial do Júri no DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero – 2020 e o Prêmio de Melhor Média Metragem no Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Filmes de Arquivo 2020.

LA VACA COMPANHIA DE ARTES CÊNICAS

É uma companhia brasileira de teatro criada pelos artistas Milena Moraes e Renato Turnes, em Florianópolis. Em 2008 iniciou sua trajetória estabelecendo parcerias com dramaturgos da nova cena latino-americana. Desenvolveu projetos que incluem linguagens diversas, expandindo a experiência com o palco tradicional para o teatro contemporâneo, intervenções urbanas, performance e audiovisual, firmando relações criativas e profissionais com artistas de outros coletivos. Em 14 anos de atuação, segue investindo na produção de trabalhos politicamente comprometidos, que buscam o diálogo potente com os espectadores.

Informações:

https://www.cialavaca.com/

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Fundado em 1994, o MixBrasil é o primeiro portal de informações e cultura LGBTQIA+ do Brasil

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