PrEP injetável contra o HIV será implementado no Brasil

Os estudos demonstraram que a PrEP injetável reduz o risco de infecção pelo vírus HIV em até 99%

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A agência global de saúde ligada à OMS, Unitaid, financiará a implementação do projeto da Profilaxia Pré-exposição (PrEP) injetável no Brasil, utilizando o medicamento Cabotegravir de ação prolongada, sendo que os estudos demonstraram que ela consegue ser ainda mais eficaz do que a PrEP oral diária na redução do risco de infecção pelo vírus HIV em até 99%.

Além disso, a Unitaid defende que é uma solução para os usuários que têm dificuldades em tomar pílulas regularmente e ainda ajuda a mitigar o medo de que terceiros confundam a PrEP oral com o tratamento do HIV, fazendo com que o usuário sofra estigma, discriminação ou até violência .

O anúncio foi realizado durante o seminário conjunto Brasil e Unitaid, e o projeto vai ser coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) em parceria com o Ministério da Saúde. O Carbotegravir de ação prolongada propicia oito semanas de proteção contínua contra a infecção pelo vírus por meio de uma única injeção intramuscular.

PrEP injetável contra o HIV será implementado no Brasil
Reprodução

O público-alvo será os grupos mais vulneráveis à infecção, como homens que fazem sexo com homens e as mulheres trans, de 18 a 30 anos. A iniciativa também será realizada na África do Sul, e por lá, o objetivo é atingir adolescentes e jovens mulheres, que têm sido infectadas em taxas desproporcionalmente altas. Na África Subsaariana, seis em cada sete novos casos de infecção em adolescentes ocorrem em garotas, e mulheres jovens têm o dobro do índice de contaminação em relação a homens jovens.

Para a chefe o laboratório de Pesquisa Clínica em IST e AIDS do INI, Beatriz Grinsztejn, o novo tratamento fará diferença socialmente. “A PrEP com com Cabotegravir de longa duração (CAB-LA) é uma estratégia nova e poderosa que pode realmente fazer a diferença no controle da epidemia de HIV/Aids”.

Segundo o diretor de Relações Exteriores e Comunicação da Unitaid, a ideia é integrar o Carbotegravir aos programas nacionais de saúde, gerando dados que apoiarão sua implantação global. Já a gerente técnica sênior do Departamento de Estratégias da Unitaid, Carmen Pérez Casas, disse que há uma necessidade de manter uma prevenção sustentável contra o HIV. A organização alerta que é necessário assegurar um amplo acesso ao Cabotegravir de longa duração, de forma que seja batida a meta da ONU de alcançar 95% das pessoas com risco de infecção em 2025.

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