Indicado em três categorias no Oscar, “Flee” estreia no Brasil em 21 de abril

A animação dinamarquesa “Flee - Nenhum Lugar para chamar de lar”, do cineasta Jonas Poher Rasmussen, chega aos cinemas do país ainda este mês

LEIA TAMBÉM

- Publicidade -
- Publicidade -

Dirigido por Jonas Poher Rasmussen, “Flee – Nenhum lugar para chamar de lar”, que fez história ao ser indicado em três categorias no Oscar, estreia nos cinemas do Brasil no dia 21 de abril, com distribuição da Diamond Films. A produção concorreu ao Oscar como Melhor Documentário, Melhor Animação e Melhor Filme Internacional.

Contando com mais de 80 troféus recebidos em diversos países, além de outras 140 indicações, o filme foi reconhecido também como Melhor Filme no Festival Internacional de Animação de Annecy.

O longa, que conta com produção executiva dos atores Riz Ahmed (“O Som do Silêncio”) e Nikolaj Coster-Waldau (“Game of Thrones”), traz uma história de resistência e coragem protagonizada por um homem cujo nome não pode ser revelado – para sua própria segurança e de sua família. No filme, é chamado de Amin Nawabi, um acadêmico de 36 anos bem-sucedido que planeja se casar com seu companheiro, Casper, mas há algo nele que sempre o impede de concretizar a união.

O documentarista dinamarquês Jonas Poher Rasmussen conhece Amin há muitos anos, desde que o rapaz chegou na Dinamarca, ainda na adolescência, mas desconhece seu passado, e desconfia que essa possa ser a chave para explicar o comportamento do amigo, que tem dificuldades em se comprometer emocionalmente com as pessoas.

Duas décadas depois de sua chegada à Dinamarca, e reconhecendo que seus traumas do passado atrapalham sua vida no presente, Amin resolve se abrir e contar como sua família fugiu do Afeganistão e dos Mujahidin, conhecidos como “guerreiros santos”. A partir daí, FLEE – NENHUM LUGAR PARA CHAMAR DE LARacompanha a trajetória da família do rapaz que se escondeu em Moscou, na Rússia, mas de onde foi obrigada a sair depois que os vistos como turistas expiraram.

Uma jornada pela Europa em busca de abrigo e de um refúgio para uma vida digna foi o que marcou a juventude do rapaz, que, agora, em primeira-mão, conta sua história ao amigo, que a transformou neste premiado filme. Mesmo não mostrando o rosto do verdadeiro Amin, a produção é narrada por ele, que também contribuiu com o roteiro.

Poher Rasmussen explica que Amin queria confrontar seu próprio passado, seus traumas e feridas, e, assim, agora, poder levar uma vida mais tranquila e estabelecer laços e vínculos mais profundos com as pessoas, mas tinha receio da exposição. “Ele queria compartilhar sua história para mostrar para o mundo o que é viver em constante fuga. A animação fez Amin se sentir seguro para falar sobre sua trajetória. Podíamos usar a voz real dele, e ainda assim ele estaria anônimo, o que é importante, pois sua família voltou para o Afeganistão”, diz o diretor.

flee
Frame de “Flee” – Reprodução

FLEE – NENHUM LUGAR PARA CHAMAR DE LAR conta, no Rotten Tomatoes, com aprovação de 98% da crítica, e de 92% do público. Torris Laffly, da Harper’s Bazaar, disse que o filme é “um grande feito do cinema humanista […] e será tema de discussões por muitos anos.”

Benjamin Lee, do The Guardian, aponta que este é “um filme complexo, que expande e expõe o tipo de história que costuma ser simplificada.” Peter Debruge, da Variety, conclui que “é uma investigação artística da forma como o trauma cauda impacto na vida de uma pessoa”. O cineasta coreano Bong Joon-ho (“Parasita”) escolheu como um dos melhores filmes de 2021, classificando-o como “uma das obras cinematográficas mais comoventes do ano.”

Sinopse

FLEE – NENHUM LUGAR PARA CHAMAR DE LAR conta a história de Amin Nawabi, um homem que convive com um passado doloroso, guardado por vinte anos, que afeta de forma silenciosa a vida que ele está construindo para si e seu futuro marido. A extraordinária jornada da infância de Amin, uma criança refugiada do Afeganistão à procura de um lar, é agora compartilhada com o mundo em uma produção sensível e profunda, consagrada com três indicações ao Oscar, que une animação e documentário.

Ficha Técnica

Direção: Jonas Poher Rasmussen
Roteiro: Jonas Poher Rasmussen e Amin Nawabi
Produção: Monica Hellstrøm, Signe Byrge Sørensen
Produção da animação: Charlotte De La Gournerie
Direção da animação: Kenneth Ladekjær
Elenco: Sofia Buenaventura, Julián Giraldo, Karen Quintero, Laura Castrillón, Moises Arías, Sneider Castro, Julianne Nicholson
Trilha Sonora: Uno Helmersson
Montagem: Janus Billeskov Jansen
Gênero: documentário, animação
País: Dinamarca, França, Noruega, Suécia, Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos, Finlândia, Itália, Espanha, Estônia e Eslovênia
Ano: 2021
Duração: 89 min.
Distribuição: Diamond Films.

MixBrasil
MixBrasil
Fundado em 1994, o MixBrasil é o primeiro portal de informações e cultura LGBTQIA+ do Brasil

Deixe uma resposta

- Publicidade -
- Publicidade -

Latest News

Virada Cultural 2022 terá Gloria Groove, Ludmilla e outros artistas LGBTQIA+

No próximo sábado (28) e domingo (29), além de Gloria Groove e Ludmilla, nomes como Filipe Catto, Potyguara Bardô, Luísa Sonza, Majur, Vitão e Pocah também se apresentam na Virada Cultural de SP

More Articles Like This

- Publicidade -